Taxar super ricos

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – ECONOMISTA RS

Os grandes empresários brasileiros, suponho, já pagam bastante imposto. Tem muitas exceções e a mídia divulga sempre que ocorre um escândalo de altas proporções. Tirando o empresariado hoje as grandes fortunas são de membros do legislativo , do judiciário e ex -presidentes, governadores e prefeitos. Sob uma capa de impunidade fazem o que querem com o dinheiro público criando sempre as melhores situações em proveito próprio. Então fica difícil de acreditar que venham a fazer algo, taxar super ricos , nesse sentido .De verdade , há somente muita hipocrisia.

Prefeitura recebe mais de 80 estagiários do programa JuventUdi

Prefeito Paulo Sérgio participou do evento com os jovens que prestarão serviços ao Município por meio do programa de estágio remunerado

Valter de Paula – Secretaria de Comunicação/PMU

Um momento inédito e voltado para a juventude aconteceu na Prefeitura de Uberlândia, nesta segunda-feira (1º), quando a administração municipal recebeu 85 participantes do programa de estágio remunerado JuventUdi. A cerimônia para a integração dos estagiários ao serviço público contou com a presença do prefeito Paulo Sérgio e foi realizada no auditório do Centro Administrativo Municipal. Os selecionados atuarão em 25 secretarias e autarquias municipais, com destaque para áreas como Trânsito e Transportes, Gestão Ambiental e Sustentabilidade, Educação e Cultura e Turismo.

Para o prefeito Paulo Sérgio, o programa JuventUdi representa uma nova fase e um novo perfil para a administração pública municipal, configurando como uma ação estratégica para estimular o protagonismo juvenil e fortalecer a formação profissional. “Receber esses jovens reforça o nosso compromisso em promover a educação e incentivar a inserção no mercado de trabalho. Trata-se de um investimento no futuro da administração municipal e da cidade”, disse o prefeito.

“É uma responsabilidade para a Prefeitura de Uberlândia iniciar o processo de formação dessas pessoas que já constroem a nossa cidade. Esperamos contribuir com uma formação cidadã para termos, em futuro próximo, novos empresários, profissionais de sucesso e, até mesmo, servidores municipais de carreira”, ressaltou o secretário municipal da Juventude, Thaynan Salviano.

Ao todo, 2.893 jovens disputaram as vagas do JuventUdi e participaram de um processo seletivo que contou com entrevistas e outras dinâmicas. Os inscritos são vinculados a mais de 10 instituições de ensino e a diversos cursos, evidenciando o caráter plural e abrangente da iniciativa. A maior quantidade de interessados é proveniente dos cursos de Direito, Psicologia e Enfermagem, concentrando quase 25% das inscrições. Entre as instituições e quantidade de inscritos, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) foi a principal participante com 1.001 interessados, seguida pela Esamc, Faculdade Anhanguera e Unitri.

Quanto ao perfil predominante dos participantes, os jovens com idade entre 18 e 25 anos, representaram 76% do total de inscritos (2.199 candidatos). O programa também promove ações de acessibilidade e inclusão. Nesta edição, 1,62% dos candidatos (47 estudantes) declararam algum tipo de deficiência — sendo a neurológica (34%) a mais recorrente, seguida por física (21,3%) e visual (14,9%).

A universitária Sofia Sardelli, do curso de Design, da UFU, foi selecionada e irá compor o quadro da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. “É uma grande oportunidade, pois o estágio é muito importante para a nossa formação. A Prefeitura está abrindo portas para a nossa inserção no mercado de trabalho e também para agirmos em prol de Uberlândia”, ressaltou.

Estudante do curso de Sistema de Informação, da Uniessa, Louryel Henrique Nogueira Alves, procurava há tempos por uma oportunidade de estágio e, agora, vai atuar na Secretaria Municipal de Administração. “Estou muito feliz em conseguir esse estágio na Prefeitura de Uberlândia e unir a teoria que aprendi na faculdade com a prática do dia a dia”, destacou.

“Uma nova fase está começando pra mim e representa uma grande oportunidade para aprimorar os conhecimentos aprendidos no curso. Eu também vou conhecer mais pessoas já inseridas na área e unir a prática com a teoria”, enfatizou a estudante do curso de Agronomia, da UFU, Tamires Gomes Viana Rezende, selecionada para a Secretaria Municipal de Gestão Ambiental e Sustentabilidade.

Denúncia de infração político-administrativa, de iniciativa popular, contra o vereador Edinho Combate ao Câncer (PMB), é arquivada

Denúncia de infração político-administrativa, de iniciativa popular, contra o vereador Edinho Combate ao Câncer (PMB), é arquivada

Discussão Única

01.Denúncia N°. 6/2025 – de iniciativa popular – denúncia de infração político-administrativa em face do vereador Edinho Combate ao Câncer (PMB). A denúncia deve ser aprovada ou rejeitada por votação simbólica. Maioria simples.

A denúncia, em desfavor do vereador Edson Carvalho Ferreira, conhecido por Edinho Combate ao Câncer, de autoria dos advogados Igor de Oliveira, Márcio José Tricotti Júnior, Fernando Henrique Alves Zamboni e Maria Eduarda Lima Borges, protocolada no dia 26 de novembro, tem por objetivo a abertura do processo de cassação de mandato.

O motivo da denúncia é a confusão ocorrida na madrugada do dia 21 de novembro envolvendo o denunciado. O fato, registrado em uma loja de conveniência da cidade, aponta que na ocasião o vereador apresentava sinais evidentes de embriaguez a ponto de recusar a se identificar para os policiais, além de proferir ofensas aos agentes acionados para conter o vereador.

Diz que ele foi preso em flagrante por desacato e resistência à ordem de prisão. Diante disso, a denúncia aponta que o denunciado estaria incurso nas infrações político-administrativas dos incisos I e III do Artigo 7° do Decreto-lei N°. 201/67, sobre a qual foi então emitido o Parecer N°. 040/2025 pela Procuradoria da Câmara Municipal de Uberlândia que assim concluiu:

No tocante às alegações de prisão em flagrante, desacato e abuso de autoridade, a denúncia mostra-se plausível e amolda-se, ao menos em tese, à descrição do Artigo 7°, III, do Decreto-lei N° 201/67.

Pronunciamentos

Para o vereador Adriano Zago (AVANTE), é preciso mais critério na apuração dessas denúncias apresentadas pela iniciativa popular. “Isso virou um deboche. Isso virou uma brincadeira com aqueles que foram legitimados pelo voto popular”, afirma. Para ele, ninguém quer passar a mão na cabeça de vereador que comete qualquer tipo de infração.

Zago diz ser preciso mais responsabilidade e defende a apuração dos fatos como eles precisam ser apurados. “A denúncia foi feita de forma errada. Duas em uma só sem a apresentação de provas, apenas um Boletim de Ocorrência (BO)”, ressalta. Ele reitera ser suspeito responsabilizar o colega porque caso houvessem provas, a denúncia iria direto para o Conselho de Ética.

“O decreto mencionado (Decreto-lei N°. 201/67) fala apenas em cassação, não fala em censura, não fala em suspensão, não fala em advertência. De acordo com o decreto você cassa ou não cassa”, lembra o vereador. Ele reitera que a discussão é sobre a forma, não sobre o mérito da questão. E que estando errada a forma, uma denúncia inviabiliza a outra.

O vereador Dr. Igino (PT) diz que não pode jamais cassar o mandato de um parlamentar porque ouviu falar sobre a sua conduta. “Não contem comigo para votar a favor de uma denúncia sem provas”, afirma. Ele acrescenta que maus suplentes são capazes de movimentar tudo e todos para assumir o cargo sem o devido motivo. “Estou com o Edinho porque sei da seriedade do colega”, finaliza.

A denúncia foi arquivada por votação simbólica.

Maioria simples.

Em tempo: a próxima reunião plenária ordinária do mês, somente presencial, a segunda reunião plenária ordinária do décimo primeiro período da primeira sessão ordinária, deverá ser realizada amanhã, terça-feira, dia 02 de dezembro, em horário regimental, com início provável às 9 horas, no Plenário Homero Santos da Câmara Municipal de Uberlândia.

Um triste e real Brasil!

Marília Alves Cunha – Educadora e escritora

“O mal do malandro é achar que todo mundo é otário!”

O Brasil, no ocaso da democracia, assiste com tristeza mais alguns capítulos de uma longa história. Uma história de corrupção que, parece, entranhou-se de tal maneira no ser e estar do nosso país, como uma praga que insiste em estabelecer-se, resistindo a todos os remédios que lhe são administrados. E a impunidade que também assola este país, podemos assegurar, é o mais eficiente fertilizante que faz a corrupção florescer e dar preciosos frutos.

Entramos num círculo vicioso de miséria moral, intelectual e social como nunca antes aconteceu. Somos um país cheio de riquezas, habitado por um povo cada vez mais pobre e despreparado. Infelizmente, o ambiente é perfeito para que se instale um regime autoritário que acabará levando o restinho da única coisa que sobrevive, como muito esforço do povo: a liberdade. E esta riqueza, depois de perdida, dificilmente poderá ser reconstituída.

O caso do Banco Master e do INSS são típicos de um país que já deixou para trás a sua moralidade, a sua soberania, o exemplo de país onde a lei era igual para todos e a justiça confiável, na sua integridade e isenção. Faz-se aquele barulhão (nas redes sociais é claro) com a descoberta diária de inúmeros meios de pilhar, roubar apoderar-se do bem público e privado. A mídia tradicional esmera-se em tratar os assuntos com a maior delicadeza, deixando que as notícias não cheguem tão fortes e estrondosas ao grande público. Principalmente quando a coisa começa a chegar muito perto dos políticos, apadrinhados e das grandes autoridades. Espera-se que os clamores pela justiça, a indignação e o sentimento de revolta daqueles que ainda se importam e querem um Brasil melhor, se arrefeçam e se calem diante de tanta barbaridade. É inacreditável o que vem acontecendo neste nosso Brasil. Não há boas notícias. Se alguém souber de alguma coisa boa que esteja sendo feita sem a interferência dos inconvenientes, avise a todos para que haja uma réstia de esperança no nosso coração.

E enquanto o país é destroçado diuturnamente, esmagado pela ânsia de poder, pela ambição desmedida, pela falta de interesse ou interesses escusos pela coisa pública, pela indiferença de muitos que poderiam estar fazendo a diferença, pela vaidade e orgulho, pelo egoísmo, pelo insano desejo de transpor qualquer obstáculo para impor suas vontades, o que faz o nosso Presidente?

Primeiro critica a classe média, dizendo que esta ostenta demais. Como se não pudesse esta classe que sustenta este país, como muito trabalho e pagando muito imposto, ter por exemplo duas televisões ou comprar blusinhas na Shein. Como se não pudesse a classe média, ter uma casa para alugar. Como não pudesse a classe média ousar sonhar, amealhando economias para viver um futuro melhor. E o nosso Presidente, não satisfeito em criticar a classe média, volta agora a sua metralhadora para os pobres. Pobre não deve consumir, pobre deve viver de vento, trabalhar mais e mais para viver cada vez mais miseravelmente. Tudo isto para, simplesmente, evitar que os ricos fiquem cada vez mais ricos. Disse com todas as letras: se o pobre consumir mais, o rico vai ficar mais rico…Quanta idiotice, meu Deus!

Sinceramente, que inveja daqueles países onde o povo é estimulado ao progresso, a ganhar mais, a adquirir as coisas que lhe são necessárias para viver melhor, para crescer. Inveja das grandes democracias onde há liberdade econômica, onde as pessoas pagam impostos com a certeza que tudo retornará ao povo em forma de benefícios e melhor qualidade de vida, onde a educação não é uma mentira, onde não se estimula a mediocridade e o viver de assistencialismo, sem sonhos ou vontade de progresso. Que inveja!

Messias não

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

Cristãos acreditam que Jesus é o Messias. Lula também, mas Lula não é Jesus nem nenhuma divindade. Só seus fãs acham. Fazer o que? Porque Messias não? Não é juiz. Não parece ter notório saber jurídico tem seu valor. Passou num concurso para Advogado da União, tem mestrado e doutorado. Mas repito, não é juiz. E é amigo do Lula que prometeu, mas mentiu que não nomearia amigos. E o mais grave: foi sancionado pelo governo americano. Algo de grave cometeu. Só por essa ocorrência deveria, por decência e zelar pelo próprio nome, renunciar à indicação. É melhor para ele, para o STF e para o país. Recado dado.