por uberlandiahoje | nov 20, 2025 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Depois de ser notícia em abril, não imaginei que fosse ver mais manchetes assim. Cinco fundos de pensão de funcionários públicos de Prefeituras e Estados investiram R$1,1 bilhão em títulos e letras financeiras do Banco Master não cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos. As aplicações foram desaconselhadas por técnicos da Caixa Asset, gestora da Caixa, e os técnicos foram demitidos. Por que será?
por uberlandiahoje | nov 18, 2025 | Blog |
Estado colhe resultados de política estratégica para aviação e amplia malha doméstica na Zona da Mata e noGOV. MG
GOB. MG
Com uma política pública intensa desde 2019 dedicada ao setor de aviação, o Governo de Minas, por meio da Invest Minas, agência vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) conseguiu nova ampliação para a malha aérea estadual.
A companhia Latam vai ter duas novas operações em Minas Gerais, em 2026, com voos a partir de Juiz de Fora, na Zona da Mata, e de Uberaba, no Triângulo Mineiro. A nova rota Guarulhos-Uberaba estreia em 5/1, com três voos semanais. Em maio, entra em operação Guarulhos-Juiz de Fora. Essa rota existia até março deste ano e era operada pela VoePass, antiga Passaredo, em parceria com a Latam.
Os voos serão realizados por aviões Airbus da família A320, que podem transportar até 174 passageiros.
O avanço reforça o redesenho completo da aviação no estado: nos últimos anos, Confins se tornou o aeroporto que mais cresce em conectividade no Brasil, fruto de medidas estruturantes implementadas pelo Governo de Minas como a redução do ICMS sobre o querosene de aviação (QAV), considerada pelo setor o maior estímulo à competitividade de Minas na história, e o fortalecimento da infraestrutura aeroportuária regional.
Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, essas ações tornaram o estado atrativo para novas rotas e investimentos de longo prazo.
“Desde o início da gestão, trabalhamos para ampliar rotas e fortalecer a logística aérea, porque isso significa mais competitividade para Minas. Cada nova conexão aproxima regiões, atrai investimentos e diversifica nossa economia, criando oportunidades reais para a população”, completa a secretária Mila.
“Hoje Minas é protagonista na aviação nacional porque criamos estabilidade, incentivo e diálogo permanente com o setor. O que vemos agora, novos voos, mais investimentos e aeroportos regionais retomando seu potencial, é fruto de uma política pública contínua e bem executada pelo Governo de Minas, com atuação direta da Invest Minas”, celebrou o diretor de Atração de Investimentos da agência, Ronaldo Alexandre Barquette.
Somente no hub de Confins, Minas saiu de pouco mais de 300 voos semanais em 2019 para um dos maiores volumes de operações do país em 2025, com novas rotas nacionais e a ampliação constante de voos internacionais. O estado também se consolidou como ponto de conexão relevante entre Norte, Nordeste, Centro-Oeste e o eixo Sul–Sudeste, impulsionando o turismo, a logística e a atração de investimentos.
Expansão
Além dos novos voos em Minas, a Latam anunciou outras novidades, tanto para o mercado interno, quanto externo. Em 2026, a companhia chegará à marca de 63 aeroportos brasileiros atendidos com a abertura de operações também em Caldas Novas (GO) e Campina Grande (PB).
No mercado internacional, passará a atender um total de 28 destinos diretos a partir do Brasil com a estreia de operações para Cidade do Cabo (África do Sul), Bruxelas (Bélgica) e Amsterdã (Holanda). A partir de BH, a companhia tem voos regulares para Santiago (Chile). As passagens aéreas para os novos voos estarão disponíveis ainda esta semana em Latam.com e demais canais de vendas.
“O foco na eficiência e no cliente frequente é o que nos permite seguir investindo com muito critério em mercados sustentáveis. As novas rotas que estamos anunciando passaram por análise responsável e fazem sentido tanto para a demanda real por viagens quanto para nossa estratégia de negócio”, afirma Jerome Cadier, CEO da LATAM Brasil.
por uberlandiahoje | nov 18, 2025 | Ponto de Vista |
Marília Alves Cunha
É impossível não falar da COP30. Santo Deus, o que foi aquilo? Segundo lista oficial divulgada pela assessoria de imprensa, participaram da COP 28 chefes de Estado ou governo, entre eles 15 presidentes, 11 primeiros ministros e 2 líderes da realeza. Assinaram a Agenda 2030 todos os 193 estados membros da ONU, mas alguma coisa influenciou a retirada do compromisso. E não resolve em nada dizer que a culpa foi de Trump ou de outra coisa qualquer. A culpa foi do próprio governo brasileiro que, apesar de gastar uma fortuna fabulosa, não teve a necessária competência para planejar devidamente o acontecimento.
Para falar a verdade, tenho a impressão que a maioria dos países já desacredita das intenções ambientalistas destes eventos criados para discutir ações climáticas globais. Dizem as más línguas que o aspecto fundamental de tudo é o econômico. No Brasil, por exemplo, terra das ONGs(e a Amazônia é o reino delas), muito dinheiro vai parar nas mãos das próprias…Parece que nada é sobre clima, sobre maneiras de diminuir impactos ambientais negativos na natureza. O negócio mesmo é o vil e importante metal, o poder e a propaganda. O lucro comanda tudo!
O Brasil, nesta COP30, fez questão de mostrar que tudo não passa de uma grande farsa e hipocrisia. Lula, por falta de acomodações em Belém que não tinha as mínimas possibilidades de ser a anfitriã desta festa, mostrou-se mais uma vez um esbanjador de primeira: alugou 2 grandes iates para hospedar os privilegiados que não poderiam ficar mal alocados. Uma grande fortuna foi paga com o nosso dinheiro, para satisfazer caprichos de um governante, sua esposa e convidados especiais que curtiam adoidado as melhores acomodações, os melhores comes e bebes ao som de música e requebros, enquanto as dificuldades ficavam de fora do requinte e do luxo.
A ONU não se fez de rogada. Zangou aberta e oficialmente com o presidente Lula. Dirigiu críticas à COP30 pelas instalações precárias, calor absurdo por falta de ar condicionado, falta de segurança e outras coisinhas mais. Mas vamos e convenhamos, minha gente: o que o governo federal, no final de seu terceiro mandato, fez de útil e realmente proveitoso para o nosso país? Em que houve melhorias estruturantes ou conjunturais em nossas condições de vida? Uma coisa não deixa de ser notada: o crescimento da receita da União devido a inúmeros impostos criados ou modificados, a saga deste governo em inventar maneiras de arrecadar mais e mais dinheiro e dificultar ainda mais a vida já difícil do nosso povo.
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Indiferente às dificuldades do povo, por falta de obras estruturais que promovam melhor qualidade de vida da população, por falta de melhoria nos sistemas educacionais, de saúde, segurança e outros, Lula ataca maciçamente na propaganda de seu governo e começa já a prometer bondades eleitorais. O advogado André Marsiglia, pronunciou-se sobre o assunto: “Quando faço gás de graça, ônibus, luz de graça, tudo de graça com o dinheiro de alguém, é óbvio com o dinheiro da parte produtiva da população, isto é crime. É propaganda eleitoral antecipada, é muito claro isto”. E nada sobra para o povo em matérias essenciais, como saúde, transporte, educação, segurança. Lula ainda faz malabarismos com os números. As estatísticas mostram que o Brasil está em situação de pleno emprego, uma maravilha! Mas esquece de contar que entre milhões de pessoas empregadas estão aqueles 20.000.000 que recebem Bolsa Família. E assim o país vai vivendo de fantasia, afastado da realidade, sem a mínima capacidade de servir melhor cardápio, mais digno e digerível ao povo brasileiro.
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De corrupção e escândalos que estão acontecendo deixamos para a próxima edição. São muitos. Vamos falar do assunto do momento: tilápias. A produção de tilápias é uma das joias da aquicultura brasileira. O Brasil é o 4º maior produtor de tilápia do mundo. Mas o nosso governo decidiu abrir as portas para a importação em massas de peixe Vietnamita. Classificaram a espécie de peixe como invasora, espécie exótica que não tem origem no Brasil.
O primeiro contêiner com 24 toneladas já está a caminho do Porto de Santos. Ao todo serão 32 contêiners com cerca de 700 toneladas. A justificativa oficial é a cooperação bilateral entre Brasil e Vietnã. Em trocas de peixes o Brasil exportará para Vietnã carne bovina. E adivinhem quem está metido neste negócio? A JBS, é claro! Falou em exportador de proteína falou nesta dupla fantástica: os irmãos Batista, heróis nacionais. Um acordo comercial protegendo empresários conhecidos do povo brasileiro impacta diretamente milhões de pessoas. Gostaria de ter um centésimo da sorte destes irmãos biliardários que já jogaram contra o presidente, mas agora parecem ser a “menina dos olhos” de Lula. Sorte grande, né?
Bem, dia desses vi numa rede social essa grande verdade: nós, as pessoas, vivemos menos que as sacolas de supermercados que envenenam e machucam a natureza por mais de 120 anos. Não devemos ter grande importância neste mundo guiado por interesses que vão além de nossa humanidade e da nossa curta existência.
por uberlandiahoje | nov 16, 2025 | Ponto de Vista |
Antônio Pereira – Advogafo e escritor
Frei Egídio Parisi foi figura ímpar na história da cidade. A sua longa passagem por aqui gerou muitos casos curiosos. Caridoso, fazia uma festa cristã para os presos da cadeia da rua Tiradentes, todos os Natais. Num deles, quando entrava pelo corredor das celas, ouviu a gritaria de um conterrâneo berrando em italiano que estava preso injustamente, que não tinha feito nada. Que não era um criminoso. O frei se condoeu e foi pedir ao delegado que o soltasse, que não tinha feito nada. O delegado disse que não podia, a prisão tinha sido por decisão judicial em processo. Frei Egídio não se contentou, foi ao juiz. Fez lá suas alegações, baseadas nas queixas do preso, mas não adiantou nada. O juiz disse-lhe apenas que o cidadão estava preso porque tinha uma pena a cumprir e que ele já tinha fugido de umas vinte cadeias, mas, agora, ia cumprir a pena.
Frei Egídio redarguiu:
– O senhor não vai solta-lo, ele vai fugir de novo.
O juiz ergueu o indicador, balançou-o negativamente e afirmou seguro:
– Daqui, não!
Volta e meia o frei ia lá pedir a soltura do conterrâneo passando antes na cadeia para vê-lo. Recebia, sempre a negativa do juiz. Sentenciava o religioso:
– O senhor não vai soltá-lo, ele vai fugir de novo.
E aconteceu. Uma noite, cinco presos furaram uma das paredes da cadeia e se mandaram. Entre eles, o Francesco Romano, “que não tinha feito nada”.
Pela manhã, mal chegara o juiz ao fórum, já estava lá o frei com o seu indefectível guarda-chuva. A notícia da fuga ainda não tinha chegado àquela casa. Frei Egídio foi conversar com o juiz e pedir mais uma vez a liberdade do seu protegido. E a conversa terminou quase do mesmo jeito que todas as outras.
– O senhor não vai soltá-lo, ele vai fugir de novo.
– Daqui, não. – Respondeu enérgico o Juiz.
E o frei Egídio, que já sabia da fuga porque tinha passado antes na cadeia, sorriu galhofamente:
– Pois já fugiu!
O imbróglio não terminou aí.
Pouco depois da fuga, o Romano já estava de terno, gravata, num ônibus para o estado de Goiás, todo limpo e ajeitado. Desceu em Itumbiara e encontrou-se com o soldado que o havia prendido.
– Uai, que você está fazendo aqui?
– Cumpri minha pena. Estou livre.
O soldado cumprimentou-o pela liberdade e ainda o convidou para um cafezinho na rodoviária.
Francesco Romano não achou muito conveniente ficar por ali e, depois do cafezinho, tomou outro ônibus para qualquer lugar mais para os fundos de Goiás.
E não se soube mais dele.
por uberlandiahoje | nov 15, 2025 | Ponto de Vista |
Leandro Grôppo – Publicitário
É lugar-comum dizer que o Brasil está polarizado entre petistas e bolsonaristas. Essa divisão beneficia os polos que a compõe e facilita a disputa ao alimentar as narrativas opostas. Mas também simplifica a “análise” dos precipitados que cravam não haver espaço para outros discursos, seja por desconhecimento, falta de visão estratégica ou até interesses próprios.
Por ser útil para muitos, em especial aos candidatos a cargos legislativos, que se beneficiam dos algoritmos das redes, os extremos se retroalimentam propositalmente para reduzir a decisão. Ou você é a favor ou é contra, sem lugar para alternativas. Mas será mesmo? Analisando diagnósticos recentes é possível afirmar que não.
Pesquisa aprofundada realizada pela More in Common, inédita no Brasil, aponta que a polarização política no país, hoje, é menos acentuada do que alguns sugerem. O estudo segmentou a sociedade brasileira em seis grupos e revelou que os extremos do debate político são dominados por agendas específicas, na direita e na esquerda, que representam 11% dos brasileiros. São a minoria, mas os mais barulhentos.
E enquanto outros 21% são “conservadores tradicionais” e 14% “esquerda convencional”, a maioria, 54%, se mantêm afastados da política e raramente participam de debates públicos. Esses brasileiros “invisíveis” não se reconhecem nem na direita nem na esquerda, e preferem se manter distantes da polarização. A maioria dos brasileiros não milita, não se identifica com rótulos e evita o conflito. Essa desmobilização não é uma despolitização, mas um afastamento da política atual. Votam, mas raramente se envolvem em discussões que dominam as redes sociais e os noticiários. Formam a maioria silenciosa, cansada do embate ideológico da minoria escandalosa.
Ao mesmo tempo que os extremos travam batalhas em torno de temas como gênero, costumes e liberdade de expressão, a maioria se preocupa com questões práticas e imediatas: saúde, insegurança e custo de vida. E é justamente nesse vácuo que outras candidaturas podem surgir e crescer. Para tanto, não basta falar o mesmo que outros falam, nem adianta repetir formas que outros já usaram.
Em um ecossistema saturado de personas fabricadas, vídeos meticulosamente elaborados e discursos que soam todos iguais, a maioria busca por qualidades pessoais raras ultimamente: quem não imite os símbolos do poder, mas sim os construa, rompendo padrões a partir da realidade cotidiana com autenticidade e pertencimento. Partidos e candidatos que entenderem isso, poderão ocupar o espaço que existe e (ainda) está em aberto.
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