Impugnação de candidaturas

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

Interessante o raciocínio de um leitor Dimitri Vinagre (7/6) associando uma decisão do MPE de orientação aos procuradores a impugnar candidaturas vinculadas ao crime organizado e cita o clã Bolsonaro como exemplo. Gostaria de lembrar e perguntar ao leitor se a aproximação de Lula ao prestigiar bandidos usando ,e a patroa também, bonés sugestivos de facções criminosas ; sua profunda tristeza de ver os criminosos serem taxados de terroristas ; bem como um ministro de estado visitando a favela de Maré como se tivesse indo visitar um compadre sem ser importunado ; as manifestações de alegria nos presídios com a sua fraudada eleição em 2022 , não seriam uma vinculação direta do presidente e de seu partido , o PT , com as organizações , agora terroristas , e portanto , segundo seu próprio entendimento , impugnar a candidatura de Lula e de todo o PT ? Aguardo o retorno e concordo com a ação do MPE.

LIBERAÇÃO DAS DROGAS

Gustavo Hoffay – Agente Social

No Brasil já é muito mais comum falar-se em prevenção ao uso de drogas do que, propriamente, ouvir comentários populares a respeito da produção e do tráfico daquelas substâncias. E eu, humildemente e dentro das minhas possibilidades, julgo-me enquadrado ao lado daqueles cujos trabalhos prevencionistas são, não poucas vezes, interpretados por muitos como algo parecido a um “enxugar gelo”; em tom sarcástico ou jocoso já disseram da inutilidade das minhas iniciativas em promover ações de prevenção ao uso de drogas, citando mesmo a concepção existencialista de que o ser humano é essencialmente liberdade e , por conseguinte, se faz, se define pelo uso da mesma para fazer o que bem entender. E nesse ponto somos todos juridicamente regulamentados quanto a salvaguardar a nossa integridade física e mental mas, diante do escancarado avanço das drogas sobre o povo em geral e as deletérias consequências dessa perturbadora situação , noto que determinações legislativas e jurídicas que outrora tinham plena procedência e fomentavam o bem comum, hoje estão cada vez mais obsoletas, destituídas de propósito, suscitando duvidas e interpretações duvidosas aos próprios agentes da lei e , consequentemente, fazendo que o nosso país e o seu povo continue derrapando sobre certas proposições legais relativas ao combate e à liberação das drogas, ao transporte e ao cultivo daquelas substâncias, ao seu uso pessoal e medicinal….! E enquanto uma barafunda de impedimentos, discussões nos meios políticos e científicos, tramitações jurídicas, leis e portarias apresentadas, votadas e levadas à apreciação de uma só pessoa – o presidente da República, poderosos traficantes e companhia continuam explorando a fonte de um lucro certo, fácil e rápido sem a exigência de qualquer burocracia mas com uma respeitosa hierarquia com linhas de autoridade e responsabilidade bem demarcadas na totalidade das facções ou organizações criminosas, constituídas para explorar um negócio ilícito que produz lucros exorbitantes e que pagam diariamente aos seus mais humildes colaboradores, o que eles não receberiam receber por um ano se registrados formalmente em algum comércio ou indústria. Diante de tais constatações pode-se reconhecer por vezes a deficiência e as limitações governamentais, deste ou daquele agente político. Não sei exatamente porque, mas ainda insisto em acreditar que as autoridades públicas responsáveis pela constante vigilância sobre a produção, distribuição e comercialização de drogas não agem de má fé ou intenções desvirtuadas, muito embora dentro de circunstâncias passadas já termos sido surpreendidos com chocantes episódios de envolvimento de alguns medalhões oficiais no tráfico daquelas substancias. Ora, produção e distribuição de drogas, apreensão de grandes quantidades das mesmas , destruição de lavouras e equipamentos relacionados à produção de drogas, tiroteios e perseguições que assustam considerável parcela da população, roubos e assaltos diversos e cujos resultados apurados servem para a manutenção, treinamento e fomento de quadrilhas especializadas, o desespero, o terror e a insegurança de milhões de pessoas em todo o território nacional e a quantia absurda que é destinada à Saúde e Segurança Pública em função de tudo isso, além de outras terríveis consequências geradas pelo tráfico de drogas, a muito já levaram-me à conclusão de que a liberação das drogas se faz urgente em nosso país e cuja população já chegou ao fundo poço em termos de pânico e sofrimentos diversos com um insano abuso na ingestão de bebidas alcoólicas , inclusive por parte de menores de idade, grávidas ou lactantes. Até aqui a população brasileira já sofreu escárnio e vexames, experimentou desanimo, enfrentou muito daquilo que psicológica e materialmente subtraiu-lhe forças e o tesão de viver com dignidade e continua a enxergar, cada vez mais distante, êxitos nos desafios de enfrentamento às drogas. Por isso merece louvor o espírito generoso de pessoas que voluntariamente engrossam as fileiras de trabalhos de prevenção ao uso de drogas, com persistência e ardente amor pela vida, educando e animando jovens a persistirem em caminhos retos. Não há, sob o meu particular ponto vista, outro caminho mais eficaz na questão drogatícia senão o Brasil reconhecer o quanto são infrutíferas, trágicas e milionárias as ações de combate às drogas e, daí, admitir o quanto se faz necessário e urgente uma revisão em nossas leis e, por fim, racionalmente, esquematizar estudos e ações que promovam a liberação do uso de drogas, tal e qual o álcool e o tabaco e cujas malignas consequências conseguimos, aos poucos absorver e tratar a bom termo.

1808

Ana Maria Coelho Carvalho- Bióloga

O livro intitulado “1808”, de Laurentino Gomes, conta como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil. O livro é o resultado de doze anos de investigação jornalística, apresentando uma extensa lista das fontes consultadas e narrando fatos de uma maneira divertida e interessante.
Por exemplo, a mudança de Dom João VI e sua corte para o Brasil foi simplesmente uma fuga apressada e atabalhoada: ou ele fugia ou muito provavelmente seria preso e deposto por Napoleão. A pressa foi tanta que na confusão da partida, centenas de caixas repletas de prata das igrejas e milhares de volumes da preciosa Biblioteca Real ficaram esquecidos no cais de Belém, em Lisboa.
Assim, no dia 29 de novembro de 1807, os portugueses acordaram com toda a corte fugindo para o Brasil, sob proteção da Marinha Britânica. Reis e rainhas europeus já haviam sido destronados e decapitados, mas nenhum tinha cruzado o oceano para morar e governar em uma colônia. Os portugueses ficaram órfãos de sua monarquia e os brasileiros, acostumados a serem apenas uma colônia extrativista de Portugal, ficaram encantados com a chegada da corte.
No dia sete de março de 1808, a esquadra de D.João VI aportou na baia de Guanabara, depois de três meses em alto mar. As condições da viagem foram péssimas, pois os navios eram autênticas saunas flutuantes. O excesso de passageiros e a falta de higiene favoreciam a proliferação de pragas. No navio onde viajava a princesa Carlota Joaquina aconteceu uma infestação de piolhos. Todas as mulheres rasparam a cabeça e lançaram as perucas ao mar. Quando desembarcaram no Rio, usaram turbantes. Ao verem as princesas assim cobertas, as mulheres do Rio pensaram que era a moda da Europa. Em pouco tempo, passaram a cortar o cabelo e a usar turbante para imitar a nobreza.
D. João desembarcou do navio Príncipe Real com sua vasta casaca sebosa de galões velhos, puída nos cotovelos. Era baixo e gordo, tinha de aristocrata apenas as mãos e os pés muito pequenos. O rosto era redondo e sem majestade, com o lábio inferior grosso e pendente. O povo do Rio ficou decepcionado com a aparência da corte, mas lhe prestou todas as homenagens que estavam a seu alcance. O cortejo com a nobreza portuguesa, cansada e desfigurada pela longa viagem, caminhou vagarosamente para a catedral da cidade.
Embora feio, inseguro, tímido, separado da mulher, com medo de caranguejos e trovoadas, D. João foi um rei popular, que passou para a história como um monarca bonachão, sossegado e paternal, sendo considerado o fundador da nacionalidade brasileira. A colônia ganhou muito com sua vinda, a começar pela independência. Mas os custos da família real no Brasil foram enormes. Era preciso alimentar e pagar as despesas de uma numerosa corte ociosa, corrupta e perdulária. Começou com o sequestro das casas para alojar a nobreza, que eram marcadas com PR, de ”Príncipe Regente”, mas que o povo interpretava “Ponha-se na Rua’. No dia 24 de abril de 1821, quando regressou a Portugal, depois de treze anos, D. João ainda raspou os cofres do Banco do Brasil. Assim, a corte, que viveu na corrupção, ainda fez um assalto ao erário brasileiro ao partir, deixando o país à míngua. Duzentos anos depois, ainda convivemos com heranças desse passado, como apropriação indevida de bens, roubo e corrupção, que continuam assombrando o presente e o futuro dos brasileiros.

E se…..

Tania Tavares – Professora – SP

Lula-PT indicou para STF :Carmen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Dilma-PT indicou Luiz Fux e Edson Fachin, portanto 6 ministros. Ao insistir em indicar novamente Jorge Messias para ser mais um ministro do PT para o Supremo é porque acha que já ganhou a eleição e assim pode ter a maioria no STF. Aí está o perigo, pois pode fazer o que quiser. Os outros ministros como Alexandre e Gilmar já o apoiam. A exceção são Nunes Marques e André Mendonça. Se isto acontecer é aí que mora o perigo, pois pode se tornar um Chaves (ex-ditador da Venezuela)*.

* Chaves começou indicando juízes de sua confiança, depois o golpe.

PS: Dirceu dizia ao ganhar que precisavam ficar 20 anos no poder.(não preciso desenhar), estão há 16 anos com uma interrupção.

Dark Money – O elo da corrupção!

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

As operações conduzidas pela Polícia Federal recentemente, deixaram um rastro entre os operadores da ação denominada Carbono Oculto, com investigações que resultaram nas prisões dos envolvidos nos escândalos do Banco Master e Reag Investimentos. Há muitas evidências da ligação entre as três operações, lavagem de dinheiro, corrupção e elo entre os operadores.
O processo enviado ao Supremo Tribunal Federal baseado numa reportagem publicada pela revista Veja apontando uma fortuna estimada em aproximadamente R$ 100 milhões atribuída a Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, teria sido direcionada ao Banco Master por intermédio da Reag Investimentos.
A partir dessa informação, tudo indica que existam novos elementos reforçando a necessidade urgente de uma apuração integrada sobre possível lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro nacional e atuação de organização criminosa.
Segundo a notícia de fato, investigadores da Polícia Federal teriam atuado em diferentes frentes relacionadas ao caso Banco Master, inclusive em negócios realizados a partir da Reag Investimentos, apontada na peça como uma possível estrutura utilizada para movimentação e ocultação de grandes quantias em dinheiro.
A lógica jurídica indica que a conexão entre Banco Master, Reag e personagens investigados na Operação Carbono Oculto altera “qualitativamente” a compreensão do caso, ao indicar possível integração entre recursos de origem ilícita e estruturas formais do mercado financeiro.
A investigação do Banco Master demonstra inequivocamente que estamos diante de um dos maiores escândalos financeiros do país. Porque revela a conexão concreta entre fraude financeira, estrutura regulada do mercado de capitais, eventual ocultação patrimonial, intermediação por gestora de investimentos, possível integração de valores ilícitos ao sistema financeiro formal e ramificações da Operação Carbono Oculto.
As investigações conduzidas com extremo cuidado profissional pela PF, agora entram na fase mais difícil em nosso país, que é esperar as ações do Poder Judiciário. Onde nem sempre os bandidos de colarinho branco, empresários e figurões são julgados, condenados e presos por seus crimes. Principalmente por que o Ex dono do Banco Master – Daniel Vorcaro mantinha relações próximas e promíscuas com inúmeros deputados, senadores, autoridades do judiciário, celebridades e subcelebridades.
Em razão disso, está sendo pedido a preservação imediata de registros bancários, fiscais, societários, telemáticos e eletrônicos ligados às operações investigadas, incluindo e-mails corporativos, relatórios internos de compliance, documentos de identificação de clientes e comunicações internas sobre prevenção à lavagem de dinheiro.
Outro ponto central da representação é o pedido para que as autoridades avaliem a adoção de medidas cautelares patrimoniais, como bloqueio, arresto e indisponibilidade de ativos vinculados aos investigados.
A peça também pede que a Polícia Federal informe ao STF se a movimentação atribuída a Primo e Beto Louco, com passagem pela Reag Investimentos e destino ao Banco Master, já integra formalmente as investigações em andamento.
O tempo opera em favor dos investigados quando há intermediação por fundos, gestoras, veículos societários, contas de passagem e operações formalmente lícitas, mas materialmente destinadas à ocultação, diz a lógica criminosa neste nosso paraíso da impunidade.

Correios em números

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

Dados extraídos no mercado financeiro e fontes governamentais dão conta que os correios têm 87 mil empregados. Sua despesa anual só com salários ultrapassa 15 bilhões. Sua receita operacional vai a 17 bilhões e seu patrimônio é negativo em 13 bilhões. Resumindo : só milagre salva os correios. E vontade política. Por exemplo, o que se paga de penduricalhos no judiciário que ultrapassa o teto custa ao país mais de 20 bilhões segundo fontes oficiais. Pronto resolvido o problema dos Correios. E convenhamos os Correios são muito mais úteis ao país que o Judiciário.