Ivan Santos*

Desde que se elegeu e assumiu a presidência da República, o político Jair Messias Bolsonaro tem adotado uma conduta personalizada. A polêmica conduzida por ele no exercício da Presidência não é por falta de experiência: é por estratégia. Ninguém pode acreditar que um homem que se elegeu sete vezes consecutivas para a Câmara Federal e exerceu o mandato de deputado por 28 anos, não é um político experiente. Bolsonaro sabe muito bem o que diz e faz e espera por resultados calculados que muitos de nós ainda não previmos o desfecho. Ele sabe onde quer chegar e também não desconhece os ricos que corre.
O presidente, ao lançar críticas intempestivas contra França, China, Noruega, Alemanha, Argentina e Dinamarca depois de ter anunciado que poderá transferir, sem maiores consequências, a embaixada do Brasil de Tel-Aviv para Jerusalém, numa clara intenção de prestigiar Israel e ignorar os árabes e palestinos que não aceitam a supremacia dos israelenses sobre a secular cidade, Bolsonaro não é ingênuo. Ficará muito feio se esses países agredidos se juntarem e se retirarem da próxima Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU)) em protesto quando Bolsonaro lá comparecer e começar a falar como representante do Brasil. O capitão-presidente sabe qual é a capacidade ofensiva do vespeiro que cutucou e o risco que corre.
Muita gente já desconfia que a verborreia expelida pelo político-presidente do Brasil, nada mais é do que uma estratégia de dissimulação para esconder dos brasileiros e dos estrangeiros que acompanham os passos deste País, que há nesta terra abençoada por Deus e gigante por natureza, mais de 35 milhões de viventes humanos desempregados, desalentados e com pouca ou nenhuma esperança de melhoria futura. Sem recursos imediatos para resolver a situação desalentadora deixada pelo PT-PMDB e aliados, o capitão-presidente mantém ativo um clima de campanha eleitoral para embaralhar o jogo político até a campanha eleitoral no ano que vem e depois até a de 2022. E os brasileiros, de mamando a caducando, poderão continuar, por mais tempo, a viver de esperanças. E o Brasil continua a ser “um país do futuro”.

*Jornalista

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