Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras,
Blogger, Analista Político e Graduado

Os políticos bolsonaristas Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da
CPMI do INSS e o senador Carlos Vianna (Podemos-MG)
presidente da comissão parlamentar mista de inquérito, mostraram
ao país a inutilidade completa dos políticos de direita no Congresso.
Como as evidências apontavam para a participação
criminosa de agentes públicos, políticos e empresários de direita
nos crimes praticados contra aposentados no INSS que desviaram
bilhões, estes elaboraram um relatório esdrúxulo, sem nenhuma
consistência onde dispararam contra pessoas inocentes ou sem
provas de participação nos crimes.
Ao mesmo tempo, o relatório capenga, deixava de fora os
verdadeiros envolvidos na consecução dos roubos perpetrados
contra o INSS e os aposentados e pensionistas. A dupla Debi e
Loide colocou no relatório o nome do filho do presidente Lula (Fabio
Luís Lula da Silva – Lulinha) numa demonstração clara e inequívoca
de parcialidade e de demonstração de brincadeira para com a
sociedade.
Os políticos dos partidos de extrema direita pediram a CPMI
do INSS, porém, ao perceberem que o envolvimento dos colegas de
partido era evidente e que toda roubalheira começou na gestão de
Jair Bolsonaro, com seus ministros Onix Lorenzone e Paulo Guedes
sendo facilitadores do processo, resolveram tentar
desesperadamente incriminar pessoas ligadas ao governo.
Entre 2019 e 2022, medidas aparentemente técnicas
alteraram profundamente os mecanismos de controle sobre
descontos realizados diretamente nos benefícios de aposentados e
pensionistas. A principal delas foi o fim da exigência de revalidação
periódica das autorizações para descontos associativos. Na prática,
abriu-se uma brecha perigosa: uma vez autorizado – muitas vezes
de forma fraudulenta – o desconto poderia seguir indefinidamente,
sem qualquer conferência.
O atual mandato da Câmara e do Senado se transformaram
numa enorme 5ª série, onde os políticos brincam com as coisas
serias do país e da sociedade brasileira. Não há seriedade, não há
busca pela verdade, não há decoro, reina a absoluta anarquia
baseada em dois pontos: Ideologia barata e Fake news.
Sendo assim, na madrugada deste dia 28 de março, por 19
votos a 12, o colegiado derrubou o relatório que pedia o
indiciamento de 216 pessoas, entre elas Fábio Luís Lula da Silva, o
banqueiro Daniel Vorcaro, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e

os deputados Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e Gorete
Pereira (MDB-CE).
Ao final, a Comissão foi encerrada sem relatório aprovado, e
o país perdeu tempo e dinheiro e os culpados saíram
momentaneamente ilesos. A direita dá gargalhada na cara do povo,
o mesmo povo que os elegerá novamente em outubro/26.
Após a rejeição do parecer, o presidente da CPI, senador
Carlos Viana, recusou-se a colocar em votação um texto alternativo
apresentado por parlamentares da base governista. Com isso, a
comissão foi encerrada sem a aprovação de qualquer relatório final
— um desfecho incomum para CPIs no Congresso Nacional.
A proposta alternativa dos governistas previa cerca de 170
indiciamentos, incluindo o do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado
de organização criminosa, improbidade administrativa e furto
qualificado contra idosos. No entanto, esse documento sequer foi
analisado pelo colegiado.
Sem consenso político e com forte divisão entre governo e
oposição, a comissão encerrou suas atividades sem produzir um
documento final aprovado — deixando em aberto as conclusões
formais sobre as investigações conduzidas ao longo de seus
trabalhos.
Definitivamente não existe chance alguma de CPI ou CPMI
prosperar no atual Congresso Nacional, taxado de inimigo do povo,
amigo dos criminosos, parceiro do BolsoMaster e dos escândalos
no INSS.