por uberlandiahoje | out 20, 2026 | Notícias |
Comitiva terá compromissos na China, na Turquia e no Reino Unido para ampliar parcerias empresariais e institucionais
O Governo de Minas realizará, entre outubro e novembro, uma missão internacional à China, à Turquia e ao Reino Unido para atrair investimentos, ampliar relações comerciais e apresentar iniciativas do estado voltadas ao desenvolvimento sustentável. A agenda será liderada pelo governador Mateus Simões, com a participação de representantes do governo estadual.
GOV. MG
A primeira etapa será na China, onde a programação prevê reuniões com empresas interessadas em investir em Minas Gerais, participação na China International Import Expo (CIIE) e acordo de cooperação com a província de Jiangsu.
A visita dá continuidade às relações com o país asiático. Em outubro de 2025, Mateus Simões acompanhou, no porto de Qingdao, o embarque do primeiro dos novos trens do Metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte e se reuniu com investidores.
Economia verde
Na segunda quinzena de novembro, a comitiva participará da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), em Antália, na Turquia.
O foco será apresentar a agenda mineira de transição para a economia verde, trocar experiências e ampliar parcerias voltadas ao desenvolvimento sustentável.
Entre os compromissos está a quarta edição do Minas Day, evento que reúne representantes de governos, empresas e instituições internacionais para apresentar iniciativas e oportunidades de cooperação relacionadas às metas ambientais do estado.
Gestão pública
No Reino Unido, o governador participará da Formação Internacional da Comunitas, realizada na Universidade de Oxford. A programação é voltada ao aprimoramento da gestão pública, com intercâmbio de experiências entre lideranças brasileiras e internacionais e cooperação entre os setores público e privado.
por uberlandiahoje | out 20, 2026 | Ponto de Vista |
Autor: Diógenes Pereira da Silva – Oficial da Reserva da PMMG
Durante boa parte da minha vida, tive dificuldade em ficar calado diante daquilo
que me incomodava. Se alguma coisa estava errada, eu falava. Se me sentia
injustiçado, procurava esclarecer. Acreditava que uma boa conversa seria
suficiente para colocar as coisas no lugar.
Hoje já não penso assim.
Não foi uma mudança repentina. Foi a vida. Foram as experiências, algumas
decepções e, principalmente, aquelas situações em que a gente fala, explica,
tenta ser compreendido e, no fim, percebe que nada mudou.
Aprendi, então, a observar mais e falar menos.
Não porque tenha deixado de me importar. Algumas atitudes ainda me
incomodam, especialmente quando partem de pessoas de quem eu esperava
consideração. Talvez seja justamente aí que esteja a maior decepção:
descobrir que nem sempre recebemos dos outros aquilo que,
espontaneamente, oferecemos.
Também levei algum tempo para entender que parentesco não é sinônimo de
proximidade. O sangue aproxima, mas são as atitudes que constroem os
verdadeiros vínculos. Há relações antigas que permanecem importantes e
outras que, mesmo carregando uma história em comum, precisam encontrar
uma nova distância.
Isso não significa esquecer. Significa apenas aceitar que algumas coisas não
dependem mais de nós.
Já houve momentos em que saí de uma conversa levando para casa muito
mais do que deveria. Repetia mentalmente as palavras, imaginava o que
poderia ter respondido e procurava uma explicação para atitudes que talvez
não tivessem explicação.
Hoje, quando percebo que uma conversa não vai produzir nada além de
desgaste, prefiro encerrá-la.
Às vezes, simplesmente vou embora.
Não como quem perdeu, mas como quem finalmente entendeu que não precisa
permanecer em todos os lugares nem participar de todas as disputas.
Ainda me indigno. Ainda fico triste. Ainda me decepciono. Não me tornei
indiferente, apenas aprendi a não transformar todo sentimento em uma reação.
Talvez essa seja uma das poucas vantagens que o tempo nos oferece: a
capacidade de escolher melhor aquilo que merece nossa energia.
Não quero passar os próximos anos tentando convencer pessoas sobre quem
sou, o que penso ou aquilo que senti. Quem me conhece de verdade sabe.
Quem não conhece, talvez nunca saiba — e tudo bem.
Tenho histórias suficientes para saber que algumas coisas precisam ser
conversadas, outras precisam ser perdoadas e algumas, simplesmente,
deixadas para trás.
Hoje, se preciso escolher entre a última palavra e a serenidade, fico com a
segunda.
Não porque tenha desistido de mim, mas porque aprendi a me preservar.
No fim, talvez amadurecer seja isso: continuar sendo quem somos, mas deixar
de carregar aquilo que já não precisa fazer parte da nossa caminhada
por uberlandiahoje | out 20, 2026 | Notícias |
Bloqueios começam às 17h, no km 8, próximo ao distrito de Amanhece; motoristas devem programar seus deslocamentos
O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) informa que a MG-414, em Araguari, no Triângulo Mineiro, será interditada nos dois sentidos na terça-feira (20/10) e na quarta-feira (21/10), para detonação de rochas no km 8, próximo ao distrito de Amanhece.
GOV. MG
As operações estão programadas para as 17h, com interrupção do tráfego por aproximadamente duas horas em cada dia. Os serviços fazem parte das obras de melhoria e adequação da rodovia.
Para garantir a segurança, o trecho contará com sinalização, controle de tráfego, escolta armada e monitoramento sismográfico.
O DER-MG recomenda que os motoristas programem seus deslocamentos, evitem o trecho durante os horários de interdição e respeitem as orientações das equipes responsáveis pela operação.
A liberação do tráfego nos dois sentidos ocorrerá após a conclusão das detonações e a verificação das condições de segurança da pista. As intervenções fazem parte do programa Caminhos pra Avançar e contemplam a pavimentação de aproximadamente 24 quilômetros entre Araguari e o distrito de Amanhece.
As obras estão recebendo um investimento de cerca de R$74 milhões por parte do Governo de Minas Gerais. Os recursos para realização dos trabalhos fazem parte do Acordo Judicial assinado com o objetivo de reparar danos decorrentes do desastre de Brumadinho, que tirou 272 vidas e gerou uma série de impactos sociais, ambientais e econômicos na bacia do Rio Paraopeba e em todo o estado de Minas Gerais.
por uberlandiahoje | out 19, 2026 | Ponto de Vista |
Hugo Amaral – Advogado
Em 23/09/2026 foi publicada no Diário Oficial da União a Lei Federal nº 15.512/2026, que “dispõe sobre princípios e diretrizes para a formulação e a implementação de políticas públicas com vistas à efetivação, com absoluta prioridade, do direito da criança e do adolescente à natureza”.
Nos termos da oportuna lei o direito da criança e do adolescente à natureza compreenderá:
I – o acesso a áreas naturais saudáveis e ecologicamente equilibradas;
II – o exercício da convivência familiar e comunitária e das manifestações e atividades culturais e o estabelecimento de vínculos socioafetivos com a natureza;
III – o brincar livre e em contato com a natureza;
IV – a educação baseada na natureza;
V – a defesa, a conservação e a recuperação da natureza e a garantia de seus benefícios para as presentes e futuras gerações, por parte da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, da sociedade, das comunidades, das famílias, das crianças e dos adolescentes.
Capítulo especialmente merecedor de destaque é o dedicado à “educação baseada na natureza”, dado o seu impacto na formação da criança e do adolescente.
Segundo o art. 17 da lei “A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão estimular a efetivação de medidas com vistas à adoção da educação baseada na natureza na rede de ensino.”
No parágrafo único do citado artigo 17 há a definição do que entende-se por educação baseada na natureza, sendo esta compreendida como “a convergência da educação ambiental e climática com estratégias de educação que fomentem o acesso e o vínculo à natureza, a promoção da biodiversidade, a valorização da interdependência de todas as formas de vida e medidas de resiliência climática”.
Por fim, a lei estabelece que a educação baseada na natureza deverá promover ações, projetos e programas, entre outros, nas seguintes dimensões:
I – educação ambiental, que promova o contato dos estudantes com a natureza e o desenvolvimento de habilidades verdes e contemple temas relacionados às mudanças do clima e à proteção da biodiversidade, conforme diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais;
II – promoção de espaço escolar que contribua para a adaptação climática e a resiliência urbana a partir de soluções baseadas na natureza, com vistas à sustentabilidade socioambiental e ao desenvolvimento de atividades pedagógicas no âmbito da educação ambiental;
III – promoção de espaços naturais no entorno escolar, asseguradas condições adequadas de mobilidade e de segurança viária;
IV – prioridade às escolas no recebimento de soluções de políticas de adaptação e mitigação climática, nos planos de ação de redução de riscos e respostas a desastres, bem como em outras políticas urbanas.
Percebe-se que almeja a nova lei aprofundar os vínculos das crianças e adolescentes com o ambiente natural, mediante a criação de mecanismos que viabilizem um foco na natureza durante o processo educacional.
Cuida-se de uma lei oportuna, como dito acima, pois propicia meios que assegurem formação ambiental crítica (quem conhece e respeita a natureza durante seu processo de formação escolar tende a levar esta visão de tutela ambiental para cada recanto de sua vida adulta), assegura condições de saúde física e mental, advindas do contato com o meio natural, confere à criança e ao adolescente o status de um agente protetor do ambiente natural e impõe ao poder público a tomada de providências que permitam o atingimento das ambiciosas metas mencionadas acima.
Para quem desejar acessar o texto integral da lei, basta clicar no link abaixo:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-
por uberlandiahoje | out 19, 2026 | Ponto de Vista |
Gustavo Hoffay – Agente Social
Porque Flavio Bolsonaro vem crescendo nas pesquisas de intenção de voto? Penso que a influência dos programas de propaganda eleitoral foi decisiva, ao transmitirem os ataques do candidato petista àquele seu opositor e ao contrário de objetivamente ele apresentar propostas de governo. Pergunto: propaganda negativa sobre o concorrente tem alguma eficácia junto ao eleitorado? Ora, quando esse tipo de “propaganda” envolve questões sistemáticas de personalidade e caráter, torna-se algo que muito estranhamente agrada os eleitores; quando impropérios atingem diretamente a honra do oponente e extrapola pelos porões da baixaria, então a ofensa é rejeitada pela grande maioria de cidadãos política e sabiamente informados. No caso das porradas desferidas por Lula contra o Flávio, as mesmas, em sua essência, abrigam comportamentos e atitudes que precisam ser de conhecimento dos eleitores, mesmo porque em relação ao atual governo implica não apenas a duvidosa eficácia de programas mas, também, a real qualidade de liderar. E essa questão de controle de gestão, convenhamos, tem tudo a ver com atitudes, caráter, estilo e personalidade do comandante. A grande maioria dos eleitores não é chegada a insinuações maldosas e que tentam denegrir o candidato oponente por meio da crítica adjetivada, amparadas em meras presunções ou fofocas e futricas da sua vida pessoal. Sinceramente penso que os eleitores deveriam saber separar aspectos da vida particular e da vida pública dos candidatos, mesmo sabendo-se que tais limites são muito e muito tênues. Os ataques de Luís a Flávio parecem levar em consideração situações onde o filho do ex-presidente se parece mais a um ex-presidiário, desferindo pontadas que provocam milhões de eleitores. A campanha de Lula, sem querer, estabeleceu uma dissonância cognitiva e que é a dúvida massificada. E quando esse fenômeno acontece, os eleitores tendem naturalmente a equilibrar os seus pensamentos; em outras palavras é o feitiço voltando-se contra o feiticeiro. As palavras de Luís Inácio, colocadas em xeque, funcionam como a um bumerangue contra ele. Quanto ao Flávio o seu erro foi abrir demasiadamente o flanco e enquanto os erros de Luís Inácio ficaram gravados na memória da maioria dos eleitores e entre eles, claro, as suas mentiras e total descompostura. Ora, francamente….! Flávio passa pelo caminho da sua campanha quase que incólume e mesmo depois de ataques desferidos pelo seu opositor, o auto declarado “homem mais honesto do Brasil”. Penso que a nítida retirada de apoio à candidatura de Luís Inácio por parte de seus aliados era algo previsível; ninguém consegue ser enganado por tanto tempo, exceto aqueles que são tratados no cabresto e também por conta de notícias negativas de grande repercussão ou seja, o candidato petista está sendo enforcado aos poucos pela corda que ele mesmo criou durante todo o tempo em que permaneceu no Palácio do Planalto. É possível que Luís Inácio recupere a liderança nas pesquisas de intenção de voto, mas tudo irá depender da forma como irá se comportar diante de fatos tornados públicos pelo exército de Eduardo Bolsonaro. A condição de vítima com a ancoragem aparentemente carismática de artistas diversos é uma faca de dois gumes que poderá espetar o atual presidente e poderá, até, convencer uma parcela de eleitores, mas irá conflitar aqueles votantes orgânicos situados em espaços de formação de opinião na internet e que, sabe-se, estão abandonando barco circense. Mesmo às vésperas do Segundo Turno, é cedo a qualquer pessoa apontar a vitória de Flavio e muito embora ele conte com a simpatia de grande parte da mídia de quase todo o país e de fortes núcleos de formação de opinião. Quem será o vencedor dessa contenda ainda é uma incógnita. A posição olímpica de Eduardo Bolsonaro nas mais recentes pesquisas eleitorais, não deve ser comemorada pelos bolsonaristas pois Luís Inácio vem, aos poucos, transformando-se de leão raivoso em cachorro amoroso, vem abrindo sorrisos e já desfila com as cores verde e amarela. A única certeza é a de que quem for eleito terá , forçosamente, de obter um colchão social monumental. Se for o Luís Inácio, não terá o apoio do Congresso e por isso estará de mãos atadas, exceto se for governar exclusivamente por decretos; se for o Flávio, lhe faltará a experiência de ocupar a chefia do poder executivo. Façam as suas apostas!