por uberlandiahoje | jun 30, 2026 | Ponto de Vista |
Marília Alves Cunha – Educadora e escritora – 
O Brasil é um país resiliente, já aguentou muitas pancadas. Tem até se saído bem, com um povo passivo, sujeito a muitas decepções mas, adaptável à circunstâncias que não parecem absolutamente normais. O brasileiro é distraído. Ele não vê sua cidade num desmazelo total desde que sua porta esteja limpa. Ele não enxerga a pobreza reinante, desde que seus bolsos estejam confortavelmente cheios, não precisa ser muito dinheiro. Ele se distrai com o futebol no domingo, uma cachacinha com torresmo ( quem resiste?), uma morena charmosa que passa requebrando as ancas (quem resiste também?),um papo de boteco, de onde se sai com a alma limpa, com todos os problemas resolvidos ou em vias de…
Mas vamos combinar: a coisa está chegando num ponto em que, por mais bonzinho e resiliente que seja, o brasileiro começa a perceber que não apenas os outros mas ele também, começa a sofrer os efeitos perniciosos de um governo que ultrapassou em muito os limites da prudência, da ordem, da honestidade, da moralidade, da ética, da vergonha. Começa a perceber que o salário, que dava com folga para seu sustento e da família, começa a desaparecer rapidamente do bolso. Começa a sentir-se desamparado e angustiado por notar que as instituições, que mantém a república em pé, diluem-se em escândalos, incompreensões, corrupção, tudo que era bom e confiável desaparecendo sob seus olhos…
Temos um presidente, temos um bando de ministros, temos legislativo, temos judiciário, temos centenas de instituições e milhares de pessoas pagas para tomar conta deste lindo país e fazer dele uma espécie de maravilha, pois tem tudo para ser esta maravilha. Mas nada acontece, nada de produtivo se cria, tudo vem se transformando em terra arrasada, nas mãos de criminosos e pessoas que querem tirar proveito, deixando marcas de desconfiança, desesperança, sofrimento aos brasileiros.
Reparem abaixo alguns “progressos” que fizemos nos últimos tempos:
*censura geral, através das plataformas, tudo sob a estrita coordenação de judiciário. Muita gente presa ou exilada por manifestar-se ou expressar opinião, mesmo que nossa CF no conceda esta liberdade.
*Gastos enormes e incompreensíveis com viagens do presidente e sua dama, tudo sob sigilo. O povo paga calado e não pode saber o que está pagando…
*Estatais quebradas ou em vias de… Corrupção diuturna, gigante, impossível de descrever em poucas linhas, uma atrás da outra. Corrupção que lança suas garras do Arroio ao Chui , manchando tudo que encontra pela frente. E manchando também pessoas que julgávamos portadoras de todos os defeitos, menos de passar a mão no alheio. Parece que não vai escapar ninguém, nem aqueles com pose de intocáveis, editores das nossas ações, guardas da honra do nosso país…
* Um Inquérito do fim do mundo, sem dia e hora para acabar, como uma espada de Dâmocles, suspensa sobre a cabeça de quem ousar qualquer coisa que desagrade um poderoso…
*Presidente apartado de suas verdadeiras funções, viajando pelo Brasil, falando asneiras, disseminando ódio, discórdias, incentivando a criminalidade. Enquanto a China, EEUU e outros grandes países, planejam o futuro, trabalham pelo engrandecimento do seu povo, Lula se garante em preparar sua próxima eleição, gastando dinheiro público a rodo e ferindo a lei eleitoral…
*Abandono total do povo brasileiro. Cada um que se proteja ou se lasque… Nota zero para a educação cada vez mais mediocrizada, para a saúde, cada vez mais sucateada, para o cuidado com a segurança pública, para serviços de infra- estrutura, para tudo que o Brasil precisa urgentemente e encontra-se esquecido e abandonado.
Absoluta falta de prioridade: tantas necessidades cobrindo este país de sol a sol, tantas necessidades não atendidas e nós devemos pagar o advogado de ministro para defendê-lo nos Estados Unidos. Até parece que os Ministros do Supremo são instituições que devem ser preservadas e defendidas pelo Estado. Os ministros são funcionários públicos como tantos outros, não são instituições. Merecem ser respeitados como tantos outros. São importantes e têm função específica essencial como pertencentes à Corte Suprema do país, são os guardiões da nossa Constituição. Porém, são seres humanos, sujeitos a erros e imperfeições e não precisam da defesa do Estado. Devem, como todos, arcar com seus próprios erros e sua defesa.
*Agora, sinceramente, o que mais tem preocupado os brasileiros é a blindagem de supostos criminosos. Tem gente fazendo ou tentando fazer diabruras para livrar a cara de companheiros, colegas, amigos do peito, parentes ou quem possa arrastá-los para o buraco, num esforço para salvar-se. O que estamos vendo é extraordinário, digno de novela das oito da rede globo, talvez uma série na Netflix. Primeiro, para perpretar seus intentos nada republicanos, criaram um sofisticado sistema, envolvendo parentes e aderentes, escritórios, empresas e o escambau…Depois foi só fazer cara de paisagem e abocanhar os milhões prometidos. Nunca pararam para pensar um pouco na imensa multidão que seria seriamente prejudicada, mesmo sendo velhinhos aposentados ou pessoas que quiseram aplicar seu dinheirinho ou fazer um complemento de aposentadoria. Nunca preocuparam-se com o porvir. Ora, a impunidade reina este país, para que preocupar-se? Valha-nos Deus! AS investigações são difíceis, às vezes impossíveis. Muita gente lutando para que tudo fique como está, neste vilipêndio cruel que arrasa as entranhas deste Brasil!
Nada de bom podemos esperar se cruzarmos os braços e pensarmos sempre que o problema é dos outros. Nada podemos esperar se nos alhearmos da realidade: não podemos ficar despreocupados num país onde o crime é organizado e o Estado é uma bagunça. Deste modo, sem ao menos uma tentativa de modificar para melhor, sem qualquer resquício de luta, todo mundo já sabe quem vai sair ganhando, né?
Marília Alves Cunha
por uberlandiahoje | jun 30, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora -SP
O jogo Brasil X Japão foi com grandes emoções e desesperos. Não sou fanática por futebol e nem consigo assistir, fico escutando a reação da rua, ou seja a “gritaria” então vou ver o replay, mas minha grande surpresa é que os gols foram feitos pelos jogadores Casemiro e Gabriel Martineli e não os nossos já conhecidos artilheiros.
por uberlandiahoje | jun 26, 2026 | Ponto de Vista |
Ana Maria Coelho Carvalho – Bióloga
Esse Moisés não é o profeta da Bíblia, que nasceu no Egito, foi colocado em um cestinho no rio Nilo e adotado pela filha do faraó. Esse Moisés é o meu neto número 11 que nasceu em novembro/2012, em Serra Grande, perto de Ilhéus, o terceiro rebento da minha filha.
Ele veio ao mundo de parto natural (natural demais), assistido apenas por uma parteira de origem indígena e pelo meu genro. A filha, que não tem medo das dores, depois de dez horas de contrações e nenhuma anestesia, deu a luz de cócoras e realizou o sonho de ter um bebê quase sozinha. Aliás, parece que na Bahia isso é muito normal. O motorista de táxi, que me conduziu até a praia de Algodões, contou-me que já nasceram duas crianças dentro do seu táxi, no caminho entre Itacaré e Ilhéus. Ele fez o parto tão direitinho que a família o chamou para padrinho. Também a Elizabeth, mãe do meu genro e que tem nome de rainha, teve onze filhos, sozinha e Deus.
Mas, voltando ao Moisés, parecia que tudo estava bem. Ele era forte, chorou ao nascer, era moreninho e a cara do pai. Apenas não tinha tanta vontade de mamar e no primeiro dia de vida já estava um pouco amarelinho. No segundo dia, assim que o conheci, a filha e eu o levamos a uma pediatra em um hospital em Ilhéus. A médica o diagnosticou com icterícia do recém nascido que ocorre antes das 24h de vida, por incompatibilidade do sistema ABO (mãe tipo sanguíneo O e Moisés tipo B) e indicou imediata internação hospitalar. Feito o exame de sangue, verificou-se que a taxa de bilirrubina dele estava em 27 mg/100ml , quando o normal seria em torno de 1 a 5. Muito perigoso, pois a bilirrubina pode se impregnar no cérebro, causando surdez, paralisia cerebral, retardo mental e mesmo a morte. E não é possível saber a que momento do processo isso vai acontecer. Ele estava no limite para fazer a exsanguineotransfusão, ou seja, trocar todo o sangue, um procedimento arriscado. Se tivesse nascido no hospital, poderia ter sido socorrido mais cedo. Em Ilhéus não havia como, teríamos que ir às pressas para algum hospital em Salvador. Tentou-se então a fototerapia intensiva, mas com aparelhos precários, mesmo sendo o melhor hospital de Ilhéus. Assim, a Ilhéus que vivenciei não foi aquela do Jorge Amado, da Gabriela que tinha o cheiro do cravo e a cor de canela. Passamos lá, a filha e eu, muita aflição, muita dor e muita angústia. Depois de quatro dias de fototerapia, o bebê teve alta com bilirrubina ainda de 20 (ou seja, não poderia ter saído do hospital). Enfrentamos uma estrada de chão horrível, o Moisés com seis dias e a mãe cheia de pontos, dirigindo. Fomos para casa e ficamos um dia apenas, pois o bebê não estava bem. Depois de contatos com outros médicos, levamos o Moisés para Salvador, mais sete horas de viagem, a mãe dirigindo. Mais angústia, sofrimento, internação hospitalar (a bilirrubina estava a 21,7) e fototerapia intensiva, porém desta vez com aparelhos apropriados. No terceiro dia, felizmente o Moisés teve alta, mas continuou amarelinho por um bom tempo.
Aos dois meses, com olhos espertos cor de jabuticaba e dobrinhas de gordura nas pernas e braços, ele sorriu seu primeiro e lindo sorriso, que a tudo iluminou (seu nome significa “aquele que dá à luz”). Sei que ele não realizará grandes feitos como seu xará, o da Bíblia, aquele Moisés que liderou os hebreus para fugir da escravidão, abriu uma passagem no Mar Vermelho e recebeu os 10 mandamentos. Mas, mesmo quando tão pequenino, o meu Moisés venceu uma grande batalha. Hoje está com 13 anos, bonitão, forte e saudável. Que Deus o ilumine sempre e o proteja.
por uberlandiahoje | jun 24, 2026 | Ponto de Vista |
Gustavo Hoffay – Agente Social
Ainda hoje e cada vez mais assistimos e sentimos fatos que incomodam e causam-nos revoltas, angustias e ferem a nossa estrutura emocional, ao ponto de chegarmos a duvidar da esperança de instauração de uma justiça permanente em nosso país, quanto mais quando enfrentados por correntes de paixões politicas ilimitadas e mesmo, não raras vezes, irracionais e sob qualquer ponto de vista racional. Não tenciono, aqui, aludir a alguma corrente partidária específica mas apenas expressar o meu particular receio quanto à fragilidade da subsistência da democracia em nossa república, quanto mais pelo fato de que considerável parcela da nossa população ainda não tomou consciência de uma gravíssima e silenciosa trama rastejante em solo pátrio. Certamente não sou favorável a qualquer tese que aponte outro recurso para uma racionalidade política contrária a uma paz interpartidária que não baseada em diálogos e reflexões aprofundadas, todavia parece cada vez mais evidente que são muitos os compatriotas que rejeitam qualquer estratégia de dissuasão para impedir que uma balburdia de caráter politico/partidária continue se alastrando por toda a nossa pátria amada. Discussões políticas são necessárias à manutenção da democracia e desde que, é claro, sábias e previamente elaboradas em suas diversas facetas, da mesma forma que hesitações, discussões e objeções diversas também venham a somar para chegar-se a sadios julgamentos e a satisfatórias decisões. Diante das atuais e lamentáveis circunstâncias políticas em que o nosso país está imerso, é de lastimar-se uma progressiva redução mútua e controlável de alguns agentes políticos absolutamente despreparados para o cargo que ocupam e em total desrespeito à democracia e a uma consequente e legitima segurança institucional. Por vezes, confesso, assisto a certas manifestações políticas em plenários e comparo-as as traquinagens de pré-adolescentes sob fortes emoções e, portanto, passivos de comportamentos extremamente deselegantes e graves, ao contrário de refletirem e discutirem racional e aprofundadamente temas de natureza e fins fidalgos. Assisto pela TV a alguns parlamentares lunáticos e babões que, penso, sequer são dignos de participarem de algum encontro de amigos em algum “boteco-copo sujo” e em qualquer cidade desse nosso sofrido país. Francamente…..! Tudo o que politicamente escape à razão de uma ciência tão linda quanto a politica é, em nosso país e em última instância, consequência da miséria resultante de uma mesquinharia profundamente enraizada no Planalto Central, uma séria e permanente ameaça à nossa custosa democracia e representada, ao longo de décadas , pelos excelentíssimos presidentes Sarney, Collor, Temer, Dilma e Lula, uma trágica constelação de horrores digna dos filmes de Zé do Caixão.
por uberlandiahoje | jun 24, 2026 | Notícias |
Seleção contemplará todos os cursos de graduação da universidade; primeiras etapas estão previstas para novembro de 2026
A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) deu início ao novo concurso público para cargos de professores de educação superior. Ao todo, serão ofertadas mais de 400 vagas distribuídas entre os 27 departamentos da instituição, contemplando todos os cursos de graduação.
GOV. MG
Neste primeiro momento, foram publicados os editais dos departamentos de Ciências da Computação, Ciências Econômicas e História. Os demais serão divulgados gradativamente, conforme o cronograma da universidade.
A realização do concurso foi autorizada pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), após solicitação apresentada pela atual gestão da Unimontes. As vagas foram definidas com base nas demandas encaminhadas pelos departamentos acadêmicos.
Cada departamento contará com um edital próprio, contendo informações sobre requisitos, inscrições e etapas do certame, que compreenderá provas de conhecimentos, prova didática e avaliação de títulos. Os editais estão disponíveis no site oficial do concurso.
A previsão é que as primeiras etapas do concurso sejam realizadas a partir de novembro de 2026. O processo seguirá até a homologação do resultado final pela gestão da universidade e publicado no Diário Oficial do Estado. Os trabalhos serão acompanhados pela comissão responsável pelo concurso, nomeada pela reitoria.
Marco para a Unimontes
O reitor em exercício da Unimontes, professor Dalton Caldeira Rocha, destaca que o início das ações efetivas para a realização do novo concurso representa um marco para a universidade. Ele lembra que o último concurso para docentes teve início em 2016 e foi concluído em 2020.
“A realização do concurso público para professor de educação superior é de suma importância tanto para os docentes quanto para a universidade, no cumprimento de sua missão de oferecer educação pública de qualidade. O concurso é um dos principais instrumentos de garantia dos direitos dos servidores públicos. Com a estabilidade assegurada por meio da aprovação no certame, os professores terão ainda mais condições de desenvolver suas atividades com excelência, contribuindo para o fortalecimento do ensino, da pesquisa e da extensão da Unimontes”, afirma Rocha.