Dia Mundial do Café: cafeicultura transforma vidas em Caratinga, no Vale do Rio Doce

Com o Certifica Minas Café, família de mulheres produtoras agrega valor à produção e conquista novos mercados

GOV. MG

Uma história que une laços familiares, paixão por café e políticas públicas que dão certo tem o poder de transformar toda uma comunidade. A família de Fernanda Eloise Sá de Andrade Ribeiro, do município de Caratinga, na região do Vale do Rio Doce, é cafeicultora há pelo menos quatro gerações, com produtos de alta qualidade. Uma experiência de sucesso, que teve início com a assistência técnica da Emater-MG e culminou com o selo do Programa Certifica Minas, do Governo do Estado, em outubro do último ano.

A trajetória desta produtora rural, que remonta aos tataravós, é destaque no Dia Mundial do Café, celebrado neste domingo (14/4), e ilustra a dedicação aos cafés especiais produzidos na região das Matas de Minas, mais especificamente na microrregião de Terras Altas do Caratinga, reconhecida por um sabor naturalmente adocicado do grão.
A bisavó de Fernanda, Maria Claudina de Sá, carinhosamente conhecida como Maricota é quem dá nome à marca familiar. Seus pais foram os pioneiros a se estabelecerem na região, iniciando com uma pequena propriedade que, ao longo do tempo, evoluiu para uma renomada fazenda cafeeira.
“A minha bisa se casou e ficou viúva muito jovem, com um filho de um ano e oito meses. O meu avô viveu também ali na mesma terra. Com o passar do tempo, os pais dela morreram. Ela cuidou da parte que herdou e depois o meu avô comprou o restante da propriedade dos outros irmãos dela”, conta Fernanda, que hoje cuida da propriedade ao lado da mãe, Maria das Graças de Sá Chagas.
Fernanda, que é contadora por profissão, assumiu os negócios familiares há cerca de três anos. A história da família foi completamente renovada por uma reunião com técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), à qual a produtora foi convidada a participar por uma prima.
Nesse encontro, Fernanda se viu fascinada com uma palestra do presidente da Associação dos Produtores de Cafés Especiais das Terras Altas do Caratinga, Mauro Grossi. “Eu que não sabia nada sobre cafés especiais e estava assumindo a propriedade da minha mãe, fiquei simplesmente encantada com o amor que ele mostrava a cada etapa de produção”, relata.
Assistência técnica
Após essa reunião, Fernanda buscou o auxílio do extensionista da Emater-MG na região, Geraldo Regis, com quem iniciou uma jornada de aprendizado e implementação de práticas sustentáveis e de qualidade na fazenda. Dois anos de preparo foram necessários para obter a certificação da propriedade, concedida pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) por meio do Programa Certifica Minas Café, o que não só trouxe reconhecimento, mas uma nova visão de mercado.
“Foi quando eu tive consciência de todo o processo, precisei ter toda a rastreabilidade tanto dos serviços, quanto dos grãos. Então, a certificação veio também como ferramenta de organização de gestão. O primeiro avanço foi compreender o que era uma fruta café. O segundo, entender o valor que tem a minha fruta e me posicionar perante o mercado. E o terceiro, que para mim é de suma importância, é a valorização do meio ambiente, aprender a conviver equilibradamente para a produção de bons frutos”, explica Fernanda.
A busca por conhecimento levou a cafeicultora a participar de cursos, feiras e congressos, onde fez conexões importantes que ajudaram a divulgar e comercializar seu produto. A marca Café Maricota ganhou relevância, foi exportada para a Europa e negociada com outras cooperativas que impulsionaram a produção.
“O certificado foi uma coroação. A mudança começou a partir do momento em que eu comecei a me preparar para a certificação, que veio para me organizar, nortear, dar sentido ao trabalho”, avalia a cafeicultora.
Terras Altas do Caratinga
A região das Matas de Minas, onde está inserida a fazenda, tem se destacado pela produção de cafés especiais, com características únicas. O café da região, conhecido como Terras Altas do Caratinga, tem se distinguido pela doçura e acidez equilibrada, conquistando paladares exigentes ao redor do mundo.
Há um trabalho em Caratinga para a obtenção da denominação de origem do café produzido por lá. “A gente começou com o Certifica Minas na região em 2008, nós da Emater, o IMA e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa)”, relembra o extensionista Geraldo Regis, responsável pelo Certifica Minas Café no município.
O empenho pela certificação na região trouxe à tona a necessidade de um nome que valorizasse e diferenciasse os cafés da localidade. A ideia de Terras Altas do Caratinga nasceu da geografia local, com a produção ocorrendo em altitudes que variam de 550 a 1.300 metros. Além de Caratinga, outros de dez municípios cafeicultores vizinhos fazem parte da associação de produtores regionais, somando mais de 40 mil hectares de lavouras.
Atualmente, a região produz cafés com aroma e sabor chocolate, nuts, caramelo, frutas, floral, rapadura, mel, melaço, entre outros.
Pioneirismo
O Certifica Minas Café foi o primeiro selo de certificação de propriedades cafeeiras no Brasil emitido por uma instituição governamental, em 2006, quando ainda se chamava Agriminas Café. Coordenado pela Seapa e executado pela Emater-MG e pelo IMA, tem o objetivo de assegurar a produção dentro de critérios internacionais de sustentabilidade socioeconômica e ambiental. Atualmente, cerca de 940 propriedades são certificadas por meio do programa.
“Ao aderirem ao Programa Certifica Minas Café, os produtores aprimoram a gestão da propriedade, aumentando a eficiência na produção. Os cafés certificados pelo IMA garantem qualidade e sustentabilidade, atendendo às exigências dos mercados”, resume o gerente de Certificação do IMA, Rogério Fernandes.
Como parte da política pública, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) promove capacitações sobre adequação das lavouras cafeeiras e adaptou campos experimentais às normas do programa, para que sirvam de modelo aos produtores rurais.
“Com o Certifica Minas, o produtor rural desfruta de diversas vantagens, desde o aumento do valor agregado até a assistência para toda a sua produção, de maneira ambientalmente correta. Isso cria oportunidades, especialmente no mercado externo”, explica o subsecretário de Política e Economia Agropecuária da Seapa, Caio César Coimbra.
Cafeicultura mineira em 2024
A safra mineira de café deve alcançar 29,2 milhões de sacas neste ano, com um aumento de 0,6% em relação a 2023. A busca por plantas mais resistentes às pragas e doenças e a mecanização da atividade contribuíram para elevar a área produtiva em 3,2%. A expansão se justifica especialmente pela renovação dos cafezais nos últimos anos.
Caso as projeções desse primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra de café se concretizem, Minas Gerais manterá a posição de maior produtor de café no Brasil, respondendo por cerca de 50% da safra nacional.
Em 2023, a safra no estado registrou um crescimento expressivo de 24% na produtividade, chegando a 26,8 sacas por hectare. Já a área em produção cresceu 6,3%, registrando 1,1 milhão de hectares. Isso contribuiu para que o volume produzido alcançasse 29 milhões de sacas beneficiadas, representando um acréscimo de 32% comparado à safra passada.

Governo de Minas entrega títulos de regularização fundiárias a 30 famílias de São José do Divino

Após 10 anos, famílias do conjunto habitacional Mariana Ferreira de Freitas terão suas moradias certificadas; processo foi realizado por meio de uma parceria entre Cohab Minas e prefeitura

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Reforçando o compromisso do Executivo estadual em promover o direito à moradia, 30 famílias do conjunto habitacional Mariana Ferreira de Freitas, em São José do Divino, no Vale do Rio Doce, receberam na manhã desta sexta-feira (12/4) os seus tão sonhados títulos de regularização fundiária. Ação promovida pelo Governo de Minas, por meio da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab-MG) coloca fim a uma espera de mais de 10 anos, regularização garantirá aos moradores a posse legal e definitiva dos imóveis.
“Cada vez que eu tenho a oportunidade de entregar títulos de regularização fundiária, eu tenho uma alegria redobrada, alegria por estar fazendo uma entrega do governo, mas redobrada porque é uma forma de garantir resgate e dignidade para essas famílias”, disse o vice-governador, Professor Mateus, que esteve presente na solenidade.
Além disso, o vice-governador destacou a importância dessa regularização para o futuro da família e da cidade em que ela reside.
“Esse é um esforço do Governo de Minas que, se por um lado atende o desejo da pessoa de ter o documento da casa que é sua por direito, por outro lado movimenta a economia local. Quando você precisa fazer, por exemplo, uma reforma na casa, você só vai ter acesso a linhas de crédito se você tiver registro da casa. Ou se você for vender seu imóvel, o valor dele muda completamente porque você tem o registro, inclusive porque ele passa a poder ser financiado. Então, é mesmo uma oportunidade de resgate de dignidade” completou.
O diretor de habitação da Cohab Minas, José Bonifácio Andrada, destacou a relevância social das entregas. “Estamos muito felizes em poder entregar a certidão de regularização fundiária para estas 30 famílias de São José do Divino, que há anos esperavam por essa segurança jurídica. Sabemos que, embora a pessoa more no lugar, a ausência do registro da propriedade fragiliza as famílias. O registro dá vida própria ao imóvel, permitindo que as transações que hoje ocorrem na informalidade passem a ter mais segurança jurídica”.

Estado promove segundo ciclo de audiências públicas sobre a atualização do Plano Diretor da RMBH

Objetivo é debater políticas públicas que contribuam para o desenvolvimento da Região Metropolitana
O Governo de Minas Gerais, por meio da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Agência RMBH), realiza, entre 29/4 e 4/6, audiências públicas do segundo Ciclo Participativo para Atualização do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de Belo Horizonte (PDUI-RMBH).

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O PDUI – Plano Diretor Metropolitano estabelece diretrizes, projetos e ações para orientar o desenvolvimento metropolitano e regional, no intuito de reduzir desigualdades e melhorar as condições de vida da população que vive na Região Metropolitana, por meio de atuação conjunta entre o Estado e municípios.

As macrodiretrizes que norteiam o plano são a promoção do desenvolvimento sustentável, reorganização territorial, inserção nacional e internacional, entre outras.

Contribuições

A realização das audiências públicas tem como objetivos informar e debater o conteúdo do processo de atualização do plano, além de recolher contribuições da população para o desenvolvimento das etapas de macrozoneamento. Também o chamado Produto 04 – “Políticas Metropolitanas e Projetos Estratégicos”, em cumprimento aos princípios do Estatuto da Metrópole (Lei Federal 13.089/2015) e do Estatuto da Cidade (Lei Federal 10.257/2001).

O macrozoneamento é instrumento essencial para o planejamento urbano, pois define como o município será dividido em grandes áreas, com diferentes vocações e funções, como: ordenar o crescimento urbano, proteger o meio ambiente, garantir a qualidade de vida da população e promover o desenvolvimento social e econômico.

Segundo o diretor de Planejamento Metropolitano, Charliston Moreira, “o 2º ciclo de audiências irá apresentar para a sociedade civil, gestores e entidades interessadas, o resultado preliminar do Produto 04 – que contém políticas metropolitanas e projetos estratégicos e demonstra uma reorganização e priorização das políticas públicas, bem como as convergências e divergências em relação ao macrozoneamento atual dos municípios, com o macrozoneamento apresentado em 2017”.

Dinâmica

Durante os meses de julho e agosto de 2023, foi realizado o primeiro ciclo de audiências públicas do PDUI que contou com intensa participação popular.

O período foi marcado pelo registro de diversas contribuições que geraram novas pesquisas, levantamentos de dados, análises e inclusão de temáticas que não constavam na versão preliminar do diagnóstico apresentado.

O segundo ciclo de audiências seguirá contando com o apoio dos poderes Executivo e Legislativo municipais das cidades que compõem a Grande BH.

Os encontros serão presenciais e transmitidas virtualmente pelo canal da Agência RMBH no YouTube. As inscrições estão disponíveis neste link e nos locais dos encontros. Mais informações sobre a atualização do plano diretor estão disponíveis no site: PDUI-RMBH.

“Este segundo ciclo de audiências públicas é uma oportunidade para que todos os cidadãos da RMBH possam se manifestar sobre o macrozoneamento proposto. É importante que todos participem e contribuam com sugestões e críticas, para que possamos construir um plano que seja realmente contemplativo às necessidades e gargalos da nossa região”, acrescenta o diretor-geral da Agência RMBH, Marcus Vinicius Lopes.

Formulário atribuído à coleta de sugestões, dúvidas e críticas sobre o macrozoneamento e projetos está disponível para contribuição popular.

As manifestações poderão ocorrer por meio do documento on-line e/ou presencialmente durante as audiências públicas. Acesse o link aqui.

Contextualização

O Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de Belo Horizonte (PDUI-RMBH) é instrumento de planejamento metropolitano previsto na Constituição do Estado de Minas Gerais.

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) conduziu o processo de elaboração do plano e seu respectivo macrozoneamento entre os anos de 2009 e 2014.

O Conselho Deliberativo de Desenvolvimento Metropolitano aprovou o PDDI-RMBH em 2011 e o macrozoneamento em 2016. Em 15/1/2015 foi promulgada a Lei Federal nº 13.089, instituindo o Estatuto da Metrópole, que disciplina a gestão das regiões metropolitanas.

O estatuto teve como inspiração o arranjo mineiro de gestão metropolitana, no qual o Plano de Desenvolvimento Integrado tem caráter central.

No entanto, também trouxe novidades e obrigações, como a definição de requisitos mínimos e a necessidade de aprovação pelas respectivas assembleias legislativas.

E, em razão do novo regramento, o PDDI-RMBH foi encaminhado pelo Poder Executivo Estadual à Assembleia Legislativa de Minas Gerais e convertido no Projeto de Lei Complementar 74, de 2017, proposição arquivada, contudo, ao final da legislatura, em 2018, por regra regimental do Parlamento Mineiro.

Nesse sentido, o Conselho Deliberativo de Desenvolvimento Metropolitano da RMBH firmou consenso acerca da necessidade de atualizar o PDDI-RMBH antes de novo encaminhamento para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Em primeiro lugar, a atualização se justifica a partir em razão do lapso temporal transcorrido entre a elaboração e os dias atuais, evidenciando a necessidade de adequação do plano frente à realidade vivenciada.

Em segundo lugar, o PDUI-RMBH elaborado determinou dois marcos temporais, de médio e longo prazo, para os anos de 2023 e 2050, respectivamente.

Esses dois marcos foram estabelecidos não apenas para sua atualização, mas, principalmente, para a manutenção de uma efetiva aplicação das políticas nele elencadas.

A equipe técnica da Agência RMBH realizou extensa análise que resultou no documento intitulado “Síntese de Atualização”, em favor da atualização.

Após a finalização dos trabalhos, o projeto do PDDI-RMBH será encaminhado à Assembleia Legislativa para aprovação de um plano atualizado e condizente com a realidade vigente.

O Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da RMBH é financiado com recursos do Acordo de Reparação ao rompimento da Vale, em Brumadinho, que tirou a vida de 272 pessoas e provocou uma série de danos ambientais, econômicos e sociais.

Estado promove agricultura familiar durante feira em Capelinha

Vice-governador esteve na abertura para apoiar desenvolvimento de produtos como artesanato, doces, queijos, cachaça, farinha, grãos, temperos e mel

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O Governo de Minas está promovendo a agricultura familiar na sétima edição da Feira Regional da Agropecuária (Feragro), que vai até sexta-feira (12/4) em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha.

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) realiza o evento, que deve reunir cerca de 40 feirantes dos municípios Água Boa, Turmalina, Veredinha, Malacacheta, Capelinha, Angelândia e Aricanduva.

“Temos aqui desde o artesanato até o alimento pronto, o alimento semiprocessado, queijos, e também já vemos as indústrias que processam em larga escala a produção agrícola no estado”, observou o vice-governador de Minas, Professor Mateus, durante a abertura da feira.

Ele também elogiou a organização da feira e o ambiente que garante visibilidade ao agro na cidade anfitriã.

“Fico orgulhoso de ver como Capelinha está à frente na madeira, no café, tem uma indústria de laticínios que merece ser reconhecida, e Capelinha serve de inspiração para o Vale do Jequitinhonha como um todo”, completou Professor Mateus, que participou da abertura ao lado do secretário de Estado de Governo (Segov), Gustavo Valadares, e do diretor-presidente da Emater-MG, Otávio Maia.

“Esta feira se caracteriza por uma estratégia de atuação de desenvolvimento do setor, para levar conhecimento e tecnologia para o campo, fazer redes de relacionamento, para que os produtores se conheçam, peguem as boas práticas dos colegas para que possamos crescer juntos”, afirmou Maia.

Produção

O estande da Emater-MG reúne artesanato, doces, queijos, cachaça, farinha, temperos, grãos e mel.

A semente crioula de milho é o produto que Orlando Rodrigues de Souza está levando da associação que integra, em Água Boa, para a Feragro.
“Participamos desde que começamos essa semente, há uns 4 anos, nessa parceria com a Emater-MG. Estamos aqui para representar e dar mais reconhecimento para essa variedade da semente de milho, que é muito boa, resistente à seca, a pragas e outras doenças, e é um milho mais doce, que torna o sabor do frango diferenciado”, conta.

O artesanato também está presente por meio de trabalhos como o da artesã Valdete Fernandes, do distrito de Campo Buriti, em Turmalina, pela primeira vez na feira. “Ela coloca muitas coisas da infância no trabalho, como as bonecas de sabugo que tinha quando criança”, apresenta Silmara Gomes Fernandes, filha de Valdete e responsável pelo estande das peças da mãe.

De Capelinha, a artesã Vicencia Luiz Magalhães, artesã há cerca de 30 anos, é presença constante em todas as edições da Feragro. “A feira traz visibilidade, nos permite estabelecer diálogo e buscar mais apoio para nossas associações”, relata a fundadora da Associação Arte Viva e da Associação dos Artesãos de Capelinha.

Durante a feira, a Emater-MG apresenta a plataforma É do Campo, site de vendas on-line que foi lançado em 2023 para ampliar as vendas da agricultura familiar por meio do comércio eletrônico. Atualmente, cerca de 70 agricultores têm seus produtos incluídos na plataforma. A Emater-MG também é a responsável pela elaboração de palestras durante os três dias de feira.

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) também está apresentando a iniciativa “Ciência Móvel”, ônibus-laboratório para difundir tecnologias. A empresa vai realizar uma edição especial do ‘Harmonize – 50 Anos Epamig’, um minicurso que difunde resultados das pesquisas em café, queijos, azeites e vinhos, ensinando a história das pesquisas e promovendo a degustação tecnicamente comentada de produtos.

Além de Emater-MG e Epamig, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) também mantém um plantão técnico no estande durante o evento.

Feragro

A feira é realizada em parceria da Emater-MG com a Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços de Capelinha (Aciac) e a prefeitura de Capelinha, reunindo mais de cem expositores de diversos segmentos, incluindo instituições financeiras.

Na edição de 2023, a Feragro recebeu 92 empresas expositoras e movimentou cerca de R$36 milhões. Agora, são esperados 10 mil visitantes. Além de apresentar novas tecnologias, a feira oferece boas oportunidades de negócios para o agro e para a agricultura familiar.

A feira também prioriza a troca de experiências entre os participantes e a programação de 2024 inclui palestras e atividades sobre diversas áreas como cafeicultura, bovinocultura e cultura do algodão.

BDMG anuncia R$ 300 milhões em crédito para inovação com a menor taxa do mercado

Em parceria com o Governo de Minas, banco vai disponibilizar a empresas e cooperativas volume recorde de recursos
Imagine realizar testes médicos precisos sem sequer sair de casa. Em Minas Gerais, os avanços da inovação estão prestes a transformar a rotina e proporcionar ainda mais qualidade de vida aos mineiros.

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A fim de impulsionar iniciativas como esta, o Governo de Minas, por meio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), vai oferecer R$ 300 milhões em financiamentos a projetos de inovação em 2024.

Empresas de todos os portes que buscam crédito para desenvolver novo produto, serviço, processo ou tecnologia podem se beneficiar com prazos diferenciados.

O volume de recursos é inédito para este tipo de operação no banco e representa crescimento de 60% em relação a todo o desembolso realizado pelo BDMG para a inovação desde 2019, um total de R$ 180 milhões.

Os valores serão oferecidos por meio de linhas de crédito com a menor taxa do mercado para o segmento.

Impulso para inovar

É a partir de um financiamento para inovação contratado junto ao BDMG que a Bioclin, localizada em Belo Horizonte, está desenvolvendo modelo moderno de testes para diagnósticos na área da Saúde.

O CEO da indústria, Victor Arndt Júnior, conta que o crédito oferecido pelo BDMG com liberação rápida e taxas diferenciadas foi essencial para o avanço do negócio. Ele lista a compra de equipamentos importados, contratação de profissionais especializados e a aquisição de software para a criação de uma plataforma – que em breve será lançada no mercado – que objetiva simplificar a realização de testes que entregam o resultado em minutos e sem a necessidade de o paciente ir ao laboratório, pois utiliza máquina portátil.

“Este é um setor muito inovador. Se você não tem a visão de melhoria contínua, fica para trás. Essa plataforma é um teste rápido ainda mais ágil. Muitas vezes, os departamentos de pesquisa e desenvolvimento têm grandes ideias, mas não têm dinheiro para executar. Este é o quarto financiamento que contratamos com o BDMG para projetos de inovação”, afirma.

Entre os mais de 300 kits para diagnósticos que a empresa já desenvolveu estão testes rápidos para auxiliar na identificação da dengue, zika, chikungunya, covid e hanseníase, sendo que, no caso desta última doença, é a única empresa a oferecer este produto em todo o mundo.

“Meu pai estaria orgulhoso se estivesse aqui”, diz Victor, que conduz a empresa ao lado da mãe, do irmão e da recente colaboração dos jovens sobrinhos. A indústria também atua com linhas veterinárias.
Financiamento amplo

Além de projetos, com o crédito será possível financiar itens como máquinas, veículos e até robôs e tecnologias da indústria 4.0, desde que já tenham sido previamente credenciados pelos fabricantes como difusores de inovação.

O presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, explica que o crédito estará disponível para todas as empresas mineiras que queiram lançar alguma novidade no mercado.

“O interessante, além das taxas e dos prazos ampliados para pagar, é a ampliação do conceito de inovação. As iniciativas precisam ser novas para as empresas e, não necessariamente, para o mercado. Por exemplo, uma fábrica de tênis que quer começar a produzir sandálias está inovando e pode ter acesso a esse crédito”, pontua.

Outro atrativo é que algumas operações – que podem variar de R$ 150 mil a R$ 30 milhões – terão custos abaixo da Selic, que é o padrão referencial de mercado.

Há, ainda, linhas de crédito atreladas à Taxa Referencial (TR) e isentas do Imposto Sobre Operação Financeira (IOF), resultando em custo final ainda mais atrativo.

Recursos garantidos

Os recursos que se transformarão em crédito para as empresas foram captados junto a instituições estaduais e federais.

Uma das iniciativas é o Programa Pró-Inovação, de autoria do Governo de Minas, junto ao BDMG e por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig).

Lançado no ano passado, a linha de crédito com taxas competitivas para o setor da inovação tem como objetivo atender empresas de todos os portes.

“Esse crédito vai transformar ideias e projetos em realidade. A inovação é um dos focos de atuação do Governo do Estado, sendo uma maneira de alavancar a economia, gerando emprego, renda e tornando as empresas mais competitivas no mercado”, completa o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio.

No âmbito federal, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) é a principal parceira, sendo o BDMG o principal repassador da Finep em Minas, responsável por 95% dos repasses em que a instituição precisa de um agente financeiro como mediador.

Equipe da Prefeitura disputa 2º Regional Triângulo de Natação a partir de sexta (12)

Futel será representada por 33 atletas na competição, em categorias que vão de Pré-Mirim a Junior

Divulgação/Futel 

A equipe de competição da Prefeitura de Uberlândia, que treina por meio da Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel), disputa, nesta sexta-feira (12) e neste sábado (13), o 2º Regional Triângulo de Natação. A competição acontece no Praia Clube com a participação de mais de 170 atletas de todo o Triângulo Mineiro. A Futel será representada por 33 crianças e adolescentes em categorias que vão de Pré-Mirim a Junior.

No 1º Regional Triângulo de Natação, no mês passado, a Futel conquistou 38 medalhas, sendo 18 de ouro, 11 de prata e 9 de bronze. “A equipe teve um excelente desempenho no primeiro regional e a expectativa é que volte a alcançar grandes resultados neste fim de semana. Nossos atletas estão bem preparados e sabem da importância dessas competições, afinal os resultados dos torneios regionais são utilizados como índices para campeonatos estaduais e nacionais e pelo ranking estadual, que define a composição da seleção de Minas Gerais em campeonatos que serão disputados ao longo do ano”, afirmou um dos treinadores da modalidade, o profissional de educação física da Futel, Gino Degane.

A Prefeitura de Uberlândia, por meio da Futel, encerrou 2023 com 2.430 alunos na natação (1.442 na iniciação esportiva, 40 nas equipes de competição, 847 na natação adulto e 101 na natação paralímpica), com aulas e treinamentos no Parque do Sabiá, UTC, Sesi Gravatás (espaço que integra o Sistema Fiemg e que está sob responsabilidade da Futel), Núcleo Viva Mansour, Poliesportivo Roosevelt e Parque Aquático “Deputado João Bittar Júnior”.

Ao longo do ano passado, as equipes de competição obtiveram resultados expressivos em todas as competições que disputaram, com destaque para as 264 medalhas conquistadas nas etapas regionais da Copa MG, sendo 99 de ouro, 91 de prata e 74 de bronze.