Gustavo Hoffay – Agente Social

Ainda hoje e cada vez mais assistimos e sentimos fatos que incomodam e causam-nos revoltas, angustias e ferem a nossa estrutura emocional, ao ponto de chegarmos a duvidar da esperança de instauração de uma justiça permanente em nosso país, quanto mais quando enfrentados por correntes de paixões politicas ilimitadas e mesmo, não raras vezes, irracionais e sob qualquer ponto de vista racional. Não tenciono, aqui, aludir a alguma corrente partidária específica mas apenas expressar o meu particular receio quanto à fragilidade da subsistência da democracia em nossa república, quanto mais pelo fato de que considerável parcela da nossa população ainda não tomou consciência de uma gravíssima e silenciosa trama rastejante em solo pátrio. Certamente não sou favorável a qualquer tese que aponte outro recurso para uma racionalidade política contrária a uma paz interpartidária que não baseada em diálogos e reflexões aprofundadas, todavia parece cada vez mais evidente que são muitos os compatriotas que rejeitam qualquer estratégia de dissuasão para impedir que uma balburdia de caráter politico/partidária continue se alastrando por toda a nossa pátria amada. Discussões políticas são necessárias à manutenção da democracia e desde que, é claro, sábias e previamente elaboradas em suas diversas facetas, da mesma forma que hesitações, discussões e objeções diversas também venham a somar para chegar-se a sadios julgamentos e a satisfatórias decisões. Diante das atuais e lamentáveis circunstâncias políticas em que o nosso país está imerso, é de lastimar-se uma progressiva redução mútua e controlável de alguns agentes políticos absolutamente despreparados para o cargo que ocupam e em total desrespeito à democracia e a uma consequente e legitima segurança institucional. Por vezes, confesso, assisto a certas manifestações políticas em plenários e comparo-as as traquinagens de pré-adolescentes sob fortes emoções e, portanto, passivos de comportamentos extremamente deselegantes e graves, ao contrário de refletirem e discutirem racional e aprofundadamente temas de natureza e fins fidalgos. Assisto pela TV a alguns parlamentares lunáticos e babões que, penso, sequer são dignos de participarem de algum encontro de amigos em algum “boteco-copo sujo” e em qualquer cidade desse nosso sofrido país. Francamente…..! Tudo o que politicamente escape à razão de uma ciência tão linda quanto a politica é, em nosso país e em última instância, consequência da miséria resultante de uma mesquinharia profundamente enraizada no Planalto Central, uma séria e permanente ameaça à nossa custosa democracia e representada, ao longo de décadas , pelos excelentíssimos presidentes Sarney, Collor, Temer, Dilma e Lula, uma trágica constelação de horrores digna dos filmes de Zé do Caixão.