por uberlandiahoje | fev 28, 2026 | Política Nova |
Tania Tavares – Professora – SP
O desembargador Magid Nauef Lauar será punido no caso da menina de 12 anos, com talvez a aposentadoria compulsória a bem do serviço público, isto é, com todas as benesses do cargo.Isto não é punição é prêmio!
por uberlandiahoje | fev 28, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
O desembargador Magid Nauef Lauar será punido no caso da menina de 12 anos, com talvez a aposentadoria compulsória a bem do serviço público, isto é, com todas as benesses do cargo.Isto não é punição é prêmio!
Tania T
por uberlandiahoje | fev 27, 2026 | Blog |
‘SemeArroz’ estuda diversificação da plantação do grão em locais mais secos e fortalece a agricultura familiar no estado
Um projeto da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) tem desenvolvido estudos para expandir o cultivo de arroz em terras altas, diversificando o tipo de solo do grão, que estava mais presente em várzeas inundadas no estado.
O projeto “SemeArroz” é um desdobramento da iniciativa “Expansão e fortalecimento da cadeia produtiva de arroz em Minas Gerais, com foco em sustentabilidade e segurança alimentar”, que busca expandir e diversificar a produção para pequenos agricultores, com aplicação em merenda escolar e futura autossuficiência do grão, ação aprovada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
O “SemeArroz” tem foco especial nas produções no Norte de Minas e no Vale do Jequitinhonha. Somente em 2025, essas regiões receberam quase 200 Unidades Demonstrativas de cultivo de arroz de sequeiro, das mais de 300 implantadas em todo o estado. A coordenadora dos trabalhos e pesquisadora da Epamig, Janine Guedes, explica que o “SemeArroz” tem incentivado a agricultura familiar e o renascimento da cultura do grão em Minas Gerais. “Existe uma grande demanda pelo cultivo do cereal, especialmente, por agricultores familiares para atender à Política Nacional de Alimentação Escolar (Pnae)”, diz.
“Junto com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e a Universidade Federal de Lavras (Ufla), trazemos as tecnologias de plantio e colheita para esses produtores”, afirma Janine Guedes. “Vamos até esses produtores, realizamos cursos, palestras, levamos sementes de cultivares comerciais bem aceitas no mercado, o adubo. Junto com eles, fazemos o plantio das Unidades Demonstrativas que serão acompanhadas durante o ciclo produtivo”.
Ela acrescenta que o arroz vem complementar uma renda que o produtor já tem, além de ser uma cultura rústica e de fácil adaptação. “O arroz tem uma necessidade baixa de adubação e vai bem em áreas totalmente secas e também em áreas onde ocorrem alagamentos”, elucida a pesquisadora da Epamig.
“Além de fortalecer a segurança alimentar, o arroz traz renda adicional e impacta o meio ambiente. O cultivo de terras altas não tem uma grande necessidade de água e deixa uma palhada muito boa de cobertura de solo que pode ser usada no plantio de outras culturas”, destaca Janine Guedes.
O projeto, inclusive, incentiva e orienta o plantio de hortas circulares após a colheita do grão.
Incremento na produção
Em dezembro, Terezinha Cordeiro Rocha e José Maria Fernandes da Rocha receberam a equipe do projeto para a implantação da Unidade Demonstrativa no município de Veredinha, no Vale do Jequitinhonha. Na propriedade de menos de 1 hectare, o casal tem uma produção diversificada para a subsistência e fornecimento ao Pnae.
“A área aqui é pequena, mas toda cultivada. Plantamos feijão, milho, acerola, laranja, banana, cana-de-açúcar e capim para a vaca leiteira. Criamos porcos e peixes, produzimos farinha e a rapadura que usamos para adoçar o café. Tentamos cultivar de tudo e garantir uma alimentação saudável para a nossa família”, revela Terezinha, que herdou o terreno da mãe e fica emocionada com a concretização de mais uma etapa.
“Não teremos mais que comprar arroz. Logo vamos comprar só o sal, que a gente não produz aqui. Muito obrigada a todos que vieram fazer essa plantação que era o meu sonho. Eu sempre quis plantar arroz aqui”, conta a agricultora Terezinha Cordeiro Rocha.
A área para a implantação das unidades demonstrativas do projeto varia entre 500 e 1.000 metros quadrados, sendo que em 500 metros é possível obter entre 250 e 300 quilos de arroz.
Nos dois últimos anos, somente com esses trabalhos, Minas saltou de 18º para 11º produtor do grão no Brasil. Dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) indicam que a produção do estado em 2024 foi de 88,7 mil toneladas.
“As pesquisas já mostraram que o Norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha têm muito potencial para arroz de sequeiro, uma alternativa muito viável para aumento em área de produção”, diz a pesquisadora Janine Guedes.
Pesquisa aplicada
A identificação dos agricultores e propriedades que recebem as Unidades Demonstrativas é feita pelos escritórios locais da Emater-MG. “Aqui temos a demonstração do encontro entre a pesquisa e a extensão, com os resultados da pesquisa aplicados à realidade do produtor”, comenta o coordenador regional de Culturas da Emater-MG em Capelinha, José Mauro de Azevedo.
A interface entre pesquisa, extensão rural e segurança alimentar faz parte das diretrizes do Governo de Minas.
“Todo o sistema da Agricultura em Minas Gerais atua para impulsionar a atividade em nosso estado e melhorar a vida dos nossos produtores. Nosso objetivo é, cada vez mais, auxiliar e fomentar o desenvolvimento rural sustentável”, assegura o vice-governador Mateus Simões.
Trabalho integrado
Juntos, Epamig, Emater-MG e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), sob coordenação da Seapa, atuam no apoio ao produtor até a certificação como um fator estratégico para agregar valor à produção e ampliar acesso à comercialização.
No âmbito do Programa Certifica Minas, que reconhece propriedades rurais que adotam boas práticas ambientais, sociais e trabalhistas, produtores de arroz podem requerer as certificações de Produtos Orgânicos e a certificação S.A.T. (Sem agrotóxico). Interessados em aderir a essas certificações podem buscar orientação junto ao IMA, responsável pela certificação dos produtos.
O conteúdo está disponível na Agência Minas: https://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/epamig-desenvolve-projeto-para-expandir-o-cultivo-de-arroz-de-terras-altas-no-jequitinhonha-e-no-norte-de-minas
por uberlandiahoje | fev 27, 2026 | Política Nova |
Ivan Santos – Jornalista
Já fui acusado neste espaço por algumas pessoas encantadas com a polícia econômica do presidente Lula, de ser pessimista e míope por não reconhecer nem ver que “nos últimos dez anos houve crescimento expressivo da classe média brasileira; que a pobreza diminuiu e o Brasil tem mais de US$ 400 bilhões de dólares em reservas que fazem com que o País seja uma potência econômica sulamericana”. Tanta euforia não passa pela minha cabeça. Prefiro acreditar no que dizem economistas prudentes.
No ano passado li numm jornal nacional um alerta: “Se alguém espera para 2026 algum sopro de euforia nos mercados, é bom saber que essa não é a previsão de especialistas consultados”. “Não vai ser um ano para dobrar metas”, comentou um respeitado economista caboclo. As medidas macroprudenciais adotadas pelo,Govermp estão a produzir os primeiros sinais de desaceleração da economia . Para evitar desemprego em massa, o Governo lança programas populares para manter a Tigrada confiante no futuro. Para economistas conservadores, os “Programas” do Governo são paliativos porque a crise econômica cresce na Europa apos o tarifaça de Trump e pode se espalhar por todo o mundo. Na economia globalizada, o Brasil não ficará como ilha de bonanças sem sofrer os efeitos negativos da desaceleração econômica no Primeiro Mundo.
BIPOLARIDADE
Há poucos meses o analista econômico de um jornall naional escreveu que ”ninguém tem dúvida de que 2026 será ano marcado pela bipolaridade com períodos de estresse que devem se alterar com momentos de recuperação embalados por recursos ainda disponíveis”. O Brasil é um país que ainda tem recursos disponíveis e forte mercado interno, mas isto não é vantagem competitiva no mundo.
CAUTELA
O Governo tem agido com cautela em matéria de economia e atua para evitar desacelerar a indústria. No entanto, muitos cumlpam o Governo “pelo fraco desempenho da indústria em 2026”. Na verdade é o “Custo Brasil” e a carga tributária que atormentam as indústrias.
CLIMA QUENTE
Em Uberlândia a indústria da construção civil parece aquecida com lançamentos de médio porte. Neste ambiente positivo e animador é preciso torcer para que o Governo não desvie recursos do FGTS para financiar as obras da classe media superior e falte dinheiro para a CEF financiar imóveis populares. Este é ano de eleições, Segudo a presidente Dilma, “em ano de eleição a gente fez o diabo”pra ganhar os votos da Tigrada.
por uberlandiahoje | fev 27, 2026 | Ponto de Vista |
Ana Maria Coelho Carvalho- Bióloga
Certa vez, quando meu marido Zé ainda era vivo, fomos em um grupo de sete pessoas, conhecer algumas cidades de Portugal, Espanha e Itália. No grupo estava o meu irmão Fá (apelido carinhoso), um homenzarrão de coração bondoso, na sua primeira viagem ao exterior, e o Vicente, compenetrado e bem vestido, irmão gêmeo do meu marido e que nunca andou de avião. Mas ele foi corajoso, entrou direto em um Boeing 747, num voo de 12 h.
As confusões começaram já no aeroporto de Uberlândia, no check- in. O Zé levou tudo na bagagem, menos o passaporte. Pensou que eu tinha levado para ele (claro, a culpa é sempre minha). O avião quase saindo, o resto da turma esperando em Guarulhos-SP, os euros de todos na sacolinha do Zé, o último voo para chegarmos a tempo. Nesse contexto dramático, o filho, que tinha nos levado ao aeroporto, voltou em casa comigo, a toda velocidade, para procurarmos o passaporte. Rezei para todos os santos e encontrei-o no fundo de uma gavetinha. Fomos os últimos a embarcar no avião e o Zé escapou de um ataque cardíaco.
Já em Guarulhos, o Fá chegou de um voo de Belo Horizonte e pegou a mala na esteira. No momento de despachá-la, a alça, que tinha uma fitinha verde, arrebentou e a mala caiu . Ele apanhou-a , colocou a etiqueta com o seu nome e fez o check-in. Lá fomos nós para a escala em Frankfurt, o maior aeroporto da Europa. Depois da aterrissagem, entramos em um ônibus moderno que nos conduziria para perto do portão de embarque. Parece que o Vicente pensou que o ônibus era um corredor, pois entrou por uma porta e saiu pela outra. Com uma multidão de pessoas entrando e falando em todas as línguas, ninguém percebeu. De repente, a esposa viu-o do lado de fora, parado na plataforma, segurando firme sua mochila. Ela gritou horrorizada. O Vicente, lépido e assustado, entrou pela porta da frente do ônibus. Se ficasse ali, adeus Vicente.
Enfim, chegamos ao hotel Marriot, em Lisboa. O Fá abriu a mala para tomar um banho relaxante e soltou um palavrão. Não era a sua. Estava cheia de chinelinhos de crianças, shorts pequeninos, bonés, chapéus de praia e um saquinho de remédios. Entrou em desespero e fui ao quarto socorrê-lo. Concluímos que a mala que ele despachou em SP era mesmo aquela, pois estava com a alça quebrada, com a fitinha verde e com o seu nome. Ou seja, ele pegou a mala de outra pessoa na esteira, quando chegou de BH. Depois de vários telefonemas e muito drama, descobriu-se a dona da mala e também a mala do Fá, nos achados e perdidos da TAM em São Paulo. Desistimos de pedir o envio da mesma, compramos algumas roupas para ele e carregamos a “mala dos meninos”, como passou a ser chamada, durante toda a excursão.
Nessa mesma noite da chegada, na salinha de informática do hotel, roubaram minha bolsa nova, com apenas a caixinha dos óculos dentro (lá os ladrões são sofisticados, fingem que são hóspedes e roubam bolsas, até nas mesas do café). Enquanto estava espantada, surgiu o Fá, mais espantado ainda. Contou que, passado o susto da mala, foi tomar banho. Apoiou-se na alça de metal da banheira para não escorregar, ela quebrou e ele levou um tombo estrondoso. Fomos dormir rápido, antes que acontecessem mais tragédias. O Fá tomou um remedinho da mala dos meninos, para dor de cabeça, escovou os dentes com o dedo e dormiu.
Bem, isso foi apenas o começo. O dia seguinte já começou com a Lourdinha, amiga da minha cunhada, levando um tombo na escadaria do hotel, daquele tipo que só vemos em filmes trágicos. Mas, mesmo com tantas confusões, chegamos a Roma e realizei o meu sonho, conheci a cidade eterna. Valeu cada minuto da viagem, e entre mortos e feridos, salvaram-se todos.