por uberlandiahoje | abr 7, 2026 | Notícias |
As inscrições para a feira, que será realizado em Olinda/PE, vão até 29/04; artesãos e entidades selecionados terão participação gratuita no evento
GOV. MG
O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), abriu edital de chamamento público para a seleção de artesão mineiros interessados em participar da 26ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), que será realizada entre os dias 8 a 19 de julho, em Olinda/PE.
Podem participar artesãos individuais, mestres artesãos, associações, cooperativas e grupos produtivos. Interessados devem se cadastrar pelo site da Sede-MG. As inscrições estão abertas até o dia 29/4.
Os artesãos selecionados serão alocados em um estande coletivo de 36 m² adquirido pelo Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp), onde poderão expor e comercializar seus produtos durante o evento.
Dentre as categorias previstas no edital estão: arte popular, artesanato tradicional, artesanato de referência cultural, artesanato contemporâneo-conceitual, além de produções indígenas e quilombolas.
Sobre a Fenearte
A Fenearte é considerada a maior feira de artesanato da América Latina e é muito importante para o setor pois reúne artesãos de todo o Brasil e do exterior. A previsão para este ano é de reunir aproximadamente 5 mil expositores em cerca de 700 espaços de comercialização.
Durante a edição de 2025, a feira celebrou novo recorde de público, com 340 mil pessoas circulando pela feira. A movimentação financeira também foi a maior da história do evento: R$ 163 milhões.
Desde 2004, o Governo de Minas Gerais, por meio da Diretoria do Artesanato Mineiro da Sede-MG, está presente de forma ininterrupta em todas as edições da Fenearte, cumprindo com excelência seu papel de fomentar e desenvolver o artesanato mineiro, sendo o segundo maior Estado em representatividade.
por uberlandiahoje | abr 7, 2026 | Ponto de Vista |
“Ditadores montam em tigres dos quais eles não têm coragem de desmontar. E os tigres estão ficando com fome…
(Winston Churchill)
Marília Alves Cunha
Temos vivido tempos ruins. Os últimos acontecimentos que vieram à tona, envolvendo altas figuras da república, têm gerado nos brasileiros uma legítima sensação de insegurança e concorrido para deixar este país mais pobre e desmoralizado do que nunca. Isto provoca uma necessidade de repensar o Brasil e, necessariamente, fazer algumas reflexões: é correto viver em um país onde multiplicam-se escândalos envolvendo legislativo, executivo e judiciário e sobra aos brasileiros apenas uma triste sensação de desesperança e desânimo? É justo que o cidadão queira viver honestamente, cuidar da sua família, trabalhar com a tranquilidade que ele merece, pagar a pesada carga de tributos que lhe é imposta e receber, de volta, o pesado sentimento de que estão lhe tirando tudo que construiu, a certeza de que estão fazendo do Brasil o quintal de suas casas, que a impunidade ronda, fazendo do crime uma brincadeira de criança?
Tudo o que está acontecendo nos leva a pensar que há necessidade de ser feita profunda e séria reforma no estado brasileiro. A começar do judiciário, que tem dado provas consistentes de que não há mais possibilidade de continuação deste modo ilegítimo de funcionamento, que favorece não ao povo brasileiro como um todo, não aos interesses do país, mas as pessoas ou grupos.
A Constituição Federal é claríssima: O Brasil tem 3 poderes e nenhum sobrepuja os outros em importância e valor. O que está inscrito na lei é que deve haver independência e harmonia entre os poderes. O poder legislativo tem a função nobre de representar o povo. Isto coloca uma qualificação extra nas suas atribuições porque, apesar de não estar parecendo e a política estar se enterrando num jogo imoral onde quem menos interessa é o povo, este povo continua a ser soberano e sua vontade precisa ser ouvida, apreciada, respeitada de acordo com as prioridades e necessidades do país. Importantíssimo: o cargo de Ministro do STF é vitalício, o que significa que ele está protegido contra quaisquer pressão ou intromissão política em suas atividades que o induzam a práticas contra interesses do país. Mas, o que estamos vendo na prática não se confunde com independência. O ativismo político resulta no empobrecimento e desmoralização da instituição e compromete o seu papel principal de guardião das nossas normas constitucionais.
No Brasil os ministros da Suprema Corte são indicados pelo Presidente da república. Não há necessidade de ser um juiz de carreira, mas apenas ser um cidadão com idade mínima de 35 anos e menos de 65 anos, com notável saber jurídico e reputação ilibada. As duas últimas, parece, não têm interessado sobremaneira a quem faz as indicações. O presidente nomeia o candidato que tem sido escolhido de acordo com as conveniências dele, depois de passar por uma sabatina no Senado e ser aprovado por maioria absoluta. Curioso lembrar que, desde a redemocratização, nenhum candidato foi reprovado pelo Senado. Isto indica um processo político e negociado antes da indicação, existindo por trás de toda a encenação um jogo político.
Há uma necessidade urgente de serem mudadas as regras para a escolha de ministros do STF. Não há necessidade de grandes conjecturas sobre o assunto: o que o Brasil tem assistido desde 2019 é o suficiente para que pensemos e repensemos o assunto.
Vamos aos fatos:
– A escolha dos ministros hoje é política, não necessariamente técnica. As indicações têm privilegiado o alinhamento ideológico ou pessoal, o que reduz a confiança na imparcialidade do tribunal;
– As sabatinas no Senado Federal não são rigorosas como deveriam. Parece que funcionam apenas como um apêndice obrigatório na escolha dos ministros. O assunto já foi adredemente negociado.
– Mandato vitalício – (75 anos) -Ministros ficam décadas no cargo. Isto gera um impacto muito grande quando a escolha é errada e causa enormes prejuízos ao país, como temos visto no tempo presente. E não é nada fácil desalojar um Ministro do STF…
– Concentração de Poder no Executivo – (risco de captura institucional).
– Crescimento do protagonismo do STF – que passou de um tribunal constitucional a um tribunal que decide temas relevantes (política, costumes, economia), muitas vezes interferindo nos outros poderes, desrespeitando principalmente o poder legislativo que representa o povo.
Finalizando: o que o povo brasileiro deseja é, simplesmente, que tudo seja feito com mais transparência, mais critérios técnicos, menos influência política direta e muito, muito mais equilíbrio entre os poderes da república. O nosso Congresso deve urgentemente começar a pensar nisto e agir neste sentido a partir de 2027. O Brasil não pode mais ficar à mercê de pessoas que usurpam e poder e, como se fossem os donos do Brasil, agem conforme lhes ditam suas soberanas cabeças. E fazem um tremendo estrago nesta pátria querida. É hora de mudar de rumo, para um caminho de mais realizações, mais prosperidade, mais felicidade para toda uma nação. Chega de farra! A defesa do estado democrático de direito não admite mais erros, corrupção e politicagem.
por uberlandiahoje | abr 6, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
A matéria “STF amplia decisões individuais …” (A8;05/04) é um tapa na cara de nós brasileiros(as) que pagamos impostos, ou seja, seus ótimos salários e mordomias. A continuar assim vamos ter a Ditadura dos togados(a)? Vamos lembrar Ulisses Guimarães que dizia :- Políticos e Togados só tem medo de povo na rua. E se formos para as ruas é para pedir impeachment de “políticos e togados”!
por uberlandiahoje | abr 6, 2026 | Ponto de Vista |
João Batista Domingues Filho – Cientista Político – Professor UFU/INCIS
Pensar sobre cidadania depende da compreensão da participação política do cidadão, numa democracia, em termos da dimensão cívica e da dimensão civil. As tradições republicana e liberal são apresentadas. A primeira (cívica) diz respeito ao valor da virtude cívica na polis clássica e à republicana romana. É a ideia dos deveres que prevalece no exercício da cidadania. O cidadão cuida da coletividade, zelosamente. É o republicanismo e a participação nos assuntos públicos. A dimensão civil diz respeito à autonomia do cidadão (modernidade) diante do Estado e dos demais. Inspiração liberal e privatista. É o cidadão que cobra seus direitos. Este cidadão vai mobilizar seus recursos que controla na arena privada e no mercado para a promoção de seus interesses.
O funcionamento da cidadania contemporânea vive a tensão pela dependência simultânea dos valores ao lado civil (egoísmo) e o lado cívico (altruísmo). No welfare state (estado de bem-estar), ocorre esta simultaneidade desses lados da cidadania: proteção e assistência solidária do Estado, contraface da dependência individual. Sem a afirmação da autonomia individual, não há legitimidade do Estado. Há, portanto, dificuldades institucionais na construção da cidadania como manifestação das dimensões cívica e civil. Deveres e direitos, constitucionalmente garantidos para os cidadãos, nem sempre se realizam de modo equilibrado na prática social e política. Autonomia e direitos de um lado; solidariedade e deveres de outro — geram problemas para a construção democrática da cidadania para todos os cidadãos. Estes lados da cidadania dependem do ordenamento legal (poder institucionalizado: Estado) para existirem.
Civil (direitos) e cívica (deveres) existem necessariamente no interior do seguinte problema político: distribuição de poder entre os cidadãos e a produção coletiva de poder (Estado). Sem Estado, não há instrumento político para atender aos direitos dos cidadãos. Por exemplo, cabe ao Estado garantir segurança pública, assegurar tratamento isonômico entre os interesses presentes na esfera econômica e resguardar o interesse público. O Estado autônomo deve servir como instrumento da autonomia dos cidadãos. O problema aqui é impedir os interesses privatistas de tomar e aparelhar o Estado, impedindo-o de ser instrumento de todos os cidadãos. O desafio aqui é o da construção eficiente da democracia representativa.
Em nossa sociedade complexa, a delegação das decisões na democracia tem como ponto central a questão da representação. O agente (funcionário público eleito ou concursado) atua em nome da coletividade e deve responder a ela. O mandante e o mandatário, na esfera estatal, destacam a questão da representação dos interesses dos cidadãos. Está em jogo a responsabilidade dos governantes em sua condição de agentes e a necessidade de que os governantes prestem contas (accountability) como condição decisiva para a democracia representativa. De fato, há assimetria de informação entre governantes e governados.
O interesse próprio do governante, muitas vezes, prevalece sobre o interesse do governado. Exemplos desse fenômeno podem ser observados quando a participação dos cidadãos no debate orçamentário e nas decisões públicas se torna apenas formal, sem influência real sobre as prioridades administrativas. Nesses casos, audiências públicas e outros mecanismos participativos podem reduzir-se ao cumprimento de exigências legais, sem efetiva incorporação da vontade popular ao processo decisório. O problema, então, deixa de ser apenas local ou circunstancial e passa a revelar uma dificuldade recorrente da democracia brasileira: aproximar representação política, controle social e interesse público.
por uberlandiahoje | abr 6, 2026 | Política Nova |
Tania Tavares
A indicação de Lula de mais um candidato para Ministro do Supremo Tribunal é preocupante, pois já temos 6 ministros indicados pelo PT, além de Gilmar e Alexandre apoiarem os “desejos” de Lula. Se conseguir emplacar o Messias terá sempre seus desejos atendidos, um perigo. Hugo Chávez, começou assim….
por uberlandiahoje | abr 4, 2026 | Ponto de Vista |
JoséC. Martelli – Advogado e professor
Hoje estamos quase finalizando o mês de janeiro de 2023.
Meu Deus! Como passou rápido, como passou, também, o ano de 2022.
Estava meditando sobre o “tempo” e me dei conta que nem sempre foi assim.
Comecei por me recordar, desde que ele me permita recordações, lá pelos meus 5/6 anos, em que não via chegar a hora de ir para a escola. Lá haveria muitas crianças para eu poder brincar. E o tempo não passava. Finalmente, depois de longa espera, chegou a hora. Aos 7 anos comecei minha vida escolar. Foram 4 anos de Grupo Escolar. Aí o tempo começou a passar mais rápido. Num piscar de olhos aprendera a ler e a escrever. Mas guardara, além da lembrança das primeiras professoras, dos folguedos junto a um mundo de crianças com as quais brincava alegremente.
Então veio o ginásio, mais 4 anos, e o tempo, sobre o qual estou escrevendo, começo a ficar mais lento. Não chegava a hora de colocar calças compridas (naquele tempo, até uma determinada idade, a gente usava calças curtas), das primeiras bolas, das primeiras namoradinhas, de começar a trabalhar e, como foi meu caso, continuar os estudos, fazendo o colegial em mais 3 anos.
Mas voltemos ao tempo e à sua relatividade. Queria chegar aos 18 anos. Era o marco da maioridade e com ele a possibilidade de fazer muitas coisas que a tutela dos pais não permitiam. E quem disse que esses 18 anos chegavam. Não chegavam nunca. O tempo não passava. Mas um dia chegou.
Chegou, mas não adiantou muito porque a maioria das coisas que os jovens de 18 anos quer fazer só eram permitidas para quem tivesse 21, idade que, juridicamente, nos tornava totalmente libertos.
Foram 3 anos (doa 18 aos 21) que demoram um século pra passar. Mas passaram.
Dos 21 AOS 50, não fora m rápidos nem demorados. Apenas passaram sem que a gente tivesse tempo de pensar neles, tão ocupados estávamos em “tocar” a vida com todos as suas nuances.
Mas dos 50 em diante começaram a acelerar, Aqueles que, como eu, tiveram a felicidade de ter boa saúde, continuaram sendo comidos por ele, com altos e baixos, comuns a todas as pessoas.
Mas cada vez mais rápido. E agora, já no limiar dos 100 é vê-lo, cada vez mais acelerado, passando, mês após mês, ano após ano, acompanhado pelo dilema sobre o qual já escrevi a respeito.
A longevidade é dádiva ou castigo.
Francamente não sei. Há dias que são uma dádiva. Mas há dias em que se apresentam como castigo.
por uberlandiahoje | abr 3, 2026 | Notícias |
Medida segue a Portaria nº 4.242/2026 e busca garantir segurança e fluidez nas rodovias durante o feriado prolongado
A restrição de tráfego de veículos de grande porte permanece nas rodovias estaduais de Minas Gerais durante o feriado da Semana Santa de 2026, conforme estabelece a Portaria nº 4.242/2026 do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). A medida tem como objetivo garantir mais segurança e fluidez ao trânsito nos dias de maior movimentação nas estradas.
GOV. MG
De acordo com a portaria, fica proibida a circulação de veículos ou combinações de veículos que excedam os limites regulamentares de peso e dimensões definidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), mesmo que possuam Autorização Especial de Trânsito (AET) ou Autorização Específica (AE).
Datas e horários da restrição
Durante o feriado da Semana Santa, a restrição será aplicada nos seguintes períodos:
02/4/2026 (quinta-feira): das 16h às 22h
03/4/2026 (sexta-feira): das 6h às 12h
05/4/2026 (Domingo): das 16h às 22h
Abrangência
A medida vale para rodovias sob responsabilidade do DER-MG, especialmente em trechos de pista simples e segmentos de maior fluxo, incluindo rodovias como MG-010, MGC-135 e MG-050.
A restrição abrange combinações de veículos de carga, como bitrens, rodotrens e cegonheiras, que ultrapassem os limites de largura (2,60 metros), altura (4,40 metros), comprimento (19,80 metros) e Peso Bruto Total Combinado (58,5 toneladas).
Penalidades
O descumprimento da portaria configura infração de trânsito, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O veículo autuado ficará retido até o término do horário de restrição. Além disso, não haverá serviço de escolta oficial para veículos superdimensionados durante o período, em função do direcionamento das equipes para ações de segurança viária.
Orientação
O DER-MG orienta transportadores e motoristas a programarem suas viagens com antecedência, respeitando os horários de restrição, contribuindo para um trânsito mais seguro durante o feriado.
por uberlandiahoje | abr 3, 2026 | Notícias |
Governo investe R$ 15 milhões para reforçar rede assistencial antes das próximas semanas críticas e ampliar vacinação
GOV. MG
O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), antecipou medidas para enfrentar o aumento das doenças respiratórias e reforçar o atendimento, principalmente às crianças, nas próximas semanas.
A estratégia, apresentada nesta quarta-feira (1/4), em Belo Horizonte, inclui ampliação de leitos, reforço de equipes e intensificação da vacinação em todo o estado, diante da previsão de aumento mais intenso dos casos nas próximas semanas.
“Nosso foco é garantir atendimento para quem mais precisa, especialmente os casos graves. O paciente que nos preocupa é aquele com falta de ar, que precisa de cuidado especializado. Para esses, a rede precisa estar pronta”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.
No Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII), referência pediátrica em Belo Horizonte, serão sete novos leitos de UTI.
“Esses leitos já entram em operação em poucas horas. Assim que sairmos daqui, eles já estarão disponíveis para regulação e internação”, explicou o secretário.
Também serão abertos 19 leitos de enfermaria, dois consultórios para atendimento de urgência, oito leitos na Sala de Decisão Clínica e mais cinco pontos na sala de medicação.
A unidade também recebeu reforço na equipe, com a chegada de 150 novos profissionais, entre eles 34 médicos, 10 enfermeiros, 69 técnicos de enfermagem e 18 fisioterapeutas respiratórios.
O aumento da demanda ocorre tradicionalmente entre março e maio, período em que o hospital registra crescimento de até 47% nos atendimentos de pronto-socorro e 40% nas internações.
Interior mais preparado
O crescimento dos casos de doenças respiratórias já é observado em diversas regiões do estado, com destaque para o Norte e o Leste de Minas. A ampliação da rede hospitalar no interior tem contribuído para reduzir a pressão sobre Belo Horizonte.
“Hoje a capital não recebe mais aquela pressão de antes, porque o interior tem mais leitos de alta complexidade. Tivemos um crescimento robusto de CTI em todo o estado”, afirmou o secretário.
Ele citou avanços em regiões como Governador Valadares e Caratinga, além da previsão de abertura de novos leitos no Hospital Regional de Teófilo Otoni entre maio e junho.
“Todos vamos viver esse momento de maior pressão por doenças respiratórias, como acontece todo ano. Mas hoje temos uma estrutura muito mais preparada e não vamos passar por situações que já vimos no passado”, completou.
Vacinação ampliada e sem restrição
A vacinação segue como a principal estratégia para reduzir casos graves e internações. Minas já distribuiu cerca de 1,5 milhão de doses contra a gripe para todos os municípios.
O estado também prepara novas remessas e mantém a mobilização para ampliar a cobertura, incluindo o Dia D de vacinação, marcado para 11/4.
“Vacina boa não é na geladeira do posto, vacina boa é no braço. Não adianta correr atrás do prejuízo depois”, afirmou Baccheretti.
Além da influenza, o calendário inclui imunizantes importantes para prevenção de doenças respiratórias, como covid-19, pneumocócica e Haemophilus influenzae tipo b (Hib).
Neste ano, também foram incorporadas novas estratégias, como a vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório e o uso do anticorpo monoclonal nirsevimabe para crianças com maior risco.
Rede em alerta e pronta para resposta rápida
A Secretaria de Estado de Saúde ativou a Sala de Monitoramento dos vírus respiratórios, que acompanha em tempo real os dados de casos, internações e ocupação de leitos em todo o estado.
A estratégia permite decisões mais rápidas, como abertura de novos leitos e reorganização da rede.
Além do João Paulo II, outras unidades da rede Fhemig já operam com capacidade ampliada, como o Hospital Júlia Kubitschek e o Eduardo de Menezes, que podem abrir novos leitos de terapia intensiva conforme a necessidade.
Para sustentar a operação durante o período sazonal, o Governo de Minas investe R$ 15 milhões na ampliação da assistência desses hospitais, incluindo a Maternidade Odete Valadares.
“Esse recurso é para garantir equipe, insumos e medicamentos. Com mais leitos, temos mais consumo e precisamos manter a qualidade do atendimento”, explicou Baccheretti.
Até o momento, Minas Gerais registrou 6.189 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizada, sendo 323 por covid-19, 250 por influenza e 120 por vírus sincicial respiratório.
por uberlandiahoje | abr 3, 2026 | Notícias |
Estrutura vai abrigar laboratórios de pesquisa e ensino, além de salas de aulas do curso superior de Tecnologia em Laticínios
O governador Mateus Simões participou, nesta quarta-feira (1/4), em Juiz de Fora, na Zona da Mata, da inauguração do Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação em Lácteos (Cepilac) do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), vinculado à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).
GOV. MG
“O Instituto de Laticínios Cândido Tostes é o principal centro de referência em lácteos do Brasil, e Minas Gerais é o maior produtor de queijos do país. Nós temos uma tradição de mais de 150 anos, mas formar e qualificar nossos mestres queijeiros sempre foi um desafio. É esse o trabalho técnico que garante padrão, qualidade e permite que o nosso queijo chegue a novos mercados”, destacou o governador de Minas Gerais, Mateus Simões.
Ao todo, o Governo de Minas investiu R$ 3 milhões dos R$ 3,3 milhões aplicados para a criação do Cepilac, que funcionará em um prédio inativo, que já abrigou um dormitório para os alunos do curso técnico do ILCT e foi readequado para receber salas de aula e laboratórios de pesquisa e ensino, com equipamentos de alta tecnologia. A obra começou em 2023 e foi concluída em março de 2026.
O centro contará com laboratórios de ensino, como de informática, análise sensorial, tratamento de resíduos e designer sanitário, laboratórios de pesquisas na área de físico-química e microbiologia de leite e derivados, biologia molecular, processamento de leite humano e estudo de macromoléculas, com instrumentos como equipamentos de reologia, espectroscopia, osmômetro e impressora 3D, entre outros, para análise do leite, componentes e derivados.
O espaço também terá salas de aula para os cursos de graduação, capacitação e pós-graduação do ILCT, uma sala de leitura, com computadores disponíveis para pesquisa e livros da área, além de sala dos professores e pesquisadores e sala para cursos de Educação a Distância (EaD).
Referência do segmento lácteo
O instituto oferece 40 vagas anuais para o curso superior em Tecnologia em Laticínios, com formação presencial de três anos. Além da graduação, também oferta cursos de capacitação e atua em parceria com a Embrapa Gado de Leite e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em mestrado na área.
Fundado em 1935, o ILCT é referência em ensino, geração e difusão de tecnologias em leite e derivados na América Latina. A instituição atraiu estudantes e profissionais do setor lácteo, ao longo deste período, com cursos técnicos, treinamentos, capacitações e eventos.
“Até poucos anos atrás, o queijo produzido em Minas não podia ser vendido em outros estados. Com o trabalho conjunto de pesquisa, assistência técnica e certificação, isso mudou. Hoje, o queijo artesanal pode ser comercializado em todo o Brasil, o que aumentou significativamente o valor do produto e a renda do pequeno produtor”, afirmou o governador.
Dentre as várias tecnologias desenvolvidas pela Epamig ILCT, destacam-se alguns trabalhos recentes como o “Refrigerante do Bem”, bebida à base de soro do leite que, além de ser saudável, evita os impactos ambientais causados pelo descarte desses resíduos; a parceria com a Fiocruz para a homogeneização do leite humano visando o atendimento a UTIs neonatais; e projetos para a caracterização dos queijos artesanais das diferentes regiões produtoras de Minas Gerais.
Governo Presente
A inauguração do Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação em Lácteos em Juiz de Fora faz parte da mobilização do Governo de Minas, que transferiu, de forma provisória, a capital do estado para Ubá, também na Zona da Mata, dentro da iniciativa Governo Presente.
Essa transferência se repetirá em 19 cidades mineiras até junho, com o objetivo de reconhecer a importância e valorizar cada uma das regiões mineiras, além de possibilitar ao chefe do Executivo conhecer ainda mais de perto as demandas dos moradores, incluindo cidades ao redor das respectivas capitais temporárias.
por uberlandiahoje | abr 3, 2026 | Notícias |
Operação Amparo é marcada por ações repressivas e atuação preventiva no estado
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou 45 prisões decorrentes do cumprimento de mandados judiciais, além de 120 mandados de busca e apreensão, 239 visitas tranquilizadoras e apreendeu dez armas de fogo na terceira fase da operação Amparo, voltada à proteção e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra mulheres em todo o estado.
GOV. MG
Os mandados são fruto de investigações realizadas pelas Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher (Deam) da PCMG, que mobilizaram as equipes para realizar também visitas tranquilizadoras em casos relacionados a denúncias de crimes no âmbito da Lei Maria da Penha.
O objetivo é resguardar as vítimas com medidas protetivas vigentes, identificar eventual descumprimento de medidas protetivas de urgência, localizar eventuais armas de fogo e responsabilizar os agressores. O governador Mateus Simões celebrou a efetividade das ações.
“Fico muito feliz com os resultados. É claro que, à medida que a gente cumpre os mandados de busca e apreensão, aparecem outras coisas porque, infelizmente, o sujeito que bate na mulher dificilmente tem só esse desvio de caráter, ele costuma ter outros. Então, apreendemos muitas armas e drogas também”, disse Mateus Simões.
“Fizemos as visitas tranquilizadoras, que são aquelas em que a Polícia Civil vai até as mulheres que têm medidas protetivas em vigência, para entender se a mulher está segura, se o homem não tentou se aproximar. É uma forma de tranquilizar estas mulheres e, obviamente, caso algum problema seja percebido, toma-se a providência policial imediatamente”, explicou o governador de Minas Gerais.
A terceira etapa da operação, realizada em Belo Horizonte e nos 19 departamentos da PCMG em todo o estado, mobilizou um efetivo de aproximadamente 520 policiais e 170 viaturas ao longo do Mês da Mulher. A primeira e a segunda fases da operação Amparo ocorreram em agosto e novembro de 2025, respectivamente.
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a ação foi executada por equipes das unidades especializadas que integram o Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família (Defam). Nos demais municípios, pelas Deams e delegacias locais.
Entre as ações de enfrentamento da violência doméstica e familiar contra meninas e mulheres no estado, a PCMG intensificou também a atuação preventiva com policiais civis das Deams, por meio de campanhas educativas, palestras, eventos e capacitações.
De acordo com a chefe da Polícia Civil, delegada-geral Letícia Gamboge, antes de deflagrar mais uma fase da operação Amparo, nessa terça-feira (31/3), foram realizadas ações de combate efetivo voltadas à proteção das mulheres.
“No transcorrer do mês de março, representamos por 1.899 medidas protetivas de urgência, atendemos 3.154 vítimas em todas as 69 unidades especializadas, efetuando a prisão em flagrante de 659 autores de violência contra a mulher”, informou a delegada-geral Letícia Gamboge.
Ainda segundo a chefe da instituição, o objetivo da PCMG é resguardar mulheres e meninas, levar informação, conscientizar sobre a importância de denunciar e atuar para acolher e amparar as vítimas nas unidades policiais, trabalho enfatizado pelo governador do Estado.
“Eu vou atrás de cada agressor de mulher deste estado, e volto a fazer o pedido que já fiz algumas vezes aos filhos: denunciem os pais ou companheiros das suas mães que estiverem praticando qualquer tipo de violência contra elas. Pode fazer a denúncia sigilosa, anônima. Ligue para a polícia, estamos prontos para fazer essa intervenção”, reforçou o governador Mateus Simões.