por uberlandiahoje | jul 12, 2026 | Ponto de Vista |
Diógenes Pereira da Silva – É Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da PMMG
Vivemos em uma época em que a vida virtual passou a ocupar um espaço cada vez maior na rotina das pessoas. Basta abrir as redes sociais para encontrar um mundo aparentemente perfeito: sorrisos constantes, viagens, festas, conquistas e felicidade sem fim. Ali, quase ninguém mostra as lágrimas, as noites sem dormir, as preocupações ou os momentos de desânimo.
A vida real, no entanto, é bem diferente. Ela não permite filtros nem edições. Existem dias em que tudo parece dar errado, em que o cansaço vence a disposição, os problemas se acumulam e a esperança parece enfraquecer. São momentos que testam nossa fé, nossa paciência e nossa capacidade de continuar caminhando.
Poucos percebem que ninguém constrói sua história sozinho. Somos dependentes uns dos outros desde o primeiro até o último dia de vida. O alimento que chega à nossa mesa é fruto do esforço do agricultor, do pecuarista, do caminhoneiro, do comerciante e de tantos outros trabalhadores anônimos. A roupa que vestimos, a energia que ilumina nossa casa, o atendimento nos hospitais, a segurança nas ruas e tudo aquilo que faz parte da nossa rotina existe porque milhares de pessoas cumprem, diariamente, a sua missão.
Talvez um dos maiores erros da sociedade atual seja acreditar que felicidade significa ausência de problemas. Não significa. A verdadeira felicidade está na capacidade de enfrentar as dificuldades sem perder a dignidade, a esperança e a vontade de recomeçar. É nas tempestades que descobrimos nossa força e aprendemos o verdadeiro valor da família, dos amigos e da fé.
Os antigos costumavam dizer que apenas uma coisa não tem solução: a morte. Todo o restante, por mais doloroso que pareça, pode ser enfrentado com coragem, perseverança e confiança em dias melhores.
A vida nunca foi fácil e jamais será. Ela exige sacrifícios, renúncias e muito trabalho. Mas é justamente essa mistura de desafios e superações que dá sentido à nossa existência. Cada obstáculo vencido nos torna mais fortes, mais humanos e mais conscientes de que o maior patrimônio que possuímos não é o dinheiro, nem o sucesso ou a fama, mas a capacidade de seguir em frente quando tudo parece perdido.
A vida como ela é não se mede pelas fotografias publicadas nas redes sociais. Ela se revela no silêncio das lutas diárias, na coragem de quem não desiste, na solidariedade de quem estende a mão ao próximo e na esperança de acordar, todos os dias, acreditando que amanhã poderá ser melhor do que hoje.
por uberlandiahoje | jul 11, 2026 | Ponto de Vista |
Ana Maria Celho Carvalho – Bióloga
Com a eliminação do Brasil pela Noruega, nesta Copa do Mundo de 2026, lembrei-me de um artigo divertido escrito por Roberto Pompeu de Toledo, publicado na revista Veja, sobre a Copa do Mundo de 2014. Com o sugestivo título “Conpozissão imfãtil”, o autor escreveu sobre essa Copa, como se fosse uma criança, uma menininha. Na época, fiz uma adaptação do texto desse autor, como se segue.
“O mundo é dividido em nações, que é o nome que tem os países, como o Brasil, o Japão. Quase nunca a gente percebe que o mundo é dividido em nações, porque aqui no Brasil só tem brasileiro, e a gente fica pensando que o mundo é como o Brasil. Mas, em Copas do Mundo, a gente percebe. Cada nação insiste em falar em uma língua diferente. Não sei porque todo mundo não fala português, que é tão fácil que até criança pequena fala, sem precisar estudar. Na Suíça e na Bélgica eles falam muitas línguas, além do suíço e do bélgico. Na hora do hino cada jogador canta numa língua e ninguém entende. Também no jogo, cada um fala com o outro numa língua, e isso é uma maneira de confundir o outro time, que não sabe o que eles estão combinando.
Cada nação tem uma camisa diferente. A melhor é a de um país chamado Croácia, onde vivem os croatas, que são pessoas que gostam muito de jogar xadrez. Por isso, a camisa deles é como um tabuleiro de xadrez, com quadradinhos brancos e vermelhos. A camisa da França é azul, e os jogadores são chamados de “azuis”, mas, na verdade, só a camisa é azul; eles são brancos ou pretos, como todo mundo.
As nações possuem bandeiras e hinos. Acho a bandeira do Brasil a mais bonita de todas, fora algumas, e muito bem feita para o futebol: tem o verde dos gramados, o amarelo da taça que o campeão vai ganhar e a bola. No meio tem uma faixa que, quando o Brasil é campeão, fica escrito “campeão” e, quando não é, fica escrito uma bobagem qualquer. Outras bandeiras são interessantes, principalmente para nós, meninas, como as que têm estrelinhas e outros desenhos. A mais engraçada é a da Argentina, que tem um solzinho com olho, nariz e boca. É uma bandeira amiga das crianças. Meu pai não gosta que eu torça para a Argentina, mas eu torço por causa do solzinho e não conto para ele.
Antes do jogo tem os hinos, e a televisão vai traduzindo. Aí eu tenho medo. O da França diz para os filhos formarem uns batalhões e atacarem os inimigos. Deve ser terrível viver na França. Lá tem inimigos que querem estrangular as crianças, e os franceses cantam essas coisas como se não fosse nada demais. Os ingleses também têm inimigos terríveis, cheios de truques maldosos, diz o hino deles, e eles juram que vão esmagar os inimigos. Nos Estados Unidos o hino explica que tem bombas e foguetes voando. Como os jogadores podem ser bonzinhos, depois de cantar essas coisas? Tem um que mordeu outro. Acho que foi pouco; coisas muito piores podiam acontecer.
Podia acontecer de morrerem, por exemplo. O hino da Itália pede para que todos estejam prontos para morrer, porque a Itália chamou. Como é que se pode chamar os outros para morrer? O do Uruguai pede para escolher a pátria ou o túmulo. O nosso, do Brasil, que eu prefiro, não dá para entender as palavras e, por isso, não ameaça ninguém. Mesmo assim, tem um pedaço que diz que a gente não teme a própria morte. A Fifa não devia deixar eles cantarem essas coisas. É um risco: no fim do jogo, o campo pode ficar cheio de mortos. Mas nossos jogadores cantaram sempre, todos, e choraram muito. Quem chorou mais, eu acho, foi o Thiago Silva. Aqui em casa até o meu pai chorou. Eu não. Tenho mais o que fazer.”
Enfim, doze anos se passaram desde a Copa de 2014. Mudaram os jogadores, mudaram os técnicos, mudaram os heróis e os vilões. Mas os adultos, antes de cada Copa, continuam pensando que o Brasil será o campeão. Depois da derrota, dizem que nunca acreditaram muito no time. Alguns choram, outros brigam, chamam o juiz de ladrão, prometem nunca mais assistir futebol. Mas a promessa dura somente até a próxima Copa.
Acredito que a menininha, dessa “conpozissão imfãtil”, olharia para os adultos com um sorrisinho de quem não entende tanta confusão, por causa de um jogo com vinte e dois jogadores correndo atrás de uma única bola. Daria de ombros e diria:
-“Perdeu? Que pena. Agora vou brincar. Tenho mais o que fazer”
por uberlandiahoje | jul 10, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Disputada desde 1930 a Copa do Mundo, principal torneio de futebol masculino, já teve apenas oito países campeões: Brasil -5 títulos; Alemanha e Itália – 4 títulos; Argentina- 3 títulos; Uruguai e França -2 títulos e Inglaterra e Espanha – 1 título. Das acima citadas algumas já foram eliminadas, mas parece que esta Copa de 2026 é mesmo de ZEBRAS!
por uberlandiahoje | jul 9, 2026 | Notícias |
Evento gratuito reúne alunos da rede pública e abre espaço para a participação de famílias durante o recesso escolar.
O FanFest Araguari preparou uma programação especial para as férias escolares, unindo lazer, cultura, esporte e entretenimento em dois dias dedicados às crianças e suas famílias. As atividades acontecem nos dias 9 e 10 de julho, no Palácio dos Ferroviários, com exibição gratuita do filme Pelé: O Nascimento de uma Lenda, distribuição de pipoca e refrigerante, parque de brinquedos infláveis e transmissão de partidas de futebol em grandes telões.
Bia Montes – E-mail: biamontes@hotmail.com / bianaves@gmail.com
A iniciativa faz parte das ações sociais do FanFest Araguari e contará com a participação de escolas da rede pública municipal e estadual. O objetivo é proporcionar aos estudantes uma experiência que alia diversão e aprendizado por meio da história de um dos maiores ídolos do esporte brasileiro.
Na quinta-feira, dia 9 de julho, a programação será realizada em parceria com a Escola Estadual Isolina França Soares Torres. Já na sexta-feira, dia 10 de julho, a ação receberá os alunos do Centro Educacional Municipal João Pedreiro.
Além das escolas convidadas, a organização destaca que os pais e responsáveis também poderão levar seus filhos para participar da programação, aproveitando um ambiente seguro, gratuito e estruturado para toda a família durante o período de férias. Após a sessão de cinema, as crianças poderão aproveitar os brinquedos infláveis, enquanto o público em geral permanece no evento para acompanhar os jogos da rodada.
Programação
Quinta-feira, 9 de julho
13h30 – Exibição do filme Pelé: O Nascimento de uma Lenda
14h00 – Distribuição de pipoca e refrigerante para as crianças
14h30 – Abertura do parque de brinquedos infláveis
17h00 – Transmissão da semifinal: França x Marrocos
19h00 – Encerramento da programação
Escola convidada: EE Isolina França Soares Torres
Sexta-feira, 10 de julho
08h30 – Exibição do filme Pelé: O Nascimento de uma Lenda
09h00 – Distribuição de pipoca e refrigerante para as crianças
09h30 – Abertura do parque de brinquedos infláveis
16h00 – Transmissão da semifinal: Espanha x Bélgica
18h00 – Encerramento das atividades
Escola convidada: Centro Educacional Municipal João Pedreiro
Serviço
Evento: FanFest Araguari – Programação de Férias
Local: Palácio dos Ferroviários, Araguari (MG)
Entrada: Gratuita
Público: Classificação livre. Pais e responsáveis são convidados a participar com seus filhos.
Informações oficiais: No perfil do Instagram @fanfestaraguari
por uberlandiahoje | jul 9, 2026 | Ponto de Vista |
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da A
BLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.
Não bastassem todos os absurdos já vivenciados desde o surgimento do bolsonarismo em 2017, com mensagens em defesa do nazismo, racismo, xenofobia, misoginia e homofobia, ainda temos muitas coisas inaceitáveis sendo vociferadas nove anos depois no país.
Três situações chamaram muito a atenção nesta semana na mídia brasileira. Todas elas provocadas por falas de pessoas no afã de defender o candidato bolsonarista ou atacar o eleitor de Lula.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ingressou com uma ação civil pública na Justiça paulista contra o influenciador Leonardo Marcondes, acusado de produção de conteúdo considerado discriminatório e ofensivo contra pessoas pobres.
A ação foi proposta pela Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital paulista e sustenta que o influenciador promoveu discurso de ódio contra pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, defendendo, em vídeos publicados nas redes sociais, que esse grupo não deveria ter direito ao voto.
No processo, os promotores pedem que a Justiça determine a retirada do perfil do influenciador com mais de 1,4 milhão de seguidores do ar no Instagram, a condenação ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos e dano social, além da proibição de novas publicações com conteúdo considerado discriminatório contra pessoas pobres.
Salta aos olhos de forma incompreensível que existam 1,5 milhão de pessoas que sigam esse sujeito preconceituoso e com cérebro de ameba nas redes sociais.
O outro caso é uma fala do deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), que afirmou durante sua participação em um podcast que “quem recebe dinheiro do governo não tem liberdade pra votar”. O parlamentar também declarou que pessoas que recebem assistência estatal são “escravas do Estado”. Quem recebe propina com desvio de emendas parlamentares seria o quê na ótica do deputado?
O mandrião deveria então propor que empresários e religiosos que possuem isenção de impostos e recebem benesses do governo federal também não deveriam votar. Mas ele quer restringir apenas os mais pobres, com a franca intenção de retirar votos de Lula nas eleições.
O jornalista Paulo Figueiredo que vive foragido da justiça brasileira nos EUA, criticou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e disse que mulheres “votam mal” em seu podcast “Paulo Figueiredo Show” na última quinta-feira (25).
O jornalista também divagou sobre a posição da mulher no cenário eleitoral tomando como base uma pesquisa que dizia que se apenas os votos femininos fossem contabilizados, apenas os candidatos do partido democrata seriam eleitos para presidente nos Estados Unidos, salvo a exceção de Ronald Reagan. “Mulher vota estatisticamente mal, principalmente as solteiras, as casadas costumam acompanhar o marido”, disse.
Quando foram derrotados na eleição de 2022, os bolsonaristas, incluindo o candidato Jair Bolsonaro, fizeram críticas pesadas ao eleitor do norte e do nordeste, onde Lula venceu as eleições. Essa xenofobia permanece viva nos estados do Sul do Brasil (Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul).
Me parece que falta oxigenação cerebral nessa gente de extrema-direita no país, que preferem culpar pobres, nordestinos, mulheres e até as urnas eletrônicas, porém, não conseguem dizer qual foi o legado deixado por Jair nos quatro anos em que foi presidente. Quais os hospitais, presídios, universidades, portos, aeroportos, duplicação de rodovias, ferrovias que foram construídos pelo Jair entre 2019-2022?