Diógenes Pereira da Silva – Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da PMMG

Os crimes são os mesmos; o que muda são as formas inovadoras que vêm sendo aperfeiçoadas.

É lamentável que o Brasil se veja novamente envolvido em escândalos de corrupção. Pior ainda será se realmente houver pessoas do alto escalão da chamada república tupiniquim envolvidas nesse tipo de prática.

A verdade é que o que acontece no Brasil já não surpreende quem procura se manter bem informado. São tantos casos que, se fôssemos enumerá-los desde os primeiros registros, passaríamos um mês inteiro, todos os dias, relatando um episódio diferente ao longo da história brasileira, e talvez ainda não fosse suficiente.

Agora, as atenções se voltam para o chamado caso Master e para o INSS. Ainda é cedo para apontar quem, de fato e de direito, está envolvido. No entanto, há quem diga que as dimensões desse episódio podem ultrapassar casos emblemáticos como os da Lava Jato e do Mensalão, envolvendo possivelmente políticos e autoridades graúdas.

Neste contexto, algumas perguntas se tornam inevitáveis: por qual motivo os escândalos de corrupção são tão comuns no Brasil? Será que as punições da Justiça não têm surtido o efeito esperado? Ou será que o problema já se enraizou de tal forma que passou a fazer parte da própria cultura política?

Sabe-se que a corrupção existe desde os tempos mais remotos da humanidade. Ainda assim, fica a reflexão: por qual motivo, no Brasil, ela parece ter se tornado algo tão recorrente e, para muitos, quase sistêmico?