Marília Alves Cunha – Educadora e escritora
Há muito tempo não nos alegramos com noticias boas nesta terra querida. Infelizmente, o que temos visto é um país potencialmente perfeito para dar certo, num esforço hercúleo pra manter-se em pé. Não se tem notícia de nada que esteja dando certo neste país, onde assalta-se o povo com cada vez mais impostos e mais pesados e no qual não se vê nada de aproveitável sendo realizado.
O dinheiro que entregamos forçosamente todos os dias, como “contribuinte”, tem servido à realização de coisas interessantes, como por exemplo, satisfazer aos luxos de dona Janja que volta a insistir no novo avião presidencial (um motel entre as nuvens, como a ele se referiu um jornalista). Em gastos desnecessários, na manutenção de estatais dando prejuízo, instituições que não poupam o jogar dinheiro fora, com mordomias e regalias inacreditáveis, num país que não cuida minimamente de seu povo. Aviões da FAB cortam os ares levando políticos, ministros e o scambal para passeios com as famílias e outras coisas mais, nada republicanas. Parece que Brasília vai bem, o Brasil não! Mais Brasil, menos Brasília, reclamam os que assistem este despudor.
Os gastos em publicidade têm sido absurdos. Cortam em educação, cortam na saúde, cortam em obras que poderiam dar a todos nós mais qualidade de vida. Mas Lula joga bilhões em propaganda enganosa, no intuito de levar às pessoas a imagem de um um país que só existe na cabeça de alguns que ainda insistem, não obstante as circunstâncias mostrando o contrário, que o país vai bem, obrigado!
E a corrupção? Como anda a nossa velha e conhecida corrupção? Aparece com redundância em governos petistas, surgem escandalosamente no governo atual o que, a meu gosto, já seria uma comprovação de que o partido não tem condições mínimas de administrar um país, de mantê-lo livre dos mal intencionados. Muito pelo contrário, aposta neles.
Que saudades doo Mensalão! Tão simples, né? Apenas uma distribuição mensal de dinheiro, a impostores travestidos de parlamentares. Tudo foi mostrado, a TV abria sua tela, os dignos membros do STF descortinavam os meandros dos crimes praticados e pronto, cadeia para muitos. Aí vem o Petrolão! Trabalho magnífico de juiz e procuradores que não deixaram pedra sobre pedra. Tudo revelado aos brasileiros que assistiam entusiasmados a Operação Lava Jato, momento de glória para a justiça brasileira. Tudo correto: investigação e denúncia, feitas pelas autoridades de direito, com o processo sendo conduzido pelo Juiz natural, de delações bem conduzidas, feitas aos olhos do público, provas e mais provas. Muito bom assistir à seriedade e severidade da justiça que se apresentava e culminou com a prisão do chefe das ações criminosas. Durou pouco a alegria! Os usurpadores da nação voltaram à cena do crime…
Hoje, o que acontece? A corrupção voltou com força total. Os métodos são mais sofisticados, o “modus operandi” é outro, muita gente importante envolvida. O caso do INSS, por exemplo, é difícil de acreditar porque envolve tanta gente, tantas empresas criadas, tanta lavagem de dinheiro, tantos bandidos e um total bilionário na conta de muitas pessoas, ladrões de velhinhos aposentados e deficientes do INSS e até criança. A CPMI criada para desvendar os escaninhos deste golpe monumental, tem tido dificuldades. A extrema esquerda e o Supremo, parece, têm feito o possível para dificultar os trabalhos. Torna-se mais difícil chegar a um bom resultado e que, no fim, como todos os brasileiros desejam, os criminosos sejam penalizados duramente.
E o caso do Banco Master? Mostra claramente a nossa evolução em matéria de corrupção. Uma coisa grandiosa, com a regência de Vorcaro e participação de gente muito importante da nossa política, do judiciário e do executivo. Está tudo em sigilo, o STF decidiu que algumas coisas, ou tudo, não podem aparecer aos olhos do grande público. Sustentamos este país com nosso trabalho, mas nos é proibido, em momentos cruciais, saber os meandros das ações criminosas que afundam este país, o desacreditam e põem em check nossas instituições. Tudo está em sigilo! Qual é a explicação para isto?
A CF prevê no seu Capítulo VII, art. 37: “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.”
O caso do Banco Master fica, portanto, longe da publicidade e outros princípios tão claramente explicitados na nossa CF. Uma coisa podemos constatar: a nossa Constituição Federal, promulgada em 05 de outubro de 1988,comemorada em meio a grandes festejos, está sendo desvirtuada ou, simplesmente afrontada. E nós brasileiros, como ficamos? Este país ainda é nosso?