por Ivan Santos | jan 17, 2026 | Ponto de Vista |
Ana Maria Coelho Carvalho – Bióloga
Terminado mais um ano, fica a frase: “Adeus ano velho; a Deus ano novo”. Como escreveu Drummond, quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um individuo genial. Industrializou a esperança, criou o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que tudo será diferente.
Assim, aqui estamos todos no começo da fatia de 2026, no tempo depois do Natal e do Réveillon. Depois de comemorar, presentear e ser presenteado, agradecer pelo Menino Jesus que se deu de presente para nós, lembrar dos que se foram e abraçar os que ficaram, realizar atos de bondade e compaixão pelo próximo, fazer promessas para o ano que se inicia. Depois de receber inúmeras mensagens que circularam nas redes sociais. No Natal, mensagens com luzes piscando, anjos voando, estrelas saindo de dentro de um envelope com o seu nome. Impressionou-me a mensagem de um bebê bonito e rechonchudo falando fluentemente da beleza do Natal, com uso da IA (fiquei com medo do bebê). Outra “sui generis” que recebi foi do Papai Noel a cavalo tocando um rebanho de vacas nelore todas com gorro vermelho, adorei. Algumas mensagens com dizeres curtos e emocionantes: “Afinal, tudo são luzes e a gente se acende é nos outros”. Ou então: “Naquele dia, fazia um azul tão límpido, meu Deus, que me sentia perdoado pra sempre. Nem sei de que”. Também surgiram aquelas bem humoradas, como o vídeo de um senhor de meia idade explicando como é o Natal : no dia 24 tem uma ceia; no dia 25 esquenta-se o que sobrou; no dia 26 faz-se uma farofa do chester; no dia 27 uma sopinha com o restinho de tudo.
Já no Réveillon, circularam mensagens de champanhe estourando, fogos pipocando, textos bonitos, promessas de emagrecimento e outras, orações de agradecimento a Deus pelo ano que passou. Gostei de uma assim: “O que quer que o ano novo lhe traga? Nada. A única coisa que quero é que não leve. Que não leve o teto que me protege, o prato que me alimenta, a manta que me aquece, o sorriso dos meus amados, a saúde como um tesouro, a companhia, os abraços, os beijos.”
As comemorações também são interessantes. O tal de “amigo da onça”, quando cada um escolhe um presente embrulhado e depois pode trocar, e cujo objetivo maior é treinar o desapego, sempre dá confusão. O meu irmão certa vez ganhou um pijama. Um outro quis trocar por um jarro, mas meu irmão se negou a entregar o pijama, deu briga e acabou a brincadeira. Também existe o “amigo oculto”, que pode gerar discórdia quando o valor dos presentes é muito discrepante, daí muitos ficam emburrados. Ou o amigo é tão oculto que a pessoa esquece quem é.
Por falar em esquecimento, organizei no meu apartamento uma confraternização para oito amigas de longa data, desde a época do curso de Biologia na UFU, as sobreviventes da primeira turma. Idosas, animadas e esquecidas. A primeira que chegou já disse: “Ih, esqueci o presente!” Outra perdeu uma unha postiça, nunca mais encontrou. E eu, que tinha arrumado tudo com esmero e carinho, inclusive borrifado perfume no apto todo, esqueci as torradas no forno. Torrou mesmo. O apartamento ficou todo enfumaçado, cheirando (fedendo) queimado… Outra, na saída, foi buscar o carro para dar carona para a amiga. Foi e não voltava. Chegou cansada, estava procurando o carro na rua errada, tinha esquecido onde estacionou! Ah, e quando tudo sossegou, tarde da noite, tocou o interfone. Era uma delas, tinha esquecido a bolsa , o celular e o presente no sofá… Resta o consolo que esquecimento não é problema só de velhice . Por exemplo , um dos meu filhos, novo e saudável, esquece tudo. Dia desses, chegou para almoçar comigo trazendo um saquinho de remédios. Na saída, não encontrou a chave do carro. Desapareceu . Depois de muito procurarmos, ele chamou um Uber, pegou o saquinho de remédios e lá se foi. No dia seguinte, voltou com a chave reserva e levou o carro. Dias depois, foi tomar um remédio do saquinho. Surpresa: a chave do carro estava lá dentro! Foi ele mesmo quem elaborou um plano: como sempre esquecia as coisas pra trás, se deixasse a chave junto com os remédios, quando fosse pegar a chave, lembraria dos remédios! Só que esqueceu onde colocou a chave…
Mas, voltando ao Natal e ao Réveillon, no momento da comemoração do Natal com minha família, todos colocaram uma estrelinha aos pés do Menino Jesus e fizeram um agradecimento ou um pedido. A minha neta de 14 anos, Maíra, pediu: “eu quero me transformar em uma pessoa melhor”. Quem sabe nesse novo ano a gente também se transforme para melhor. Em gente mais humana, que saiba sonhar, ter esperança, ser luz. Gente de verdade, que saiba fazer valer a pena o tempo que passamos aqui neste mundo de Deus. Para que a passagem de ano não seja apenas uma mudança no calendário…
Enfim, comecei citando Carlos Drummond de Andrade e termino com uma frase dele : -“Para você, desejo todas as cores desta vida, todas as alegrias que puder sorrir, todas as músicas que puder emocionar.”
Feliz 2026 para todos!
Ana Maria Coelho Carvalho 99926-4777
por Ivan Santos | jan 16, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Prezado ministro Edson Fachin (STF), o Código de Conduta não só é importante como extremamente necessário, afim de resgatar algum respeito de nós brasileiros em relação a “Suprema Corte”, afinal somos os pagadores dos impostos, ou seja dos seus salários!
por Ivan Santos | jan 9, 2026 | Blog |
Nesse período, Mundo da Criança e quadras poliesportivas são espaços mais procurados por frequentadores do principal cartão-postal de Uberlândia;
passeios gratuitos de trenzinho e pedalinhos, ciclofaixa e a pista de corrida e caminhada também estão entre os diversos destaques
Futel/Divulgação
Com as férias escolares, o Parque do Sabiá, que é administrado pela Prefeitura de Uberlândia, por meio da Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel), é a opção ideal para quem busca lazer, esporte e diversão. Um dos destaques desse período é o Mundo da Criança, parque infantil que conta com 66 brinquedos, como escorregadores, balanços e gangorras. O movimento também cresce nas quadras poliesportivas, voltadas à prática de futsal, vôlei e basquete, assim como na Arena Park (com quatro quadras de areia para a prática de vôlei de praia e futevôlei) e na Arena Beach Tennis (com cinco quadras de areia para a prática de beach tennis).
Outra atração bastante requisitada é o Zoológico Municipal, que funciona de terça-feira a domingo, das 8h às 17h (com entrada permitida até as 16h). Há também opções de recreação que incluem os passeios gratuitos de trenzinho e pedalinhos, a quadra de peteca, a ciclofaixa e a pista de corrida e caminhada.
“O Parque do Sabiá recebe milhares de pessoas diariamente e esse movimento cresce durante as férias escolares, quando as crianças aproveitam a estrutura do local para se divertir gratuitamente em atividades esportivas e recreativas, todas oferecidas em um ambiente aconchegante e seguro”, completou o diretor-geral da Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel), Edson Zanatta.
Funcionamento do Parque do Sabiá
– Pista de caminhada, academias ao ar livre, Mundo da Criança, Jardim Sabiá, quadras poliesportivas e quadra de peteca: Segunda a quinta, das 5h às 21h (entrada permitida até as 20h30) e às sextas, sábados, domingos e feriados, das 5h às 22h (entrada permitida até as 21h).
– Arena Park e Arena Beach Tennis: De segunda a sexta, das 18h às 21h45 (sem necessidade de agendamento) e aos sábados, domingos e feriados, das 6h às 21h45 (necessário agendamento pelo telefone 34 99789-4420).
– Ciclismo Noturno (treinamento): De segunda a quinta, das 21h às 23h.
– Pedal da Família: Sextas, das 21h às 23h.
– Ciclismo Diurno: De segunda a sexta, das 10h às 16h, e aos sábados, das 12h às 16h.
– Patins: De segunda a sábado, das 10h às 16h, e aos sábados, das 21h às 23h.
– Trenzinho: Domingos, das 12h às 16h.
– Pedalinhos: Sábados e domingos, das 10h às 16h.
– Zoológico Municipal: De terça-feira a domingo, das 8h às 17h (com entrada permitida até as 16h).
por Ivan Santos | dez 28, 2025 | Blog |
Empresa promoveu 17 etapas do circuito em várias regiões do estado ao longo do ano
GOV. MG
O Circuito Frutificaminas, realizado pela Emater-MG, encerrou 2025 com resultados expressivos. Ao longo do ano, foram promovidas 17 etapas regionais e eventos técnicos voltados ao desenvolvimento da fruticultura, reunindo cerca de 1,5 mil participantes entre produtores rurais, técnicos e demais integrantes da cadeia produtiva. Além disso, a programação contou com seis eventos específicos para atualização de extensionistas da empresa, com a participação de 125 profissionais.
Criado em 2010, o Circuito Frutificaminas integra um conjunto de ações da Emater-MG para a socialização de tecnologias, troca de experiências e difusão de informações técnicas e de mercado. Em 15 anos de atuação, o programa já contabiliza 139 eventos, com a participação de cerca de 15 mil pessoas e caravanas de mais de 541 municípios mineiros. É o maior evento do setor no estado.
Segundo o coordenador técnico estadual de Fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio, o Circuito tem papel fundamental na qualificação da produção. “O objetivo é levar conhecimento atualizado aos produtores, melhorar a quantidade e a qualidade das frutas produzidas, aumentar a renda no campo e contribuir para a manutenção e geração de empregos”, destaca.
Durante as etapas de 2025, foram abordados temas como potencialidades e desafios da fruticultura, manejo integrado de pragas e doenças, irrigação, comercialização, crédito rural, certificação, segurança alimentar, uso de drones, inovações tecnológicas e culturas específicas, como banana, abacate, goiaba, maracujá, tangerina e frutas vermelhas, além do enfrentamento ao greening, considerada a principal doença da citricultura.
Números da Fruticultura
O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, com aproximadamente 46 milhões de toneladas. O aumento do consumo de frutas in natura e de sucos naturais, observado mundialmente, também se reflete no mercado brasileiro, ampliando a demanda por produtos de qualidade e estimulando investimentos no setor.
Em Minas Gerais conta com aproximadamente 146 mil hectares em produção e outros 13,5 mil hectares em formação, ocupando entre a quarta e a quinta posição no ranking nacional. A safra mineira é de aproximadamente 4 milhões de toneladas/ano.
O valor bruto da produção gira em torno de R$ 5 bilhões, sendo que cerca de 38% desse montante são provenientes da agricultura familiar. A atividade gera mais de 500 mil empregos e desempenha papel estratégico na viabilização econômica das pequenas propriedades rurais.
Apesar das condições favoráveis e da possibilidade de produção de frutas tropicais, subtropicais e temperadas ao longo de todo o ano, Minas Gerais ainda importa frutas que poderiam ser produzidas no estado. Outro desafio apontado pelo setor são as perdas no mercado interno, que podem chegar a até 40% da produção, principalmente em função de falhas nos tratos culturais, armazenamento, transporte e falta de informação ao longo da cadeia produtiva.
Para Deny Sanábio, iniciativas como o Circuito Frutificaminas são essenciais para enfrentar esses gargalos. “Não bastam apenas as potencialidades naturais. É preciso investir em capacitação, parcerias, políticas públicas e assistência técnica contínua. O Circuito cumpre esse papel ao aproximar produtores, instituições de pesquisa, ensino, órgãos públicos e iniciativa privada, fortalecendo a fruticultura mineira”, afirma.
por Ivan Santos | dez 25, 2025 | Blog |
Promovidas pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, atrações podem ser conferidas em diversos pontos de Uberlândia
Divulgação/PMU
A agenda cultural, promovida pela Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, está com cinco exposições abertas. As atrações podem ser conferidas gratuitamente em diversos pontos da cidade.
Na Casa da Cultura, a exposição Presépio Napolitano, de Rossani Rossi, celebra a tradição dos presépios do século XVIII, originários de Nápoles, na Itália. Com figuras modeladas à mão e vestimentas produzidas artesanalmente, o presépio napolitano se destaca por unir religiosidade, cultura popular e sofisticação estética. A exposição convida o público a mergulhar nesse universo simbólico, onde o sagrado e o cotidiano se encontram em cenas ricas de expressão. A mostra pode ser visitada na Casa da Cultura, até o dia 9 de janeiro, nos dias úteis, das 12h às 17h30.
Anunciação
Divulgação/PMU
A Casa da Cultura também recebe a mostra Anunciação, de Hélvio Lima, que pode ser apreciada até 9 de janeiro, nos dias úteis, das 12h às 17h30. A exposição conduz o público por uma viagem pictórica através da narrativa do nascimento de Jesus, da anunciação ao cortejo dos magos do Oriente e das folias de reis. A instalação reúne uma série de pinturas que dialogam entre si, inserindo personagens bíblicos e populares em cenários históricos de Uberlândia.
A Forma e o Afeto
Divulgação/PMU
A exposição “A forma e o afeto”, de Adélia Lima, fica na Casa da Cultura até o dia 9 de janeiro, podendo ser visitada nos dias úteis, das 12h às 17h30. Por meio de esculturas, a mostra revela a delicadeza e a força simbólica das relações humanas. Modeladas em barro, as obras exploram os gestos simples e essenciais do afeto, transformando matéria bruta em forma sensível, poética e acolhedora. Cada escultura convida à contemplação das sutilezas do encontro humano, como o toque, o cuidado e o amor silencioso que sustenta os vínculos do cotidiano.
Entremeios do Cerrado
Divulgação/PMU
As produções das bordadeiras do projeto Encontros Criativos e Ceramistas do Coletivo Terra Queimada podem ser apreciadas na exposição “Entremeios do Cerrado: Mostra coletiva de bordado e cerâmica”, que fica no Espaço Cultural do Dmae até o dia 22 de janeiro, com visitação aberta nos dais úteis, das 8h às 17h.
Constelações Estelares
Divulgação/PMU
Pinturas onde formas enigmáticas e criaturas surgem como verdadeiras constelações compõem a exposição Constelações Estelares, de Darli de Oliveira. A mostra conduz o público por uma jornada visual que une a mística da mitologia às memórias arqueológicas, tudo produzido com o uso de técnicas inovadoras de tingimentos ferruginosos. Cada obra é um mergulho no passado onde mito e história se entrelaçam em poesia visual. O material pode ser apreciado na Casa da Cultura, até 30 de janeiro, nos dias