Minas consolida transformação dos serviços de trânsito em 2025, com 93% de digitalização e 150 mil transferências on-line

Com acesso facilitado e menos deslocamentos para o cidadão, serviços realizados pelos canais digitais passaram de 28% para 50%

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), ampliou a transformação digital dos serviços de trânsito em 2025.

GOV. MG

O índice de digitalização das etapas dos serviços de habilitação, veículos e infrações saltou de 45%, em 2023, para 93% neste ano, permitindo que processos antes burocráticos se tornassem rápidos e acessíveis.

Essa mudança impactou diretamente a vida do cidadão, que passou a resolver demandas de forma mais simples, sem deslocamentos e com mais segurança devido às melhorias proporcionadas pela modernização. Isso resultou em um aumento de 28% para 50% do volume de serviços da Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito (CET-MG) realizados pelos canais digitais.

“O avanço da digitalização representa um marco para o trânsito em Minas Gerais. Hoje, o cidadão tem à disposição serviços mais ágeis, modernos e acessíveis, com processos totalmente integrados e seguros. A transformação digital nos permitiu deixar para trás modelos burocráticos e aproximar ainda mais o Estado das pessoas. Construímos um órgão de trânsito que conversa com o futuro, de forma mais simples e mais eficiente”, afirma o chefe de Trânsito de Minas Gerais, Lucas Vilas Boas.

Entre os destaques está a adoção de agendamento on-line, integração com a plataforma gov.br e migração completa dos principais procedimentos para o ambiente digital. Somente neste ano, 45 etapas de serviços foram digitalizadas, e mais dez serão concluídas até 31/12.

Mais digital, ágil e eficiente

Na área de veículos, a transferência digital de propriedade, que está presente em 100% dos municípios e disponível também para quem tem o documento físico, já soma mais de 150 mil processos concluídos, reduzindo etapas presenciais e garantindo maior rastreabilidade.

A expansão das ofertas dos serviços de trânsito para as Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) também ampliou o acesso da população.

Ao todo, quase 500 leilões eletrônicos foram realizados, com 49,8 mil veículos leiloados. Esses leilões ampliaram a arrecadação de R$ 154 milhões em 2024 para mais de R$179 milhões em 2025. Além disso, mais de 5 mil pessoas jurídicas entre Empresas Credenciadas de Vistoria (ECV), estampadoras de placas, pátios, entre outras, são credenciadas para prestar serviços.

Já em relação aos serviços de habilitação, foram feitos mais de 1,4 milhão de exames de aptidão física e mental. Com a ampliação da prova teórica eletrônica, foram mais de 475 mil exames de legislação. Os exames práticos chegaram a 779 mil.

Atualmente, mais de 3 mil empresas prestam serviços relacionados a habilitação, entre Centro de Formação de Condutores (CFC), motopistas e clínicas médicas e psicológicas.

Na área de infrações, a triagem e a automação digital diminuíram de 30 para apenas dois dias o tempo de tramitação de processos. Mais de 35 mil defesas e recursos foram recebidos por meio do site de Trânsito em 2025. O processo da autuação de trânsito foi modernizado em 650 municípios, por meio do sistema Autua, eliminando o uso do papel.

Ainda para este ano, estão previstas as digitalizações da baixa de impedimento administrativo de veículo, solicitação de segunda via do Certificado de Registro de Veículo (CRV), alterações de dados e características em veículos, entre outros.

Educação para o trânsito

Ao longo de 2025, também foram intensificadas as ações educativas voltadas à redução de acidentes e à promoção de comportamentos mais seguros nas vias. Foram 85 atividades, que envolveram mais de 30 mil pessoas em campanhas temáticas. As campanhas digitais ampliaram o alcance das mensagens de prevenção.

Nesta terça-feira (23/12) foi publicada a lei que cria o Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG), com status de autarquia vinculada à Seplag-MG, com objetivo de dar continuidade às ações voltadas para a modernização e contínua eficiência aos serviços de trânsito oferecidos pelo Governo de Minas.

Governo de Minas amplia lista e chega a 945 atividades de baixo risco sem exigência de alvará

Medida simplifica ainda mais o processo de abertura de empresas no estado; atividades como comércio varejista de café e criação de bovinos para corte estão entre as contempladas

GOV. MG

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), e em parceria com a Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg), publicou, nesta terça-feira (23/12), normativo que amplia para 945 o número de atividades econômicas classificadas como de baixo risco dispensadas de alvará no estado.
A medida, aprovada durante a 18ª reunião do Comitê Gestor da Redesim-MG, realizada no início deste mês na sede da Jucemg, em Belo Horizonte, está prevista na Resolução GCSIM nº 5 e reforça a agilidade e a desburocratização do processo de abertura de empresas em Minas Gerais.
A ampliação decorre das atualizações regulatórias feitas pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e pela Vigilância Sanitária, vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), que aprimoraram e adequaram as legislações vigentes.
Atualmente, 72% das empresas registradas no estado atuam em atividades enquadradas como de baixo risco. Entre as atividades dispensadas de alvará estão a fabricação de vinhos, cervejas e chopes, o comércio varejista de café torrado, moído e solúvel e a criação de bovinos para corte.
Na avaliação da secretária de Estado de Desenvolvimento, Mila Corrêa da Costa, a medida representa mais um passo decisivo na estratégia do Governo de Minas de simplificar e tornar mais eficiente o ambiente de negócios do estado.
“Ao reduzir burocracias e facilitar a vida de quem quer empreender, reforçamos nosso compromisso com a geração de emprego, renda e desenvolvimento em Minas”, destaca Mila.
Avanços recentes na simplificação
Minas Gerais ampliou significativamente o conjunto de atividades consideradas de baixo risco. Em abril deste ano, a dispensa de alvarás para 185 novas atividades permitiu que o estado saltasse de 730 para 915 atividades econômicas livres, favorecendo a geração de emprego e renda.
O instrumento é regulamentado pelo Novo Decreto de Liberdade Econômica, medida que atualizou as diretrizes administrativas relacionadas à liberdade econômica. O conjunto de normativos demonstra o compromisso contínuo do Governo de Minas com a promoção de um ambiente regulatório mais eficiente, previsível e favorável ao empreendedorismo.

Governo de Minas realiza Operação Dominus de combate ao crime organizado em Belo Horizonte

Forças de Segurança, em ação integrada e de inteligência, cumpriram mandados de prisão e busca e apreensão na capital mineira, além de ações para neutralizar facções criminosas em presídios

GOV. MG

O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, apresentou o balanço parcial das ações realizadas na Operação Dominus, deflagrada pelo Governo de Minas na manhã desta terça-feira (23/12), em Belo Horizonte e em unidades prisionais do estado.

Ao lado do secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Rogério Greco, do comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), coronel Carlos Frederico Otoni Garcia, da chefe da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), delegada-geral Letícia Gamboge, e do diretor-geral do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), Leonardo Badaró, Simões explicou o objetivo da operação, de desarticular grupos criminosos locais, com foco de atuação no Aglomerado da Serra, na região Centro-Sul da capital mineira, e em presídios.

Além do cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão, a operação também visa a ocupação de áreas estratégicas pelas Forças de Segurança.

“Sabemos que três das grandes organizações criminosas brasileiras estão presentes em Minas Gerais, tentando se estabelecer de forma organizada como já fazem em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia. Nós não vamos permitir que isso aconteça”, afirmou Mateus Simões.

“Nós tomamos a decisão de não permitir que a Serra seja ocupada de nenhuma forma pelas organizações criminosas que estão tentando se instalar em Belo Horizonte. As forças policiais chegaram e não sairão até que a gente tenha certeza absoluta de que qualquer tentativa de instalação dessas organizações criminosas esteja frustrada. O crime organizado não tomará conta do território do maior aglomerado da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH)”, complementou o vice-governador de Minas.

De acordo com a Polícia Civil, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária no contexto da operação. Como resultado das ações desencadeadas, até o momento, foram presas dez pessoas, sendo duas em razão do cumprimento dos mandados; outras duas em flagrante pela PCMG pelo crime de tráfico de drogas; e seis presas em flagrante delito pela Polícia Militar, além de três menores apreendidos.

Investigação e inteligência

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o homicídio de Júlio César Ferreira Peixoto, de 33 anos, vulgo “Grande”, ocorrido no sábado (20/12), na Avenida Carandaí, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A vítima já era investigada por envolvimento com o tráfico de drogas.

Desde a data do crime, a PCMG, em conjunto com os setores de inteligência das Forças de Segurança de Minas, trabalha para identificar autoria e motivação do crime, que pode estar vinculado a uma disputa entre facções criminosas que atuam no tráfico de drogas. Uma carta manuscrita, encontrada no veículo da vítima, já é objeto de análise e perícia.

A Operação Dominus foi deflagrada nesse contexto, empenhando um efetivo de 120 policiais civis, 25 viaturas, além do apoio aéreo de duas aeronaves.

A PMMG empregou na operação um total de 220 policiais militares dos Comandos de Policiamento da Capital (CPC), de Missões Especiais (CME), de Policiamento Especializado (CPE) e de Aviação do Estado (Comave), além de cerca de 40 viaturas. Além das prisões em flagrantes delitos, a Polícia Militar apreendeu duas armas de fogo calibre 38 e munições do mesmo calibre, 1.076 pinos de cocaína, duas barras e 243 buchas de maconha, 41 frascos de lança perfume, 36 pedras de crack, dois rádios comunicadores e R$ 655 em dinheiro. Foram recuperados um veículo HRV e uma motocicleta XRE e outros sete veículos foram removidos por infrações de trânsito.

Sistema Prisional

Já a inteligência penitenciária identificou a existência de grupos criminosos locais que, embora não formalmente vinculados às grandes facções, apresentam elevado potencial de cooptação, alinhamento ideológico e futura adesão às bandeiras das principais organizações criminosas em atuação no Estado. Tais grupos, quando não neutralizados de forma preventiva, tendem a funcionar como vetores de expansão e fortalecimento do crime organizado.

As ações da Polícia Penal, realizadas em 23 presídios e penitenciárias, envolveram 1.980 agentes e 19 drones de monitoramento. Entre as medidas estão buscas em celas, apreensão de materiais ilícitos e transferências estratégicas de presos para enfraquecer estruturas criminosas. Essas unidades prisionais abrigam mais de 17 mil detentos.

“A operação Dominus é bem significativa para o estado de Minas Gerais, a começar pelo nome Dominus para mostrar para esses criminosos que quem domina o território, dentro e fora do sistema prisional, é o Estado. Não existe domínio territorial que não seja exclusivamente do Estado”, observou o secretário Rogério Greco.

“Foi uma ação coordenada pela Sejusp com todas as Forças de Segurança. Foram aproximadamente 2 mil policiais penais atuando, com blitze realizadas unidades prisionais de todas as 19 Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps) de Minas Gerais, de forma simultânea com o que ocorria no Aglomerado da Serra”, detalhou Greco.

Durante a operação nos presídios foram apreendidos 104 aparelhos celulares, três smartwatches, 2,5 quilos de substância análoga a maconha, 1,7 quilo de substância análoga a cocaína, 824 micropontos de substância análoga a K4 e 0,36 quilo de substância análoga a Merla.

Unidades Prisionais alvo de buscas
Ceresp Gameleira;
Complexo Penitenciário Nelson Hungria (CPNH);
Presídio de Santa Luzia;
PPACP Juiz de Fora;
Presídio de Ubá;
Presídio de Araxá;
Presídio de Lavras;
Presídio de Divinópolis;
Presídio de Aimorés;
Presídio de Governador Valadares;
Penitenciária Francisco Floriano de Paula;
Penitenciária Pimenta da Veiga;
Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo;
Presídio Regional de Montes Claros;
Complexo Penitenciário de Ponte Nova;
Presídio de São João Del-Rei;
Presídio de Pirapora;
Presídio de Teófilo Otoni;
Presídio de Nanuque;
Penitenciária Agostinho de Oliveira Junior;
Presídio de Pouso Alegre;
Presídio de Guaranésia / Guaxupé;
Presídio Promotor José Costa.

Tempo de Natal

Ana Maria Coelho Carvalho – Bióloga

É Natal mais uma vez. É tempo de sonhar com um mundo melhor, de agradecer. Tempo de união entre as famílias, de reflexão, de ajudarmos o próximo. Tempo de aprender a amar, a perdoar, a escutar, a entender. De lembrar da mensagem que Cristo nos deixou e que chama os homens ao amor: “amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei”.

E, de acordo com Eduardo Galeano, escritor uruguaio, é preciso mirar os olhos para além da infâmia e sonhar com outro mundo possível. Onde ninguém viverá para trabalhar, mas todos trabalharão para viver. Onde a TV deixará de ser o núcleo mais importante da família, para ser igual a uma máquina qualquer. Onde os cozinheiros não acreditarão que as lagostas gostam de ser servidas vivas. Onde a comida não será um privilégio, mas um direito humano. Onde todos amarão e respeitarão a natureza da qual fazem parte. E onde a educação não será um privilégio de quem pode pagar por ela. O Natal é um bom tempo para pensar sobre isso…

É também tempo de sonhar com um mundo onde todos saibam agradecer a Deus por tudo que Ele nos dá: pelo ar, pelo sol, pelas estrelas, pelo pão, pela paz, pelas crianças, pelas flores. Ou, como na prece de Emmanuel, agradecer pelos ouvidos, que ouvem o tamborilar da chuva no telhado, a melodia do vento nos ramos das árvores, a dor e as lágrimas que escorrem no rosto do mundo inteiro, a música do povo que desce do morro. Agradecer pelas mãos que criam, que semeiam, que agasalham. Mãos de caridade, de solidariedade, mãos que apertam mãos. Mãos de poesia, de cirurgias, de sinfonias, mãos que, numa noite fria, lavam louça numa pia.

Tempo de orar pelas famílias, como na canção do Pe. Zezinho: “que marido e mulher tenham força de amar sem medida; que ninguém vá dormir sem pedir ou sem dar seu perdão; que as crianças aprendam no colo o sentido da vida.” Que exista entre os casais uma nova forma de amar, ou seja, a aproximação de dois inteiros e não a união de duas metades, pois o amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Que cada casal tenha sabedoria para envelhecer juntos, sentindo-se abençoados pelos cabelos grisalhos e por terem os risos e as dores da juventude gravados em rugas na face.

Tempo de refletir sobre o nosso papel aqui na Terra. Entender que podemos ser um oásis de paz no meio das guerras que muitas pessoas vivem. Que podemos ser, hoje, pessoas melhores do que fomos ontem. Entender também que cada um tem seu caminho, sua sorte e seu próprio meio de criar a sua história. E que ao longo desse caminho, como disse Dom Helder Câmara, ” que Jesus nos empreste as suas sandálias, para caminharmos de encontro a Ele; o seu cálice, para quando estivermos sedentos de um mundo melhor e de uma sociedade mais justa; a sua túnica, para que a possamos repartir e dividir com o próximo; o seu perdão, para que, pecado após pecado, possamos sempre voltar ao Pai.”

E, quando estivermos perdidos na nossa caminhada, que possamos nos lembrar da poesia de Fernando Pessoa: “se achar que precisa voltar, volte. Se perceber que precisa seguir, siga. Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue. Se sentir saudades, mate-a. Se perder um amor, não se perca. Se o achar, segure-o. Circunda-se de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada.”

Enfim, é tempo de Natal. Como escreveu Vinícius de Morais, um tempo de falar baixo, pisar leve, ver a noite dormir em silêncio; não há muito o que dizer, talvez um verso de amor ou uma prece.

Feliz aniversário, Menino Jesus! Feliz Natal para todos!

Segurança pública falida

Diógenes Pereira da Silva*

A Crise da Segurança Pública e o Colapso do Estado Brasileiro

As recentes operações policiais no Rio de Janeiro, que resultaram em centenas de mortes, são apenas uma amostra do colapso estrutural da segurança pública no Brasil. O que se vê não é apenas violência, mas a comprovação da incompetência estatal acumulada ao longo de décadas.

Os criminosos não temem a polícia, tampouco a Justiça. Quando o sistema judiciário se mostra leniente, ele se transforma, involuntariamente, no sustentáculo do crime organizado. A ausência de punições exemplares e a morosidade processual criam um ambiente de impunidade que encoraja o banditismo.

Faltam políticas públicas sérias e permanentes voltadas à segurança. A conivência — muitas vezes nascida de decisões equivocadas de autoridades — aliada à benevolência judicial e à fragilidade do sistema prisional, fomenta a expansão das facções e o aumento da violência.

Enquanto o Estado não se reorganizar de forma ampla, com um Legislativo que produza leis severas e eficazes, um Judiciário comprometido em fazer cumprir as penas e um sistema penitenciário que mantenha os criminosos afastados das ruas, não haverá solução. Uma polícia bem treinada, equipada e valorizada é essencial, mas não pode atuar sozinha diante de uma estrutura legal e institucional falida.

Enquanto o Estado se mostra desorganizado, o crime se organiza. Essa é a dura realidade de um país que, por omissão e incoerência, falha em oferecer ao cidadão de bem o mínimo: segurança e justiça. É uma verdade que incomoda — mas que precisa ser dita, doa a quem doer.

*Diógenes Pereira da Silva
Tenente QOR – PMMG