por uberlandiahoje | maio 21, 2026 | Notícias |
Projeto apoiado pela Fapemig encontra correlação entre a qualidade da produção e a vegetação nativa
Pesquisas financiadas pelo Governo de Minas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), estão ajudando apicultores da região da Serra da Canastra a aprimorar a produção de própolis-verde, produto valorizado internacionalmente. Estudos desenvolvidos pelo Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) – Campus Bambuí, no Oeste mineiro, identificaram a relação entre a qualidade da vegetação nativa e o padrão da própolis produzida na região.
GOV. MG
A própolis-verde brasileira possui compostos bioativos valorizados no mercado mundial, entre eles o Artepillin-C, associado ao alecrim-do-campo, planta nativa utilizada pelas abelhas na produção da própolis. Com exportações para países como China, Japão e Estados Unidos, a própolis-verde produzido na cidade se tornou importante fonte de renda para produtores da região.
Como explica Ana Cardoso de Paula, pesquisadora agrônoma e doutora em fisiologia de plantas do IFMG, a própolis é produzida pelas abelhas a partir de resinas vegetais e funciona como proteção natural das colmeias. O composto ajuda a impedir a entrada de microrganismos e contribui para a saúde do enxame.
De acordo com o presidente da Fapemig, Carlos Arruda, a fundação procura apoiar projetos que tenham impacto na comunidade regional. “A iniciativa é um bom exemplo da cooperação entre academia, produtores e associações locais gerando valor não só para os produtores, diretamente, mas a comunidade como um todo”.
Edeir Ferreira é sócio-fundador da Associação dos Apicultores Produtores de Própolis Verde do Alto do Rio São Francisco e Entorno (APVASP), produtor de própolis-verde, e estima ter 350 colmeias. “É muito importante para nós a continuidade das pesquisas, porque precisamos estar sempre atualizados. Com o apoio da pesquisa temos tido uma resposta boa”, destaca.
Difundindo conhecimento
Nos dias 29 e 30/5, Bambuí recebe o 4º Seminário de Apicultura e Meliponicultura do Alto São Francisco e Território Canastra e o Circuito Mineiro de Apicultura e Meliponicultura. O evento reúne produtores, pesquisadores, estudantes e representantes do setor para discutir inovação, manejo e fortalecimento da cadeia produtiva. Para mais informações,
por uberlandiahoje | maio 21, 2026 | Notícias |
Estado registra queda de 42% no desmatamento da Mata Atlântica desde 2022 e intensifica ações de fiscalização, monitoramento por satélite e recuperação ambiental do bioma
GOV. MG.
Minas Gerais registrou redução de 3,4% no desmatamento da Mata Atlântica em 2025, acompanhando a tendência nacional de queda apontada pela Fundação SOS Mata Atlântica, que identificou o menor índice de desmatamento do bioma nos últimos 15 anos. Desde o início da série histórica do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD), em 2022, o estado acumulou redução de aproximadamente 42% nas perdas de vegetação nativa da Mata Atlântica, consolidando um cenário de queda contínua no médio prazo.
O resultado reflete o fortalecimento das ações de monitoramento ambiental, o avanço da fiscalização contra o desmatamento ilegal e a ampliação das políticas públicas de recuperação e conservação do bioma. Somente em 2025, o Governo de Minas realizou 8.813 fiscalizações relacionadas ao combate ao desmatamento ilegal, que resultaram em R$ 233,1 milhões em multas aplicadas. Desse total, 5.209 fiscalizações ocorreram especificamente na Mata Atlântica, somando R$ 129,2 milhões em autuações.
As ações incluem monitoramento permanente da cobertura vegetal, atendimento a denúncias e operações planejadas com base em inteligência ambiental. Entre os principais avanços tecnológicos está a Plataforma Harpia, implementada em novembro de 2025. O sistema utiliza imagens diárias de satélite de alta resolução para monitorar todo o território mineiro, gerando alertas automáticos sobre alterações na vegetação nativa, como corte raso, degradação florestal e queimadas. Os alertas possuem rastreabilidade e permitem associar cada ocorrência à imagem de satélite, à data da detecção e à localização geográfica exata, ampliando a capacidade preventiva e a eficiência das fiscalizações ambientais.
Além do combate ao desmatamento, Minas Gerais também vem avançando na recuperação ambiental da Mata Atlântica. O estado alcançou, com sete meses de antecedência, a meta de plantio de mudas nativas prevista no Tratado da Mata Atlântica, firmado no âmbito do Consórcio de Integração dos Estados do Sul e Sudeste do Brasil (Cosud). Minas se tornou o primeiro estado das regiões Sul e Sudeste a cumprir o compromisso, superando em quase 12% a meta de 7 milhões de mudas prevista para dezembro de 2026.
Até o momento, 374 municípios registraram o plantio de mais de 7,7 milhões de mudas nativas, conforme dados da IDE-Sisema. O resultado é fruto de ações de restauração ecológica, compensação ambiental, recuperação de áreas degradadas e iniciativas conduzidas por órgãos ambientais, municípios e instituições parceiras.
Entre os programas envolvidos estão o Jovens Mineiros Sustentáveis e o Bosque do Amanhã, voltados à educação ambiental e à recuperação de áreas estratégicas do bioma. “Minas Gerais tem demonstrado que é possível conciliar desenvolvimento econômico, produção sustentável e preservação ambiental. Os avanços na redução do desmatamento e na recuperação da Mata Atlântica reforçam o compromisso do Estado com políticas públicas responsáveis, baseadas em tecnologia, fiscalização e proteção dos nossos recursos naturais”, destaca o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Lyssandro Norton.
por uberlandiahoje | maio 21, 2026 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ
A PF rejeitou a delação de Vorcaro. Nada foi divulgado mas tenho certeza absoluta que não foi uma delação. Foi uma declaração de amor a seus protetores e comparsas.. E são muitos e ainda não divulgados. Tem membros da esquerda, provavelmente a maioria, de direita , centro, membros importantes nos 3 poderes. Está na mão desse marginal o futuro do país. Ou seja, como está , na lama ou dando um passo à frente extirpando da vida pública essas figurinhas carimbadas há décadas que ilustram com louvor suas atividades deletérias. É a hora da virada. Vamos torcer.
por uberlandiahoje | maio 19, 2026 | Ponto de Vista |
Marília Alves Cunha – Educadora e escritora
Dia desses deu uma vontade doida de comer goiaba. Gosto de quintal, gosto de infância, gosto de alguma coisa linda que se perdeu no tempo. Lembrei-me daquelas goiabas divinas que existiam no quintal da tia Alcina, lá em Monte Carmelo. Terra vermelhinha, que tingia os pés descalços da meninada e que, nas fábricas, virava tijolo bonito, virava parede a proteger as almas que se escondiam do escuro e do silêncio das ruas.
Pois, como eu dizia, tive vontade de comer goiabas. Lembrei-me de como o tronco e galhos não eram empecilho, não eram barreiras, não eram obstáculo para pernas e mãos joviais, a subir aceleradas e alcançar o topo, onde se exibiam as mais bonitas, as mais lustrosas e vermelhinhas goiabas. Delicia! Conquistar território e colher com mãos ágeis e respiração ofegante as gloriosas frutinhas e enfiá-las uma a uma no saquinho que a tia fizera, para facilitar a colheita. E que colheita linda! Ficava a admirar um pouco, encantada com a perfeição, beleza e riqueza que a natureza produzia tão naturalmente, no quintal simples da tia Alcina.
A melhor parte era comer. Cada mordida uma onda de cheiros, sabor e sensações, quando os dentes se enterravam naquela polpa macia e aveludada, que se entregava ao prazer. E a tia a gritar de longe: “Se tiver bicho come assim mesmo. Importa não! Bicho de goiaba, goiaba é!” E a gente comia assim mesmo. Tia Alcina, cheia de razão.
A vontade era enorme, corri ao Supermercado, fazer o que? Nunca mais tinha visto um pé de goiaba e, mesmo que visse, minhas pernas e braços octogenários, não saberiam ou não poderiam mais escalar cada pedacinho e estender braços ansiosos à procura das mais bonitas, naquela profusão de beleza.
A prateleira estava cheia delas, um pouco estranhas ao primeiro olhar, mas eram goiabas. Peguei a primeira, estava gelada. Gelada e verde, muito gelada e verde. Coisa esquisita, pensei. Será que está na moda congelar as goiabas antes que amadureçam? E será que, sem aquela quentura que o sol dá, que o sol esparrama, sem raios luminosos que atravessam o ar e penetram a intimidade, será que amadurecerão? Coisa esquisita, ficou uma dúvida a apertar o peito, ficou uma sensação que estavam perdidas para sempre as goiabas do quintal da tia Alcina.
Comprei assim mesmo! Poucas! Mineira desconfiada, cismei que não estava certo. Era muito antinatural expor goiabas ao gelo, antes que suas entranhas, alimentadas pela natureza quente, virassem aquela tenra e doce e úmida massa vermelha que tantas delicias oferece. Goiaba não é coisa estrangeira que vive embrulhada, que cresce e amadurece sem sol, que não é alimento também para pássaros, no alto das árvores. Goiaba é coisa quente, coisa tropical, cheia de calor e requebros, frutinha danada de gostosa, tanto a casca como o enchimento…
Já em casa, tentei comer a primeira. Queria tanto que vocês vissem! Apesar da casca amarela dar sinais de madureza, não havia faca que desse conta de partir a coisa. Muito menos dentes. Não desisti à primeira empreitada. Esperei por um tempo, dez dias mais ou menos. As bichinhas que comprei eram teimosas, não amadureceram de jeito nenhum e, depois de tentativas inúteis, tive que jogá-las fora, verdes, geladas sem graça, sem tempero. Restou desejo…
Continuo com uma vontade doida de comer goiabas!
por uberlandiahoje | maio 18, 2026 | Ponto de Vista |
Diógenes Pereira da Silva – Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da PMMG
Quando a vantagem pessoal é exaltada, valores como honestidade e caráter acabam sendo colocados em segundo plano.
Quem nunca ouviu a frase: “o mundo é dos espertos”? Repetida com naturalidade no cotidiano, ela parece apenas um comentário comum. No entanto, por trás dessa expressão existe uma ideia perigosa que, muitas vezes, acaba sendo aceita sem questionamento.
Em muitos casos, a chamada “esperteza” passa a ser vista como uma qualidade. O indivíduo que consegue tirar vantagem das situações, e não raramente das próprias pessoas, acaba sendo considerado alguém que “sabe viver”. Assim, atitudes questionáveis passam a receber uma espécie de aprovação silenciosa da sociedade.
O problema é que esse pensamento contribui para uma inversão de valores. A honestidade, o respeito e a integridade começam a ser tratados como ingenuidade, enquanto o oportunismo ganha espaço como sinal de inteligência.
Além disso, temos o hábito de julgar as pessoas de forma superficial. Observamos apenas resultados imediatos, sem considerar as razões, a história, o caráter e até mesmo os erros e acertos que fazem parte da trajetória de cada um. Pouco se discute sobre os meios utilizados para alcançar determinados fins.
Uma sociedade equilibrada não se sustenta sobre a lógica da vantagem pessoal, mas sobre princípios que fortalecem a confiança e o respeito entre as pessoas. As virtudes precisam ser mais valorizadas do que as atitudes daqueles que vivem de se sobrepor aos outros.
Talvez seja o momento de repensar a frase que tantos repetem com tanta facilidade. O mundo não deveria ser dos “espertos”, mas daqueles que agem com consciência, ética e responsabilidade. São esses que, de fato, constroem uma sociedade mais justa e digna para todos.
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