Gustavo Hoffay – Agente Social

A beligerante situação pela qual passou a nossa rica e linda vizinha Venezuela, fez genuíno eco às aspirações e felicidade da grande maioria da população mundial e foi um golpe mortal na estrambótica utopia madurenha, onde o socialismo caminhava a passos decididos e sempre mais fortes rumo a um sistema politico comunista, dominando e ameaçando milhões de pessoas com as suas aparências- máscaras, discursos e armas. Qualquer sistema totalitário ou seja qualquer estrutura governamental que se apregoe suficiente o bastante para responder a todas e quaisquer indagações do homem e trazer-lhe a felicidade…é falsa, pois é impossível satisfazer ao homem tão somente dentro dos parâmetros de uma organização social. Aprofundo minhas críticas ao ex-ditador Maduro na qualidade, principalmente, de um católico praticante e de ministro da eucaristia, enquanto afirmando que todo ser-humano tem aspirações ao infinito e ao transcendental, de modo que só as proposições da fé poderiam respeitar cabalmente aos anseios do homem. É a fé que compete propor o sentido pleno da vida humana e as perspectivas que devem nortear a ordem politica e social. E os ditos socialistas contemporâneos -aqueles que já estão a meio passo de adotarem o comunismo como a sua doutrina política, não falam de Deus, talvez sequer O aceitem! Mas pode-se lhes reconhecer o mérito de haver explicitado a insatisfação dos homens contemporâneos diante das ideologias ou de ídolos da politica e da filosofia social. O caso Maduro e outras aberrações socialistas/comunistas por todo o mundo, contestações destituídas de modelo positivo, podem até ser uteis pois incitam cristãos a propor um novo modo à Grande Proposta que o Evangelho apresenta ao homem sôfrego de nossos dias. Observemos que o ideal de uma sociedade regida unicamente por um homem, sem intervenções de leis que o contrariem ou de ordem jurídica vem, sim, seduzindo alguns agentes políticos; era esse o ideal de Nicolas Maduro enquanto respaldado, principalmente, pela China e a Rússia. Mas o mundo civilizado e ordeiro está insatisfeito com os ídolos do totalitarismo e diante dos paraísos que estes prometem, como por exemplo a “justiça social” que idealizam e que ilude o proletariado; um modelo de governança que mostra-se em cabal decadência em países como na própria Venezuela e em Cuba. No Brasil o padre Júlio Lancellotti teve suas transmissões de missa e redes sociais temporariamente suspensas pelo Cardeal Dom Odilo Scherer, dado às suas exacerbadas inclinações políticas de esquerda e o que terminava por provocar contrárias e manifestas reações populares de direita, o que contrariava a tese de que a Igreja veio para unir e não para criar rachas entre os cristãos. Claramente Lancellotti foi Ideologicamente influenciado por grupos como “Cristãos para o Socialismo”, “Cristãos para Libertação”, “Comitê Intercultural para o Diálogo e a Ação na América Latina” e “Comitê de Sacerdotes e Religiosos para a Defesa dos Direitos Humanos”, ente outras. Diante disso é grande o numero de pessoas que se dizem religiosas mas que, muitas vezes ingenuamente, deixam-se contagiar por isso que também é conhecido por psicopolitica e que, aos poucos, vem enraizando-se em território latino americano – o que faz que percam mais e mais o fervor religioso e passem a adotar atitudes que reduzem a vida consagrada a simples compromissos de ordem temporal e que, além do mais, concebem de modo errôneo. No seu desenfreado compromisso em favor do extremismo de esquerda, Nicolas Maduro declarava sem escrúpulos a sua opção pelo “Socialismo Marxista” e que o sacerdote que não se empenhasse em prol da revolução bolivariana, era infiel à sua missão e se tornava cumplice de contra-testemunho imperdoável. Meu Deus! E a Santa Igreja Católica, ali, também não se calava diante de relatos de perseguições e ataques a igreja , difamações, prisões arbitrárias e vigilância contra lideres eclesiásticos. Em fevereiro último integrantes da Igreja Católica venezuelana disseram-se preocupados com as restrições à liberdade religiosa imposta por Maduro e com a possibilidade de fieis enfrentarem uma atroz perseguição e já vivenciada pelo povo nicaraguense. Mesmo após a canonização dos venezuelanos José Gregório Hernandez e de Carmem Rendiles, Maduro manteve a repressão contra os católicos. A ONG Foro Penal registrou novos presos políticos na Venezuela nos dias seguintes às cerimonias de canonização no Vaticano, enquanto aproximadamente outros oitocentos presos políticos eram mantidos prisioneiros de Maduro. No Brasil mil e quatrocentas pessoas foram presas em oito de janeiro último por motivos políticos e, dessas, cento e quarenta e uma continuam na cadeia e quarenta e quatro cumprem pena em prisão domiciliar, numa clara violação aos direitos humanos e à dignidade humana, além de falhas em processos de investigação! E o povo brasileiro sendo iludido com uma variedade de “vales” e outros benefícios mequetrefes, para deixar de criticar um governo que não lançou sequer uma grande obra de infraestrutura e que não tivesse sido iniciada no governo de Bolsonaro. A grande maioria do povo está abespinhada com a corrupção, enquanto os agentes da revolta de oito de janeiro tiveram suas vidas duramente impactadas, julgadas arbitrariamente e punidas, de maneira que as dosimetrias aplicadas em suas respectivas penas ultrapassam o limite da indignação. Uma situação extremamente preocupante ….E quem diria que um dia , politicamente, tivéssemos inveja da Argentina!