Gustavo Hoffay – Agente Social
Observando e mesmo que maneira bem rasa o ponto a que chegou a governança do nosso Brasil -principalmente tendo em foco algumas sobrestantes personagens políticas e judiciárias estabelecidas em Brasília, como os escandalosos favorecimentos mútuos entre legisladores e empresários, confesso que chego a ficar em dúvida quanto à distinção do que é público e o que é privado e mesmo o que é público/privado; aliás uma situação deverasmente sufocante e que configura-se na maior ou em uma das maiores desgraças já configuradas em território tupiniquim. Aaah…..quanta saudade do tempo em que o Legislativo era um poder independente e o Judiciário e o Executivo eram, de fato, respeitados pela grande maioria do povo brasileiro. Desde algum tempo encontramo-nos bestificados, pasmos e mesmo emputecidos diante de tantos, variados e requintados esquemas de corrupção até então jamais registrados em toda a história da nossa república. Desde meros funcionários públicos a outros com altos cargos de confiança, passando por políticos do baixo, médio e alto clero a poderosos empresários e seus respectivos “laranjas”, continuamos assistindo à formação de um poderoso estamento comandando diversos e influentes setores políticos, econômicos e financeiros objetivando, unicamente, proveito próprio e enquanto sadicamente sangrando os cofres públicos. Nossa amada e idolatrada pátria está loteada como capitanias hereditárias, onde órgãos governamentais e algumas poderosas empresas particulares governam cada centímetro e esbanjam cada centavo daquilo que é do povo brasileiro. Luís Inácio e o seu entourage seguem embolsando aos poucos e sempre mais, muito daquilo que as “suas” empresas conseguem auferir- Correios, Eletronuclear, Petrobrás……, como que deglutindo dos frutos de uma árvore plantada em ambiente fértil, irrigada e tratada por um povo politicamente acéfalo em quase sua totalidade. Chegamos ao ponto de estar como que embarcados em uma nau gigantesca, improvisada, a deriva, abandonada à própria sorte, em um ambiente caótico e improvisado. As notórias e espúrias relações entre o atual (des)governo, poderosas figuras públicas e alguns abastados empresários devem, sim, ser objeto de profunda reflexão por serem o princípio e o meio de um descompasso que leva o Brasil, a cada dia mais, rumo a uma abissal e vergonhosa situação perante todo o mundo civilizado. Nossa pátria está doente e estamos equivocadamente tratando apenas alguns dos sintomas, enquanto alimentando com caviar os agentes que a infectam. E ilude-se quem imagina poder deter esses agentes, pois eles mesmos conduzem, comandam e supervisionam seus negócios espúrios enquanto sob a tutela de poderosas e prestigiadas entidades engalfinhadas em palácios governamentais, transformando o nosso país em uma valorosa propriedade particular, iludindo milhões com uma farta distribuição de bolsas e benefícios pontuais, como que habitando um lodaçal, um pântano escuro, uma pocilga onde uma governança fatídica, mal resolvida e avessa à modernizações, insiste em suas propagandas primárias porém bem produzidas, iludindo tantos e de maneira parecida a dos portugueses que, quando do descobrimento do Brasil, agradavam os índios com espelhos , pulseiras, balangandãs e badulaques diversos. Acorda, Brasil! Ainda há tempo…….
Parabéns pelo seu texto. Mas será que ainda há tempo? Políticos e Ministros da Suprema Corte, envolvidos claramente no caso Banco Master, fazem cara de paisagem enquanto raios e trovoadas caem sobre eles. Aopinião pública não lhes interessa mais… Enterraram a CPMI do INSS e fizeram festa em homenagem à impunidade. Enquanto isto, nos porões do Planalto, Lula negociou o apoio à entrada do “Bessias” no STF, mediante gordas emendas parlamentares aos senhores senadores. Isto tudo aos olhos do povo brasileiro. Será que ainda há tempo?