Óleo de fígado de bacalhau

*Cesar Vanucci

“O que sei é que nada sei!” (Sócrates, filósofo grego – c. 469-399 a.C)

Vivendo e aprendendo. Como anota Ary Barroso, numa de suas lindas canção, “A Vida é uma escola em que a gente precisa aprender a ciência de viver, pra não sofrer.” Confesso, em boa e lisa verdade, sem me deixar prender por qualquer constrangimento, haver chegado aos 45 anos de existência pela segunda vez consecutiva, na mais santa ignorância quanto à real história do bacalhau.
O bacalhau como acontece em tantos lares e lugares, é indissociável dos cardápios mais apreciados em instantes especiais de festejos. Percorrendo as ladeiras da memória, volto o olhar nostalgicamente para os ajantarados na casa de vó Carlota. Na semana santa e na passagem de ano, a bacalhoada era de se lamber os beiços, servida em terrina reservava só para momentos de gala. A receita do acepipe tornou-se tradição familiar.
Outra lembrança ligada ao tema, desta fase risonha da vida é menos digestiva. Minha saudosa mãe, Tonica, costumava servir-nos como fortificante, numa colher imensa, uma beberagem sorvida em meio a caretas e ao mais completo desprazer. Era o célebre “Óleo de Fígado de Bacalhau” vendido nas farmácias dentro de frasco que trazia no rotulo a imagem de um homem de terno, com chapéu a la Carlitos, carregando nas costas um descomunal pescado, ele próprio: o bacalhau. O rotulo continha dizeres alusivos a excelência do produto, não atestada pela criançada.
Carreguei anos a fio a ideia de que o bacalhau era uma espécie de peixe, como o salmão, o atum, o bagre, o badejo, o lambari, a sardinha, o dourado, o surubim, o pirarucu e assim por diante.
Guardei comigo a ideia de que o peixe denominado bacalhau só pudesse ser encontrado nas águas geladas da Noruega. Certa ocasião, num passeio turístico marítimo pela região dos famosos fiordes noruegueses, indaguei da guia, ingenuamente, se era ali o ponto de pescaria do bacalhau. Mal contendo o riso, ela respondeu que sim. Tantos anos passados, chego a conclusão que a moça estava, na verdade, gozando minha cara. Ponho-me hoje a matutar se a pergunta tantas vezes ouvida, sobre se já vi alguma vez cabeça de bacalhau não esconde igualmente intuito de deboche…
Outra observação me acode: dantes só se falava em bacalhau norueguês. A partir de dado momento o bacalhau português botou a cabeça fora d” água, nas peixarias. Participei de discussões sobre qual o bacalhau é de melhor sabor. Em meu modo de entender o de procedência norueguesa era superior ao de procedência portuguesa, com certeza.
Toda essa conversa é para dizer ao meu culto, conquanto reduzido, leitorado que só agora, na fase outoniça da existência tomo conhecimento de que não existe um peixe específico chamado bacalhau. Bacalhau como explicam os entendidos em frutos do mar, é um processo de preparação de secagem e salga de diferentes espécies de peixe, inclusive o pirarucu que não é pescado nem no mar, nem em águas geladas, mas em água doce, em zona tropical no rio –mar Amazonas. Os especialistas em gastronomia apontam alguns tipos de peixe como ideais para a preparação das postas de bacalhau. A propósito, na virada do ano topei pela frente com uma bacalhoada. Achei o gosto bastante diferente. Não lembrava claro, óleo de fígado, mas, tão nem tampouco ajantarado dos tempos da meninice.
Por essa e por outras, o jeito é apelar para Sócrates: “o que sei é que nada sei!”

Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)

UMA SURRA HISTÓRICA

Antônio Pereira – Jornalista e escritor – Uberlândia- MG

O dr. Domingos Pimentel de Ulhôa, médico, tinha uma personalidade inflexível. Certa ocasião, foi eleito presidente da Sociedade Médica de Uberlândia e recusou-se a assumir porque não tinha sido consultado antes das eleições, se aceitava ser candidato. Doutra feita, levei-lhe um livro que acabara de publicar, honrado por tê-lo como leitor, e não consegui sair de sua sala sem receber um valor que ele próprio estimou porque eu me recusava a colocar preço.
Homem discreto que escreveu muito e nunca fez questão de divulgar seus trabalhos literários (a tradicional e extinta revista “Fon-fon”, do Rio de Janeiro, publicou-lhe dois poemas que se perderam), admirava a estimulava os jovens talentos da terra.
Numa rápida rememoração de sua passagem pela vida, podemos registrar que foi médico pediatra tendo sido colega de estudos de Guimarães Rosa e de Hilton Rocha. Instalou e foi o primeiro chefe do Centro de Saúde de Uberlândia. Foi presidente do Uberlândia Tênis Clube (UTC) quando ainda se constituía apenas da piscina construída por Custódio Pereira. Professor do Colégio Estadual e teve por aluno o futuro Ministro da Saúde, Adib Jatene. Foi diretor da Santa Casa. Foi o primeiro diretor da Escola de Medicina e Cirurgia de Uberlândia e é o Patrono de seu Diretório Acadêmico. Foi Reitor da Universidade Federal de Uberlândia por ocasião de sua instalação em 1970. Foi Conselheiro da primeira diretoria da Sociedade Médica de Uberlândia e Presidente da terceira gestão.
Avesso à política, como o seu pai, o Juiz de Direito dr. Duarte Pimentel de Ulhôa, era muito amigo do coió José Fonseca e acabou por insistência desse experimentando uma candidatura para o mandato de vereador, iniciado em 1935 e terminado em 1937 por Ato do ditador Getúlio Vargas.
Seu pai foi magistrado por 36 anos.
Instalou nossa Comarca em 25 de janeiro de 1892 e só a deixou por morte, ocorrida em 1928. Foi vítima de perseguição política comandada pelo Vereador Manoel Alves do Santos, que queria expulsa-lo da cidade e ao Vereador Augusto César. Os Pereira, partidários do Manoel Alves, (neto do patriarca João Pereira da Rocha), exigiam que o juiz saísse da cidade montado numa égua.
Doutra feita, o dr. Duarte foi transferido, com promoção, para São Sebastião do Paraíso, mas o povo, com bandas e foguetes e abaixo-assinados vários incluindo um só de italianos, pediu a ele que não fosse. Duarte recusou a promoção e permaneceu em sua Uberabinha.
Mas o que nos leva a escrever esta crônica é um fato curioso: o Presidente do Estado de Minas Gerais, dr. Artur da Silva Bernardes (cujo apelido que detestava era “seu Mé”) foi quem mandou construir o Palácio da Justiça na antiga praça da República (Tubal Vilela). O fórum foi inaugurado no festivo dia 7 de setembro de 1922 (como parte dos festejos do Centenário da Independência) com muita música, foguetes e discursos, um deles proferido pelo jornalista Agenor Paes que, depois, publicou-o num pequeno livreto de sete centímetros de altura. Quem supervisionou a obra foi o próprio dr. Duarte.
Um dia qualquer, bem antes do 7 de setembro, durante a construção, os operários já haviam largado o trabalho quando o dr. Duarte foi ver como se encontrava a obra. Ainda nos seis primeiros momentos, as valetas para os alicerces estavam abertas e vazias. Quem ele encontrou lá no fundo dos buracos vazios? Nada menos que o menino Domingos, com 14 anos de idade já, mas ainda de camisolão, como se usava na época, emporcalhando o camisolão e enchendo de terra os buracos para os alicerces. O bom magistrado não teve dúvida, desceu de seu costumeiro “aplomb” Londrino, puxou do correião e sacudiu uma surra exemplar no futuro Reitor da Universidade Federal de Uberlândia.

Fonte: entrevista com o dr. Domingos em 1988

ESCOLA DE CAPACITAÇÃO ANTÕNIO FREDERICO OZANAM 19.11.2023

José C. Martelli – Advogado e professor – Espírito Santo do Pinhal – SP

O dia 07 de novembro de 2023 foi para mim um dia muito prazeroso porque recebi, ministrado pelo Professor Célio Baraldi, Vicentino na acepção da palavra, um curso que nos capacitará a sermos vicentinos. Juntamente com quatro de Pinhal e cinco de São João da Boa Vista tivemos um domingo de grande valia. Antes de adentrarmos a esta crônica, rápidas pinceladas do que é a Sociedade São Vicente de Paulo. “Trata-se de um movimento católico, também conhecido como Conferência de São Vicente de Paulo, cujos membros, leigos e voluntários, são denominados vicentinos. Inspirados no patrono São Vicente de Paulo, pai da caridade, os vicentinos têm a missão de levar assistência material e espiritual aos necessitados.” Também rápidas palavras sobre Antônio Frederico Ozanam. “Defensor da fé, empolgante orador, excelente escritor e precioso professor, Frederico não estava satisfeito em apenas praticar o cristianismo intelectual. Entendia que era necessário fundamentar essa fé no exercício de uma obra de caridade, pois assim ela se justificaria. Então, voltou-se para os pobres e norteou a sua vida no sentido de servi-los, a exemplo de seu pai e dos ensinamentos de Jesus Cristo. Junto de outros jovens cristãos com o mesmo objetivo, fundou a Sociedade de São Vicente de Paulo, em 1833, uma instituição católica, mas de leigos, direcionada para dar abrigo e assistência aos pobres e aos excluídos. Entretanto pensou não apenas no objetivo social, mas também no religioso para os integrantes da Sociedade, que, além de proporcionar o bem-estar aos pobres, trilhariam o caminho da santificação, no seguimento de Cristo. Também colocariam em prática os princípios da verdadeira democracia social e dos direitos humanos dos indivíduos baseados na caridade cristã. Por essa visão humanitária e democrática cristã ele é considerado precursor da doutrina social da Igreja.” Dito isto, que nos foi passado de maneira magistral pelo Professor Célio, tivemos oportunidade de entender o que seria a empatia que os vicentinos terão que ter junto aos assistidos. Não é aquela empatia de saber se colocar no lugar do outro. É verdadeiramente transformar-se no outro para vivenciar de maneira real os seus problemas. Aí ele se torna um Vicentino com letra maiúscula. Na verdade, o que aprendemos é que a cesta básica que levamos aos assistidos deve ser mera desculpa para podermos ajudá-los. É importante, mas não é tudo. Concluindo, os aspirantes a Vicentinos presentes ao Curso receberam não somente um enxurrilho de informações e ensinamentos transmitidos pelo Mestre Baraldi, que os qualificará a serem vicentinos, como também, certamente os tornarão pessoas melhores do que já são Finalmente, duas coisas não poderiam deixar de ser mencionadas nesta breve crônica: a primeira a história contada pelo Professor, que pode até ser folclórica, mas diz bem o que se espera de um ser humano: uma pessoa prestes a cometer suicídio, preparando-se para cortar os pulsos, percebeu o seu cachorro ganindo e lambendo-lhe as pernas e pensou. Meu Deus, se eu morrer quem vai cuidar de meu cachorro. E desistiu do seu intento, continuando a viver. A segunda, tão importante quanto, foi o café servido aos presentes, bem como o almoço oferecido ao final do curso, preparado com carinho e muita competência culinária, com um pudim de sobremesa que até hoje nos deixa com água na boca, por 3 Consocias, Clarice, Cristina e Maria Rita, da Conferência de São Luiz Gonzaga. As quais deixo aqui meu agradecimento particular, na certeza que estarei falando por todos os presentes. Afinal gostaria de transcrever um artigo escrito em 30 de dezembro 2015, sob o Título de “TODO DIA SEM FOME” que faz côro ao que o Professor Baraldi enfatizou durante sua fala. Não é apenas a fome que grassa todo dia e não é sem razão de que duas coisas são imutáveis em nossas vidas: a fome e morte. Ei-lo: “Sempre fomos contrários a campanhas do tipo NATAL SEM FOME, como se os famintos somente se alimentassem no Natal, ou a programas governamentais de assistência social quando só fazem tornar dependentes os que procuram apenas trabalho. Se os governos de quaisquer níveis, principalmente os municipais, realmente quisessem fazer alguma coisa pelos milhões de pobres deste País, iriam apoiar e criar programas de geração de empregos e renda, para que todos tivessem acesso aos alimentos e a todos os demais pressupostos da cidadania, inclusive à própria dignidade. Poderiam iniciar já, uma campanha que se chamaria NATAL COM EMPREGO, com início neste e término no próximo Natal. Nesse sentido o artigo dos empresários pinhalenses Ricardo Amato e Luis Cláudio Cardoso Barbara, estampado no JOP, do dia 21.11, indica um caminho seguro, diferenciado e factível, que pode propiciar, em curto prazo, um desenvolvimento com emprego e renda, tão necessários na presente conjuntura. É um projeto que merece o apoio de todos os segmentos da atividade econômica do município e, principalmente, de todos os pinhalenses que buscam, verdadeiramente, um norte para nossa urbe. Parodiando a poesia: Felicidade, árvore milagrosa que sonhamos, está sempre, sempre onde a pomos, mas nunca a pomos onde nós estamos, diríamos: Desenvolvimento, ação necessária com que sonhamos, está sempre, sempre onde os pomos, mas nunca os pomos onde nós estamos”.

Termina nesta sexta-feira (21/6) o prazo para adesão ao Refis do ICMS

Descontos nas multas e nos juros variam de 30%, para pagamento em 120 parcelas, a 90%, no caso de quitação à vista

Termina nesta sexta-feira (21/6) o prazo de adesão ao programa de regularização de dívidas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de Minas Gerais.

GOV. MG

As empresas que possuem dívidas do tributo podem obter descontos nas multas e nos juros que variam de 30%, para pagamento em 120 parcelas, a 90%, no caso de quitação à vista.

As regras do Refis ICMS MG 2024, lançado pela Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) em 1/4, estão no Decreto 48.790. Para mais informações, clique aqui.

No site da Secretaria de Fazenda, está disponível uma seção de perguntas e respostas mais frequentes sobre o programa.

Podem ser alcançados pelo Refis os débitos do ICMS declarados ou não, em aberto ou parcelados, inscritos ou não em dívida ativa, ajuizada ou não sua cobrança, referentes aos fatos geradores (como vencimentos, operações realizadas ou notas fiscais emitidas) ocorridos até 31/3/2023.

Para ingresso no programa, o contribuinte deverá consolidar todos os débitos em aberto. Mesmo as empresas que perderam parcelamentos anteriores poderão aderir novamente. O valor da parcela não poderá ser inferior a R$ 500.

Forma de adesão

Para aderir ao Refis, o contribuinte deverá acessar o Sistema Integrado de Administração da Receita Estadual (Siare), proceder as simulações e concluir a habilitação no próprio sistema.

Alternativamente, o contribuinte poderá preencher o documento de habilitação disponível no site da Secretaria de Fazenda e encaminhá-lo à Administração Fazendária (AF) de sua circunscrição ou nos Núcleos de Contribuintes Externos (NConext) localizados nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo ou Brasília.

 

GOVERNDOR ZEMA VEIO ONTEM A UBERLÂNDIA CONVERSAR COM ORLEY

Ivan Santos – Jornalista

Em jornalismo costumávamos dizer no passado recente, que uma ocorrência ou fato incomum, circunstancial, fora da rotina diária, era inusitado.
Ontem, ocorreu em Uberlândia um fato inusitado. Explico:
A rotina sempre nos revelou que o repórter procurava a fonte para uma entrevista, principalmente se esta fosse importante socialmente. Um governador de Estado sempre foi fonte importante, sempre cheio de pautas a cumprir e difícil de entrevistar.
Ontem ocorreu em Uberlândia um fato inusitado. O governador Romeu Zema, que governa o segundo mais importante Estado do Brasil, fez uma volta no seu trajeto diário e veio a Uberlândia com uma só missão: dar uma entrevista ao veterano jornalista Orley Moreira, com pauta livre. Isto é: assuntos escolhidos pelo jornalista. Pesou nesta decisão a seriedade, a competência e o respeito que em Minas todos têm pelo jornalista por ele ser sério e competente. Hoje, mesmo depois de aposentado, Orley Moreira conserva uma postura de comunicador de elevado conceito moral e destacada competência profissional.
O governador de Minas não veio a Uberlândia para se reunir com autoridades políticas, com reitores de universidades nem com representantes dos importantes empresários que atuam nesta cidade; Zema não trouxe uma pauta pronta. Veio Conversar com Orley. Foi recebido com a clássica fidalguia do comunicador e sentou-se diante dele sem nenhum assessor. Foi uma conversa livre do líder de Minas Gerais com um nobre jornalista, respeitado no Estado e no Brasil. Foi um encontro que registro para a História.
Orley Moreira foi um dos mais importantes narradores de telejornais no Sistema Globo de Rádio e Televisão, ao lado de Sérgio Chappelin e do maior de todos: Cid Moreira (Não é parente de Orley). Orley deu vida e voz ao vibrante jornalismo da antiga TV Triângulo e foi uma das vozes mais respeitadas e admiradas no Brasil Central onde foi mestre e orientador de muitos jornalistas. Hoje, aposentado, produz um podcast: CONVERSA COM ORLEY.
A visita sem pauta do governador de Minas Gerais, ontem, para ser entrevistado por Orley Moreira foi a revelação da importância que tem o experiente jornalista que, mesmo aposentado, representa muito para quem comanda o importante Estado de Minas Gerais. Orlei Moreira: exemplo de jornalista sério, competente e sempre comprometido com a verdade. O governador Romeu Zema provou ontem que reconhece esses valores.

 

FESTA DO CONGADO EM UBERLÂNDIA

Valter de Paula/Secretaria de Governo e Comunicação

Com o intuito de garantir apoio e preservar a tradicional Festa do Congado como referência para todo o Brasil, a Prefeitura de Uberlândia fará repasse, ainda este mês, à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito para auxiliar com a celebração da Festa do Congado 2024. O incentivo, previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2024, de cerca de R$ 270 mil, é realizado tradicionalmente e é mais uma forma de reconhecimento e preservação da cultura afro-brasileira por parte da administração municipal.
A Festa do Congado é patrimônio imaterial do município desde 2008. Por meio do decreto nº 11.321, Uberlândia obteve um marco significativo de valorização dessa importante manifestação cultural. É uma celebração que expressa identidade e história e muito representativa para os povos de matriz africana.
Ainda em 2008, durante a gestão do prefeito Odelmo Leão, a Prefeitura de Uberlândia solicitou registro dos festejos do Congado como Patrimônio Cultural do Brasil ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Desde então, aguarda o andamento dos trâmites para aprovação da proposta. O objetivo é continuar promovendo maior visibilidade e perpetuar a tradição das celebrações em todo o território nacional.
Atualmente, o processo segue em andamento junto ao Ministério da Cultura. Desde outubro do ano passado, o registro feito pela Prefeitura de Uberlândia encontra-se em estágio de análise para posterior manifestação técnica pelo Iphan.
(Acompanhe aqui o andamento do processo junto ao Iphan)

Incentivo à cultura
O fomento à festividade pela Prefeitura de Uberlândia é viabilizado, durante todos os anos de gestão do prefeito Odelmo Leão, por meio de repasses previstos pela Lei Orçamentária Anual (LOA). A verba destinada à Irmandade Nossa Senhora do Rosário e São Benedito é, posteriormente, distribuída aos 24 ternos de Congado de Uberlândia que compõem as celebrações, ocorridas tradicionalmente entre os meses de agosto e outubro.

Arroz LGBTQIZYW

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira- Economista – RJ

O arroz que Lula queria importar não era para suprir as necessidades da população . Ficou provado não haver necessidade conforme informado pelos produtores do produto. Assim , caso acontecesse , ele ficaria liberado apenas para festas de casamentos gays. Tem aumentado muito essas uniões e como seria quase 50 % mais barato atenderia não só os festejos de portas de igrejas e semelhantes bem como serviria para alimentar os convivas com risotos de inúmeras e sofisticadas receitas e de sobremesa arroz doce.

VOTO, FIDELIDADE AO FUTURO

Gustavo Hoffay – Agente Social – Uberlândia-MG

Não é incomum assistirmos pessoas “descendo a lenha” em políticos diversos e sejam eles de esquerda, centro ou direita, cafuzos, brancos, mamelucos ou pretos, ricos, pobres ou nem pouco e nem muito. Ora, analisando friamente essa questão e sob a ótica da lógica, se muito daquilo que esperar-se de uma atuação honrosa de parlamentares torna-se frustração e acaba terminando em pizza e com sobremesa de marmelada, haveremos de convir que a raiz dos males de origem política em nosso patropi está, logicamente , na incapacidade de grande parte dos eleitores no decisivo momento da escolha de quem deverá representá-los nas assembléias oficiais do povo, justo naquele crucial instante quando frente à urna e enquanto dentro de uma cabine eleitoral. Lembro de quando o maior de todos os jogadores de futebol do mundo e de todos os tempos afirmou que o povo brasileiro não sabe votar, ele, Pelé, quase foi levado ao calvário e pregado na cruz por alguns dos representantes da elite tupiniquim, justamente aqueles que defendem (e porque deles dependem) os votos dos analfabetos políticos (“O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo..”-Bertolt Brecht). Se em todo o mundo o povo brasileiro é visto por muitos como hospitaleiro, alegre, caridoso e tolerante, por outro lado ele é tido também na qualidade de ingênuo e facilmente manipulável por não poucos daqueles que sabem, como ninguém, usar da astúcia e de oportunidades diversas para angariar a simpatia e a conseqüente confiança de eleitores diversos. Se não é o povo que elege os políticos inertes, corruptos e indisciplinados, a quem caberá a culpa de tudo o que contraria a sua vontade a partir das câmaras e assembléias legislativas? Francamente…a nós mesmos, claramente, os únicos responsáveis pela eleição de quem deve interpretar, ajustar e legislar as nossas demandas naquela arte de manipular estratégias a favor do pleno desenvolvimento e da ordem. E não tenho nenhuma dúvida de que são milhares de óculos, botinas, tijolos e dentaduras os responsáveis indiretos pela eleição de não poucos dos nossos legisladores em alguns rincões tupiniquins e o que, diga-se de passagem, é absolutamente proibido ( art.41-A, § 3ºda Lei 9.504/97. Logo o lado ruim da política brasileira nem sempre é o legislador eleito, mas em quem desconhece a importância e o poder do seu voto. Por sua vez, comprovado o não cumprimento ou a traição de eleitos aos compromissos parlamentares, abrir-se-ia um processo contra esses traidores da confiança pública e deles seria retirada a sua representação parlamentar, sob o risco de uma grande pressão popular sobre os legisladores encarregados de abrirem uma investigação e posterior julgamento de quem faz do seu mandato um mero porém privilegiado prestígio pessoal. Política é algo sério, muito sério! Grande parte do dos nossos conterrâneos precisa deixar para trás a sua fama de apatia política ou mesmo de politicamente manipulado. Nesses tempos de grande poder e influencia da mídia, mal não seria se os eleitores soubessem encontrar na maquiagem de alguns candidatos, um disfarce das deficiências de conduta social e política dos mesmos, de maneira que fossem evitados aborrecimentos e constrangimentos populares diversos no decorrer de mais um período legislativo. Há que prevalecer sempre as virtudes de quem comparece às urnas eleitorais, entre elas eu destaco a prudência, pois essa determina o que e quem é necessário escolher e o que e quem é necessário evitar.

Críticos sem argumentação, sofrem de perda de memória recente: o efeito Dory!

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

O mantra dos críticos adversários do atual governo, muitos deles possuídos por um ódio inexplicável, não são as ações do governo federal desde 01 de janeiro de 2023, mas sim, o “equilíbrio fiscal”. Batem nesta tecla diariamente.
Porém, fica no ar uma dúvida, onde esses economistas, jornalistas e fanfarrões estavam durante o período de 2019 a 2022? Não teceram uma só nota sobre:
 Os cortes promovidos na Educação, na farra que virou o MEC nas mãos de um Ministro que desrespeitava a laicidade e se encontrava com pastores na sede do ministério para depois de algumas orações evangélicas, promoverem distribuição de barras de ouro e outras forma de corrupção naquela pasta;
 Os cortes nas pastas da saúde, prejudicando em demasia a população, justamente no período da Pandemia, deixando de adquirir vacinas no tempo necessário para o combate ao vírus da Covid 19;
 Os cortes na pasta do Ministério das Cidades, retirando recursos que seriam usados para o combate às enchentes e a prevenção de desastres naturais como a tragédia que ora se abate sobre o Rio Grande do Sul;
 Os gastos nababescos para tentativa desesperada de compra de votos em 2021 e 2022. Eles esqueceram, por conta da amnésia que sofrem quando o governo não é de esquerda, dos gastos com Auxílio Caminhoneiro, Taxista e a destinação ao Auxílio Brasil (Bolsa Família) onde houvera crimes diversos na alocação de recursos ao Deus dará, sem fiscalização alguma para justamente beneficiar milhões em busca de votos.
No ano de 2023, o governo Lula, através de seu Ministro da Fazenda Fernando Haddad, herdou uma dívida acumulada de R$ 141,7 bilhões com precatórios, conforme dados atualizados pelo Tesouro Nacional, com levantamento até dezembro de 2022. Foi um aumento percentual de 41,3% em relação ao acumulado de 2021, quando as dívidas somaram R$ 101 bilhões. Sobre isso, silêncio conivente dos antipetistas na mídia.
Haddad afirmou que a alta da dívida pública para R$ 6,52 trilhões foi causado pelo déficit primário de R$ 230,5 bilhões em 2023, o segundo pior da série histórica iniciada há 26 anos, e pelos juros sobre a dívida.
Na prática, esses críticos querem que Lula fique pagando dívidas do ex-presidente que vagabundeou o tempo inteiro entre motociatas e a incitação ao golpe contra a democracia. De preferência não efetuando gastos com os pobres, excluídos e famintos que no governo de Bolsonaro faziam filas em açougues para recolher pedaços de ossos…
Não falam sobre os dados econômicos do governo Lula. No acumulado de 12 meses, o crescimento da economia soma 2,5% e, em valores correntes, o PIB chega a R$ 2,7 trilhões. Em termos macroeconômicos, o crescimento da economia ocorreu em um cenário de expansão do gasto fiscal, com um déficit primário da ordem de 2,3% do PIB e uma carga tributária em queda (de 33,07%, em 2022, para 32,44%, em 2023), e um tardio processo de flexibilização monetária (iniciado somente em agosto).
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve ter alta de 1,9% em 2024, acima da estimativa anterior de aumento de 1,8%, conforme relatório do organismo internacional divulgado nesta quinta-feira (2). No ano passado, o país cresceu 2,9%.
E o desemprego, como está? Com isso, a taxa média de desocupação no país durante o primeiro ano do novo governo Lula ficou em 7,8%, 1,8 ponto percentual a menos do que os 9,6% registrados em 2022. O desemprego médio em 2023 foi o menor já registrado desde o ano de 2014.
Eles não querem falar a verdade, ficam insistindo no mantra da mentira, da ilusão e do ódio sem sentido que nutrem por quem erra, acerta, mas trabalha e não fica fazendo motociatas pelo país.