14.05.2023
José C. Martelli – Advogado e professor
Homenagem à minha esposa Suely Vitiello Martelli, mãe de meus filhos Maria de Fátima, Paulo Vicente, Waldomiro Neto e José Eduardo, prematuramente falecida em março de 1993.
Dia destes estava relendo alguns escritos e crônicas que escrevera já há muitos anos. Apenas conjeturando, percebi que até não escrevia mal mas que aos poucos, com o passar inexorável do tempo, estou perdendo a inspiração que movia meus pensamentos em direção ao papel.
É o caso da presente crônica sobre os dia das mães. Estava buscando algo que valorizasse, como é preciso, o ato de ser mãe. Então entendi, pelo inicialmente exposto, que deveria reeditar crônica que escrevera sobre esse dia há 3 anos, exatamente no dia das mães de 2020.
Ela contém tudo que continuo querendo escrever. Por isso a reedito e abaixo a reproduzo:
“Já escrevi, mais de uma vez, que todos os dias deveriam ser “Dia das Mães,” tal a importância que elas têm na vida de cada um de nós.
Mas, de toda forma, entendo que há de haver uma data para que sejam lembradas e homenageadas.
Na esteira desse raciocínio vou fazer uma homenagem à minha mãe e estendê-la também às mães de meu circulo de parentesco e às nomeadas neste texto, com as quais, de uma ou outra forma, por um ou outro motivo, guardo atualmente algum tipo de relação, seja profissional ou de amizade.
Em assim fazendo estarei estendendo a homenagem às, dentre elas:
– que por circunstâncias várias, tornaram-se pais e mães de seus filhos e filhas;
– que gestaram seus filhos e filhas, não na barriga, mas no coração;
– a alguns pais que se tornaram mães de seus filhos e filhas, sem nomeá-los, obviamente;
– a algumas duplamente mães, porque são também mães dos seus netos. A elas uma homenagem dupla;
E, finalmente:
– a algumas que, em não tendo filhos ou filhas, dedicam-se como mães a outras criaturas tão importantes quanto.
Por último quero pedir desculpas se me olvidei de uma ou outra, mas podem ter certeza que estendo a homenagem, igualmente, a todas as mães.
Começo por orações à alma de minha falecida esposa Suely retratada no início, que foi mãe amantíssima e sempre dedicada aos filhos.
Depois uma homenagem à minha filha Fátima, exemplo pronto e acabado de dedicação e amor a um filho.
Na sequência às minhas irmãs Ana Teresinha e Maria Alice (esta recentemente falecida, deixando um vácuo impreenchível em nossas vidas).
Depois às minhas noras Denise e Fernanda (exemplos de mães dedicadas e sempre presentes).
Por fim às minha sobrinhas Ana Paula, Lelê, Fabiana, Paula e Guta.
Fora do circulo familiar, mas não menos partícipes da minha vida, embora em circunstâncias díspares, quero carinhosamente, homenagear também:
Adalgiza
Adélia Maria
Adriana
Alciele
Amália (Babaia)
Ana
Ana Maria
Ana Ruth
Ana Tereza
Analice
Anamaria Pasoti
Anna Trento
Andréa
Cilene
Cimina
Cineia
Clarice
Clarice Zanelatto
Célia Cristina
Cristina
Cynthia
Daniela
Dora
Edna
Eliana
Ellen
Fernanda Massuda
Florinha
Franciele
Francisca
Geni
Gisele
Hilsiene
Iamara
Ilda do Leandro
Ilda do Isomar
Iracema
Irene
Josiane
Karina
Karine
Kelly
Leandra
Letícia
Margareth
Maria
Maria Célia
Maria Odete
Maria Rita
Marilena
Marisa
Marli
Miriam
Priscila
Patrícia
Rita
Rosa
Rosana
Sandra
Sheila Beatriz
Shirley
Silvania
Thalitta
A homenagem é simples e singela, como foi minha mãe durante toda sua vida.
Principio por dizer o seu nome. Paula, mas ninguém a conhecia assim. Era Fiíca, diminutivo de filha ou substitutivo de filhinha.
Era pequena. Mas o que tinha de pequena tinha de grandeza e amor ao próximo.
Hoje, tantos anos passados, relembro que nunca a vira perder a calma. Era a mansidão em pessoa.
Pois é. Revirando meus papéis, nestes dias de solidão, pude revê-la maravilhosamente retratada em alguns poucos versos, compostos por um (então) jovem, que privava de sua amizade. É a reprodução desse retrato coloco no final, em homenagem não somente a ela, mas também a todas até aqui mencionadas, às quais o dedico do fundo de meu coração.
Comigo, de minha mãe, fica a saudade imorredoura.
Das demais, fica o meu grande abraço. Fiquem todas com Deus.
Eis os versos que retratam com fidelidade o que minha querida mãe sempre foi:
Fiíca
Vó Fiíca não vai, fica:
nos enroladinhos de mamão,
na caridade aos mendigos.
Vó Fiíca não vai, fica:
na religiosidade praticada,
na esperança sempre ensinada.
Vó Fiíca não vai, fica:
nas histórias à baixa voz,
dos tempos em que não vivemos.
Vó Fiíca não vai, fica:
no cuidado com a espera,
na esperança da chegada.
Vó Fiíca não vai, fica:
com Deus, como sempre esteve,
conosco que sempre a amamos.
Espírito Santo do Pinhal , 8 de agosto de 1985
Ezequiel da Silva (irmão