Populismo na veia
Tania Tavares
Estadão(A3 14/03), se o populismo de Lula fosse só em relação a conter o preço do diesel nas bombas estaríamos bem, mas é em quase tudo visando as eleições de 2026.
Tania Tavares
Estadão(A3 14/03), se o populismo de Lula fosse só em relação a conter o preço do diesel nas bombas estaríamos bem, mas é em quase tudo visando as eleições de 2026.
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.
Em cartaz na política e nas páginas policiais, mais uma história de corrupção, lavagem de dinheiro, poder, festas com prostitutas, doação em espécie para campanhas eleitorais e manipulações políticas de toda ordem. A grande mídia, como sempre, não sabia de nada, afinal como em todas as vezes anteriores, o caso envolve apenas e tão somente a escória da direita na política nacional. Sendo assim, não interessa a Globo, Folha de S. Paulo e Estadão.
O esquema BolsoMaster começou muito antes das notícias da insolvência do Banco, ele que era a caixa forte e retaguarda oficial do bolsonarismo. Através de Daniel Vorcaro, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas orquestrou a venda da Sabesp para uma empresa indicada pelo grupo, em agradecimento pelo dinheiro doado a sua campanha em 2022.
O então presidente do Banco Central, o bolsonarista Roberto Campos Neto foi peça chave no esquema, pois segundo reportagem do jornal Valor Econômico, documentos produzidos por técnicos que posteriormente passaram a ser investigados por suposta atuação em favor do controlador do banco, Daniel Vorcaro, contribuíram para afastar a hipótese de liquidação do Master naquele momento.
Em Brasília, o governador Ibaneis segurava as pontas enquanto o Banco Regional de Brasília (BRB) se afundava junto com o Master. Os deputados bolsonaristas sabiam de tudo. Alguns como Nikolas Ferreira usufruíam de voos em jatos de Daniel Vorcaro e teve a campanha eleitoral paga pelo cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel que era pastor da Igreja da Lagoinha, reduto santo dos bolsonaristas.
A lista dos agraciados é enorme, passa pelo fiel escudeiro de Jair Bolsonaro, seu ex-ministro Ciro Nogueira. A maior parte dos políticos de direita receberam dinheiro em forma de propina, empréstimos ou outros favores. Alguns receberam viagens em aviões a jato. O esquema era gigante e, como em tudo que a direita faz, não tem legado, apenas crimes que eles pensavam que ficariam impunes com a vitória de Bolsonaro.
Mas isso não aconteceu e em seu lugar veio o julgamento, a condenação e a prisão em regime fechado. Desde janeiro a Polícia Federal e o Ministério Público Federal avaliam que já existem indícios suficientes para a abertura de uma investigação separada. Essa nova frente apuraria suspeitas de corrupção e possível compra de apoio parlamentar no Congresso Nacional, especialmente no Senado.
Assim como fez Sérgio Moro em Curitiba, Daniel Vorcaro também usou o método da prostituição para poder atrair políticos em orgias realizadas em Trancoso, na Bahia. Mulheres eram contratadas pela ciceronear políticos, autoridades e pessoas influentes.
Em comum com escândalos anteriores em nosso país temos duas coisas a destacar: 1ª Na corrupção sempre os políticos de direita estão atolados até o pescoço na lama e no dinheiro sujo. 2ª Como nas vezes anteriores, infelizmente a maior parte dos envolvidos não será julgada, condenada e presa em regime fechado. Muitos até irão pedir o voto em outubro e usar a tribuna da Câmara como se fossem honestos a partir de 2027.
Marília Alves Cunha – Educadora e escritora
“Tanto a máfia quanto a moralidade têm herdeiros numa sociedade!”
Luiz Estevão, o primeiro senador cassado por corrupção no Brasil na década de 90 e o primeiro a ser preso após condenação em 2ª instância, deu a declaração abaixo à Revista Veja, na época da Lava Jato:
“A corrupção é uma pandemia universal. O que muda são as facilidades para corromper. O que valia antes da Lava Jato não era a meritocracia, a empresa ter condições de fazer uma obra de qualidade, se competitiva. O que valia era seguir aquela cartilha de corrupção do qual já falei. O que o Juiz Moro fez em benefício do Brasil ainda não foi dimensionado corretamente. Ele revolucionou o país. Agora vejo um esforço gigantesco para derrubar os instrumentos que permitiram frear a roubalheira -delação premiada, prisão em segunda instância – mas acho que ninguém vai conseguir. Ele deu um basta, provocou um tsunami que atingiu em cheio este submundo que conheço bem. A roubalheira diminuiu muito porque as pessoas agora têm medo da prisão. A corrupção passou a ser um caminho perigoso.”
Pois é, senhor Luiz Estevão, a gente também acreditava nisto, mas foi o contrário. A corrupção cresceu e tornou-se imensamente perigosa, envolvendo grandes nomes da república. A história, apesar de contada e recontada parece até mentira: uma decisão de Fachin e a história apagada, fraudou todos os esforços da Operação Lava Jato, passou a borracha em cima de todos os crimes cometidos, soltou todos os envolvidos e alçou Lula, novamente, à condição de presidente do Brasil. Argumentos usados: a incompetência da 1ª.Vara Federal de Curitiba e a divulgação de conversas entre o Juiz Sérgio Moro e os procuradores do MPF (tendo como base mensagens da Operação Spoofing). Foi uma operação bastante simplificada, rápida, para dar fim à Operação e salvar o chefão e toda a camarilha. A impunidade venceu todas as barreiras.
A meu ver, esta foi a base para alicerçar o que temos hoje, que não é nada bonito ou digno de encômios: o país está afundado em criminalidade que não perdoa nem os mais altos representantes dos 3 poderes. Vemos com perplexidade uma contaminação perniciosa que põe em dúvida qualquer coisa que se mexa no espaço político, social, jurídico. E vemos, também, os que arrogavam-se em defensores da democracia, numa precipitação ansiosa para que nada os manche, para que ninguém os culpe, para que tudo seja logo esquecido e que, como aconteceu na Lava Jato, uma cortina se feche rapidamente sobre tão desagradável e desconfortável assunto.
Os brasileiros estão em alerta! Assistiram, agoniados, a abertura de um Inquérito das Fakes News, cognominado por um ministro aposentado do STF de Inquérito do Fim do Mundo. E que, aberto sem atendimento à ordem legal, continua até hoje, depois de passados 7 anos ,como uma espada de Dâmocles a ser instrumento de poder para ser usada contra qualquer um que conteste o que for estabelecido como certo e verdadeiro pelos que têm nas mãos o poder de usá-la. Viram, perplexos, as manifestações de 08 De janeiro transformarem-se em um longo e doloroso processo que já castigou centenas de pessoas, sem individualização dos crimes, sem os devidos processos legais, de baciada, como dizem muitos. Viram democratas autênticos transformados em inimigos da pátria, pessoas simples consideradas antidemocratas que precisavam ser eliminados. Viram o país naufragar num mar de inutilidades, de besteirol, de injustiças, de desequilíbrio, de desgovernança, carcomido até os miolos pela incompetência e pela irresponsabilidade. Jogado aos 7 mares como uma ditadura, com a aproximação cada vez mais forte com o autoritarismo do mundo.
O brasileiro agora espera, não com a paciência complacente de sempre, que a verdadeira justiça se faça presente. E com o mesmo afinco com que a extinção da Lava Jato determinou rumos diferentes para o Brasil, a Justiça e outros poderes desfaçam este nó de corrupção no mais alto estilo que, hoje, envergonha a nação. Que o roubo dos velhinhos e pensionistas do INSS e a absurda e inacreditável farra criminosa do Banco Master sejam resolvidos com eficiência máxima, doa a quem doer. É isto que todo cidadão brasileiro deseja, com a máxima urgência e espera que aconteça, sem acordos, sem protecionismo, sem blindagem: voltar o Brasil para os trilhos da seriedade, moralidade, responsabilidade, organização e eficiência. Do jeito que está, não dá para continuar!
Marília Alves Cunha – Educadora e escritora
“Tanto a máfia quanto a moralidade têm herdeiros numa sociedade!”
Luiz Estevão, o primeiro senador cassado por corrupção no Brasil na década de 90 e o primeiro a ser preso após condenação em 2ª instância, deu a declaração abaixo à Revista Veja, na época da Lava Jato:
“A corrupção é uma pandemia universal. O que muda são as facilidades para corromper. O que valia antes da Lava Jato não era a meritocracia, a empresa ter condições de fazer uma obra de qualidade, se competitiva. O que valia era seguir aquela cartilha de corrupção do qual já falei. O que o Juiz Moro fez em benefício do Brasil ainda não foi dimensionado corretamente. Ele revolucionou o país. Agora vejo um esforço gigantesco para derrubar os instrumentos que permitiram frear a roubalheira -delação premiada, prisão em segunda instância – mas acho que ninguém vai conseguir. Ele deu um basta, provocou um tsunami que atingiu em cheio este submundo que conheço bem. A roubalheira diminuiu muito porque as pessoas agora têm medo da prisão. A corrupção passou a ser um caminho perigoso.”
Pois é, senhor Luiz Estevão, a gente também acreditava nisto, mas foi o contrário. A corrupção cresceu e tornou-se imensamente perigosa, envolvendo grandes nomes da república. A história, apesar de contada e recontada parece até mentira: uma decisão de Fachin e a história apagada, fraudou todos os esforços da Operação Lava Jato, passou a borracha em cima de todos os crimes cometidos, soltou todos os envolvidos e alçou Lula, novamente, à condição de presidente do Brasil. Argumentos usados: a incompetência da 1ª.Vara Federal de Curitiba e a divulgação de conversas entre o Juiz Sérgio Moro e os procuradores do MPF (tendo como base mensagens da Operação Spoofing). Foi uma operação bastante simplificada, rápida, para dar fim à Operação e salvar o chefão e toda a camarilha. A impunidade venceu todas as barreiras.
A meu ver, esta foi a base para alicerçar o que temos hoje, que não é nada bonito ou digno de encômios: o país está afundado em criminalidade que não perdoa nem os mais altos representantes dos 3 poderes. Vemos com perplexidade uma contaminação perniciosa que põe em dúvida qualquer coisa que se mexa no espaço político, social, jurídico. E vemos, também, os que arrogavam-se em defensores da democracia, numa precipitação ansiosa para que nada os manche, para que ninguém os culpe, para que tudo seja logo esquecido e que, como aconteceu na Lava Jato, uma cortina se feche rapidamente sobre tão desagradável e desconfortável assunto.
Os brasileiros estão em alerta! Assistiram, agoniados, a abertura de um Inquérito das Fakes News, cognominado por um ministro aposentado do STF de Inquérito do Fim do Mundo. E que, aberto sem atendimento à ordem legal, continua até hoje, depois de passados 7 anos ,como uma espada de Dâmocles a ser instrumento de poder para ser usada contra qualquer um que conteste o que for estabelecido como certo e verdadeiro pelos que têm nas mãos o poder de usá-la. Viram, perplexos, as manifestações de 08 De janeiro transformarem-se em um longo e doloroso processo que já castigou centenas de pessoas, sem individualização dos crimes, sem os devidos processos legais, de baciada, como dizem muitos. Viram democratas autênticos transformados em inimigos da pátria, pessoas simples consideradas antidemocratas que precisavam ser eliminados. Viram o país naufragar num mar de inutilidades, de besteirol, de injustiças, de desequilíbrio, de desgovernança, carcomido até os miolos pela incompetência e pela irresponsabilidade. Jogado aos 7 mares como uma ditadura, com a aproximação cada vez mais forte com o autoritarismo do mundo.
O brasileiro agora espera, não com a paciência complacente de sempre, que a verdadeira justiça se faça presente. E com o mesmo afinco com que a extinção da Lava Jato determinou rumos diferentes para o Brasil, a Justiça e outros poderes desfaçam este nó de corrupção no mais alto estilo que, hoje, envergonha a nação. Que o roubo dos velhinhos e pensionistas do INSS e a absurda e inacreditável farra criminosa do Banco Master sejam resolvidos com eficiência máxima, doa a quem doer. É isto que todo cidadão brasileiro deseja, com a máxima urgência e espera que aconteça, sem acordos, sem protecionismo, sem blindagem: voltar o Brasil para os trilhos da seriedade, moralidade, responsabilidade, organização e eficiência. Do jeito que está, não dá para continuar!
Tania Tavares – Professora – SP
Olá ministro do STF André Mendonça, que vem atuando bem. Pergunto: todo preso na carceragem da Polícia Federal a partir da sua liberação total para os advogados de Vorcaro terão os mesmos direito$ ?
Tania Tavares – Professora – SP
Como assim? Os advogados de Vorcaro estão “exigindo” que a Polícia Federal abra exceção para seu cliente e não acompanhem o que será falado por ele? Vão apelar para o ministro André Mendonça, o único a “enquadrar ” Vorcaro que permita esta regalia a eles? Nos poupe!*
*dinheiro não compra todo mundo.