Cracolândia

Diógenes Pereira da Silva – Tenente do Quadro de Oficias da Reserva Remunerada da PMMG

No cenário brasileiro contemporâneo, verifica-se um aumento progressivo no número de indivíduos em situação de dependência química, configurando um fenômeno que envolve fatores biomédicos, socioeconômicos e territoriais. A chamada Cracolândia, situada historicamente no centro de São Paulo, representa um caso emblemático de concentração urbana de vulnerabilidades, caracterizada pela interação entre uso problemático de substâncias psicoativas, exclusão social e insuficiência de políticas intersetoriais.

Declarações recentes de autoridades municipais apontam para a suposta “extinção” do fluxo de usuários, restando apenas um grupo reduzido de indivíduos. Essa narrativa, contudo, suscita questionamentos à luz de conceitos amplamente discutidos no campo das políticas públicas.

Nesse sentido, é pertinente indagar qual foi o destino real das centenas de usuários que tradicionalmente ocupavam aquela área. Teriam sido integrados a estratégias baseadas em redução de danos, que priorizam o cuidado continuado e a preservação de vínculos sociais? Foram incorporados a programas de acolhimento institucional, que buscam oferecer suporte habitacional e acompanhamento psicossocial? Ou, de forma coerente com práticas recorrentes de higienização urbana, teriam sido apenas deslocados para regiões periféricas, fenômeno descrito pela literatura especializada como dispersão territorial induzida, no qual o problema é apenas deslocado espacialmente, sem que haja redução efetiva dos agravos?

Além disso, a análise técnico-científica demanda considerar a possibilidade de mortalidade associada a agravos decorrentes do uso de substâncias, bem como os impactos da ausência de políticas continuadas de reinserção social, que são reconhecidas como essenciais para romper ciclos de uso compulsivo, reincidência e vulnerabilidade.

A avaliação desse contexto exige, portanto, o emprego de abordagens metodológicas robustas, baseadas em epidemiologia social, análise territorial, indicadores de saúde pública, estudos sobre populações em situação de rua e monitoramento das políticas de drogas. Somente a partir de dados consistentes e da integração de ações intersetoriais, saúde, assistência social, habitação, trabalho e segurança, é possível mensurar se houve redução real do fenômeno ou apenas uma mudança de sua visibilidade espacial.

Hemominas homenageia doadores que ajudam a salvar vidas e fortalece rede de hemoterapia em Minas Gerais

Evento reconheceu 132 doadores de sangue e parceiros que mantêm os estoques estáveis e garantem atendimento seguro no estado

Com o objetivo de valorizar quem mantém a rede de hemoterapia mineira ativa e segura, a Fundação Hemominas realizou a Solenidade Estadual do Doador Voluntário de Sangue, evento que reuniu em Belo Horizonte autoridades, parceiros e dezenas de doadores que, com gestos contínuos de solidariedade, ajudam a salvar milhares de vidas em Minas Gerais.
Na solenidade, promovida em celebração ao Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, nessa terça-feira (25/11), foram homenageadas 132 pessoas, categorizadas de acordo com o número de doações já realizadas: Ouro (entre 35 e 49 doações), Diamante (entre 50 e 74 doações), Diamante Lilás (entre 75 e 99 doações) e Diamante Vermelho (mais de 100 doações).

GOV. MG

Todos receberam um certificado em agradecimento pela frequência das doações no Hemocentro de Belo Horizonte (HBH). “É uma alegria muito grande estar aqui comemorando e homenageando vocês, os doadores de sangue, que realizam um ato simples e generoso que transforma vidas. Vocês fazem a diferença na sociedade”, afirmou a presidente da Hemominas, Kelly Nogueira.

A coordenadora do HBH, Priscila Rodrigues, reforçou o agradecimento às equipes e aos doadores, ressaltando a importância da continuidade das doações para manter os estoques estáveis e atender pacientes em todo o estado com sangue seguro pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Nossa missão só é possível graças a cada um de vocês, que fazem da doação um hábito e um compromisso com a vida”, avaliou.

Homenagens especiais

O governador Romeu Zema enviou um vídeo em que reconheceu a importância do papel desempenhado pelos doadores de sangue de todo o estado. “Hoje, mais do que nunca, celebramos aqueles que estendem o braço para ajudar o próximo”, afirmou o governador, que também parabenizou a equipe da Hemominas pelo trabalho. “A Hemominas é referência, nacional e internacional, em hematologia, hemoterapia e em atividades relacionadas a células e tecidos”.

Durante o evento, houve homenagem também a ações como a parceria entre a Hemominas e prefeituras municipais para implantação de unidades do Posto Avançado de Coleta Externa (Pace). Houve ainda a entrega dos diplomas de Honra ao Mérito, concedidos a pessoas, empresas e entidades que apoiam voluntariamente as ações de incentivo à doação de sangue, seja por meio da divulgação, oferta de espaços ou apoio logístico às campanhas da Hemominas.

Histórias que inspiram

Representando o grupo, Euler de Oliveira Santos, da categoria Diamante, recordou a trajetória de contribuição para salvar outras vidas. “Eu comecei a tentar doar aos 18 anos, quando ainda não tinha peso mínimo para isso. Quando fiz 15 doações, participei do primeiro evento de diplomação de doadores e ficava imaginando como alguém poderia chegar a 50 doações. E hoje, com 54 doações, descubro que posso doar muito mais”.

Com bom humor, ele contou seu hábito de pedir camisas da Hemominas para distribuir a amigos. “Passo para alguém com a ordem: agora é a sua vez. Já incentivei minha esposa, minha filha e agora meu filho, de 16 anos, também já está apto”.

Com o mesmo número de doações que Euler, o taxista e pedagogo Marcelo Alves da Silva emocionou o público ao lembrar sua trajetória, depois de perder um dos braços em um acidente de trabalho. “Não deixei de doar, nem de trabalhar. Estou sempre pronto e minhas vivências me levam a acreditar que é muito melhor doar do que receber e este evento revela a importância de salvar vidas”, destacou Marcelo.

Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue

Criado para reforçar o valor do gesto voluntário, o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue é uma oportunidade para ampliar o número de doações e fortalecer os estoques dos hemocentros. A Hemominas realiza a homenagem desde 1991 e, desde 2007, leva a cerimônia para diferentes regiões do estado, reconhecendo o trabalho das unidades de coleta e de doadores de todas as localidades.

Em 2024, o Hemocentro de Belo Horizonte recebeu quase 70 mil candidatos à doação. Neste ano, até outubro, cerca de 60 mil pessoas já compareceram às unidades gerenciadas pelo HBH, como o Posto de Coleta Estação BH, o Pace Nova Lima e o Pace Itabira.
Os números reforçam a importância das campanhas permanentes e da participação da população para garantir atendimento seguro aos pacientes em todo o estado.

O conteúdo está disponível na Agência Minas: https://agenciaminas.mg.gov.br/noticia/hemominas-homenageia-doadores-que-ajudam-a-salvar-vidas-e-fortalece-rede-de-hemoterapia-em-minas-gerais

Prefeitura assina ordem de serviço para a construção do Poliesportivo Morumbi

Estrutura contará com campo de futebol, quadra poliesportiva, sala de artes marciais, salas de apoio, sala dos professores, depósito de materiais esportivos, portaria, estacionamento, banheiros e seis vestiários

Valter de Paula – Secretaria de Comunicação/PMU

A Prefeitura de Uberlândia, por meio do prefeito Paulo Sérgio, assinou, nesta terça-feira (25), a ordem de serviço para a construção do Poliesportivo Morumbi, estrutura que contará com campo de futebol, quadra poliesportiva, sala de artes marciais, salas de apoio, sala dos professores, depósito de materiais esportivos, portaria, estacionamento, banheiros e seis vestiários (quatro para equipes e dois para árbitros). A assinatura ocorreu durante solenidade realizada na Escola Municipal Eugênio Pimentel Arantes, no bairro Morumbi.

O novo poliesportivo será construído no cruzamento entre a rua Jurubeba e a avenida James Siqueira, no bairro Morumbi (setor Leste do município), em área de 15 mil metros quadrados. As obras serão executadas pela My Engenharia e Prestação de Serviços Ltda., empresa vencedora da licitação. O investimento será de R$ 2.566.855,49, recursos oriundos de emenda parlamentar do então deputado estadual João Júnior, em combinação com verbas do orçamento municipal. A Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel) anunciará, em breve, as modalidades que serão oferecidas gratuitamente no local e o número de vagas ofertadas.

“Temos o compromisso de oferecer à população de Uberlândia, em todas as regiões do município, opções gratuitas de esporte, lazer e qualidade de vida. Com a construção do Poliesportivo Morumbi ampliaremos o atendimento a crianças e adolescentes na iniciação esportiva da Futel e entregaremos um novo espaço para que a população da região Leste da cidade possa se exercitar com total conforto e segurança”, ressaltou o prefeito Paulo Sérgio.
O diretor-geral da Futel, Edson Zanatta, destaca a importância da obra. “Hoje, a Prefeitura de Uberlândia, por meio da Futel, atende mais de 18 mil pessoas em 24 modalidades esportivas e de qualidade de vida. Com a construção de um novo poliesportivo, esse número será ampliado e o esporte poderá transformar a vida de cada vez mais pessoas”, completou.

Atualmente, a Prefeitura de Uberlândia, por meio da Futel, administra os poliesportivos Patrimônio, São Jorge, Segismundo Pereira, Custódio Pereira, Jardim América, Roosevelt, Jardim Brasília, Tocantins, Dona Zulmira, Luizote de Freitas, Tancredo Neves e Tapuirama, além dos núcleos Parque do Sabiá, UTC, Sesi Gravatás (espaço que integra o Sistema Fiemg e é administrado pela Futel), CIE (Centro de Iniciação ao Esporte), Viva Mansour e Lagoinha.

Prefeitura lança edição 2025 do Mutirão Dívida Zero

Lei que instituiu evento anual foi sancionada em 2022; junto à direção do Procon Uberlândia, reunião apresentou as diretrizes deste ano em que mutirão será realizado no período de 2 a 4 de dezembro, na Arena Sabiazinho

Valter de Paula – Secretaria de Comunicação/PMU

O prefeito Paulo Sérgio e o superintendente do Procon Uberlândia, Egmar Ferraz, lançaram oficialmente, na manhã desta quarta-feira (26), a edição 2025 do Mutirão Dívida Zero. No encontro com a imprensa, realizado na sede do Procon Uberlândia, localizada na avenida Benjamin Magalhães, 3, no bairro Tibery, foram apresentadas as diretrizes para o evento que ocorrerá no período de 2 a 4 de dezembro, na Arena Sabiazinho. Ao todo, 40 empresas e instituições oferecerão condições especiais de negociação, incluindo a Secretaria Municipal de Finanças e o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae).

“O principal objetivo do Mutirão Dívida Zero é oferecer, em um único lugar, condições especiais com descontos de até 100% em juros e multas para quitar dívidas com vários segmentos como: financeiras, bancos, telefonia, água e luz, dentre outros. A Prefeitura de Uberlândia, por meio do Procon, reforçou, junto às instituições presentes, para trabalharem com condições que facilitem a vida da população de Uberlândia de forma efetiva. É uma orientação nossa que as empresas e instituições participantes procurem ofertar condições que sejam exclusivas e realmente favoráveis e justas para as pessoas”, pontuou o prefeito Paulo Sérgio.

O mutirão foi instituído como ação anual por meio da lei municipal 13.900, de 30 de novembro de 2022, denominada Lei do Mutirão Dívida Zero. O evento, organizado pelo Procon Uberlândia com o apoio institucional da Câmara Municipal de Uberlândia e logístico de diversas secretarias municipais, tem o objetivo de ajudar os cidadãos a restabelecerem o crédito e voltarem ao mercado de consumo por meio de negociação com credores. Na edição de 2023, por exemplo, movimentou R$ 33,5 milhões, atendendo quase 14 mil pessoas.

“Vale ressaltar que esse é um programa do Município de resgate da dignidade e por isso, há alguns meses, nós começamos a conversar com as instituições e cadastramos aquelas que se propuseram a oferecer descontos reais. Para esta edição, vamos promover a renegociação de dívidas com as principais empresas que movimentam a economia, em especial, varejo, telecomunicações e serviços bancários. Além disso, temos o objetivo de prevenir o superendividamento, bem como propiciar à população o resgate da dignidade e a esperança de uma nova oportunidade para realizar novos negócios, fomentando, desta forma, o desenvolvimento econômico da cidade”, destacou o superintendente do Procon Uberlândia, Egmar Ferraz.

Participe do Mutirão Dívida Zero 2025
Para participar do Mutirão Dívida Zero 2025, os interessados devem se cadastrar na página oficial do evento no Portal da Prefeitura (clique aqui e acesse). O consumidor pode escolher o período do dia em que prefere ser atendido (manhã ou tarde) em qualquer um dos três dias (2 a 4 de dezembro). Além disso, pode definir o interesse em negociar débitos junto a uma ou mais empresas que compõem a lista.

No dia de atendimento, será necessário o consumidor apresentar documento de identificação e, se houver, contratos firmados entre as partes ou comprovantes de aquisição de bem ou serviço. Também haverá cadastro no local do mutirão.

Valter de Paula – Secretaria de Comunicação/PMU

Estrutura
Com uma megaestrutura, a Arena Sabiazinho sediará, mais uma vez, o Mutirão Dívida Zero 2025 no período de 2 a 4 de dezembro. Na área externa, os cidadãos serão recebidos pela equipe do Procon, com áreas distintas para cadastrados, não cadastrados e para atendimento preferencial, onde serão entregues as senhas. O serviço de acessibilidade será fornecido por meio da parceria com a plataforma Icom, que atua na tradução simultânea e interativa do país envolvendo a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Na área interna da Arena Sabiazinho, dois grandes painéis mostrarão as senhas, garantindo que todos possam aguardar nas arquibancadas confortavelmente sua vez de ser atendido. Também serão oferecidos alguns serviços gratuitos viabilizados junto a instituições parceiras.

Confira, abaixo, as empresas que estarão presentes nesta edição:

De forma presencial:
– Tabelionato de Protesto de Títulos de Uberlândia
– Algar Telecom S/A
– Banco do Brasil
– Caixa Econômica Federal
– Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Uberlândia)
– Cemig Distribuição
– Claro S/A
– Crefisa Losango
– Faculdade Anhanguera
– Instituto Mix de Profissões
– Banco Itaú
– Magazine Luiza
– MRV Engenharia e Participações S/A
– Omni As
– Pirâmide
– Sem Parar
– Sicredi Planalto RS/MG
– Faculdade Uniessa
– Unimed Uberlândia
– MOR
– Igreen Comercial S/A
– Grupo Pernambucanas
– Secretaria Municipal de Finanças (Refinanciamento de Dívidas Municipais)
– Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae)

De forma on-line:
– Banco Mercantil do Brasil S/A
– Casas Bahia (varejo)
– Ponto Frio (varejo)
– Banco Santander
– TIM S/A
– C6 Bank
– Riachuelo/Midway
– Click School Formaturas
– Agibank
– Agoracred
– Banco CSF
– Banco BMG
– Sky
– Banco Pan
– Vivo
– Banco Bradesco
– Brasilcard
Obs.: as negociações virtuais serão mediadas por meio do estande da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Uberlândia

Olimpíadas de Inglês reforçam ensino de idioma nas escolas da Prefeitura de Uberlândia

Estudantes do 6º ao 9º ano de 19 escolas municipais participaram da final da disputa

Cleiton Borges – Secretaria de Comunicação/PMU

A Prefeitura de Uberlândia iniciou, nesta quarta-feira (26), a 3ª edição das Olimpíadas de Inglês, que conta com a participação de 261 estudantes do ensino fundamental e 27 professores de 19 escolas municipais. A disputa, promovida pela Secretaria Municipal de Educação (SME) e realizada no Centro Municipal de Estudos e Projetos Educacionais Julieta Diniz (Cemepe), continua até esta quinta (27). Ao todo, são 91 alunos de sete escolas rurais e 170 estudantes de 12 unidades urbanas.

Esta edição tem como tema “One World, Many Voices: Embracing Diversity”, que propõe um olhar decolonial sobre a diversidade presente no ambiente escolar. A abordagem reflete a urgência de reconhecer e valorizar as múltiplas identidades, culturas e vozes que compõem o cotidiano das comunidades escolares.

O projeto foi desenvolvido durante o ano letivo pelos professores da disciplina de inglês da rede municipal de ensino e estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental que desejaram participar. A metodologia contou com encontros presenciais e virtuais para leituras e debates visando o ensino crítico e decolonial da língua inglesa. A partir desses encontros, os professores produziram o material para as Olimpíadas.

Em seguida, os estudantes foram avaliados e os cinco com as melhores pontuações em cada nível de inglês (básico, intermediário e avançado) foram selecionados para representar suas escolas na etapa final das Olimpíadas. Na fase atual, os estudantes e seus professores estão respondendo os testes que revelarão as escolas campeãs. A entrega das medalhas e dos troféus será feita em dezembro.

Paratletas de equipes da Prefeitura e parceiros disputam Brasileiro de Atletismo 2025 a partir deste sábado (29)

Competição será realizada no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo (SP), com a participação de representantes de todo o país

Futel/Divulgação

Paratletas de equipes da Prefeitura de Uberlândia – formadas por meio das parcerias entre Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel), Associação dos Paraplégicos de Uberlândia (Aparu), Clube Desportivo para Deficientes de Uberlândia (CDDU) e Praia Clube – disputam, entre este sábado (29) e quarta-feira (3), o Campeonato Brasileiro Loterias Caixa de Atletismo 2025. A competição será realizada no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo (SP), com a participação de representantes de todo o país.

A Futel/Aparu/Praia Clube será representada pelos paratletas Andréa Santana, Christian Marques, Clayton Pacheco, Danilo Matos, Edmar Oliveira, Elina Felipe, Fábia Araújo, Fábio dos Reis, Fernando Santos, Jean Carlos da Costa, Jéssica Freitas, Joana Silva, João Batista Barbosa, João Victor Borges, Juliana Oliveira, Kenned Justino, Kennedy Reis, Lucas Barbosa, Lunier Salis, Lusdélia Silva, Marcos Ramos, Mariene Rocha, Mauro Evaristo, Pedro Henrique Batista, Rafela Divina, Roberto Fontoura e Wellington Fernandes. Já a Futel/CDDU/Praia Clube será representada por Admisson Eugênio Júnior e Allana Silva.

“Nossas equipes têm se preparado muito bem para essa competição e, certamente, alcançarão grandes resultados. O Campeonato Brasileiro é uma oportunidade para que os paratletas melhorem os índices no ranking nacional e já iniciem a preparação para as competições que acontecerão em 2026”, afirmou a diretora de paradesporto da Futel, a profissional de educação física Fernanda Costa.

Os paratletas da Futel/Aparu/Praia Clube e Futel/CDDU/Praia Clube – equipes consideradas potências nacionais no paradesporto – treinam de segunda a sexta no Sesi Gravatás (espaço que integra o Sistema Fiemg e está sob responsabilidade da Futel), com acompanhamento de profissionais de educação física da Futel.

ÁGUA: DE MARQUEZ A VILELA

Antônio Pereira – Jornalista e escritor

Desde 1853, ou por aí, a população de São Pedro de Uberabinha usava uma água poluída que vinha por um rego aberto das cabeceiras do córrego de São Pedro até a esquina das atuais rua XV de Novembro e praça Cícero Macedo. Eram quatro quilômetros de exposição em que os animais serviam-se primeiro que os moradores.
Em 1909, ou seja, depois de mais de meio século de uso desse serviço rude e porco, o Agente Executivo Alexandre Marquez conseguiu um empréstimo junto ao Governo do Estado, da ordem de cento e quinze contos de réis, contratou gente competente e simplesmente canalizou a água que escorria pelo rego e as jogou dentro das residências mediante o pagamento de determinada taxa. Foi um serviço muito simples, com 16 quilômetros de canalização metálica. Os canos foram comprados em Londres. Toda casa de valor locativo superior a quinze mil réis por mês foi obrigada a ligar pelo menos uma pena.
Marquez construiu um reservatório nos altos da avenida Floriano Peixoto de onde a água descia por gravidade para a cidade. Foi serviço simples: não mudou nem a qualidade nem a quantidade de água.
Menos de um ano após a inauguração, que foi a 12 de novembro de 1909, o povo já reclamava da falta de água e se arrependia de ter atendido a Câmara que pedira a todos que entupissem suas cisternas.
Em 1912, o grande Joanico assumiu o comando da Municipalidade e começou a trabalhar na remodelação do sistema. Não foi fácil nem rápido. Faltavam verbas.
O Governo do Estado, atendendo seu pedido, mandou para cá o engenheiro Domingos Barbosa que realizou novos estudos para captação e distribuição da água.
Em novembro, outro engenheiro veio para cuidar das nossas necessidades líquidas. Foi o dr. Mendes Teixeira.
Enquanto isso, o povo passava apertos com a falta de água, principalmente na seca. Ainda bem que havia minas pelas vertentes do Cajubá (sob a avenida Getúlio Vargas) e do São Pedro (sob a avenida Rondon Pacheco). E havia a negra Eugênia que vendia latas d’água de 20 litros, captadas nas minas, a cem réis.
Em 1913, saiu o Edital para os serviços.
O fim de 1914 já vinha chegando e a distribuição de água continuava deficitária.
Enfim, chegou o dinheiro do empréstimo do Estado e o Joanico arregaçou as mangas. Ele ampliou a represa conseguindo maior volume de água; construiu um novo reservatório com capacidade bem superior ao antigo; instalou usina hidrelétrica aparelhada com bombas centrífugas para impulsionar a água para os reservatórios e estendeu a rede para toda a área urbana.
Bem ou mal, criticado ou elogiado, o serviço do Joanico perdurou, com eficiência, até a época da ditadura getulista.
Vasco Giffoni, prefeito nomeado, foi o primeiro, depois do Joanico, a preocupar-se com a melhora da distribuição da água. Ele não mexeu no que estava feito. Simplesmente adquiriu para a Prefeitura a área da nascente do córrego Jataí e construiu nova linha adutora. Construiu o primeiro reservatório elevado da avenida Floriano Peixoto, próximo ao Estádio Juca Ribeiro. A intenção era levar água, também por gravidade, à parte alta da cidade que não era habitada ao tempo do Joanico.
Em seguida, o prefeito Euclides de Freitas, também nomeado, reconstruiu a adutora do córrego de São Pedro e Cleanto Vieira Gonçalves, outro nomeado, adquiriu novas máquinas.
Ninguém mais mexeu na água. Afrânio Rodrigues da Cunha, eleito, tentou atualizar o serviço para atender a demanda sempre crescente, mas esbarrou num mal insanável, a falta de verba. Não conseguindo melhorar o serviço existente, conseguiu do Estado o empréstimo de perfuratrizes com as quais furaria poços artesianos. Infelizmente não deu certo e logo a primeira máquina teve problemas.
Em razão da distância entre Uberlândia e Belo Horizonte, antes que se superasse o impasse da máquina quebrada, mudou-se o Governo do Município. Foi eleito e empossado o empresário Tubal Vilela da Silva.
O trabalho de Tubal Vilela na área do abastecimento de água foi importantíssimo e merece um capítulo à parte. (Fontes: publicações da época)

Ah, árvores!

Tania Tavares- Professora – SP

Quando li a primeira notícia sobre o corte de 384 árvores fiquei revoltada e ainda mais ao saber que 128 delas são nativas. Porque não transplantar estas árvores para locais que precisam? Fui procurar quanto tempo uma árvore leva para crescer até o tamanho destas, e encontrei 40 anos! “A natureza já não se defende. Vinga-se!” (Jacir J. Venturi). Estamos assistindo as catástrofes ambientais recentes.*

Punição?

Tania Tavares- Professora – SP

Não entendi, o ministro do STF Flávio Dino pune o pai do blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, negando passaporte para que pudesse ir ao casamento do filho? O que o pai fez de errado? Cruzes!

UM ERRO RECORRENTE DE LULA (e que ninguém corrige)

José Castrode Martellli – Advogado e professor – Espirto Santo do Pinhal – SP

Lá pelo idos de 1959, quando eu cursava o 1º ano de Direito, na famosa Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, havia um professor de Direito Civil, Washington de Barros Monteiro, em cujas aulas, vez ou outra usava o termo ”ouprouver”.
Antes de prosseguir, é preciso que se diga que era um tempo em que os alunos usavam gravata e paletó, sem o que não lhes era permitido assistirem as aulas. Por outro lado, os professores, na sua maioria catedráticos, ministravam suas aulas, usando beca. Portanto o respeito grassava nas aulas e quando algum aluno se dirigia aos mestres, o fazia chamando-o por excelência.
Eu sabia que a palavra correta que sua excelência queria usar era “aprouver” mas ele, sem ser corrigido, continuava com o seu “ouprover”.
Enchendo-me de coragem, no final de uma aula, com todo respeito que o caso requeria, dirigi-me ao Mestre da seguinte forma: Perdoe-me Excelência, mas V. Exa. usa um termo em suas aulas que eu não entendi e não encontrei nos dicionários. Qual é o termo? Obtemperou, convidando-me, a seguir, para irmos à Biblioteca que ficava naquele mesmo andar.
Não preciso dizer que não encontrou o termo e eu, com todo cuidado perguntei-lhe: – Não seria “aprouver”? Também não preciso dizer que ele encontrou.
Despedimo-nos e ele agradeceu sem maiores comentários.
Pois bem. Na aula seguinte que tivemos com ele, a primeira coisa que fez foi dirigir-se aos alunos e dizer que ele usava um termo erradamente e nunca algum amigo tivera a gentileza de corrigi-lo. Não citou meu nome, mas disse que um aluno/amigo o fez, se não, continuaria a cometer o mesmo erro, sabe-se lá até quando. Disse ainda que era bem possível que alguns até fizessem chacotas às sua costas. E concluiu: – nunca se esqueçam, os que nos corrigem são amigos, os que apenas nos criticam não o são.
Agora que mais de meio século é passado, nunca me esqueci dessa lição.
Sou corrigido e às vezes corrijo, mas sempre tenho em mente aquela grande lição.
Pois é. Por que me recordei desse fato? Porque o Presidente Lula, embora seja inegavelmente um auto didata, vem cometendo recorrentemente um erro no uso dos pronomes demonstrativos este, esta, isto, e vai por aí afora.
Das duas, uma. Ou ninguém tem amizade para corrigi-lo ou desconhecem o uso do demonstrativo e transcrevem erradamente o que ele, erradamente, diz.
Lembrei-me até da forma que eu ensinava esse uso, quando ministrei aulas de língua portuguesa a alunos de diversas faculdades.
Eu dizia: -quando você está dentro da coisa, quando a coisa está dentro de você, quando você está tocando na coisa ou a coisa está tocando em você o uso correto é este, esta ou isto.
Os alunos quase sempre jovens e maliciosas viam aí, uma conotação sexual e nunca se esqueciam.
O uso dos demais demonstrativos vêm por exclusão.
Voltando ao Presidente Lula. Dia destes (estamos dentro dos dias) ele falou: Não é possível que ESSE país possa por mais tempo conviver com a fome.
Não é ESSE Presidente. É ESTE. O Senhor está dentro do país.
Espero que alguém leve ao Presidente Lula, esta (a lição está aqui, estamos dentro dela) singela lição de um sincero amigo.
E que ESSES conselhos sirvam também para AQUELES que têm as mesmas dúvidas .