O Governo de Minas, por meio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), e a Universidade Federal de Viçosa (UFV), assinaram, nesta quinta-feira

Estado investe R$ 3 milhões em tecnologia para combate ao greening, doença que afeta plantas cítricas
Convênio entre IMA e UFV aposta em inteligência artificial para monitoramento e fortalecimento da produção mineira de laranja, tangerina, limão e outros citros
(14/5), um convênio que prevê investimento de mais de R$ 3 milhões no projeto Citros Guard 4.0. A ação ocorreu dentro da programação do Governo Presente, em Viçosa.

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O projeto inovador vai utilizar inteligência artificial para monitoramento e gestão fitossanitária da citricultura mineira, focando, inicialmente, no controle do greening, principal doença que afeta a cultura citríca mundialmente.

Em 2024, Minas Gerais produziu mais de 1,2 milhão de toneladas de citros, entre laranja, tangerina e limão, consolidando-se como o segundo maior produtor do país. O governador de Minas Gerais, Mateus Siomões, reforçou o potencial de crescimento da citricultura mineira.

“Estamos nos preparando para nos transformar no maior produtor de cítricos do país. E isso depende essencialmente desses estudos, porque o maior produtor pode perder a posição por causa de uma doença, o greening, que é exatamente o foco dessa pesquisa e do trabalho de monitoramento que está sendo financiado”, destacou Mateus Simões.

De acordo com o governador, o investimento vai colaborar diretamente para diversificar a economia de Minas Gerais. “A lavoura da laranja tem alto valor agregado, ela consegue trazer muito mais renda para quem planta e ela permite a presença de pequenos e médios proprietários, o que em outros setores, de agricultura industrial, seria praticamente impossível”, completou.

O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG), Thales Fernandes, afirmou que o greening tem provocado impactos significativos na produção de cítricos no Brasil e no mundo. “Dados mostram que, no ano passado, o Triângulo Mineiro produziu mais laranja do que a Flórida. Esse investimento é muito importante neste momento porque o monitoramento do greening, com o uso de inteligência artificial, vai nos permitir avançar no controle da doença. Após a implementação desse instrumento que estamos assinando hoje, teremos condições de alcançar um crescimento de, no mínimo, 15% da citricultura mineira”.

O investimento integra as ações viabilizadas por recursos do Acordo de Reparação ao rompimento das barragens da Vale S.A., em Brumadinho, assinado pelo Ministério Público de Minas Gerais, Ministério Público Federal, Defensoria Pública de Minas Gerais e Governo de Minas. O rompimento, ocorrido em 25 de janeiro de 2019, resultou na morte de 272 pessoas.

Monitoramento da doença

Atualmente, há registros de greening em 92 municípios mineiros. As regiões dos Vales do Rio Doce e Jequitinhonha, além do Noroeste e Norte de Minas, seguem sem ocorrências da doença.

A diretora-geral do IMA, Luiza de Castro, explica que a estrutura do projeto alia tecnologia e política pública, com o objetivo de ampliar a segurança sanitária vegetal, antecipar riscos e proteger o ambiente de negócios do setor. “A iniciativa começa com a citricultura, que está em expansão em Minas, e para o enfrentamento da praga que mais afeta a cultura. Futuramente, o projeto será voltado também para outras produções agrícolas”, afirma.

“Combinar monitoramento em campo e alta tecnologia, como propõe o projeto, contribuirá para reduzir a incidência da doença, permitir intervenções mais rápidas, diminuindo perdas nos pomares que podem chegar a 80%”, explica gerente de Defesa Sanitária Vegetal do IMA, Leonardo do Carmo.

Citros Guard 4.0

O projeto une a demanda do IMA por soluções em defesa fitossanitária à atuação da UFV em pesquisa aplicada ao agro. O convênio foi estruturado em diferentes frentes, incluindo estudos relacionados à produção de mudas, uso de pesticidas, ecotoxicologia e aperfeiçoamento de procedimentos voltados ao setor.

“O projeto lança mão de ferramentas de inteligência artificial para ajudar no acompanhamento, diagnóstico e desenvolvimento de ferramentas de tomada de decisão no monitoramento da produção cítrica”, afirma o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFV, Raul Guedes.

A proposta inclui o uso de drones com câmeras multiespectrais e termais para identificar plantas com sintomas da doença, além da aplicação de aprendizado de máquina para mapear a dispersão do greening e do inseto vetor.

Minas atrai produtores

Para o produtor Antônio Simoneti, diretor executivo da Simonetti Citrus, a iniciativa representa um avanço importante para o setor. “Minas Gerais está saindo na frente nessa nova fronteira da citricultura, e é muito importante buscar tecnologia junto com os pesquisadores para conter o greening e preservar a qualidade da produção”, destaca.

A empresa, que iniciou as atividades em São Paulo, transferiu parte das operações para o Sul de Minas em busca de condições mais favoráveis à citricultura, como clima adequado para frutas de mesa, maior altitude e menor incidência do greening. Atualmente, 70% da produção de laranjas e tangerinas da Simonetti Citrus está concentrada nos municípios de Minduri, Cruzília, Aiuruoca e São Vicente de Minas, com comercialização para diferentes regiões do país.

Em Viçosa, Governo de Minas anuncia mais de R$ 200 milhões em novo Pacote de Inovação

Dez editais de ciência, tecnologia e inovação foram confirmados com despacho assinado durante a transferência provisória da capital mineira para o município

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O Governo de Minas está investindo R$ 203 milhões no lançamento de chamadas para pesquisadores, empresas, Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) e ambientes promotores de inovação. Anunciado nesta quinta-feira (14/5), pelo governador Mateus Simões, o novo Pacote de Inovação conta com dez editais para 2026.

O lançamento ocorreu com a assinatura de um despacho governamental na prefeitura de Viçosa, durante a transferência provisória da capital para o município da Zona da Mata, que abriga a Universidade Federal de Viçosa (UFV), uma das principais do estado.

O governador elogiou o trabalho de pesquisa e inovação desempenhado pela instituição, ao lado da Universidade Federal de Lavras (Ufla) e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), para aprimorar o setor agropecuário no país.

“A UFV é parceria essencial do desenvolvimento desse trabalho. Ciência e tecnologia continuam sendo nosso caminho para o futuro e a UFV nunca se furtou a cumprir seu papel nessa caminhada. Viçosa é o centro da produção técnico-cientifica de agricultura e pecuária do Brasil, junto com a Ufla e a Esalq”, disse Mateus Simões.

“O Brasil ainda não percebe o quanto deve a essas três universidades, que transformaram o país de importador de alimentos no maior produtor de alimentos do planeta, mesmo não sendo o maior país em extensão territorial”, acrescentou.

Iniciativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o Pacote de Inovação também contempla a publicação de normativos para melhorar o desenvolvimento científico e tecnológico no estado.

Entre as resoluções previstas, ao longo do ano, está o lançamento do Selo de Inovação, que vai reconhecer e valorizar organizações que promovam a inovação em Minas.

No evento, o governador de Minas também anunciou o início das tratativas para a construção do hospital universitário com a UFV e, em relação ao setor agropecuário, entregou a uma produtora de Vieiras a primeira certificação de piscicultura ornamental do país e anunciou o investimento de R$ 3 milhões do Estado em tecnologia para combate ao greening, doença que afeta a lavoura de críticos, como laranja, limão e tangerina.

Novo Pacote de Inovação

Dois editais que fazem parte do pacote já foram publicados: o Minas Pelo Clima e o Novo SEED que, respectivamente, visam o fomento de soluções tecnológicas que contribuam para o enfrentamento dos desafios relacionados às mudanças climáticas e promovam a aceleração de startups mineiras.

Além deles, outra chamada da lista, que está sendo publicada nesta quinta-feira, é o edital Santos Dumont, com investimento de R$ 10 milhões para estimular equipes universitárias a desenvolver e testar soluções, protótipos, experimentos e sistemas tecnológicos.

Também fazem parte do Pacote de Inovação uma nova chamada de R$ 20 milhões do Laboratórios Certificadores – programa que apoia projetos de estruturação, adequação e manutenção de laboratórios que certificam produtos e serviços – e outra de R$ 10 milhões do Cientista Empreendedor – iniciativa que transforma pesquisas em empreendimentos inovadores.

“Essa é mais uma iniciativa que mostra que o Governo de Minas investe em ciência e tecnologia entendendo que a inovação, a partir dessas áreas, promovem mais empregos e renda de qualidade, além da potencialização da economia mineira”, destaca o subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sede-MG, Lucas Mendes.

Para as empresas, está confirmada mais uma edição do Compete Minas, com R$ 50 milhões para inovações tecnológicas que beneficiem o setor produtivo, desenvolvidas por empresas de maneira independente ou em parceria com ICTs. No mesmo segmento, o programa Pesquisador na Empresa também disponibilizará recursos para apoiar a inclusão de pesquisadores no mercado e qualificar a mão de obra mineira.

Os Ambientes Promotores de Inovação (APIs) e os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) também ganharão um novo edital com previsão de R$ 20 milhões em recursos. Para os ecossistemas de inovação também foi confirmada a segunda edição do Eventech, chamada que disponibiliza recursos para organização de eventos científicos, tecnológicos e de inovação.

Por fim, o HubMG Gov também vai disponibilizar R$ 20 milhões para startups, empresas e instituições de ciência e tecnologia desenvolverem soluções para desafios da gestão pública estadual.

“A Fapemig fomenta a pesquisa, a ciência, a tecnologia e a inovação produzidas em Minas, promovendo o transbordamento desses conhecimentos, oriundos das ICTs, para o setor produtivo, gerando emprego e valor para o estado”, completa o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, Luiz Gustavo Cançado.

Investimentos recordes

Entre 2019 e 2023, o Governo de Minas investiu mais de R$ 1 bilhão para as áreas de ciência, tecnologia e inovação do estado, com destaque para os R$ 455 milhões executados em 2022, o maior valor desde 2015. Programas inéditos como o Compete Minas e o Pró-Inovação foram lançados com esses recursos.

Já em 2024, foi anunciado o mesmo montante para ser alcançado até 2026. O Estado, no entanto, superou a marca ainda no fim do ano passado: foram R$ 533 milhões executados em 2024 e mais de R$ 585 milhões em 2025. Para este ano a previsão de execução é de mais de R$ 600 milhões.

Governo Presente

A transferência provisória da capital do estado para Viçosa faz parte da iniciativa Governo Presente e se repete por 19 cidades até junho, em uma ação que busca reconhecer a importância e valorizar cada uma das regiões mineiras, além de possibilitar ao governador conhecer ainda mais de perto as demandas dos moradores locais, incluindo os municípios ao redor de cada capital provisória.

Com isso, o Governo de Minas pretende destacar o papel estratégico desempenhado pelos municípios no fortalecimento das políticas públicas, na descentralização administrativa e na promoção do desenvolvimento regional.

A iniciativa reforça a importância de aproximar a administração pública estadual das diversas regiões de Minas Gerais, estimulando o diálogo federativo, a articulação institucional e a presença do Estado em cada território.

Governo de Minas entrega a primeira certificação de piscicultura ornamental do Brasil

Reconhecimento concedido à produtora da Zona da Mata integra o Programa Certifica Minas e busca fortalecer a produção sustentável e segura dos peixes

Minas entra para a história da piscicultura ornamental brasileira com uma ação inédita. O governador Mateus Simões concedeu, nesta quinta-feira (14/5), à produtora familiar Rosângela Aparecida Martins, do município de Vieiras, a primeira certificação oficial do país para a atividade. O reconhecimento, emitido pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), simboliza não apenas uma conquista individual da produtora, mas também um marco histórico para toda a cadeia produtiva de peixes ornamentais do Brasil.

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A entrega ocorreu durante a transferência da capital para Viçosa, na Zona da Mata mineira, como parte do programa itinerante Governo Presente. A região se destaca como o maior polo de produção de peixes ornamentais de Minas, estado líder nacional na atividade.

A certificação para piscicultura ornamental foi instituída e regulamentada por portaria do IMA publicada em setembro de 2025. A norma estabelece critérios relacionados à rastreabilidade, biosseguridade, sustentabilidade ambiental, bem-estar animal e boas práticas de produção.

A ação integra o Programa Certifica Minas, coordenado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e executado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e pelo IMA.

A iniciativa busca agregar valor aos produtos mineiros, ampliar mercados e fortalecer a competitividade da cadeia produtiva. Além disso, abre novas oportunidades comerciais para os produtores do setor e facilita o acesso a políticas públicas.

“O Certifica Minas, em todas as suas faces, é uma forma de emancipação do produtor rural. Rosângela: muito orgulho do seu trabalho. Fazer com amor faz toda a diferença”, destacou Mateus Simões.

A piscicultora é a primeira a receber o selo por ter apresentado um sistema de produção estruturado e totalmente em conformidade com as normas estabelecidas pelo IMA.

Com mais de 20 anos de atuação no setor, ela está à frente do empreendimento rural Criando Vidas, ao lado do filho e da mãe, em uma pequena propriedade em Vieiras. A estrutura conta com 11 estufas e 122 viveiros destinados à criação de espécies ornamentais como Betta, Colisa Lalia, Colisa Chuna, Colisa Sunset e Paraíso Albino.

Rosângela conta ter começado a atividade com muitas dificuldades, criando peixes em estufas improvisadas em buracos no chão cobertos por lona e, posteriormente, em estruturas feitas com bambu. Com o tempo, fez cursos e construiu tanques de cimento.

“Creio que, na região, sou a produtora que produz em menor área. Então, receber esta certificação é muito gratificante. É o reconhecimento por um trabalho realizado de forma sustentável e com muito carinho. Costumo dizer que não crio peixes e nem os considero produtos: crio vidas que vão enfeitar e alegrar as casas das pessoas”, disse Rosângela, que antes de se dedicar à criação dos peixes produzia café.

Hoje, a piscicultura é a principal atividade da família, garantindo renda média mensal de cerca de R$ 6 mil. A produção é comercializada em Vieiras e municípios vizinhos, de onde os peixes são levados por compradores para diversas regiões do Brasil. Agora, a produtora espera alcançar novos mercados dentro e, futuramente, fora do país.

“Entre os benefícios previstos estão ganhos em eficiência produtiva e a possibilidade de redução nas taxas de juros do Plano Safra para produtores certificados”, destacou o secretário de Agricultura Thales Fernandes.

Além disso, a certificação proporciona a valorização do produto junto ao consumidor, o acesso a mercados diferenciados, maior transparência nos processos produtivos, consultoria para aprimoramento da gestão do negócio, ampliação das boas práticas de produção e otimização do uso dos recursos naturais.

“Com a nova certificação, acreditamos que a piscicultura mineira, especialmente a da Zona da Mata, vai crescer ainda mais”, afirmou a coordenadora regional do IMA em Viçosa, Maria José Firmo.

Produção abundante

A Zona da Mata responde por cerca de 70% da produção brasileira de peixes ornamentais. Segundo estudo do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG), campus Muriaé, a atividade garante o sustento de mais de 400 famílias distribuídas nos municípios de Patrocínio do Muriaé, Vieiras, Eugenópolis, Miradouro, Barão do Monte Alto, Muriaé, Rosário da Limeira e São Francisco do Glória.

Os agricultores familiares são os principais produtores e, para muitos deles, a piscicultura ornamental representa a única ou principal fonte de renda.

Sobre o Certifica Minas

O Programa de Certificação de Produtos Agropecuários e Agroindustriais do Governo de Minas (Certifica Minas) tem como objetivo assegurar a qualidade e a sustentabilidade dos produtos agropecuários e agroindustriais do estado, promovendo melhorias na gestão das propriedades rurais e ampliando a inserção dos produtos mineiros nos mercados nacional e internacional.

Por meio do programa, o IMA já certificou, ao longo de quase duas décadas, mais de 10 mil produtores em 16 cadeias produtivas, entre elas café, azeite e Queijo Minas Artesanal.

Fundação João Pinheiro lança primeira plataforma do país a agregar dados estratégicos de Ciência, Tecnologia e Inovação

Desenvolvido a partir de demanda do Governo de Minas e com recursos da Fapemig, painel traz informações em base integrada de dados inédita no Brasil

Mais de 600 indicadores de 30 anos de dados estratégicos de Ciência, Tecnologia e Inovação de municípios, estados, regiões e país, com opções de visualização em gráficos, mapas interativos, tabelas, relatórios consolidados por região, tudo isso com acesso rápido e gratuito. Este é o resumo da plataforma Mapa Brasil C&T, lançada nesta quinta-feira (14/5), pela Fundação João Pinheiro (FJP).

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Inédita no país, a iniciativa surgiu a partir de uma demanda da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e recebeu financiamento do HubMG Gov, programa de inovação aberta do Governo de Minas coordenado pela Sede e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

A nova plataforma consolida dados de diversas fontes oficiais para a análise das capacidades científicas e tecnológicas brasileiras por meio de cinco dimensões estratégicas. Até então, o acesso a esse tipo de informação exigia horas de cruzamento de dados extraídos de diferentes fontes. Com o Mapa Brasil C&T, os dados oficiais são fornecidos em segundos.

“A partir dessa plataforma, conseguiremos promover melhorias nas políticas públicas, mais transparência e melhor acesso a todos esses dados, que são de extrema importância para todos aqueles que trabalham no setor público e privado, bem como para aqueles que querem fazer inovação em Minas Gerais”, destaca o subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sede-MG, Lucas Mendes.

A presidente da Fundação João Pinheiro, Luciana Lopes, reforça o caráter inovador e pioneiro da iniciativa ao integrar dados oficiais para oferecer uma visão subnacional abrangente do sistema científico e tecnológico brasileiro. “O Mapa Brasil C&T é estratégico por permitir que gestores públicos e privados compreendam os ecossistemas locais de inovação, identifiquem oportunidades e possam obter dados e informações confiáveis para embasar decisões de políticas públicas e de investimentos”, afirma.

Por meio da plataforma, gestores públicos de todo o país poderão comparar regiões, acompanhar tendências, gerar diagnósticos e acessar com facilidade informações sobre a produção científica e tecnológica, a infraestrutura, financiamento e os recursos humanos na área de C&T no Brasil.

Além de uma enorme economia de tempo, isso significa que a administração pública poderá avaliar o potencial de C&T de determinada localidade e potencializar o planejamento e a criação de políticas de inovação, além de otimizar o direcionamento de recursos, fatores imprescindíveis em um país com dimensões continentais como o Brasil.

De acordo com Gustavo Cançado, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, o projeto traz um olhar importante sobre os resultados da Fapemig e da ciência em Minas Gerais. “Isso nos ajuda a melhorar os processos. O projeto disponibiliza muitos dados relacionados à ciência, tecnologia e inovação, nos permite mapear questões relevantes e, acima de tudo, a planejar melhor as ações futuras da Fapemig”, diz.

Minas Junina 2026 fortalece cultura popular, movimenta o turismo e amplia circuito de festejos em todo o estado

Iniciativa deve mobilizar mais de 400 municípios e cerca de 700 eventos em todo o território mineiro

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e Cemig, lançou nesta quinta-feira (14/5), em coletiva de imprensa no Palácio da Liberdade, o Minas Junina 2026 como uma grande celebração da cultura popular e das tradições que atravessam gerações em todas as regiões do estado.

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Integrando o programa Minas Essencial, a iniciativa reforça a conexão entre cultura, turismo e desenvolvimento regional. Com previsão de mobilizar mais de 400 municípios e cerca de 700 eventos em todo o território mineiro, o Minas Junina consolida-se como uma política estruturante de valorização das manifestações populares, fortalecendo a identidade cultural dos territórios e ampliando a circulação de visitantes pelo estado entre maio e julho.

“Essa campanha é fundamental na consolidação da atração de turistas e no fortalecimento da economia criativa. Em 2025, foram mais de 3,5 milhões de visitantes transitando em Minas Gerais com esse foco de participar dos festejos do Minas Junina, e, neste ano, nós temos a perspectiva de crescimento para além de 10%, tanto no número de festividades quanto de municípios participantes, e, consequentemente, no número de turistas”, destacou a secretária de Estado Adjunta de Cultura e Turismo, Josiane de Souza.

A estratégia de promoção inclui ampla divulgação por meio do portal Minas Gerais, redes sociais e campanhas integradas de promoção turística, ampliando a visibilidade dos destinos mineiros dentro e fora do estado.

O objetivo é fortalecer o estado como um dos principais destinos brasileiros do turismo cultural e de experiência durante o período junino.

“A partir de hoje, nós estamos abrindo o cadastro para os municípios inscreverem suas programações no portal Minas Gerais, o que gera um grande portfólio com todos os eventos do estado. Ao integrar o Minas Junina, os municípios também pontuam em dois programas importantes: o ICMS Turismo e o ICMS Cultural”, ressaltou a subsecretária de Turismo, Patrícia Moreira.

Arraiá da Liberdade

Entre os destaques da programação está o Arraiá da Liberdade, que recebe o 3º Arraial Dona Lucinha, no dia 27/6, a partir das 15h, nos jardins do Palácio da Liberdade.

O evento reúne manifestações culturais de diversas regiões do estado, com apresentações de quadrilhas, grupos tradicionais, música, gastronomia e experiências que celebram a diversidade da cultura popular mineira.

A ambientação da feira gastronômica contará com estandartes do artista plástico Marcelo Brant, de Diamantina, e a cenografia terá participação especial do artista plástico Léo Piló.

“Nós fizemos dois pequenos arraiás dentro do restaurante Dona Lucinha, e agora nós viemos para os jardins do Palácio da Liberdade com uma alegria imensa de estar nesse lugar tão maravilhoso. Aqui nós vamos trazer atrações culturais diversas, fazendo a conexão do interior com Belo Horizonte”, celebrou a curadora e chef Márcia Nunes, filha de Dona Lucinha.

A programação contempla Oficina de Guisadinho Mineiro com a chef Elzinha Nunes, também filha de Dona Lucinha; o cortejo de abertura com o grupo A Dança dos Caboclos do Congado do Serro; a participação do cordelista Paulinho Ferreira; apresentações do Batuque na Cozinha e do Trio Petronilho; além do encerramento com a tradicional quadrilha junina São Gererê.
Interior

O Minas Junina também reforça o protagonismo do interior na construção da identidade cultural mineira. Em cidades como Pavão, Paraopeba, Janaúba, Jequitinhonha, Itinga, Monte Azul, Lagoa da Prata e São João Nepomuceno, os festejos movimentam comunidades inteiras e transformam as tradições juninas em experiências que unem fé, música, gastronomia e hospitalidade.

Também integram a programação a 19ª Festa do Maior Pé de Moleque do Mundo, em Piranguinho, no Sul de Minas; o São João e Festival Sons e Sabores do Nordeste, em Extrema; além de dezenas de arraiais, festas comunitárias e celebrações religiosas espalhadas por todas as regiões mineiras.

Minas aplica quase 17 mil doses em ação de vacinação nas escolas

Mobilização aproximou imunização da comunidade escolar e reforça importância de manter caderneta de crianças e jovens atualizada

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O Governo de Minas aplicou cerca de 17 mil doses durante a Semana de Mobilização e Vacinação nas Escolas, realizada entre 4 e 8/5. A ação levou imunização, orientação e cuidado ao ambiente escolar, facilitando o acesso de estudantes e profissionais da educação às vacinas do Calendário Nacional de Vacinação.
A iniciativa foi promovida pelas secretarias de Estado de Saúde (SES-MG) e de Educação (SEE-MG), em escolas públicas participantes do Programa Saúde na Escola (PSE). Mesmo com a mobilização concentrada na última semana, a vacinação continua disponível nos municípios. Crianças e adolescentes com doses em atraso devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para atualizar a caderneta.
“A ação de vacinação nas escolas demonstra o compromisso do Governo de Minas com a saúde da população mineira. Quando a vacina chega ao ambiente escolar, ampliamos o acesso, orientamos as famílias e fortalecemos a proteção de crianças, adolescentes e profissionais da educação”, afirmou a superintendente de Vigilância Epidemiológica da SES-MG, Aline Lara Cavalcanti.
Ao todo, cerca de 355 municípios aderiram à estratégia. Durante o período, foram aplicadas quase 17 mil doses nas escolas. O resultado representa crescimento de mais de 40% no número de doses aplicadas no período da campanha.
Entre os imunizantes ofertados estavam vacinas contra meningite ACWY, HPV e dengue, além de outras previstas no Calendário Nacional de Vacinação, conforme a idade e a situação vacinal de cada estudante.
Proteção desde a infância
A vacinação previne doenças, reduz surtos, evita casos graves e protege a coletividade. No ambiente escolar, essa estratégia ganha força porque aproxima o serviço de saúde das famílias e contribui para que crianças e jovens cresçam mais protegidos.
Durante a mobilização, as equipes de saúde conferiram os cartões e aplicaram as doses necessárias. As ações foram organizadas pelos municípios, de acordo com a realidade de cada escola, com apoio das equipes da educação e orientação às famílias.
A SES-MG reforça que a participação dos pais e responsáveis é essencial. A orientação é verificar regularmente o cartão de vacinação, autorizar a imunização quando solicitado pela escola e procurar a UBS sempre que houver dúvida ou atraso.
Boas práticas
Para fortalecer a vacinação no ambiente escolar, a SES-MG realiza, em 2026, a primeira edição do Prêmio Amigos do Zé Gotinha, em parceria com a Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A iniciativa vai reconhecer boas práticas de municípios e escolas que desenvolvem ações para ampliar as coberturas vacinais e incentivar a cultura da vacinação.
Participam automaticamente os municípios que aderiram ao Programa Mineiro de Imunizações em 2025. Escolas públicas e particulares também puderam inscrever relatos de experiências realizadas entre janeiro de 2025 e abril de 2026, conforme os critérios definidos em edital.
A premiação será entregue durante o 3º Congresso Brasileiro Defesa da Vacinação e o 1º Congresso Internacional de Imunização, que serão realizados nos dias 23 e 24/6, em Belo Horizonte.
Vacinação mais próxima
Desde 2023, o Governo de Minas já destinou mais de R$ 530 milhões para ações de vacinação. O Estado também repassou mais de R$ 100 milhões para a aquisição de 249 vacimóveis, que levam vacinas diretamente às comunidades.

Minas disponibiliza R$ 10 milhões para equipes universitárias desenvolverem soluções para desafios tecnológicos

Programa Santos Dumont retorna com foco em apoiar a formação tecnológica prática e o desenvolvimento de competências em inovação

O Governo de Minas, por meio de parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), retoma, nesta quinta-feira (14/5), o Programa Santos Dumont, chamada que disponibiliza R$ 10 milhões para incentivar o desenvolvimento de projetos de ciência e tecnologia por equipes universitárias.

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A iniciativa visa estimular equipes estudantis a conceber, desenvolver, construir e testar soluções, protótipos, experimentos e sistemas tecnológicos, promovendo a aplicação de conhecimentos acadêmicos na resolução de desafios tecnológicos concretos. As propostas devem ser submetidas até o dia 13/7, via Sistema Everest.

Confira aqui o edital completo

“Tecnologia e a inovação são fortes pilares para a criação de soluções relevantes para o setor produtivo e para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais”, diz a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, ao frisar o modelo de integração entre universidade, indústria e governo.

“Ao investirmos em projetos de equipes universitárias, também impulsionamos a vivência acadêmica inovadora e promovemos a atuação da tríplice hélice”, ressalta Mila Corrêa da Costa.

Despertando talentos

Retomado após sete anos, o programa incentiva a participação desses projetos em ações de divulgação científica, olimpíadas científicas, feiras tecnológicas, desafios de engenharia e competições educacionais de âmbito nacional e internacional.

“A chamada Santos Dumont nasce do diálogo entre a Fapemig, a comunidade acadêmica e as empresas. Uma vez que o estudante é inserido em um projeto prático e vivencia a prática dos laboratórios e competições, ele é estimulado a dar continuidade ao seu curso”, observa o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, Luiz Gustavo Cançado.

Para estudantes de engenharia, a participação em competição é uma oportunidade de aprendizado, de expandir redes de contatos e de ampliar o aprendizado da sala de aula para a realidade.

Gustavo de Abreu de Araújo é um desses exemplos. Enquanto estudante de Engenharia Mecânica na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ele integrou a equipe do Fórmula UFMG, com foco em veículos tipo fórmula da universidade e que recebeu apoio do programa para competir. Atualmente, ele é engenheiro do Grupo Stellantis.

“Participar do Fórmula UFMG foi uma oportunidade de ouro na minha vida. Olhando para trás, vejo a importância para a minha trajetória profissional. Assim que eu me formei, já tinha autoridade em assuntos automotivos”, lembra Gustavo de Araújo.

Linhas de Financiamento

A chamada se divide em duas linhas de financiamento: a Linha A, que disponibiliza até R$ 7 milhões, é destinada ao desenvolvimento de projetos e protótipos tecnológicos e recebe propostas de até R$ 200 mil; e a Linha B, que disponibiliza até R$ 3 milhões, é destinada à participação em competições tecnológicas e científicas, recebe até R$ 50 mil para eventos de abrangência nacionais (B1) e até R$ 120 mil para evento de abrangência internacional (B2).

Entre os itens financiáveis, estão a aquisição e licença de softwares, passagens, diárias, despesas de importação, taxas de inscrição, camisetas. Os coordenadores podem também solicitar Bolsa de Desenvolvimento em Ciência, Tecnologia e Inovação (BDCTI); Bolsa de Incentivo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Tecnológico (BIPDT) para servidores estaduais e Bolsa de Iniciação Científica e Tecnológica (BIC STEM). Os valores estão disponíveis no site da Fapemig.

Diários de uma mãe

Ana Maria Coelho CarvalhO – Bióloga

Minha mãezinha querida, que Deus a tenha, tinha o hábito de, já velhinha, sentar-se em sua cadeira de balanço e ficar pensando na vida. Em tudo o que já havia vivenciado ao longo de tantos anos. Em suas dores e em seus amores. Depois, começava a dar beliscões nos braços para sentir se ainda estava viva e se era ela mesma quem tinha passado por tudo aquilo…

Lembrando desse episódio, resolvi folhear os diários amarelados pelo tempo, que escrevi durante 23 anos, de 1982 a 2005. Comecei escrevendo diariamente. Depois, um resumo a cada mês e nos anos finais, um registro dos acontecimentos mais marcantes. Há fatos interessantíssimos.

O título dessa crônica poderia ser “Diários de uma esposa”, enfocando o relacionamento com o Zé, meu finado marido. Existem anotações assim: “É impossível conversar com o Zé, ele só quer saber de futebol. Neste final de semana, foi a cinco jogos e assistiu mais três na TV”(11/04/1982).

Poderia também se chamar “Memórias de uma professora de Biologia”: “ Hoje tive que ministrar três aulas teóricas porque não consegui as sanguessugas para as aulas práticas (23/04/1982)”. Jesus, lembrei-me de que colocava iscas em tanques de peixe para coletar esses anelídeos…

Ou poderia ser: “As confusões de uma família”, como no dia 26/03/1982, quando anotei : “Fui assistir ao show do Ivan Lins com a Karine e o Vinícius. A Karine “puxou o ronco” na hora do show. O Luiz Cláudio ficou sozinho tomando conta da casa, trancou tudo e dormiu. O Zé chegou, tocou a campainha, gritou, esmurrou a porta e ele não acordou. Teve que arrombar a janela do nosso quarto”.

Optei por abordar os causos dos filhos, acontecia de tudo. Por exemplo, nesse mesmo diário de 1982, eu com 33 anos; o Vinícius com 11; o Luiz Cláudio com 10; a Karine com 9; a Thaís com 7; e o Paulo Márcio com 5.

Logo no início do ano, o drama da Karine. Ela estudava na escola Pollyana e eu a transferi para a E.E. Enéas Guimarães. Já acordava chorando para não ir à aula; daí a Thaís dizia que também não iria. Eu empurrava as duas para o carro; chegavam na escola e não desciam; eu voltava e as colocava de castigo. No dia 25/02/82, escrevi, entre outros assuntos: “Fui com a Karine para a escola e fiquei duas horas sentada na escada para ver se ela se acostumava na sala; não queria me deixar ir embora”.

Em março, várias anotações sobre o Paulo Márcio, que também não queria ir para a escola porque tinha medo de que eu o esquecesse por lá (um dia esqueci mesmo). No dia 10/03: “À noite, a luta para os cinco fazerem os deveres de casa, o Vinícius chorando porque perdeu o estojo e a Thaís emburrada”.

Nesse mesmo mês, eu na UFU dando aulas, telefonam da escola dizendo que a Thaís estava com catapora. Escrevi, no dia 16: “Já acordei cansada. Deitei tarde e não dormi direito; a Thaís chorou. Ela dormiu na minha cama e eu, no colchão no chão” .

Depois, no dia 17, anotei: “A Thaís está tristinha e apaixonada com a catapora. Disse que está achando bom só porque o Paulo Márcio não está batendo nela, pois ele tem medo de pegar catapora. Mas daí ele disse que vai dar um soco bem rápido nela”.

Acabou que ele pegou catapora mesmo e também a Janaína, a amiguinha da Thaís. E, no dia 18/04, o Paulo Márcio armou uma armadilha para derrubar a Thaís quando ela fosse apertar a campainha.

Lendo apenas quatro meses desse ano, é possível entender minha correria em dar e preparar aulas, levar as crianças para todo lado, socorrer nas doenças, nas brigas e nos deveres, ser dona de casa, participar de vários projetos universitários. Algumas frases anotadas: “Hoje o Luiz Cláudio perguntou por que não fico sendo apenas dona de casa’; “Fiquei em casa de manhã, o Paulo Márcio fica todo feliz, aproveita e não sai de perto de mim. E daí vem aquela dor de consciência de ficar tanto tempo longe dos filhos, mas fazer o quê…”

Bem, li apenas um pouco do primeiro diário- cansei só de ler. “Pulei” vários anos e fui folhear o começo de 1999, quando o meu sexto filho, João Lucas, estava com quase cinco anos.

Encontrei a descrição deste fato: “Aconteceu uma reunião na escolinha onde o João Lucas estuda, e as mães reclamaram que os filhos estavam aprendendo palavrões na escola. Concordei com isso, pois lá em casa ninguém falava palavrões e o João Lucas começou a falar. Por exemplo, o Zé outro dia estava assistindo ao programa da Tiazinha na TV, ela com um chicotinho e um collant preto com ligas. O João Lucas entrou na sala, olhou e disse: – Pai, olha a perereca dela! E o Zé, bravo: -Olha o quê? E o João Lucas: -Ah, não, olha o cu dela! Piorou…”

E muitas outras anotações interessantes e engraçadas sobre ele, como quando estava concentrado ouvindo, na TV, uma moça informando as condições meteorológicas- chove aqui, faz sol ali etc- e ele, indignado: -Por que esta moça sabe tudo e eu não sei?

Ou então as perguntas difíceis que ele fazia, nessa idade:- O Deus sonha? Índio escova dente? Porque ladrão não trabalha? Mãe, o que é canela? E depois que expliquei direitinho sobre a canela (casca de árvore), ele perguntou: – Então, o que é “bati a canela”?

Enfim, nos diários dos últimos anos, há anotações sobre os filhos adolescentes, depois universitários, casados… Os primeiros namoros, as festas, as alegrias e dificuldades na universidade, as viagens, os casamentos… Daria uma enciclopédia, com muitos volumes.

Concluindo, fiquei impressionada com tantas coisas que já vivenciei e de que nem lembrava mais. Agora, vou sentar na cadeira de balanço que herdei da minha mãezinha querida e também vou me beliscar e perguntar –Santo Deus, será que fui eu mesma quem passou por tudo isso?

Beca x Farda

Tania Tavares – Professsora – SP

Quando a Beca desconhece um espaço público, portanto mantido com os impostos do povo paulista, e passa a quebrar este mesmo espaço num vandalismo barato e inconsequente, em vez de dialogar até com o governo estadual e chegar a uma solução. Não, dão um prejuízo a todos nós paulistas além de não desocupar o local invadido quando solicitado prejudicando quem lá estuda.

A raiz de todos os males

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

Digo sem medo de errar que o instituto da reeleição é a raiz de todos os males do Brasil. Mal eleitos todos, sem exceção , só pensam em se eternizar. Trabalham no primeiro mandato pensando no segundo. Aí dirão. Mas tem gente boa. Ser bom é obrigação, não é opção. Aposto que no dia que acabarem este instituto, todos trabalharão do primeiro ao último dia para terem seus nomes gravados. Fora isto, acabar com todos seus privilégios. Desta forma só aparecerão pessoas pensando no bem do país.