Já fui acusado neste espaço por algumas pessoas encantadas com a polícia econômica do presidente Lula, de ser pessimista e míope por não reconhecer nem ver que nos últimos oito anos houve crescimento expressivo da classe média brasileira; que a pobreza diminuiu e o Brasil tem mais de US$ 350 bilhões de dólares de reservas que fazem com que o País seja uma potência econômica mundial. Tanta euforia não passa pela minha cabeça. Prefiro acreditar no que dizem economistas prudentes.
Há poucas semanas, o jornal Valor Econômico alertou que “se alguém espera para 2026 algum sopro de euforia nos mercados, é bom saber que essa não é a previsão de especialistas consultados”. “Não vai ser um ano para dobrar capital”, comentou um respeitado economista.
As medidas macroprudenciais adotadas no Governo do presidente Lula, como já comentamos neste espaço, estão a produzir agora os primeiros sinais de desaceleração da economia cabocla. Para evitar desemprego em massa, o Presidente tem tentado aprovar no Congresso medidas contra a desaceleração da economia. Para economistas conservadores, as medidas propostas pelo governo são paliativos que espalhas sinais eleitoreiros já que o Presidente se declarou candidato à reeleição. Na economia globalizada, o Brasil não ficará como ilha de bonanças sem sofrer os efeitos negativos da desaceleração econômica que começa no Primeiro Mundo após o anúncio do tarifaço anunciado pelo presidente Trump
BIPOLARIDADE
Segundo observadores da economia nacional, pode haver bipolaridade com períodos de estresse que devem se alterar em momentos de recuperação embalados por recursos ainda disponíveis no Brasil. Este é um país que ainda tem recursos disponíveis e forte mercado interno, mas isto não é vantagem competitiva no mundo.
CAUTELA
O Governo tem agido com cautela em matéria de economia e atua para evitar desacelerar a indústria. No entanto, continua fraco o desempenho da indústria em 2026”. Na verdade, é o “Custo Brasil”, a carga tributária o que atormentam as indústrias.
CLIMA QUENTE
Em Uberlândia a indústria da construção civil continua viva. Neste ambiente é preciso torcer para que o Governo não desvie recursos do FGTS para financiar as obras de fantasia em ano de eleição e falte dinheiro para a CEF financiar a construção de imóveis residenciais para o time de baixa renda. Apesar dos pesares, o Brasil continua lido!