por uberlandiahoje | out 16, 2026 | Ponto de Vista |
Ana Maria Coelho Carvalho – Bióloga
Já aceitei o fato de que jamais vou obter algum lucro com minha fazendinha. Mas terei muitas histórias para contar. Por exemplo, o caso do boi Diamante.
Tudo começou quando precisei de um boi para cruzar com as vacas que comprei. São onze: sete já prenhes, duas com bezerros e duas entrando no cio. Não seria possível recorrer à inseminação artificial, pois seria necessário um curral adequado, com tronco, e lá não tem. Aliás, não tem nada, só problemas! Além da ausência do curral adequado, a vaca pode ficar muito brava e dar coices no veterinário. Do jeito que as coisas andam por lá, provavelmente isso aconteceria.
Além do mais, eu queria conhecer o boi que seria o pai de todos os bezerrinhos da fazenda. Queria saber se seriam parecidos com ele, se herdariam sua boa genética e assim por diante. A inseminação artificial é muito vaga, muito abstrata! E, como vaca não se reproduz por partenogênese, o encarregado e eu começamos a procurar um boi bom e barato.
Um absurdo o preço de um reprodutor: de R$15.000,00 a R$20.000,00 e sem P.O. -puro de origem, com registro genealógico que atesta sua procedência. Por sorte, encontramos uma fazendeira vizinha que precisava vender um boi. Grande, bonitão, orelhas bem compridas, nelore, todo branco, com três anos. Negociei por R$8.500,00, para pagar quando ele fosse entregue.
Fiz uma votação na família para escolher o nome: Araújo, Bumbá ou Sansão. Ganhou Araújo. No entanto, a vizinha contou que ele já se chamava Diamante, era manso e atendia pelo nome. Resolvi não trocá-lo, para não causar confusão mental no animal.
O tempo foi passando, e o boi não chegava. Avisaram que ele estava escondido no pasto do vizinho e ninguém conseguia encontrá-lo. Um mês e meio depois da negociação, finalmente o Diamante chegou à minha fazendinha. Justamente em um dia quando eu lá estava. Fiquei emocionada!
Ele veio tocado pela estrada por dois cavaleiros, acompanhado de duas vacas no cio. Sozinho, não viria de forma alguma.
Prenderam o Diamante no curral e tentaram colocar as minhas vacas junto dele, para que fossem se enturmando. Mas elas dispararam, e ele ficou sozinho. Depois que os cavaleiros foram embora, não havia como buscar as fujonas novamente, pois o encarregado não conseguiria trazê-las a pé. Pois o bendito Canarinho, meu único cavalo, tinha fugido pela oitava vez! Ele passa debaixo de qualquer cerca.
Aproveitei para apreciar o Diamante e tirar fotos de todos os ângulos, enquanto ele estava sozinho, bufando no curral. E, não sei por quê, o encarregado abriu a porteira e soltou o boi, sem qualquer tipo de adaptação ao novo ambiente.
Ele saiu trotando majestoso, olhando para lá e para cá, até parar perto da casa da sede. Da varanda, olhei nos olhos dele. Ele olhou nos meus. Depois, vagarosamente, virou a traseira para mim e, balançando o rabo, entrou no pasto sujo, cheio de árvores e arbustos e desapareceu.
Ainda falei para o encarregado:
_Tião, este boi vai sumir!
Ele argumentou que não, que o boi iria procurar as vacas e o cocho de água. Como meu conhecimento nessa área é zero, acreditei.
E não é que o boi sumiu mesmo? Desapareceu sem deixar rastros.
O pior é que, sem o Canarinho, como procurar o Diamante? Resolvi oferecer uma recompensa a quem devolvesse o cavalo. Colocamos fotos dos dois em todos os grupos de WhatsApp da região.
Em dois dias, o Canarinho apareceu. Paguei uma recompensa de R$300,00. Voltou de crina feita e com os cabelos da orelha aparados, todo bonitinho! O encarregado montou nele e passou quatro dias procurando o Diamante.
Com a graça de Deus, o boi foi encontrado, junto com vacas no cio, em uma fazenda vizinha. Parece que havia pulado a cerca, e tudo indicava que estava bem e feliz.
Quando recebi a notícia, em Uberlândia, que o Diamante havia sido encontrado, fiquei em êxtase. Contei para todos que estavam torcendo para ele aparecer. Regozijo geral!
Mas a alegria durou pouco: apenas 3 horas.
Recebi várias fotos do Diamante morto, mortinho, caído no chão! E uma imagem tétrica: um furo perto do pescoço, de onde saia sangue. Haviam tentado sangrá-lo para ver se ainda seria possível aproveitar a carne.
Contaram que ele estava sendo tocado, junto com duas vacas paridas, para o curral. De repente, começou a tremer as pernas, caiu no chão, estrebuchou, virou os olhos e morreu!! Um filme de terror. Consternação geral.
A primeira suspeita foi a de que tivesse sofrido um ataque cardíaco. Especulando-se sobre as possíveis causas da morte, levantaram-se cinco hipóteses: estresse por ter sido separado das vacas no cio; excesso de ingestão de sal com ureia; paralisia respiratória causada por botulismo; picada de cobra; ingestão de ervas venenosas seguida de excesso de movimento, como corrida.
Analisando-se os sintomas e as circunstâncias, a mais provável “causa mortis” é a ingestão de ervas venenosas. Ou então o estresse. O Diamante havia mudado de fazenda, ficou perdido, deve ter passado sede, foi arrancado dos seus amores.
Jesus, será que o boi morreu de paixão?
Descobri que o estresse pode, sim, provocar consequências graves nos bovinos. Há relatos de boi que morre quando é amarrado ao tronco, sofre ataque cardíaco.
Enfim, lá se foi o Diamante, não aproveitamos nem a carninha dele. E eu ainda fiquei traumatizada e com pesadelos. Lembrei-me do Zé, meu finado marido: mandava cinquenta bois de uma só vez para o matadouro e dormia feliz, sonhando com o dinheiro que iria ganhar.
Eu, não! Só faltou receber pêsames pela morte do boi…
Agora, não quero mais comprar reprodutor. Vou alugar algum quando precisar e esperar meu bezerro, o Príncipe Houdini, crescer. Ele já está com um ano, saudável, bem adaptado à fazenda e conseguindo escapar das inúmeras cobras venenosas que rastejam por lá.
Quem sabe, um dia, nasçam lindos bezerrinhos e eu possa olhar para eles, cheia de orgulho, e dizer:
-Parece com o pai!
A esperança é a última que morre.
por uberlandiahoje | out 16, 2026 | Notícias |
Programa do Governo de Minas, coordenado pela Secretaria de Estado de Educação, oferece 130 cursos e chega a 181 municípios; alunos recebem ajuda de custo
GOV. MG
As inscrições para a 7ª edição do Trilhas de Futuro começaram na manhã desta quinta-feira (15/10). Serão oferecidas cerca de 50 mil vagas gratuitas em 130 cursos técnicos, com oportunidades distribuídas em 181 municípios de Minas Gerais.
Os interessados devem realizar a inscrição pelo site www.trilhasdefuturo.mg.gov.br, onde também é possível consultar os cursos disponíveis e as cidades participantes. O cadastro estará disponível até 30/10/2026.
O programa oferece ajuda de custo de R$ 20 por dia para alimentação e transporte, mediante comprovação de frequência nas aulas.
Coordenado pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), o programa busca aproximar a formação profissional das oportunidades existentes em cada região do estado. Ou seja, forma mão de obra qualificada com base no que as regiões precisam e permite que jovens tenham melhores oportunidades no mercado de trabalho sem que eles precisem migrar para outras localidades.
Podem participar estudantes que, em 2027, estarão matriculados no 2º ou 3º ano do ensino médio, incluindo Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI) e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Quem já concluiu o ensino médio e deseja realizar uma formação técnica também está apto. Importante ressaltar que os cursos não são exclusivos para alunos e ex-alunos da rede estadual.
“Nesta 7ª edição, ampliamos a oferta de cursos e chegamos a novos municípios, fortalecendo uma formação técnica conectada às demandas do mercado de trabalho e às perspectivas de desenvolvimento de Minas Gerais. É mais uma forma de preparar nossos jovens e demais públicos atendidos pelo programa para construir seus projetos de vida e ampliar suas possibilidades profissionais”, destaca o secretário de Estado de Educação, Daniel Medrado.
Expansão
A 7ª edição aumentou a oferta de cursos em 21 municípios mineiros. Entre as cidades que agora oferecem o programa estão Conceição das Alagoas, Salto da Divisa, Serra do Salitre e Tiros.
Outro destaque da nova edição é a diversificação das formações disponíveis. A base de cursos habilitados passa de 118 para 130, com a inclusão de opções como Artesanato, Fruticultura, Imagem Pessoal, Metrologia, Rádio e Televisão, Serviços Públicos, Serviços de Restaurante e Bar e Terapias Holísticas.
Também estão na grade de opções cursos técnicos de Administração, Enfermagem, Açúcar e álcool, Agricultura, Biocombustíveis, Estética, Farmácia, Eletrônica, Automação industrial, Manutenção e suporte de informática e Cuidados com idosos.
Formação profissional
A definição da oferta do Trilhas de Futuro utiliza uma metodologia de priorização que reúne informações sobre emprego e renda, vínculos formais de trabalho, dinâmica econômica, investimentos previstos, setores estratégicos e oferta existente de Educação Profissional e Tecnológica.
Esse trabalho envolve a atuação integrada da SEE/MG, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social. A articulação conecta as informações sobre educação, mercado de trabalho e desenvolvimento econômico para direcionar a formação profissional às necessidades de Minas Gerais.
Sobre o Trilhas
Lançado em 2021, o Trilhas de Futuro já contabiliza 1,9 milhão de inscrições e mais de 112 mil profissionais formados, enquanto outros 91,4 mil estudantes estão com a formação em andamento.
Ao longo das seis primeiras edições, o programa alcançou 178 municípios, com 397 instituições credenciadas e 115 cursos disponíveis, a partir de um investimento total de R$ 2,7 bilhões.
Para 2027, estão previstas cerca de 50 mil vagas. Após o período de inscrições, o processo de alocação dos candidatos está previsto para ocorrer de 17/11 a 2/12. As matrículas regulares com as instituições deverão ser realizadas entre 3 e 21/12/2026, e o início das aulas está previsto para abril de 2027.
por uberlandiahoje | out 16, 2026 | Notícias |
Identificação do vírus em primatas não humanos no estado alerta para o risco de transmissão da doença à população
GOV. MG
A febre amarela é considerada uma doença viral aguda, que pode evoluir para óbito. Não há transmissão direta, de pessoa para pessoa, sendo ocasionada pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado. A principal forma de prevenção é a vacinação e o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), reforça a importância de manter o cartão de vacinas atualizado, especialmente no período de maior ocorrência de casos da doença, entre dezembro e maio.
Em 2026, ainda não foram confirmados casos da doença em humanos em Minas e 69 casos foram notificados como suspeitos para febre amarela. Em relação aos primatas não humanos infectados, foram notificadas 632 epizootias, das quais 33 foram confirmados para o vírus da febre amarela.
Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, a febre amarela é uma doença imunoprevenível e a vacina é fundamental para proteger a população e evitar a ocorrência de casos e óbitos. “A melhor medida de prevenção é a vacina, que está disponível de forma gratuita em todas as unidades de saúde e nos vacimóveis”, destaca.
De acordo com os dados da Vigilância Epidemiológica Estadual, a cobertura vacinal contra a febre amarela em Minas Gerais, foi de 84,91% em 2025 e chegou 87,50% em 2026. Apesar do aumento, o índice permanece abaixo da meta estipulada pelo Ministério da Saúde, que é de 95%.
Prevenção
Além da imunização, é importante adotar medidas de proteção contra a picada de mosquitos, como o uso de repelentes, roupas de manga longa, calças compridas e calçados fechados, principalmente durante atividades ao ar livre.
Outra medida essencial é a notificação imediata e investigação de casos humanos suspeitos e de primatas não humanos encontrados mortos ou doentes, considerando seu papel como sentinelas da circulação viral.
“A vacina está disponível pelo SUS, é eficaz e segura. Nosso grande objetivo é de alcançar a meta de cobertura para evitar casos em humanos no nosso estado. Portanto, procure a vacina em seu município e garanta a sua proteção”, ressalta Prosdocimi.
Quem pode se vacinar?
O estado de Minas Gerais em sua totalidade é Área com Recomendação de Vacina (ACRV) contra Febre Amarela desde 2008 e a vacina é indicada conforme recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI), seguindo os seguintes critérios:
– Crianças, ao completarem 9 meses de vida, devem receber uma dose;
– Crianças, ao completarem 4 anos de idade, devem receber uma dose de reforço;
– Pessoas de 5 a 59 anos de idade, não vacinadas ou sem comprovante de vacinação, devem receber uma dose;
– Pessoas que receberam apenas uma dose da vacina antes de completarem 5 anos de idade devem receber uma dose de reforço.
– Pessoas com 60 anos e mais, o serviço de saúde deverá avaliar a pertinência da vacinação
– Viajantes internacionais e viajantes não vacinados que se deslocarão para áreas com evidência de circulação do vírus febre amarela (em humanos ou epizootias). A recomendação é que seja administrada uma dose da vacina com pelo menos com 10 dias de antecedência da viagem
por uberlandiahoje | out 16, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Em época de eleição, para ganhar, tem candidato que já fez o diabo, outros no exterior prometem dar U$5.000,00 para quem
votar em candidatos do seu partido e aqui são tantas as benesses de última hora e sem estudos das consequências monetárias que vamos estourar qualquer orçamento, e nossos bolsos!!!
por uberlandiahoje | out 16, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Em época de eleição, para ganhar, tem candidato que já fez o diabo, outros no exterior prometem dar U$5.000,00 para quem
votar em candidatos do seu partido