Paura!

Tania Tavares – Professora – SP

O presidente Lula diz não quer participar dos debates para não “ouvir bobagens”, ou será para não responder perguntas embaraçosas: dívida Pública de R$10 trilhões; propaganda eleitoral com gastos de R$ 255,3 milhões e outros gastos institucionais em ano eleitoral. As inseguranças da população sendo mortas ao usar seu celular nas ruas, correligionários envolvidos com o caso do banco MASTER, viagens, Lulinha, Correios, etc…

A arte da guerra no cotidiano mundial

A Arte da Guerra não ensina apenas a vencer inimigos, ensina a controlar sistemas. No mundo atual, essa lógica tornou-se regra. A guerra já não se anuncia; ela se impõe. Está entranhada na economia, no funcionamento do sistema político e na organização social, operando de forma contínua, silenciosa e calculada.

A revolução tecnológica não libertou, refinou o domínio. O mundo cibernético transformou a informação em arma, a economia em campo de batalha permanente e a política em engenharia de manipulação. Vencer sem lutar, princípio central de Sun Tzu, tornou-se prática cotidiana: desestabilizar sociedades, dividir pessoas, controlar narrativas e governar pelo medo é hoje estratégia de poder.

Vejo um sistema político que não governa, administra conflitos. Alimenta crises para justificar controle, normaliza desigualdades e converte cidadãos em números, dados e estatísticas. A guerra moderna não mata apenas corpos; corrói valores, silencia consciências e condiciona pensamentos. O preço do alimento, o desemprego, a insegurança e a desesperança são armas tão eficazes quanto qualquer exército.

Acredito que a verdadeira revolução é romper com essa lógica de guerra permanente. Pensar tornou-se subversivo. Questionar virou ameaça. Manter autonomia intelectual é um ato político radical. Como ensina a Arte da Guerra, a maior vitória não é destruir o inimigo, mas desmontar o sistema que o sustenta antes que ele destrua a própria sociedade.

Diógenes Pereira da Silva
Tenente do Quadro de Oficiais da PMMG

ODELMO, UM LEÃO

Gustavo Hoffay – Agente Social

O que dizer de homens como Odelmo Leão Carneiro, baluarte e estrategista de escol na política mineira, tal e qual outros que já trabalharam por Uberlândia e seguem dispensando demagogias; avesso a programas mirabolantes, extravagancias, fórmulas mágicas e artimanhas ilusionistas enquanto ocupando cargos públicos da mais alta relevância? Nos poderes Executivo e Legislativo Odelmo sempre foi um incentivador dos setores de economia e com foco em atividades agropecuárias, de modo a deixar incompatíveis com os seus cargos quaisquer ameaças, atropelos, calotes, sustos e percalços. Em Uberlândia criou e disciplinou uma educação forte de base, favorecendo milhares de crianças e fomentando a prevenção ao uso de drogas, motivou professores com salários decentes, fez que a juventude uberlandense redescobrisse a alegria do lazer saudável, dos esportes, da política estudantil voltada para a construção de valores e ideais; exigiu e implantou um sistema de saúde mais condizente às necessidades populares, fez capacitar profissionais daquela área e de forma a irmanarem-se ao ideal de solidariedade e humanismo; diminuiu a burocracia na administração municipal (melhores e mais ágeis serviços de modo a aprimorar a esfera pública do cotidiano dos munícipes); carregou no coração a certeza de trabalhar prestando contas dos compromissos assumidos e não se aproximando dos eleitores apenas nos períodos eleitorais. Odelmo deixava sempre a impressão de mostrar-se compromissado com o ideal coletivo, menos sujeito a pressões, menos aferrado às ideias do utilitarismo monetarista e mais plural na forma de contemplar as demandas sociais, na capacidade de entender as dimensões e problemas de cada região de Uberlândia. A ordem, o respeito, a autoridade, a disciplina e o zelo pelas coisas públicas passava-nos a impressão de que sempre estiveram intrínsecos em seu modo simples de administrar. Odelmo enfrentou situações com disposição e sabedoria, jogou aberto, não tergiversou, assumiu o sentido de autoridade, fez cumprir a razão, exerceu com altanaria as suas altas funções públicas, sempre colocou o ideal da coletividade acima dos interesses personalistas de grupos e pessoas e o que, imagino, não lhe foi nada fácil em uma sociedade acentuadamente corporativista. Odelmo, o Leão, creio que não fechava posições com expectativas e demandas setorizadas, ao ponto de provocar um reducionismo no ideário social e que acabava inviabilizando políticas diversas. Nosso ex-prefeito, ex-deputado e ex-secretário da Agricultura do estado de Minas – entre outras nobres funções exercidas, fez da política uma missão e dentro da qual, não raras vezes com sacrifício, submeteu-se a passar décadas servindo ao povo. Cidadão de espírito moral elevado como a modéstia, a humildade, o senso de justiça, a fidelidade a princípios, a tolerância e a coragem de ser honesto e autêntico no ambiente político ( constantemente sujeito a pressões e contrapressões), Odelmo foi homem de palavra, coerente e com marca registrada no cartório do caráter. Ele foi o que foi. Não se agarrou ao populismo e evitou o afastamento das redes sociais; elegeu com ele a retidão como inspiração de vida; deixou-se embalar na utopia de transformação e, sobretudo, na crença de que qualquer avanço no caminho do progresso só é possível pela via da efetiva incorporação do povo no processo de controle e decisão das ações públicas. Valeu, Odelmo!

Odelmo Leão: o homem que fez da vida pública uma missão

A única certeza que acompanha todos os seres humanos é que, um dia, a vida chega ao fim. Diante da morte, desaparecem as diferenças, os cargos e os títulos. O que permanece é o legado construído, os exemplos deixados e a lembrança que continuará viva na memória das pessoas.

A morte de Odelmo Leão representa uma das maiores perdas para a história política de Uberlândia e de toda a nossa região. Durante décadas, ele fez da vida pública uma verdadeira missão, dedicando seu talento, sua experiência e sua capacidade de trabalho ao desenvolvimento do município e ao bem-estar da população. Sua trajetória ultrapassou mandatos e gerações, tornando-se parte da própria história de Uberlândia.

Há cerca de dez anos, logo após sua eleição para a Prefeitura de Uberlândia, tive a honra de conversar com Odelmo Leão. Naquele encontro, falei sobre minha atuação como presidente do Conselho Comunitário de Desenvolvimento Rural da Tenda do Moreno. Em vez de um conselho político, ele me fez uma pergunta simples, mas profundamente marcante:

“Você gosta de ser voluntário na arte de ajudar as pessoas sem querer nada em troca?”

Essa frase nunca saiu da minha memória. Ela passou a orientar minha caminhada e fortaleceu ainda mais meu compromisso com o serviço voluntário. Hoje, ao chegar ao quarto mandato como presidente da entidade, percebo o quanto aquelas palavras influenciaram minha forma de servir à comunidade.

Odelmo Leão sempre teve um olhar sensível para o produtor rural. Conhecia de perto as dificuldades enfrentadas por quem vive no campo e compreendia a importância da agricultura familiar para o desenvolvimento econômico e social do município. Por isso, apoiou os Conselhos Comunitários de Desenvolvimento Rural, fortaleceu políticas voltadas ao pequeno produtor e criou condições para que inúmeras famílias pudessem produzir com mais dignidade, segurança e esperança.

Os homens públicos passam. As obras permanecem. Os exemplos inspiram. A história, por sua vez, faz justiça àqueles que dedicam suas vidas ao bem comum.

Uberlândia se despede de um de seus maiores líderes. A política perde um homem experiente e conciliador; o campo perde um grande parceiro; e a população perde alguém que ajudou a construir uma cidade mais forte, mais próspera e mais humana.

Neste momento de dor, manifesto minha solidariedade à deputada Ana Paula Leão, aos familiares, amigos e a todos que tiveram o privilégio de conviver com Odelmo Leão. Que Deus conforte seus corações e o receba em Sua infinita misericórdia.

O tempo encerrará sua presença física, mas jamais apagará seu legado. O nome de Odelmo Leão permanecerá gravado na história de Uberlândia e na memória de todos aqueles que acreditam que a boa política é aquela exercida com responsabilidade, diálogo e compromisso com as pessoas.

Diógenes Pereira da Silva
Presidente do Conselho Comunitário de Desenvolvimento Rural da Tenda do Moreno e Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).

JURADOS!!!

Tania Tavares – Professora – SP

unca vamos defender bandidos, mas o assassinato em Paraisópolis não se justifica. Como PMs querem que a população os respeite como alguém que nos protege, se eles agem como se não houvesse treinamento para a abordagem? Com estes atos eles só nos causam pânico. E o jurados que absolveram os PMs estão corretos? A quem recorrer? Cruzes!!!