por uberlandiahoje | maio 9, 2026 | Notícias |
Memorando assinado durante missão ao Canadá fortalece cooperação institucional e amplia conexões entre Minas Gerais e o mercado canadense
Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), celebrou, na última terça-feira (5/5), um Memorando de Entendimento (MoU) com a Brazil-Canada Chamber of Commerce (BCCC), em Toronto, no Canadá. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a cooperação institucional, ampliar a atração de investimentos e impulsionar o comércio exterior entre Minas Gerais e o mercado canadense.
A assinatura ocorreu durante a Missão Canadá 2026 realizada ao longo desta semana. Promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a missão reúne empresários e lideranças com foco na ampliação de negócios, inovação e parcerias estratégicas no país norte-americano.
Liderada pelo subsecretário de Atração de Investimentos e Cadeias Produtivas, Daniel Medrado, a comitiva do Governo de Minas, também conta com a participação da diretora-presidente da Invest Minas, Milena Pedrosa, reforçando a atuação coordenada do Estado na promoção internacional de Minas.
Para o subsecretário, o potencial de investimentos em minerais críticos e terras raras tem posicionado o estado em destaque no mundo. “Verificamos que a transição energética é uma oportunidade de desenvolvimento tecnológico e se torna essencial diante do avanço da inteligência artificial e da crescente demanda por energia limpa. E Minas Gerais tem vocação para liderar esse processo, com reservas estratégicas como terras raras e lítio, fundamentais para a nova economia”, afirmou Daniel Medrado.
Cooperação estratégica
O acordo estabelece diretrizes para a promoção conjunta de oportunidades de investimento, organização de missões comerciais, realização de eventos e intercâmbio de informações estratégicas. A parceria prevê ainda a aproximação entre empresas, instituições de pesquisa e governos, com foco em setores estratégicos, como minerais críticos.
A relação entre Minas Gerais e o Canadá tem se fortalecido nos últimos anos. Desde 2019, o estado já atraiu mais de R$ 2,6 bilhões em investimentos canadenses em áreas como mineração, energia solar, indústria de alimentos, agronegócio e setor aeronáutico. No comércio exterior, o Canadá figura entre os principais parceiros de Minas, sendo o quinto maior destino das exportações mineiras em 2025.
A parceria também amplia uma relação já existente entre a Sede-MG e a BCCC. O Governo de Minas já participou de iniciativas promovidas pela entidade, como a Brazil Week, além de agendas empresariais durante a PDAC (Prospectors & Developers Association of Canada), um dos principais encontros globais do setor mineral.
Missão Canadá
A missão teve início na segunda-feira (4/5), em Toronto, com uma visita à Universidade de Toronto (UofT), reafirmando a importância de parcerias estratégicas no campo da ciência e da tecnologia.
No mesmo dia, houve a realização do Brazil Canada Business Forum, voltado à discussão de oportunidades de negócios, investimentos e inovação entre os dois países. Na terça-feira (5/5), o evento também foi realizado em Montreal, levando os potenciais mineiros para outra província que abriga grandes empresas do país.
A comitiva mineira segue no Canadá até domingo (10/5), com agendas empresariais, encontros institucionais e visitas técnicas envolvendo empresas e instituições ligadas aos setores de inovação, mineração, energia e tecnologia.
por uberlandiahoje | maio 9, 2026 | Notícias |
Intervenções foram citadas durante passagem do governador pela Praça de Serviços do projeto Governo Presente
O governador Mateus Simões, anunciou um investimento de mais de R$ 700 milhões em diversas obras de infraestrutura rodoviária na região Noroeste do estado, nesta sexta-feira (8/5), durante a passagem pela Praça de Serviços do Governo Presente, em Paracatu, capital provisória de Minas Gerais.
GOV. MG
Em reunião com representantes do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), prefeitos e deputados, o governador anunciou as obras, com recursos obtidos a partir da desestatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), que determina a destinação dos recursos para investimentos em infraestrutura. “Temos certeza que essa é a região que mais vai crescer em termos de participação do Produto Interno Bruto (PIB) em todo o estado ao longo do próximo ano”, afirmou o governador mineiro.
Uma das intervenções mais importantes será na MG-408, com a pavimentação da via entre Brasilândia de Minas e Buritizeiros. “O lote 1 é de R$ 138,4 milhões e o lote 2 de mais de R$ 150 milhões. É uma obra histórica para nós, que representa uma nova ligação do Centro-Oeste do país com o Noroeste de Minas”, destacou Simões.
As obras anunciadas pelo governador, com previsão de início ainda para este ano, incluem ainda a pavimentação de 25 quilômetros da LMG-680, entre Ribeiros e Paracatu, uma ponte na LMG-722 sobre o Rio Paranaíba, de Rochinha a Lagamar, a restauração do trecho da MG-235, de São Gotardo ao entroncamento com a BR-354, com extensão de 8,3 quilômetros.
O governador elencou ainda a restauração de um trecho de 3,6 quilômetros da MG-235, no entroncamento da LMG-764 a São Gotardo, com a inserção de terceira faixa; restauração e aumento de capacidade na MGC-230, de Serra do Salitre a Salitre de Minas.
Praça de Serviços
A Praça de Serviços do Governo Presente desembarcou em Paracatu, na quinta-feira (7/5), e funciona até esta sexta-feira (8/5) na Feira dos Produtores do município. Durante os dois dias, a população pôde acessar diversos serviços, como emissão de documentos, atualização do cartão de vacina, apoio ao produtor rural, negociação de contas e ações de cidadania.
A estrutura também incluiu outros serviços de saúde, como aferição de pressão arterial, castração e imunização de animais, atendimentos da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Copasa, além de iniciativas voltadas à inclusão produtiva e ao acesso a políticas públicas.
As transferências provisórias do Governo Presente se repetem por 19 cidades até junho, em uma ação que busca reconhecer a importância e valorizar cada uma das regiões mineiras, além de possibilitar ao governador conhecer ainda mais de perto as demandas dos moradores locais, incluindo os municípios ao redor de cada capital provisória.
Com isso, o Governo de Minas pretende destacar o papel estratégico desempenhado pelos municípios no fortalecimento das políticas públicas, na descentralização administrativa e na promoção do desenvolvimento regional.
A iniciativa reforça a importância de aproximar a administração pública estadual das diversas regiões de Minas Gerais, estimulando o diálogo federativo, a articulação institucional e a presença do Estado em cada território.
por uberlandiahoje | maio 9, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP redação
A invasão da Reitoria da USP, neste momento, não é para reivindicar melhorias para os alunos em geral, mas sim por ser um ano eleitoral e precisam “atrapalhar” a reeleição do atual governador. Assim como os invasores em Brasília em 2023 foram punidos, estes alunos sejam punidos e paguem as destruições (foram filmados), pois a USP é sustentada com os impostos de todo o povo Paulista. Reivindicar sim, vandalismo NÃO!
por uberlandiahoje | maio 9, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Dia das Mães são todos os dias. Parabenizo todas Elas e em especial a minha que morreu muito cedo, mas que ensinou a mim e irmãos cidadania e gostar de política!
por uberlandiahoje | maio 9, 2026 | Ponto de Vista |
João Batista Domingues Filho
Cientista Político – Professor UFU/INCIS
Se os católicos brasileiros por obediência ao seu Deus oferecem esmolas aos pobres, o desenvolvimento do nosso Estado de bem-estar depende da erradicação da miséria no país. Essa meta, antes projetada para 2014, não se concretizou, mas permanece como horizonte normativo das políticas públicas contemporâneas. Segundo dados recentes, o Brasil ainda convive com níveis relevantes de pobreza (cerca de 23% da população) e extrema pobreza (em torno de 3,5%), embora tenha havido melhora recente após os anos críticos da pandemia.
Na sociedade moderna ocidental criou-se o imperativo de tratar seus membros de maneira igualitária. Os seres humanos são fundamentalmente iguais entre si: ideal social com força prática. Igualdade social: as pessoas devem ser tratadas como iguais em todas as esferas institucionais que afetam suas oportunidades de vida: educação, trabalho, consumo, serviços sociais, relações domésticas e saúde. Igual possibilidade de alcance dos benefícios que a sociedade torna disponível.
Críticos conservadores denunciam que a busca da igualdade é incompatível com a liberdade, porque destrói os incentivos criados pela economia de mercado. Ainda afirmam que a busca de igualdade pelo Estado é fútil, pois novas formas de desigualdade, inevitavelmente, surgirão para ocupar o lugar das que foram suprimidas. Nas democracias ocidentais prevalece a igualdade de renda como um valor fundamental, com maior igualdade de situação material. O igualitarismo moderno, sustentado pelo Estado contemporâneo, advém da preocupação com a Justiça, para evitar a exploração do homem pelo homem no mercado.
O ideal da igualdade social é negado pelo pressuposto de que o mercado, em si, garantiria a produção e distribuição de bens e serviços. A desigualdade surge como algo inevitável, pois existem as desigualdades substanciais relativas ao sucesso e fracassos das pessoas na concorrência do mercado. O Estado é para garantir a liberdade e condições de igualdade das pessoas em situação de mercado. A igualdade social de mercado deve ser promovida pelo Estado, reforçando as instituições públicas e privadas que alocam bens e serviços. Este é o principal argumento contra o Estado erradicar a miséria no Brasil — argumento que, à luz dos dados recentes, precisa ser relativizado diante do impacto efetivo das políticas de transferência de renda.
Bolsa Família é um programa social bem-sucedido: mais de 20 milhões de famílias atendidas em anos recentes, com cobertura ainda próxima de 19 milhões de lares em 2026, com impacto considerável para diminuir a pobreza e a desigualdade de renda. Seu custo, hoje, situa-se em torno de 1,4% a 1,5% do PIB — significativamente acima dos cerca de 0,4% observados em seus primeiros anos — o que revela tanto sua ampliação quanto sua centralidade na política social brasileira. Sem esse tipo de transferência, estimativas indicam que a extrema pobreza poderia alcançar cerca de 10% da população, o que evidencia seu papel imediato na contenção da miséria.
Quem fez isso no Brasil recebeu o voto nas eleições. Uma troca justa. O Estado faz a transferência de recursos condicionadas a matricular os filhos na escola e manter a vacinação em dia. A desigualdade no Brasil diminuiu, ainda, em função da sofisticação das políticas públicas e o melhor desempenho econômico. Entretanto, os avanços não foram lineares: o país experimentou retrocessos significativos na última década, o que demonstra a fragilidade estrutural da redução da pobreza quando não acompanhada de crescimento consistente e políticas estruturantes.
Há algumas décadas tínhamos quatro em dez na pobreza, hoje cerca de um em cada quatro brasileiros ainda se encontra nessa condição. Problemas: qualidade das escolas públicas e a situação do saneamento básico no Brasil. Aumento de doenças na infância com diminuição do aprendizado dos pobres da Bolsa Família. Mais problemas: como sair da dependência da Bolsa Família, cujo impacto é claro na renda imediata, mas ainda limitado na transformação estrutural das capacidades cognitivas e não cognitivas, enquanto habilidades necessárias para a inserção produtiva no mercado de trabalho, para jovens e adultos. A questão central deixa de ser a existência do programa e passa a ser sua articulação com políticas de educação, qualificação e geração de renda.
Os cidadãos sofrem de privação relativa quanto à capacidade de obter alimento, educação, saúde e trabalho. São necessidades básicas sem as quais as pessoas não podem desempenhar seus papéis como cidadãos plenos da sociedade brasileira. Assim, o desafio contemporâneo não é apenas reduzir a pobreza, mas interromper sua reprodução intergeracional, transformando proteção social em autonomia econômica duradoura.