Cemig apresenta primeira plataforma de inteligência artificial dedicada ao setor elétrico na América Latina

Presidente da empresa revelou a EnergyGPT, que promete se tornar um dos pilares da digitalização da rede elétrica

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) lançou o EnergyGPT, primeira plataforma de inteligência artificial da América Latina dedicada ao setor elétrico, durante participação no South by Southwest (SXSW) 2026, maior festival de inovação do mundo.

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É a primeira vez que a companhia participa do evento, que está sendo realizado na cidade de Austin, nos Estados Unidos da América (EUA), e o anúncio do EnergyGPT reforça a posição de Minas Gerais como polo avançado da transição energética. A expectativa é que a plataforma se torne um dos pilares da digitalização da rede elétrica operada pela empresa.

Desenvolvido com investimento de R$ 26 milhões, o sistema passa agora por validação em operação real e já integra rotinas de mais de 200 profissionais. A plataforma utiliza modelos de linguagem treinados em base regulatória da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), normas técnicas e documentação setorial, além de uma ferramenta que permite a criação de agentes personalizados para diferentes fluxos de trabalho.

Ao participar de um painel que discutiu tendências globais do setor, o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho, destacou o momento atual, em que dados e inteligência artificial passam a ter papel central na área. “A nova fronteira da energia é estratégica. Quem dominar redes digitais e inteligência energética vai liderar o crescimento econômico nas próximas décadas”, afirmou.

A Cemig também apresenta outras iniciativas que vem desenvolvendo em Minas Gerais durante os sete dias de SXSW, que termina na quarta-feira (18/3). São os casos da microrrede de Serra da Saudade, primeira do país com modelo que permite dupla alimentação elétrica, ampliando a resiliência do sistema, em operação desde janeiro, e o Agrivoltaico, que combina geração solar com produção agrícola e pecuária, criando novas dinâmicas de uso da terra e eficiência hídrica.

Juntos, esses e outros projetos representam cerca de R$ 1 bilhão investidos pela empresa em inovação e pesquisa aplicada.

Transformação

A dimensão do sistema operado pela Cemig ajuda a explicar o peso das soluções apresentadas no SXSW. A companhia atende mais de 9,5 milhões de clientes em 774 municípios e administra uma rede de aproximadamente 550 mil quilômetros (extensão equivalente a 14 voltas ao redor do planeta).

Minas Gerais possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com cerca de 98% de fontes renováveis, e lidera a geração distribuída no Brasil. Entre 2018 e 2025, a potência instalada em geração distribuída no estado saltou de 153 megawatts (MW) para 5,17 gigawatts (GW).

Para acompanhar essa transformação, a Cemig conduz o maior ciclo de investimentos de sua história. Entre 2019 e 2030, a previsão é aplicar cerca de R$ 70 bilhões, dos quais 68% destinados à modernização e expansão da rede de distribuição, incluindo a instalação de 1,48 milhão de medidores inteligentes e a construção de novas subestações.

DER-MG aposta na desapropriação digital e inaugura nova era na gestão fundiária de obras rodoviárias

Projeto-piloto foi realizado em área de alta complexidade territorial

A inovação tecnológica tem transformado a forma como o poder público planeja e executa obras de infraestrutura em Minas Gerais. Um projeto-piloto conduzido pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) introduz um modelo de desapropriação digital baseado na integração entre as plataformas BIM (Building Information Modeling) e GIS (Geographic Information System).

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Considerada pioneira na engenharia pública mineira, a iniciativa combina modelagem tridimensional de obras com dados territoriais georreferenciados, permitindo maior precisão técnica, transparência administrativa e eficiência na gestão fundiária.

Projeto-piloto em área complexa

O estudo foi aplicado na construção da ponte sobre o Rio Casca, em trecho rodoviário que dá acesso ao município de Santo Antônio do Grama. A área analisada envolve cinco propriedades rurais e apresenta interferência direta com o mineroduto do Sistema Minas-Rio, operado pela Anglo American, fator que ampliou a complexidade técnica e territorial do projeto.
Nesse cenário, a integração BIM-GIS permitiu reunir em um único ambiente digital o modelo tridimensional da obra, a faixa de domínio rodoviária, dados ambientais, informações topográficas e limites fundiários. O resultado é uma leitura mais completa do território, capaz de antecipar interferências e apoiar decisões com maior segurança.

Mais precisão e transparência

Entre os principais ganhos da metodologia está a visualização da obra em três dimensões integrada ao território real, ampliando a compreensão técnica do projeto e de seus impactos. A ferramenta também permite identificar previamente interferências fundiárias e ambientais, contribuindo para decisões mais planejadas.

Outro avanço é a melhoria na comunicação entre áreas técnicas e jurídicas, favorecendo maior alinhamento institucional e maior agilidade nos processos. O modelo também fortalece a transparência nas negociações com proprietários ao apresentar dados precisos e simulações de impacto, reduzindo riscos de litígios, retrabalhos e atrasos.

Na prática, a tecnologia possibilita simular cenários antes do início das intervenções, oferecendo ao gestor público uma visão estratégica mais integrada do território.

Reconhecimento técnico

O estudo foi apresentado em novembro de 2025 no Encontro Nacional de Conservação Rodoviária (Enacor), em sessão técnica dedicada à metodologia BIM, reforçando o reconhecimento da iniciativa no meio especializado.

O trabalho foi desenvolvido pelo Setor de Desapropriação do DER-MG por uma equipe multidisciplinar formada por Arthur Tavares, Claudio Pereira, José Honório Júnior, Lauro Pereira, Marcos Costa e pela engenheira Magna Andrade.

O que é BIM

BIM é uma tecnologia de modelagem que permite criar modelos digitais de construção e integrar informações ao longo de todas as fases do projeto. Como opera em uma base de dados única, qualquer alteração no modelo é automaticamente refletida em todos os elementos, ampliando controle, precisão e eficiência em relação aos métodos tradicionais.

Nova espécie de orquídea é descoberta no Parque Estadual de Grão Mogol

Planta rara é endêmica da região e pode ser classificada como “Em Perigo”, reforçando a importância das pesquisas em Unidades de Conservação

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Uma nova espécie de orquídea foi identificada no Parque Estadual de Grão Mogol, no Norte de Minas Gerais, reforçando o papel das Unidades de Conservação como espaços estratégicos para a produção de conhecimento científico e a preservação da biodiversidade. A descoberta foi destacada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF).
A planta foi identificada pelos pesquisadores Gabriela Cruz-Lustre e João Batista, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A nova espécie recebeu o nome científico de Habenaria adamantina, em referência aos diamantes que marcaram a história do município de Grão Mogol e também ao brilho delicado de suas pequenas estruturas florais.

A orquídea é considerada endêmica da região, ou seja, ocorre apenas naquele território e não existe naturalmente em nenhum outro lugar do mundo. Mesmo sendo encontrada em áreas abertas e próximas a trilhas, a espécie permaneceu desconhecida pela ciência até agora. Com a identificação, o número de espécies do gênero Habenaria registradas no município aumentou de quatro para 12.

A planta ocorre em áreas de campo rupestre, ecossistema característico da Serra do Espinhaço e reconhecido como um dos ambientes mais biodiversos — e também mais ameaçados — do país. No parque, a espécie cresce em solos arenosos e úmidos, geralmente em áreas ensolaradas e próximas a pequenos cursos d’água.

Segundo o gerente de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do IEF, Edmar Monteiro Silva, pesquisas científicas em áreas protegidas dependem de autorização prévia dos órgãos gestores, procedimento fundamental para garantir que os estudos sejam realizados de forma responsável. “A autorização assegura que os trabalhos ocorram sem comprometer os objetivos de conservação das áreas protegidas. Também possibilita que o órgão acompanhe e avalie as atividades, garantindo que estejam alinhadas às normas ambientais e contribuam para a gestão das Unidades de Conservação”, explicou.

Até o momento, os pesquisadores identificaram apenas duas populações da espécie, distribuídas em uma área estimada de 16,9 km². Pelos critérios da International Union for Conservation of Nature (IUCN), a nova orquídea pode ser classificada na categoria Em Perigo (EN).

Entre as principais ameaças estão o pisoteio acidental de visitantes, a erosão do solo e mudanças na vegetação natural. Apesar disso, a pesquisadora Gabriela Cruz-Lustre destaca que o parque já adota medidas importantes de proteção, como o controle do uso público e a orientação para que visitantes permaneçam nas trilhas e não removam material vegetal.

Para a pesquisadora, a descoberta reforça a relevância científica da região e evidencia a necessidade de ampliar iniciativas de pesquisa e conservação da biodiversidade nas Unidades de Conservação.

A identificação da nova espécie também demonstra como áreas protegidas continuam revelando espécies ainda desconhecidas, contribuindo para o avanço do conhecimento sobre a flora brasileira e para o fortalecimento das estratégias de conservação da natureza.

 

Uma questão de consciência

Marília Alves Cunha – Educadora e escritora

“A inumanidade que se causa a um outro, destrói a humanidade em mim.”
Immanuel Kant

Das provações a que tem sido submetido o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro todos têm conhecimento, graças ao poder das redes sociais que, felizmente, ainda têm força neste país. Isto, apesar das inúmeras tentativas de regulação das mesmas por um sistema que anseia impor um pensamento único e dos insistentes lances de censura que vemos, por muitas vezes, agir contra a nossas liberdades. Rasgos de liberdade de expressão, tão cara aos brasileiros e energicamente defendida na Constituição Federal, tem permitido a tomada de consciência com relação a autoritarismo e abuso de poder com que, muitas vezes, tem se defrontado o povo brasileiro. Muitos sentiram na pele o peso disto, perseguidos, exilados, destituídos do direito de agir e até morto, em consequência.

Pelejaram para condenar Bolsonaro por inúmeros crimes que teria cometido, uns até mesmo bizarros, dignos de fazerem parte de uma comédia. Todos foram arquivados pela promotoria federal por insuficiência de provas. Restou o 08/01 e a celeridade em fazer de uma farsa, o motivo de prisão, exilio, sofrimento e até morte de muitos brasileiros.

Por esta trama, o ex-presidente foi condenado a uma pena dosada exageradamente em 27 anos e três meses, em regime fechado, acusado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito. Nunca vimos no país uma pena tão grande para o que, se houve, não passou de cogitação, a primeira e não condenatória fase do “iter criminis”.

O ex-presidente não terminará bem, já devidamente esclarecido pelos médicos, se continuar na situação em que se encontra hoje. Necessita, para sua recuperação, cuidados que não estão assegurados no encarceramento, inclusive pela sua idade e comorbidades, devidas à facada recebida (até hoje sem explicação convincente) quando candidato em 2018. O STF não é obrigado, legalmente, a conceder a ele a prisão domiciliar. Existem regras e normas para esta concessão. Mas, nada impede , por uma questão humanitária, por estarem todos cientes das condições críticas de saúde em que encontra-se o paciente e por já ter 70 anos de idade, que seja beneficiado. Nem ousamos acreditar que isto lhe seja negado, daqui em diante.

Bem, o presidente encontra-se seriamente enfermo, hospitalizado em Brasília. Apesar de estar na UTI uma multidão de soldados, guardas, vigias tem se esmerado em vigiar seus passos, desculpe, sua pessoa. Mas achamos até natural, por estarmos num país que vive situações absurdas. Quem sabe, talvez, tenham receio de que Trump arrebate Bolsonaro do leito do hospital e o leve embora no breu da noite, como num filme que não é ficção e aconteceu na Venezuela.

Cachorro peidão

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

Um dia desses curtindo meu ócio em casa verifiquei que a TV estava sintonizada, certamente por descuido, na TV Justiça. Na tela, um desses ministros envolvidos no escândalo do banco Master proferia um voto. Não sei porque parei para olhar. Não para ouvir o seu voto prolixo (com duplo sentido ) mas para ver seu semblante. Falava como se nada estivesse acontecendo de errado com a corte enlameada pelos recentes acontecimentos deploráveis. Que moral têm esses cidadãos para julgar quem e ou que? Talvez tenha ficado uns 5 minutos olhando para concluir o seguinte: são uns caras de pau ou melhor uma máxima que sempre ouvi – cara de cachorro que peidou na igreja. Já passou da hora de destituirmos pelo menos uns 8 ministros. Com a palavra o Senado, onde não existem senadores.