Ivan Santos – Jornalista dinossauro
A extinção do diploma específico de jornalista não impõe a extinção das Faculdades de Jornalismo. A verdade é que a exigência da Lei de Imprensa permitiu à indústria do ensino montar Faculdades para fornecer diploma. Algumas vendem diplomas e ganharam muito dinheiro. Na realidade, o mercado viveu 40 anos obrigado a só contratar jornalistas diplomados – a maioria sem cultura geral, sem conhecimento da técnica de editoração, sem conhecimento da Língua Portuguesa e, por isto, foram obrigados a divulgar textos repletos de gerúndios, misturados de tu com você, sentenças com verbos na voz passiva que não indicam o sujeito, enfim, pobreza de informações e de comunicação com a mistura de conceitos sem ordem e sem nexo. A qualidade da produção jornalística não melhorou com a expedição de diplomas. Agora, que a exigência do diploma acabou, as escolas terão que mudar o currículo para que possam formar verdadeiros jornalistas. O ideal é copiar o modelo da Europa que exige do candidato a jornalista, uma formação de nível superior, seguida de um curso de pós-graduação em técnica de editoração. Isto seria ideal.
Outra aberração é a exigência de registro no Ministério do Trabalho. Isto também precisa acabar. Jornalista não precisa ser controlado através de um registro profissional em um órgão governamental. Os jornalistas precisam se reunir para organizar uma Ordem Profissional como a OAB. Essa Ordem poderá exigir o cumprimento da Ética Profissional e montar um Exame de Ordem para expedir a Carteira de Jornalista somente a quem mostrar-se preparado para o exercício da profissão. Caso isto não ocorra continuaremos sujeitos às exigências do mercado e o nível de desemprego crescerá.
Outros temas para discussão:
1- Para ser apresentador ou apresentadora de TV nunca foi preciso ter diploma de jornalista. Esta função no Brasil é regulada pela Lei do Radialista e tem o nome de “locutor (a) noticiarista”.
2- Os jornalistas invadiram a profissão de Relações Públicas com o rótulo de “Assessor (a) de Imprensa”. Esta qualificação profissional não existe. Não há no Brasil nenhuma lei que reconheça “assessor de imprensa”.
Tem muita coisa errada no exercício do Jornalismo que precisa de discussão. Jornalista não pode ter preconceito. É preciso estudar diariamente, analisar as informações que receber, confrontar ideias, submetera as informações que receber a um rigoroso exercício de dialética para se aproximar da verdade. É preciso fazer isto sempre, sem preconceitos, com a mente aberta.
Quem quiser ser jornalista de verdade terá que ter sólida cultra, conhecimento da Língua Portuguesa e respeito à ética. Isto ninguém consegue sem uma formação de nível superior, muita leitura e análise de correntes de pensamento que levam à intelectualidade. Jornalista de verdade sabe que um indivíduo com formação elementar não tem competência para distinguir alho de bugalho. Jornalista precisa, pelo menos, saber fazer esse tipo de distinção.
Pois é, caro Ivan. Enoja-me ouvir ou também assistir a certos “jornalistas” que pecam grosseiramente na língua portuguesa e que, imagino, possuem curso superior de jornalismo. O poder de investigar aliado à prática de boas leituras é, imagino, o mínimo necessário para se tornar um bom profissional daquela área.Meu saudoso pai, Fernando França Campos, foi professor de Matemática mas, com tempo, concluiu que aquela não era a sua área. Durante décadas foi jornalista, com passagem pelos Diários e Emissoras Associados e Bloch Editores, onde foi editor da revista Manchete Rural e depois editor da sua própria revista: Atividade Rural. Detalhe: nunca trabalhou na roça ou sequer empresario do setor. Foi home agrado na Faemg e na Alemanha pela sua dedicação ao jornalismo agropecuário.Repito: num
Nunca sequer pisou numa faculdade de jornasmo.
Pois é, caro Ivan. Enoja-me ouvir ou também assistir a certos “jornalistas” que pecam grosseiramente na língua portuguesa e que, imagino, possuem curso superior de jornalismo. O poder de investigar aliado à prática de boas leituras é, imagino, o mínimo necessário para se tornar um bom profissional daquela área.Meu saudoso pai, Fernando França Campos, foi professor de Matemática mas, com tempo, concluiu que aquela não era a sua área. Durante décadas foi jornalista, com passagem pelos Diários e Emissoras Associados e Bloch Editores, onde foi editor da revista Manchete Rural e depois editor da sua própria revista: Atividade Rural. Detalhe: nunca trabalhou na roça ou sequer empresario do setor. Foi homenageado pelaFaemg e na Alemanha pela sua dedicação ao jornalismo agropecuário.Repito:
Nunca sequer pisou numa faculdade de jornalismo..