por uberlandiahoje | dez 18, 2025 | Ponto de Vista |
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.
Há uma falsa impressão de que a corrupção é fruto exclusivo dos políticos brasileiros e de que a criminalidade se restringe aos traficantes que vivem nos morros e favelas. Ledo engano de quem pensa desta forma, afinal de contas o jeitinho brasileiro de levar vantagem em tudo contaminou parcela significativa da sociedade.
Na cidade de Campinas – SP, foi preso um médico veterinário suspeito de ser o maior fornecedor do país de receitas de ketamina, também chamada de cetamina, para o tráfico da substância.
Uma investigação da Polícia Civil do Paraná indica que ele integraria uma quadrilha especializada em cooptar veterinários para conseguir o sedativo e depois transformá-lo em Special K, droga alucinógena para a venda, ou então usá-lo para “turbinar” outras substâncias, a exemplo da cocaína.
A prisão do veterinário foi um desdobramento de uma operação realizada ontem, dia 05/12, que prendeu outras sete pessoas e cumpriu mandados de busca e apreensão em Curitiba e Fazenda Rio Grande (PR); Mogi das Cruzes, Itapira, Valinhos, Indaiatuba, Campinas e São José do Rio Preto (SP); Belo Horizonte (MG); Várzea Grande (MT); e Macaé (RJ). Os policiais apreenderam diversas caixas de ketamina, R$ 55 mil em espécie e uma arma de fogo.
Esse é apenas um pequeno exemplo nesse emaranhado de crimes, fraudes e golpes que a sociedade está habituada a ver constantemente. São organizações que se formam e muitas vezes “prestam” serviços as grandes organizações criminosas do país, como PCC ou Comando Vermelho.
Com toda certeza existem outras envolvendo demais profissionais liberais como médicos, advogados, engenheiros, etc. Basta montar a operação e investigar que se encontra muitos crimes neste país.
As penas brandas, a facilidade em responder processos em liberdade e a controversa progressão penal são motivadores para os criminosos. É preciso uma revisão do nosso código penal, porém, concomitantemente com a reestruturação do sistema prisional. Todas as vezes que o noticiário aponta que alguém foi preso e já possuía crimes hediondos nas costas, fica a pergunta no ar: Se havia cometido um ou mais crimes, por que estava solto?
Nos países modernos e mais avançados do primeiro mundo, o sistema penal é rigoroso com quem pratica crimes. Após julgados e condenados pegam penas acima de 30 anos. Como inibir a criminalidade com exemplos nefastos que partem dos políticos e com uma justiça mansa e cordeira?
É preciso obviamente investir em Educação, porém, o tempo urge. Falamos dessa situação há mais de 30 anos e nada foi feito neste período, onde a situação piora claramente a cada dia. Enquanto a educação não atinge o estágio desejado, é preciso agir através da Justiça.
por uberlandiahoje | dez 18, 2025 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Abrir o Estadão (16/12 A7) para leitura e encontrar o Manifesto Público: “Por um código de conduta para o STF”, lavou minha alma. Escrevi muitas cartas sobre o STF e sua desfaçatez em nos afrontar como se não houvesse amanhã. Obrigada aos idealizadores, informando que assinei e estou repassando sem cansar. Agradeço também ao artigo de hoje ( 17/12 A5):” Fachin não está sozinho”, que continuou nos lavando a alma.
por uberlandiahoje | dez 17, 2025 | Ponto de Vista |
Dr. Flávio de Andrade Goulart*
Em minhas caminhadas matinais pelo final da Asa Norte, em Brasília, vejo com alguma constância pequenas placas com informações sobre as espécies vegetais ali presentes, geralmente plantas naturais (ou endêmicas) do Cerrado, pois que existem algumas exóticas também. Fico feliz em vê-las (e aprender com elas), porque sou um notório curioso sobre a botânica e frequentemente, quando não me trai a memória, passo a incorporar esses novos conhecimentos, às vezes tratando os mesmos – confesso – como se os conhecesse desde sempre. Mas tem uma coisinha que às vezes me faz cócegas na mente, ou seja, a frequência com que aparece em tais plaquinhas a palavra “medicinal”, ao lado de designativos como ornamental, alimentícia, madeira. É apenas a primeira dessas categorias que me provoca especulações, porque quanto a ornamentar com flores, oferecer frutos e sementes, se converter em lenha ou tábuas, não caberiam muitas dúvidas. Mas tal definição de medicinal no mínimo exigiria a a indagação: como assim? Ou ainda: para que tipo de problemas de saúde? Nas tais plaquetas, é claro, isso não está esclarecido, mas quando vamos aos livros de botânica, principalmente dedicados às árvores e outras plantas do cerrado, o mesmo adjetivo aparece inúmeras vezes, com esclarecimentos um pouco mais detalhados, embora, a meu ver, ainda obscuros. Como diziam os antigos, é aí que a porca torce o rabo, ou para adequar tal expressão à situação presente, é aí que o pequizeiro retorce (ainda mais) seus galhos, já tortos de natureza. As informações obtidas em tais textos são de uma generalidade espantosa, dando origem a expressões vagas como afecções do fígado, estados inflamatórios, febres, corrimentos, doenças dos rins, do estômago, do fígado etc. Pois bem, gostaria de saber em que tipo de clínica ou laboratório, dentro de qual categoria metodológica, isso foi devidamente testado e comprovado. Os adeptos de tais terapias certamente vão me condenar por exagero na crítica e de descrença no poder terapêutico da natureza, ou coisas assim. Quem tive mais paciência vai tentar me explicar que se tratam de conhecimentos ancestrais de uma suposta medicina tradicional, aspectos aos quais eu deveria me render, deixando de lado minhas tendências céticas e materialistas. Com a aproximação da COP-30 já reparei que tal assunto ganhou novas proporções, por exemplo, na suposição de que certos “conhecimentos tradicionais” indígenas poderiam conter a chave não só para processos de cura de doenças como também para a resolução da crise ambiental. Isso é, sem dúvida, resultado de movimentos descoloniais e ambientalistas, que alimentam ideias um tanto românticas e sem base factual, de que as crenças e tradições dos chamados povos “ancestrais” ou “originários” apenas por isso já deveriam usufruir de um estatuto comparável ao das ciências estabelecidas, com raízes desde os tempos de Galileu, passando por Descartes, Louis Pasteur, Mme. Curie, Niels Bohr, Oppenheimer e Einstein. Mas a vida (aquela real, pelo menos) é bem mais complicada, para tristeza e revolta dos tais descolonizadores do conhecimento. Preocupado com isso procurei algumas leituras ancoradas na Ciência. Tradicional, que os tais descolonizadores costumam menosprezar, em troca do que denominam Nova Ciência.
*Flávio de Andrade Goulart é médico, professor de Medicina na UFU e na UNB, secretário de Saúde em Uberlândia e sobrinho do poeta Carlos Drummond de Andrade
por uberlandiahoje | dez 16, 2025 | Ponto de Vista |
Serviço online, que pode ser acessado pelo Portal da Prefeitura de Uberlândia, permite agilidade na realização de inscrições e atualizações cadastrais das faixas 1 e 2 do programa Minha Casa, Minha Vida
Reprodução
A Prefeitura de Uberlândia lançou, no último mês de outubro, o eHabita, nova plataforma online para inscrições e atualizações cadastrais em programas habitacionais no município. Até a última semana, o sistema já verificou mais de 6,5 mil atendimentos à população. A página pode ser acessada por meio do Portal da Prefeitura de Uberlândia, na seção da Secretaria Municipal de Habitação. Pode utilizar a ferramenta quem se enquadra nas faixas 1 e 2 do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal.
“O eHabita permite realizar a inscrição e atualização do cadastro habitacional diretamente pela internet, sem a necessidade de comparecimento presencial ao setor de atendimento. Essa plataforma agiliza e oferece maior comodidade às pessoas interessadas em serem contempladas por programas habitacionais junto ao Município”, destacou o secretário municipal de Habitação, Luís Carlos Alves.
Mesmo com a operacionalização do eHabita, o cidadão que tenha preferência pelo atendimento presencial pode comparecer até o setor da Habitação, de segunda a sexta-feira, das 12h às 17h, no piso térreo, bloco 2, do Centro Administrativo Municipal
por uberlandiahoje | dez 16, 2025 | Ponto de Vista |
Marília Alves Cunha – Educadora e escritora
Alguns ainda teimam em achar que está tudo certo ou preferem se enganar. Para muitos estamos em plena democracia, mesmo estando muito perto na história os tristes acontecimentos que trouxeram Lula ao poder, depois de um golpe que é o pai de todos os outros que vêm sendo dados sistematicamente.
Os escândalos não param de acontecer, uns atrás dos outros. São muitos, são grandes, envolvem velhinhos sendo roubados, envolvem banco que cresceu de um dia para outro, beneficiado por poderosos que pegaram também o seu quinhão, envolvem famílias de altas autoridades, envolvem estatais que voltaram a ter números negativos com a volta de Lula ao poder. Envolvem um emaranhado de pessoas, todas voltadas, exclusivamente, a roubar o Brasil, a roubar o povo brasileiro, a continuar a série histórica de corrupção que por muitos anos manchou o nosso país. O Brasil não está dando certo, os números não mentem. E vai ficar pior ainda, com um governo que só se preocupa em esmagar o povo com altos e inúmeros impostos que, na realidade, não servem ao povo e nem quero imaginar para o que servirão… O Brasil arrecadou muito, mas tem gastado muito mal, tem abandonado o que é importante para uma nação. A impressão que temos é que o dinheiro dos impostos apenas serve para que o governante sirva aos seus e aos aliados. A imprensa tradicional, a grande mídia faz a festa , aplaudindo os abusos, apoiando histericamente as mentiras. As redes sociais são a única fonte confiável para que o povo brasileiro não fique completamente afastado das notícias de seu país. Por isto mesmo Lula repete sempre: a regulação das redes sociais é prioridade do governo. O nome certo para isto é censura…
Investigar os poderosos no Brasil tornou-se impossível e até desnecessário. O denunciante acaba sendo preso, mesmo que esteja coberto de provas e de razão. Ou, ainda, torna-se um exilado. Os depoentes e testemunhas da CPMI do INSS são presenteados com uma torrente de Habeas Corpus, decisões da Suprema Corte afastam a Comissão de documentos importantes que poderiam ajudar na elucidação dos crimes. Tem muita gente comparecendo apenas para tomar uns goles de água e café, fazer cara de paisagem e dizer que prefere manter o silêncio. A proteção ao escândalo do Banco Master e seus sinistros personagens, parece estar também garantida, infelizmente. É uma coisa tão vergonhosa, tão sem desculpas, tão imorais e inescrupulosas que custamos a acreditar estejam acontecendo. Como deixamos as coisas chegarem a este ponto? Como deixamos que o crime se normalizasse e se estendesse a tal ponto que hoje, desacreditamos das autoridades e tudo fica por isto mesmo? Tudo sob sigilo máximo, não há explicações a dar, o povo que se dane…
Gosto muito, tenho necessidade premente de pegar o celular e catar o que gente honesta, responsável, conhecedora do direito e seus princípios dizem, com conhecimento de causa. É muito bom ver que ainda tem gente esforçando-se pra disseminar a verdade que tem sido tão ignorada neste país, ou completamente distorcida. Dia desses, li esta preciosidade: “Se qualquer um de nós é julgado no Brasil pelo que o juiz acha que é uma ameaça à democracia ou pelo que o juiz acha que é discurso de ódio, ou que o juiz acha que é verdade ou inverdade, eu não estou subordinado à objetividade da lei, mas à interpretação subjetiva, falível de alguém, de uma autoridade que detém o poder.” Bonito, né?
Bem, final de ano aproximando-se e um pedido a Deus: que o Brasil se restabeleça de tanta pancada, que volte a ser um país de futuro, que o brasileiro não desista nunca de viver em paz e sob o signo da prosperidade, da ordem e da justiça. Uma coisa mais: que Bolsonaro possa passar o Natal com a família e ter um 2026 tranquilo. Se culpa ele tem de alguma coisa que ainda não foi demonstrada, já purgou todas elas e merece viver em paz. Foi um grande presidente, é um grande líder e não merece em absoluto o inferno que lhe prepararam.
por uberlandiahoje | dez 16, 2025 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ
Em setembro de 1993, Lula afirmou que o Congresso tinha 300 picaretas. Não percebemos que era um deles. Ainda não tinha mostrado as garras. Ele se aperfeiçoou e veio a ser presidente por 5 mandatos, 2 por procuração. E o pior, o número de picaretas só aumentou. E nossa dívida também. Era 60 bilhões. Hoje é 8 trilhões. Enriquecemos os picaretas, hoje encastelados também no judiciário, tribunais superiores e afins em todos os níveis. E o povo? O povo é detalhe, segundo Zélia.