Marília Alves Cunha – Educadora e escritora

O presidente do Brasil a cada dia escancara sua mediocridade, sua maneira de simplificar os fatos e achar que pode deixá-los a cada dia mais digeríveis, talvez para ganhar eleitores, talvez para penetrar nas camadas mais simples da sociedade, mesmo que isto afete profundamente o teor das notícias. Como já disse muitas vezes anteriormente, Lula e seu fiel escudeiro Taxad, desculpem, Haddad, estão acabando com a economia, sem a menor dúvida. Nem a Dilma, “impichada” em seu desgoverno por patente desequilíbrio e queda brutal em vários setores da economia, conseguiu o que estamos assistindo atualmente. Para não parecer simplista demais ou parcial, tenho que reconhecer que a semente do mal vem de cima, mas reputo também ao Congresso Nacional a responsabilidade, mostrando-se fraco e pusilânime, sem coragem e firmeza para enfrentar desafios e tomar decisões em momentos difíceis, com presença e representatividade. Tenho a impressão e posso até jurar que muitos senadores e deputados não tiveram a curiosidade de ler o projeto de reforma tributária, que deram aos brasileiros o título de maiores pagadores de impostos do mundo. E assim mesmo o aprovaram. Conclusão: necessário urgente reformar o Congresso. Aposentar muitos que ali se encontram apenas para usufruir vantagens e, o que é pior, afrontar o povo brasileiro com um celeiro de corrupção. Apenas nós podemos dispensá-los, através do voto.

Um exemplo destas falas do Presidente, um besteirol de bobagens para embromar o povo e
encantar a turma do gargarejo: “Não sei como não ganhei o Prêmio Nobel de
Economia”. Talvez o presidente não saiba exatamente o que é um Prêmio Nobel, apesar de ter um profundo desejo de ser premiado, mesmo que não seja o citado por ele o que seria piada, qualquer outro que não dispenda de tanto saber intelectual ou científico. Quem destrói a economia do país e tenta destruir a bendita esperança de um povo, jamais poderá sonhar com um título desta grandeza. Mas Lula não aprendeu : em maio de 2026, Janja foi agraciada com a Grã Cruz da Ordem do Mérito Cultural, a mais alta honraria artística do país. Ela também já foi condecorada pelo governo brasileiro em 2025, por serviços prestados à educação e já possuía honrarias nas áreas da saúde e diplomacia. Está ou não está um país medíocre, o nosso pobre Brasil?

Lula também criticou os professores, tentou ensinar aos docentes como seria um ensino de resultados, como deveriam conduzir-se para que os alunos aprendessem. Os mesmos professores que fazem um trabalho exaustivo a troco de salários miseráveis, os mesmos professores que, em regiões longínquas do Amazonas e outras que estão fora do perímetro considerado mais desenvolvido, enfrentam condições dificílimas de trabalho. Os mesmos professores que, desvalorizados em um país que nunca se preocupou com a educação e sua importância no desenvolvimento do país, continuam fazendo malabarismos para dar conta de seu ofício. E o mesmo presidente que já cantou aos quatro mundos que não gosta de estudar, não gosta de ler, que livro para ele só de páginas em branco, mas não tem pudor em fazer críticas aos professores. Uma desfaçatez, sem dúvida.

Além disso tudo, o empresário brasileiro é tratado neste governo com excesso de rigor: é chamado de inescrupuloso, inútil, explorador. Tratados assim aqueles que produzem, geram riquezas para o país, empregam pessoas, utilizam grandes ou pequeno capital para desenvolver o nosso comércio, a nossa indústria, nossos meios de produção. O Agro, por exemplo, continuamente escamoteado pelo presidente, alimenta o nosso país e é importantíssimo na exportação de produtos, grande pagador de imposto, responsável por grande parte da arrecadação de tributos. Tudo isto é tratado pelo governo atual como responsável por todas as desditas que atacam o país. O Estado não produz, apenas arrecada. Gasta muito e gasta mal, não tem economia que resista aos ataques inconsequentes do governo. Lula tem criado um pacote de “bondades” para aliciar eleitores e isto é a herança maldita que ele está deixando para um futuro próximo, além de dívidas que ultrapassam trilhões e estatais quebradas. E ainda por cima, teima em “regular” aqueles que não estão a favor desta política. Só não são passíveis de críticas pelo governo, aqueles fantásticos “heróis nacionais” e outros lavajatistas que tiveram perdoadas suas bilionárias dívidas, dinheiro do povo brasileiro. Generosidade incontida, com chapéu alheio, a mesma “generosidade” que ameaça os agricultores de não poderem renegociar suas dívidas. Muito legal, né?

E só para lembrar aos esquecidos de plantão: “Quem depende da pobreza para eleger-se, jamais terá interesse em acabar com ela.”