por uberlandiahoje | maio 22, 2026 | Notícias |
Estado avança em projetos estratégicos, amplia carteira de investimentos e reforça segurança jurídica no setor
Minas Gerais vive um momento histórico na infraestrutura, com o maior volume de concessões já realizado e uma carteira de R$ 26,4 bilhões em investimentos. O estado se consolida como protagonista de um novo ciclo no país, impulsionado pela ampliação das parcerias e pela estruturação de projetos de grande impacto.
GOV, MG
Esse movimento ganha força com uma carteira robusta, que garante previsibilidade, atrai investidores e mantém o ritmo de obras e melhorias em diversas regiões do estado, mesmo em cenários econômicos desafiadores.
Atualmente, o Estado conta com 25 concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs), que abrangem infraestrutura logística, aeroportos, balsas, terminais rodoviários, parques estaduais, equipamentos esportivos, além de complexos penais e de saúde.
O protagonismo mineiro se reflete nos avanços recentes da agenda. Até 2018, Minas contabilizava 11 concessões vigentes, sendo dois projetos rodoviários, de equipamentos esportivos, como Mineirão e Mineirinho, e de serviços públicos. Atualmente, o estado já soma 25 concessões, um crescimento superior a 120%.
Só em 2025, foram leiloados com sucesso projetos como o lote rodoviário Via Liberdade, que melhora o acesso às cidades históricas de Ouro Preto e Mariana, a PPP do Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio (HoPE) e a do Sistema Socioeducativo, o primeiro modelo desse tipo no país.
Também avançaram iniciativas nas áreas de logística, mobilidade e serviços públicos, como a PPP para a manutenção da infraestrutura de 95 escolas da rede estadual, além da concessão do transporte por balsas no Lago de Furnas e do lote rodoviário para a construção da ponte entre os municípios de Cássia e Delfinópolis.
Outro destaque é o Rodoanel, que segue em fase de licenciamento. O projeto vai retirar o tráfego pesado da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e integrar importantes corredores logísticos, aumentando a eficiência do transporte de cargas e passageiros.
Além das rodovias, o estado acompanha avanços em mobilidade e logística, com a concessão do Metrô da RMBH, que tirou do papel a ampliação e modernização do sistema, com o início das obras da Linha 2, aumentando a oferta e melhorando a circulação entre as cidades.
Para o secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), Pedro Bruno, o avanço das concessões demonstra a capacidade do Governo de Minas em planejar e executar propostas de grande impacto.
“Minas vive o maior ciclo de concessões da sua história, com projetos estruturados, segurança jurídica e foco em resultados. Estamos ampliando investimentos, melhorando serviços e garantindo mais desenvolvimento para todos os mineiros”, destaca o secretário Pedro Bruno.
Regulação e inovação
O avanço das concessões em Minas Gerais exigiu o fortalecimento da estrutura de regulação, acompanhando o aumento no número de contratos. Nesse contexto, em 2025 foi criada a Agência Reguladora de Transportes do Estado de Minas Gerais (Artemig), responsável por regular e fiscalizar concessões e Parcerias Público-Privadas nas áreas rodoviária, ferroviária, aeroportuária e hidroviária.
A criação da autarquia acompanha a evolução da carteira de projetos. Até 2019, eram duas concessões rodoviárias em Minas. Hoje, já são seis projetos sob regulação da agência: MG-050, BR-135, Lote Triângulo, Lote Sul de Minas, Vias do Café e, a mais recente, Via Liberdade. Há ainda o contrato de concessão do Rodoanel da RMBH, que, nesta primeira fase, terá aproximadamente 70 quilômetros de extensão.
Outro diferencial desse novo ciclo é o uso de tecnologia na operação das concessões. Sistemas de monitoramento, manutenção preventiva e soluções como o pedágio eletrônico, no modelo free flow, tornam as rodovias mais eficientes e seguras. Em Minas, o primeiro sistema deste tipo já está em funcionamento no Sul de Minas, modernizando a cobrança e melhorando a experiência dos usuários.
por uberlandiahoje | maio 22, 2026 | Notícias |
Elaborado pela Secretaria de Agricultura, publicação bilíngue detalha os principais produtos agropecuários exportados em 2025
A 17ª edição do Panorama do Comércio Exterior do Agronegócio de Minas Gerais, elaborada pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG), detalha o melhor resultado do agronegócio mineiro, alcançado em 2025. A publicação bilíngue (inglês e português) apresenta o perfil dos principais produtos agropecuários exportados pelo estado, além de retratar o perfil das transações internacionais, no período de 2019 a 2025, com o objetivo de facilitar a identificação de oportunidades comerciais por parte das empresas.
GOV, MG
Na avaliação da assessora técnica, Manoela Teixeira, o monitoramento contínuo garante o entendimento e a visualização do cenário comercial do estado e auxilia na identificação de desafios e oportunidades para a formulação de estratégias e de políticas públicas alinhadas com os resultados obtidos e os almejados.
“Ao reunir séries históricas de Minas Gerais e do Brasil, o documento permite compreender não apenas os resultados anuais, mas também os fatores que sustentam a competitividade do setor no médio e no longo prazo”, afirma.
Desempenho recorde
Em 2025, as exportações do agronegócio mineiro alcançaram o valor recorde de US$ 19,9 bilhões, fechando o ano com o melhor resultado das vendas externas, desde o início da série histórica em 1997, com crescimento de 15,8% em relação a 2024. O resultado elevou a participação do agro nas exportações totais do estado para 43,4%, a maior proporção já registrada.
“Pela segunda vez, o agro se manteve como o principal segmento exportador do estado, confirmando o seu peso crescente na geração de divisas, renda e inserção internacional de Minas Gerais”, destaca Manoela Teixeira.
O avanço das exportações agropecuárias ocorreu mesmo em um cenário de redução de 4,3% do volume embarcado, alcançando 16,3 milhões de toneladas. De acordo com a assessora Manoela Teixeira, a combinação entre maior receita e menor volume evidenciou uma inserção internacional mais qualificada, sustentada por preços médios mais elevados, valorização de produtos estratégicos e maior capacidade de captura de valor.
Principais produtos
No ano passado, principais produtos do agronegócio exportados por Minas Gerais foram o café, que respondeu por 57,1% da receita, complexo soja, complexo sucroalcooleiro, carnes e produtos florestais.
“Juntos, esses cinco segmentos concentraram 96,3% das exportações do agronegócio de Minas Gerais, mostrando que o desempenho externo do setor está apoiado, sobretudo, em cadeias já consolidadas e de forte competitividade internacional”, explica Manoela Teixeira.
Destinos
A China é o principal parceiro comercial das commodities agrícolas (US$ 4,6 bilhões), seguida dos Estados Unidos (US$ 1,9 bilhão), Alemanha (US$ 1,9 bilhão), Itália (US$ 1,1 bilhão) e Japão (US$ 1 bilhão). No total, foram registrados negócios com 178 países.
Além de apresentar resultados, o Panorama do Comércio Exterior do Agronegócio de Minas Gerais 2026 oferece uma base técnica para interpretar a inserção internacional do agro mineiro e subsidiar decisões públicas e privadas em um ambiente comercial mais competitivo, regulado e sujeito a mudanças rápidas de política comercial.
por uberlandiahoje | maio 22, 2026 | Notícias |
Secretaria de Agricultura publica o panorama atualizado do setor, com dados de produção, mercado, exportações e geração de empregos
GOV.MG
No Dia da Cachaça Mineira, o setor tem boas notícias para comemorar. Novo levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) aponta que Minas Gerais reafirma sua posição de protagonista na produção de cachaça no Brasil. A cadeia movimentou R$ 624,7 milhões em 2025, evidenciando a relevância econômica e cultural da bebida para o estado.
O relatório completo já está disponível neste link para acesso e traz informações estratégicas para produtores, investidores e demais interessados no desenvolvimento do setor.
Segundo a assessora técnica da Seapa, Maíra Ferman, o material inédito, divulgado pela Seapa, apresenta um panorama atualizado do setor, com dados sobre produção, mercado, exportações e geração de empregos. “Um dos destaques é o peso das vendas para fora do estado: 54% do faturamento da cachaça mineira já ocorre no mercado interestadual e internacional, indicando avanço na inserção do produto em novos mercados”, analisa.
Além do faturamento expressivo, a cadeia também se destaca na arrecadação pública. Em 2025, o setor gerou R$ 56,5 milhões em ICMS, reforçando sua contribuição para a economia estadual.
Liderança
Minas Gerais lidera com folga o ranking nacional de estabelecimentos produtores, concentrando 40% de todas as unidades registradas no país, o equivalente a 501 empreendimentos formais. O dado evidencia a capilaridade da produção, distribuída em diversas regiões, com municípios que apresentam alta densidade produtiva e tradição na atividade.
O relatório também mostra que a cachaça mineira vem ampliando sua presença no exterior. “Em 2025, os principais destinos das exportações incluem Uruguai, Estados Unidos e Itália, que juntos concentram parcela significativa das vendas internacionais. Esse movimento reforça o potencial do produto como ativo estratégico para a internacionalização do agronegócio mineiro”, destaca a assessora Maíra Ferman.
Outro ponto relevante é a geração de empregos. O setor mantém trajetória de crescimento ao longo dos últimos anos, com expansão do número de vínculos formais ligados à fabricação de aguardente de cana-de-açúcar.
Com dados consolidados e análise detalhada, o novo material da Seapa oferece uma visão abrangente da cadeia produtiva da cachaça, evidenciando seu papel na geração de renda, na valorização da produção artesanal e na promoção de Minas Gerais no Brasil e no mundo.
por uberlandiahoje | maio 22, 2026 | Notícias |
Comunicado divulgado pelo Governo de Minas Gerais nesta quinta-feira, 21/5/2026
O Governo de Minas Gerais informa a nomeação do coronel Sandro Vieira Corrêa como chefe do Estado-Maior da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). A decisão foi tomada pelo governador Mateus Simões nesta quinta-feira (21/5).
Coronel Sandro é atualmente Diretor de Educação Escolar e Assistência Social da Polícia Militar. Integrante da turma dos Aspirantes-a-Oficial do ano 2000, ao longo de sua carreira, exerceu funções na Academia de Polícia Militar, no 54º BPM, no16º BPM, no Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo, no Comando de Aviação do Estado, na Coordenadoria Estadual de Defesa Civil/Gabinete Militar e como Diretor de Finanças da Polícia Militar.
Formado em Direito, coronel Sandro possui três especializações no currículo: em Criminalidade e Segurança Pública (UFMG), em Segurança Pública (APM/Fundação João Pinheiro); e em Gestão Estratégica de Segurança Pública (APM/Fundação João Pinheiro).
Além disso, acumula experiência como comandante de aeronave (helicóptero) com 2,5 mil horas de voo; foi instrutor de voo de helicóptero e de simulador de voo de helicóptero.
Agora, coronel Sandro continuará contribuindo para consolidar a Polícia Militar como instituição permanente do estado e referência nacional em segurança pública.
A troca ocorrerá junto à mudança do comando-geral da PMMG, que terá à frente coronel Cleide Barcelos, conforme anunciado no dia 19/5. A solenidade de transmissão e assunção dos cargos está prevista para ocorrer na próxima terça-feira (26/5).
O Governo de Minas Gerais registra reconhecimento e agradecimento ao coronel Maurício José de Oliveira, que deixa a chefia do Estado-Maior tendo como marca o compromisso com a segurança pública, com valorização da tropa e com fortalecimento das ações de presença ostensiva em todo o estado.
por uberlandiahoje | maio 22, 2026 | Notícias |
Governador oficializou Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade em Teófilo Otoni, abrindo caminho para que a iguaria seja comercializada em todo o paíso
GOB. MG
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, anunciou, nesta quinta-feira (21/5), em Teófilo Otoni, a regulamentação do requeijão moreno, tradicional iguaria do Vale do Mucuri. A oficialização do Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) ocorreu na Praça Tiradentes, durante vistoria à Praça de Serviços – Governo Presente, iniciativa que transferiu simbolicamente a capital mineira para o município.
A nova regulamentação estabelece padrões de produção, boas práticas de fabricação e normas de segurança sanitária, preservando o modo artesanal e secular de preparo do requeijão moreno. A medida beneficia diretamente mais de 70 produtores do Mucuri que, juntos, produzem mais de 100 toneladas de requeijão moreno por ano.
Com o anúncio, produtores regularizados poderão comercializar o produto em todo o território nacional, ampliando mercados e fortalecendo a economia regional.
“Com isso, nós vamos poder passar a vender requeijão moreno do Mucuri no Brasil inteiro, em supermercados até. Uma coisa que era impossível até então, e que vai gerar muito orgulho para a gente. O reconhecimento dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal tem gerado uma melhora de vida aos produtores mineiros. E vamos ver o mesmo acontecer com o requeijão moreno do Mucuri”, disse o governador.
O requeijão moreno do Vale do Mucuri é produzido em 13 municípios: Ataléia, Catuji, Franciscópolis, Frei Gaspar, Itaipé, Ladainha, Malacacheta, Novo Oriente de Minas, Ouro Verde de Minas, Pavão, Poté, Setubinha e Teófilo Otoni.
A regulamentação também abre caminho para a formalização das agroindústrias familiares e a emissão das primeiras habilitações sanitárias específicas para o produto, além de representar a valorização do patrimônio cultural e gastronômico da região.
Segundo dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), 76 agroindústrias familiares da região produzem, juntas, cerca de 91,4 toneladas de requeijão moreno por ano.
Reconhecimento
Durante a solenidade, a produtora Neusa Lopes, de Malacacheta, premiada com a medalha de prata do Mundial do Queijo do Brasil, na categoria Requeijão Moreno, reforçou a importância do reconhecimento.
“O regulamento é um sonho realizado, um marco na minha vida. Poderemos vender para todo o Brasil”, declarou a produtora, que conta que o requeijão faz parte das próprias vivências desde a infância. Já adulta, começou a produzir ao lado do marido, atividade que exerce há 27 anos.
Neusa passou a vender o requeijão moreno na feira da cidade, onde ganhou fama. Em 2024, o casal conquistou a medalha Super Ouro, na categoria Requeijão Moreno do Mundial do Queijo do Brasil. Em 2025, recebeu, em Araxá, a medalha de prata no Expoqueijo Brasil 2025, evento que conta com coordenação técnica e curadoria do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), da Epamig e da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
“A iniciativa representa um avanço para a economia regional. A medida promove agregação de valor à produção leiteira, fortalece a cadeia produtiva e estimula a geração de emprego e renda no Vale do Mucuri”, destacou o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes.
Regulamentação
A construção do regulamento foi resultado de um trabalho conjunto iniciado após solicitação da Associação dos Produtores de Queijo da Microrregião da Serra Geral, em 2023.
O Governo de Minas, por meio da Seapa, iniciou a análise técnica e jurídica da demanda, com apoio de pesquisas científicas que embasaram a elaboração do regulamento.
A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) validou estudos científicos, garantindo segurança técnica e confiabilidade aos dados utilizados no processo regulatório, conduzido pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), responsável pela elaboração da minuta do RTIQ e pela consulta pública realizada posteriormente.
O gerente de inspeção de produtos de origem animal do IMA, Rômulo Lage, ressaltou que a regulamentação beneficia tanto os produtores quanto os consumidores.
“Eles poderão adquirir o produto com a certeza de que é elaborado da forma correta, respeitando todo o procedimento que as pesquisas mostraram ser adequado, com parâmetros físico-químicos e microbiológicos”, afirmou.
Modo de fazer
O requeijão moreno do Vale do Mucuri possui características próprias que o diferenciam dos demais queijos artesanais mineiros. O produto apresenta consistência firme, coloração que varia do amarelo ao marrom e sabor levemente defumado.
O modo de preparo utiliza leite cru coagulado naturalmente, obtido a partir da fusão entre creme de leite cozido e massa de coalhada dessorada e lavada. O processo envolve etapas de coagulação, aquecimento, lavagem da massa e incorporação do creme cozido.
A iguaria integra, há séculos, a cultura e a formação social do Vale do Mucuri.