Roubar é o foco.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

Depois de analisar durante décadas o comportamento dos políticos de um modo geral conclui que o foco na política é o roubo. Benefícios para o país está próximo do zero absoluto. Os eleitos, salvo raras exceções, ficam ricos. As eleições são bilhetes de loterias premiados. O que varia é o valor mas sempre na casa dos milhões. Agora para 2026 será decidido quem vai continuar roubando ou quem vai começar a roubar. Sem medo de errar usaria o mesmo raciocínio para os cargos no governo vinculados ao judiciário e afins. Seu acesso, porém, é diferente. É por concurso público que serve para dar aparência de honestidade. Mas a fonte é sempre o tesouro nacional de recursos ilimitados. Até quando?

Elefante branco!

Tania Tavares – Professora – SP

O artigo de Celso Ming: ” Um gênio para explicar os Correios” (A2;3/7), precisa ser lido pelo presidente Lula para que ele entenda o porquê os Correios, um elefante branco*, precisa ser privatizado!

*Algo grandioso, caro ou valioso, mas que se torna inútil, ultrapassado ou gera grandes despesas de manutenção.

A liberação da destruição de famílias no Brasil!

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

A sigla BET vem do verbo inglês “to bet”, que significa “apostar”. No Brasil, o termo “bets” passou a ser usado para se referir às empresas e plataformas de apostas esportivas e jogos online. Por exemplo, quando alguém diz que uma empresa é uma “bet”, geralmente está falando de uma casa de apostas, como:
• Betano
• Sportingbet
• Bet365
No contexto brasileiro, a expressão “as bets” tornou-se popular para se referir ao setor de apostas esportivas em geral, especialmente após a regulamentação do mercado de apostas de quota fixa no país.
Portanto, BET não é uma sigla formada por várias palavras; trata-se simplesmente da palavra inglesa “bet”, que significa aposta, e o plural “bets” significa apostas ou, por extensão, casas de apostas.
Existem atualmente (2026), cerca de 180 a 190 marcas de bets autorizadas a operar no Brasil, dependendo da data da atualização da lista oficial. As variações ocorrem porque novas licenças são concedidas ou suspensas ao longo do ano.
As empresas precisam ser autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, órgão responsável pela regulamentação do setor. Desde 2025, apenas casas de apostas licenciadas podem operar legalmente no país.
Algumas das principais plataformas autorizadas incluem:
• Betano > Bet365 > Sportingbet > Betsson > Superbet > Pixbet
Vale distinguir dois conceitos:
• Empresas autorizadas: cerca de 70 operadores licenciados.
• Marcas comerciais (bets): aproximadamente 180 a 190 sites e marcas, pois uma mesma empresa pode operar várias marcas diferentes.
Além disso, ainda existem plataformas não autorizadas acessíveis pela internet, mas elas operam fora da regulamentação brasileira e não possuem a mesma supervisão do governo.
A cronologia da liberação da jogatina desenfreada dos brasileiros através das plataformas de Bets é a seguinte: As bets foram legalizadas no Brasil em dezembro de 2018, durante o governo do presidente Michel Temer, por meio da Lei nº 13.756, que criou a modalidade de apostas esportivas de quota fixa. No entanto, a situação ocorreu em etapas:
• 2018: a lei autorizou as apostas esportivas no país, mas faltavam regras detalhadas para o funcionamento do mercado.
• 2019 a 2023: diversas empresas passaram a atuar no Brasil, muitas delas sediadas no exterior, enquanto a regulamentação ainda estava sendo elaborada.
• 2023: a Lei nº 14.790 estabeleceu regras mais completas para as apostas de quota fixa e os jogos online, atribuindo ao Ministério da Fazenda a responsabilidade pela autorização e fiscalização das empresas.
• 2024: foram publicadas as principais portarias e exigências técnicas para a operação das empresas.
• 1º de janeiro de 2025: passou a valer a exigência de autorização federal. Desde então, somente empresas licenciadas podem operar legalmente em todo o país.
Por isso, quando se pergunta “quem liberou as bets?”, a resposta depende do que se entende por “liberar”:
• Legalização das apostas esportivas: ocorreu em 2018, no governo de Michel Temer.
• Regulamentação e fiscalização do mercado: foram implementadas entre 2023 e 2025, no governo Lula.
Num país com carências na Saúde Pública, sem educação pública de qualidade, com níveis elevados de violência contra a mulher, crianças, idosos e nas ruas em geral. Sem saneamento básico de centenas de munícipios, com problemas estruturais, precariedade no transporte por rodovias esburacadas e sem duplicação, é inaceitável permitir essa excrescência de jogos de azar a bel prazer.
É ridículo o Congresso Nacional e o Governo acharem que basta incluir a palavra “Jogue com Responsabilidade” e tudo estará resolvido. Milhares de famílias estão sendo destruídas pelas dívidas contraídas nestas plataformas que dominam a televisão e o esporte nacional. Inaceitável ver praticamente todos os clubes da 1ª divisão do futebol brasileiro com publicidade de Bets. Emissoras de TV e até o Campeonato Brasileiro sendo patrocinado pela Betano.
As estimativas mais recentes indicam que o mercado de bets no Brasil movimenta cerca de R$ 37 bilhões por ano em receita bruta do setor (GGR). Esse valor corresponde ao dinheiro que fica com as empresas após o pagamento dos prêmios aos apostadores.

Nunca antes neste país…

Marília Alves Cunha – Educadora e escritora

O Brasil é um país resiliente, já aguentou muitas pancadas. Tem até se saído bem, com um povo passivo, sujeito a muitas decepções mas, adaptável à circunstâncias que não parecem absolutamente normais. O brasileiro é distraído. Ele não vê sua cidade num desmazelo total desde que sua porta esteja limpa. Ele não enxerga a pobreza reinante, desde que seus bolsos estejam confortavelmente cheios, não precisa ser muito dinheiro. Ele se distrai com o futebol no domingo, uma cachacinha com torresmo ( quem resiste?), uma morena charmosa que passa requebrando as ancas (quem resiste também?),um papo de boteco, de onde se sai com a alma limpa, com todos os problemas resolvidos ou em vias de…

Mas vamos combinar: a coisa está chegando num ponto em que, por mais bonzinho e resiliente que seja, o brasileiro começa a perceber que não apenas os outros mas ele também, começa a sofrer os efeitos perniciosos de um governo que ultrapassou em muito os limites da prudência, da ordem, da honestidade, da moralidade, da ética, da vergonha. Começa a perceber que o salário, que dava com folga para seu sustento e da família, começa a desaparecer rapidamente do bolso. Começa a sentir-se desamparado e angustiado por notar que as instituições, que mantém a república em pé, diluem-se em escândalos, incompreensões, corrupção, tudo que era bom e confiável desaparecendo sob seus olhos…

Temos um presidente, temos um bando de ministros, temos legislativo, temos judiciário, temos centenas de instituições e milhares de pessoas pagas para tomar conta deste lindo país e fazer dele uma espécie de maravilha, pois tem tudo para ser esta maravilha. Mas nada acontece, nada de produtivo se cria, tudo vem se transformando em terra arrasada, nas mãos de criminosos e pessoas que querem tirar proveito, deixando marcas de desconfiança, desesperança, sofrimento aos brasileiros.

Reparem abaixo alguns “progressos” que fizemos nos últimos tempos:
*censura geral, através das plataformas, tudo sob a estrita coordenação de judiciário. Muita gente presa ou exilada por manifestar-se ou expressar opinião, mesmo que nossa CF no conceda esta liberdade.
*Gastos enormes e incompreensíveis com viagens do presidente e sua dama, tudo sob sigilo. O povo paga calado e não pode saber o que está pagando…
*Estatais quebradas ou em vias de… Corrupção diuturna, gigante, impossível de descrever em poucas linhas, uma atrás da outra. Corrupção que lança suas garras do Arroio ao Chui , manchando tudo que encontra pela frente. E manchando também pessoas que julgávamos portadoras de todos os defeitos, menos de passar a mão no alheio. Parece que não vai escapar ninguém, nem aqueles com pose de intocáveis, editores das nossas ações, guardas da honra do nosso país…
* Um Inquérito do fim do mundo, sem dia e hora para acabar, como uma espada de Dâmocles, suspensa sobre a cabeça de quem ousar qualquer coisa que desagrade um poderoso…
*Presidente apartado de suas verdadeiras funções, viajando pelo Brasil, falando asneiras, disseminando ódio, discórdias, incentivando a criminalidade. Enquanto a China, EEUU e outros grandes países, planejam o futuro, trabalham pelo engrandecimento do seu povo, Lula se garante em preparar sua próxima eleição, gastando dinheiro público a rodo e ferindo a lei eleitoral…
*Abandono total do povo brasileiro. Cada um que se proteja ou se lasque… Nota zero para a educação cada vez mais mediocrizada, para a saúde, cada vez mais sucateada, para o cuidado com a segurança pública, para serviços de infra- estrutura, para tudo que o Brasil precisa urgentemente e encontra-se esquecido e abandonado.

Absoluta falta de prioridade: tantas necessidades cobrindo este país de sol a sol, tantas necessidades não atendidas e nós devemos pagar o advogado de ministro para defendê-lo nos Estados Unidos. Até parece que os Ministros do Supremo são instituições que devem ser preservadas e defendidas pelo Estado. Os ministros são funcionários públicos como tantos outros, não são instituições. Merecem ser respeitados como tantos outros. São importantes e têm função específica essencial como pertencentes à Corte Suprema do país, são os guardiões da nossa Constituição. Porém, são seres humanos, sujeitos a erros e imperfeições e não precisam da defesa do Estado. Devem, como todos, arcar com seus próprios erros e sua defesa.

*Agora, sinceramente, o que mais tem preocupado os brasileiros é a blindagem de supostos criminosos. Tem gente fazendo ou tentando fazer diabruras para livrar a cara de companheiros, colegas, amigos do peito, parentes ou quem possa arrastá-los para o buraco, num esforço para salvar-se. O que estamos vendo é extraordinário, digno de novela das oito da rede globo, talvez uma série na Netflix. Primeiro, para perpretar seus intentos nada republicanos, criaram um sofisticado sistema, envolvendo parentes e aderentes, escritórios, empresas e o escambau…Depois foi só fazer cara de paisagem e abocanhar os milhões prometidos. Nunca pararam para pensar um pouco na imensa multidão que seria seriamente prejudicada, mesmo sendo velhinhos aposentados ou pessoas que quiseram aplicar seu dinheirinho ou fazer um complemento de aposentadoria. Nunca preocuparam-se com o porvir. Ora, a impunidade reina este país, para que preocupar-se? Valha-nos Deus! AS investigações são difíceis, às vezes impossíveis. Muita gente lutando para que tudo fique como está, neste vilipêndio cruel que arrasa as entranhas deste Brasil!
Nada de bom podemos esperar se cruzarmos os braços e pensarmos sempre que o problema é dos outros. Nada podemos esperar se nos alhearmos da realidade: não podemos ficar despreocupados num país onde o crime é organizado e o Estado é uma bagunça. Deste modo, sem ao menos uma tentativa de modificar para melhor, sem qualquer resquício de luta, todo mundo já sabe quem vai sair ganhando, né?

ESTADO E POBREZA

João Batista Domingues Filho – Cientista Político – Professor UFU/INCIS

Se os católicos brasileiros por obediência ao seu Deus oferecem esmolas aos pobres, o desenvolvimento do nosso Estado de bem-estar depende da erradicação da miséria no país. Essa meta, antes projetada para 2014, não se concretizou, mas permanece como horizonte normativo das políticas públicas contemporâneas. Segundo dados recentes, o Brasil ainda convive com níveis relevantes de pobreza (cerca de 23% da população) e extrema pobreza (em torno de 3,5%), embora tenha havido melhora recente após os anos críticos da pandemia.
Na sociedade moderna ocidental criou-se o imperativo de tratar seus membros de maneira igualitária. Os seres humanos são fundamentalmente iguais entre si: ideal social com força prática. Igualdade social: as pessoas devem ser tratadas como iguais em todas as esferas institucionais que afetam suas oportunidades de vida: educação, trabalho, consumo, serviços sociais, relações domésticas e saúde. Igual possibilidade de alcance dos benefícios que a sociedade torna disponível.
Críticos conservadores denunciam que a busca da igualdade é incompatível com a liberdade, porque destrói os incentivos criados pela economia de mercado. Ainda afirmam que a busca de igualdade pelo Estado é fútil, pois novas formas de desigualdade, inevitavelmente, surgirão para ocupar o lugar das que foram suprimidas. Nas democracias ocidentais prevalece a igualdade de renda como um valor fundamental, com maior igualdade de situação material. O igualitarismo moderno, sustentado pelo Estado contemporâneo, advém da preocupação com a Justiça, para evitar a exploração do homem pelo homem no mercado.
O ideal da igualdade social é negado pelo pressuposto de que o mercado, em si, garantiria a produção e distribuição de bens e serviços. A desigualdade surge como algo inevitável, pois existem as desigualdades substanciais relativas ao sucesso e fracassos das pessoas na concorrência do mercado. O Estado é para garantir a liberdade e condições de igualdade das pessoas em situação de mercado. A igualdade social de mercado deve ser promovida pelo Estado, reforçando as instituições públicas e privadas que alocam bens e serviços. Este é o principal argumento contra o Estado erradicar a miséria no Brasil — argumento que, à luz dos dados recentes, precisa ser relativizado diante do impacto efetivo das políticas de transferência de renda.
Bolsa Família é um programa social bem-sucedido: mais de 20 milhões de famílias atendidas em anos recentes, com cobertura ainda próxima de 19 milhões de lares em 2026, com impacto considerável para diminuir a pobreza e a desigualdade de renda. Seu custo, hoje, situa-se em torno de 1,4% a 1,5% do PIB — significativamente acima dos cerca de 0,4% observados em seus primeiros anos — o que revela tanto sua ampliação quanto sua centralidade na política social brasileira. Sem esse tipo de transferência, estimativas indicam que a extrema pobreza poderia alcançar cerca de 10% da população, o que evidencia seu papel imediato na contenção da miséria.
Quem fez isso no Brasil recebeu o voto nas eleições. Uma troca justa. O Estado faz a transferência de recursos condicionadas a matricular os filhos na escola e manter a vacinação em dia. A desigualdade no Brasil diminuiu, ainda, em função da sofisticação das políticas públicas e o melhor desempenho econômico. Entretanto, os avanços não foram lineares: o país experimentou retrocessos significativos na última década, o que demonstra a fragilidade estrutural da redução da pobreza quando não acompanhada de crescimento consistente e políticas estruturantes.
Há algumas décadas tínhamos quatro em dez na pobreza, hoje cerca de um em cada quatro brasileiros ainda se encontra nessa condição. Problemas: qualidade das escolas públicas e a situação do saneamento básico no Brasil. Aumento de doenças na infância com diminuição do aprendizado dos pobres da Bolsa Família. Mais problemas: como sair da dependência da Bolsa Família, cujo impacto é claro na renda imediata, mas ainda limitado na transformação estrutural das capacidades cognitivas e não cognitivas, enquanto habilidades necessárias para a inserção produtiva no mercado de trabalho, para jovens e adultos. A questão central deixa de ser a existência do programa e passa a ser sua articulação com políticas de educação, qualificação e geração de renda.
Os cidadãos sofrem de privação relativa quanto à capacidade de obter alimento, educação, saúde e trabalho. São necessidades básicas sem as quais as pessoas não podem desempenhar seus papéis como cidadãos plenos da sociedade brasileira. Assim, o desafio contemporâneo não é apenas reduzir a pobreza, mas interromper sua reprodução intergeracional, transformando proteção social em autonomia econômica duradoura.

Nós contra eles.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

No seu turismo por Santa Catarina o demiurgo de garanhuns , não satisfeito de só viajar, resolveu ofender os catarinenses. Fomentador de discórdias vociferou contra aquele povo que honra o país. Deveria ficar mais em Brasília. O Sul, o Sudeste e o Centro-Oeste o abominam. Evite ir a esses abençoados lugares. E não se esqueça que são eles quem sustentam o país.Lula envergonha o Brasil interna e externamente.