A saga dos touros e o Sansão

Ana Maria Coelho Carvalho – Bióloga

O Sansão, um dos personagens desta história, não é o Sansão da Bíblia, aquele conhecido por sua força física extraordinária, que matou um leão com as próprias mãos, fez uma aliança com Deus e nunca cortava o cabelo, pois nele residia sua força. Aquele que foi consagrado a Deus para libertar Israel dos filisteus.
Este Sansão é simplesmente um boi da minha fazenda – ou melhor, um touro, pois aprendi que boi é o macho castrado. Semelhante ao Sansão da Bíblia, tinha uma missão extraordinária: ser o reprodutor oficial do meu rebanho e resgatar toda uma série de tragédias que aconteceram com os touros anteriores, como se segue. E tudo verdade.
A primeira tragédia aconteceu com o Príncipe Houdini. Um tourinho nelore, o primeiro que nasceu na fazenda, filho da Dayse, a vaca da minha neta. O nome veio porque estava sendo criado como príncipe, para ser o futuro reprodutor, e porque nasceu como num passe de mágica: nem sabíamos que a Dayse estava grávida.
Acontece que, na mesma época, também nasceu um tourinho gabiru, sem raça, baixinho e de cabeça grande. Quando comprei algumas vacas e vendi o gabiru, por engano colocaram no caminhão o belo Príncipe Houdini.
Lá se foi ele. Nunca mais o vi.
Ficou o tourinho, que de tão ruim, nem tinha nome. Tive que castrá-lo. Sem nome, sem testículos, sem raça, sem graça, foi vendido para o açougue. Coitado. Outra tragédia.
Daí, com 30 vacas e sem nenhum touro, não nasceria nenhum bezerro. Vaca não se reproduz por partenogênese. Assim, comprei o Diamante, caro e nelore puro.
Durou na fazenda apenas um dia. Dá para acreditar?
Fugiu para a fazenda do vizinho, atrás de vacas no cio. Foi encontrado uma semana depois. E, quando estava sendo tocado de volta, trotando rápido, começou a tremer, caiu no chão, estrebuchou e morreu ali mesmo, na estrada. Um horror.
Pensei até que poderia ser sido de paixão, por o terem tirado de suas vaquinhas, mas a hipótese mais provável é que tenha comido alguma planta venenosa; o metabolismo aumentou com a corrida e o Diamante teve um ataque cardíaco.
Coitado. Terceira tragédia.
Como consequência, as vacas estavam sem touro novamente. A Duquesa, a Bonita, a Fantasia, a Mimosa…Todas elas. Sem ânimo e sem nenhum lucro na fazenda para comprar outro touro, pedi um emprestado a um fazendeiro amigo.
Ele até mandou várias fotos para eu escolher qual queria. Nem acreditei.
Escolhi o Trovão, de barbela e cupim grandes. Ficou feliz na fazenda, reinando sozinho entre as vacas.
Enquanto isso, o Sansão crescia saudável. Seria forte como o Sansão da Bíblia.
Até que, seis meses depois de sua chegada, o Trovão foi encontrado mortinho no pasto, com a barriga inchada!
Céus, deve ter comido alguma planta venenosa também. Mas, e as vacas? Como não tiveram nada? Mistério.
O mais difícil foi contar para o dono. Mas ele até me consolou, disse que boi morre mesmo e não quis me cobrar nada. Que Deus o abençoe sempre.
Coitado do Trovão. Lá se foi. Quarta tragédia.
Novamente sem touro, pois o Sansão ainda era novo, fiquei sabendo que uma vizinha estava sem pasto para três vacas e – glória a Deus!- para um touro também.
Movida pela necessidade, ofereci a ela uma troca: o pasto pelo touro. Ela ficou relutante, com certeza pensando que nunca mais veria o touro, mas aceitou.
O Diamante II ficou na fazenda por seis meses e, acreditem ou não, foi devolvido são e salvo! Sem tragédia e ainda deixando várias vacas enxertadas.
Com o retorno do Diamante II para sua fazenda e o Sansão já adulto para assumir suas responsabilidades, criado e adaptado à fazenda, gerado por inseminação artificial no útero da Sofia, estava tudo tranquilo e em paz. Felicidade geral.
Até o dia em que o encarregado da fazenda me enviou uma mensagem surpreendente.
Pois o Sansão, que nasceu em novembro/22 e que já estava adulto quando o Diamante II retornou ao seu lar, não se interessava pelas vacas.
Era gay!
A Vermelha, a Malhada, a Mansinha, passavam perto dele no cio, abanando o rabo, e ele, bonachão, sem libido.
E agora?
Comecei então a estudar o assunto. O comportamento homossexual animal já foi descrito cientificamente em mais de 1.500 espécies e ocorre por diversas razões: para criar laços sociais e promover a coesão do grupo, para aprendizado da prática sexual, para redução de tensões ou conflitos, entre outras.
No caso de touros, eles podem subir uns nos outros, exibir comportamentos de corte e simular cópula, o que serve como demonstração de dominância. Ou podem mesmo apresentar preferência exclusiva por machos.
Mas, logo o Sansão? Só havia ele de macho na fazenda. Exibir comportamento de dominância para quem? Preferir qual outro macho?
Li também que estudos realizados com carneiros mostram uma diferença estrutural em certa área do cérebro, associada à orientação sexual, o que sugere uma base neurobiológica. Bovinos também mostram padrões semelhantes.
Enfim, complicado demais. Desisti de entender o Sansão, meu touro de estimação que realizaria o meu sonho.
Troquei-o, juntamente com um garrote, pelo Sansão II, um touro maravilhoso, corpulento, nelore P.O, com filhos na outra fazenda, bem manso e que gostava de carinho.
Já me avisaram para não fazer muito carinho.
Vai que ele também deixa as vacas de lado…
Agora é esperar os próximos capítulos.
Seja o que Deus quiser!

Quando eles perceberem será tarde demais para se arrependerem do que fizeram em 2026!

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

A partir de 2027, caso seja confirmada a vitória no segundo turno de Flávio Bolsonaro a presidência da república, muitos eleitores vão se arrepender do voto que sufragaram nas urnas eletrônicas em 2026. Claro que, será tarde demais, o tempo não para e o mandato presidencial tem quatro longos anos.
Em vez de viver sem a escala 6X1, os trabalhadores permanecerão trabalhando muito enquanto os empresários lucram. Talvez passem a receber por hora, na eventual proposta do Senador bolsonarista Rogério Marinho. Em vez de oito horas, quem sabe o governo Flávio autorize até doze horas por dia?
As Bets terão grandes chances de voltarem ao cenário nacional, patrocinando clubes, programas de televisão, jogadores, árbitros e trazendo desespero aos familiares dos que insistem em jogar sem responsabilidade.
No campo trabalhista, os pisos constitucionais da Educação e Saúde poderão ser extintos. Os reajustes do salário mínimo e das aposentadorias e pensões poderão ser congeladas como já fizeram Paulo Guedes na gestão do presidiário.
As cotas nas universidades estão com os seus dias contados. Assim como correm risco enorme a gratuidade das universidades públicas estaduais e federais.
Conforme já adiantou a coordenadora do programa econômico de Flávio Bolsonaro haverá um “tesouraço” de cerca de 1,5% do PIB já em 2027. Para tanto poderemos ter o prenúncio da extinção dos programas Pé de Meia, Farmácia do Povo, Mais Especialistas entre outros programas a serem revistos. Nenhum deles favorecem ricos, empresários e políticos, apenas os mais necessitados.
A classe média também terá que lidar com as consequências das suas escolhas políticas. A Preço de Paridade de Importação – PPI poderá voltar e, com isso, os preços dos combustíveis irão subir nas alturas para delírio dos acionistas ricos e desespero da classe média.
A tabela da correção do Imposto de Renda Pessoas Física novamente deixará de ser corrigida, como na gestão Temer e Bolsonaro. Com isso, aqueles que reclamavam injustamente da política fiscal de Lula terão aumento indireto dos seus impostos a pagar.
Os carros elétricos, em especial os fabricados por empresas chinesas vão perder incentivos fiscais e espaço para os veículos americanos e europeus movidos a gasolina ou flex.
A única saída será repetir a mentira eterna de que a má gestão e a falta de capacidade de Flávio são por culpa do Lula ou de alguma guerra do outro lado do mundo.
Com o passar dos meses quando tudo começar a dar errado, e a culpa em Lula não colar, não iremos achar eleitores que votaram em Flávio apesar de tantos sinais que foram dados ao longo de 2026.
Como disse Tiago Barbosa no X: “A eleição comprovou que a percepção da nossa sociedade se descolou totalmente da vida real. Não importam as melhorias econômicas, os programas sociais, o recorde de empregos, o aumento da renda média ou a inflação sob controle. Porque o sujeito melhora na vida, mas acredita no inverso porque viu no Tik Tok.

Gasta primeiro, vê depois?

Marília Alves Cunha – Educadura e escritora

“Não existe dinheiro público, existe apenas o dinheiro do pagador de impostos. Existe o seu dinheiro”. Esta frase é frequentemente atribuída a Margareth Tatcher, por muitos anos 1ª. Ministra do Reino Unido, utilizada para destacar que o Estado nada produz, nenhuma riqueza, apenas arrecada e administra. No nosso caso brasileiro, arrecada e gasta. Luciano Hang, um dos maiores empresários brasileiros, também chegou a esta conclusão e expõe sobre o assunto: “Quando o Estado quer gastar mais ele só tem dois caminhos – ou toma emprestado o que você poupou ou aumenta os impostos. E não adianta pensar que alguém vai pagar a conta: este alguém é você! O dinheiro arrecadado com tanto esforço precisa ser respeitado e administrado com responsabilidade, transparência e foco no que realmente importa: saúde, segurança, educação e infraestrutura”.

Fico repetindo este refrão da gastança por imensa preocupação que sempre tive com nosso país, pelo seu presente e pelo seu futuro. O Brasil, apesar de não ser mais uma criança, já com seus 525 aninhos, anda muito desgastado, sem planejamento, coisas nefastas vindo de roldão e as boas esperando o trem que não chega nunca. O Brasil, no que precisa ser fortalecido, está ao abandono. A corrosão toma conta, tanto no sentido social, como econômico e cultural. Isto todos nós sabemos e por mais que queiramos dourar a pílula, acabou-se o estoque de dourado, não há mais como esconder.

O Presidente Lula também sabe que a situação é séria e que o país não conseguirá sobreviver sem esta noção de economia e responsabilidade. Sente que a coisa vai mal. Inclusive dá muitos conselhos para o bom brasileiro, para que se comporte melhor: pede a classe média que ostente menos, que não compre excessos; quase pede aos pobres que passem fome, mas não comprem nada que possa fazer os ricos mais ricos. Critica os ricos com espalhafato, para agradar a moçada da esquerda, mas está sempre ao lado deles com agrados e, muitas vezes até prejudicando toda a nação. E gasta, gasta o dinheiro público como se fosse propriedade sua, como se governar fosse apenas isto: cobrar do povo sem lhe dar nada em troca e gastar como se o vil metal nascesse em árvore, nesta terra em que “em se plantando tudo dá. Viaja, fica nos melhores hotéis, bebe da melhor bebida, não tem a mínima preocupação de evitar gastos excessivos de um país endividado e envolto em problemas econômicos. O que foi fazer lá? Isto fica meio obscuro, porque explicações seguras e definitivas nunca aparecem ,o povo não tem que saber dos projetos e relações do governo com outros países. Um exemplo do modo de governança pode-se vislumbrar quando gasta-se quase 10 milhões de reais no carnaval, pagando uma escola de samba para homenagear e fazer campanha eleitoral de si mesmo, enquanto as cidades de Minas Gerais, fortemente atingidas pelas chuvas, recebem uma miséria que não dá nem para começar. E a dinheirama derramada nos artistas, putz, nem é bom pensar…

Aconselhamos também ao Presidente Lula que pare com esta gastança e que seja mais positivo ao reagir contra os roubos que têm ocorrido neste país, como o dos velhinhos do INSS e o escandaloso rombo do Banco Master. Mas, como sempre, há muita gente importante que enfiou o pé na jaca, lambuzou-se todo na podridão de bancos e instituições. É gente importante demais, tem o cúmulo da importância e não pode aparecer nesta lista tão feia e suja dos ladrões do Brasil. A corrupção escalou o mais alto das prateleiras do poder. Mas faça, presidente, como prometeu na TV. Não blinde ninguém, seja quem for. Todos serão investigados, foi o que disse. Assim é o correto, assim deve ser. A república vai aguentar, não se preocupe!

Com a proximidade das eleições, não poderíamos deixar de nos preocuparmos com a transparência e legitimidade do pleito. Os governistas têm, nos últimos dias, espalhado mentiras absurdas em relação ao candidato oposicionista, com o intuito de desmoralizar seus projetos em relação a uma futura governança. A rede Globo, inclusive, espalha mentiras em rede nacional e depois desculpa-se em mínimas e desimportantes notas. Sinceramente, não é isto que desejamos para um país que merece estar à altura de sua grandeza e não é com trapaças rasteiras de gente que não inspira confiança que chegaremos lá.

O que aprendi a deixar para trás*

Autor: Diógenes Pereira da Silva – Oficial da Reserva da PMMG

Durante boa parte da minha vida, tive dificuldade em ficar calado diante daquilo
que me incomodava. Se alguma coisa estava errada, eu falava. Se me sentia
injustiçado, procurava esclarecer. Acreditava que uma boa conversa seria
suficiente para colocar as coisas no lugar.
Hoje já não penso assim.
Não foi uma mudança repentina. Foi a vida. Foram as experiências, algumas
decepções e, principalmente, aquelas situações em que a gente fala, explica,
tenta ser compreendido e, no fim, percebe que nada mudou.
Aprendi, então, a observar mais e falar menos.
Não porque tenha deixado de me importar. Algumas atitudes ainda me
incomodam, especialmente quando partem de pessoas de quem eu esperava
consideração. Talvez seja justamente aí que esteja a maior decepção:
descobrir que nem sempre recebemos dos outros aquilo que,
espontaneamente, oferecemos.
Também levei algum tempo para entender que parentesco não é sinônimo de
proximidade. O sangue aproxima, mas são as atitudes que constroem os
verdadeiros vínculos. Há relações antigas que permanecem importantes e
outras que, mesmo carregando uma história em comum, precisam encontrar
uma nova distância.
Isso não significa esquecer. Significa apenas aceitar que algumas coisas não
dependem mais de nós.
Já houve momentos em que saí de uma conversa levando para casa muito
mais do que deveria. Repetia mentalmente as palavras, imaginava o que
poderia ter respondido e procurava uma explicação para atitudes que talvez
não tivessem explicação.
Hoje, quando percebo que uma conversa não vai produzir nada além de
desgaste, prefiro encerrá-la.
Às vezes, simplesmente vou embora.
Não como quem perdeu, mas como quem finalmente entendeu que não precisa
permanecer em todos os lugares nem participar de todas as disputas.
Ainda me indigno. Ainda fico triste. Ainda me decepciono. Não me tornei
indiferente, apenas aprendi a não transformar todo sentimento em uma reação.
Talvez essa seja uma das poucas vantagens que o tempo nos oferece: a
capacidade de escolher melhor aquilo que merece nossa energia.
Não quero passar os próximos anos tentando convencer pessoas sobre quem
sou, o que penso ou aquilo que senti. Quem me conhece de verdade sabe.
Quem não conhece, talvez nunca saiba — e tudo bem.
Tenho histórias suficientes para saber que algumas coisas precisam ser
conversadas, outras precisam ser perdoadas e algumas, simplesmente,
deixadas para trás.
Hoje, se preciso escolher entre a última palavra e a serenidade, fico com a
segunda.
Não porque tenha desistido de mim, mas porque aprendi a me preservar.
No fim, talvez amadurecer seja isso: continuar sendo quem somos, mas deixar
de carregar aquilo que já não precisa fazer parte da nossa caminhada

Do direito da criança e do adolescente à natureza

Hugo Amaral – Advogado

Em 23/09/2026 foi publicada no Diário Oficial da União a Lei Federal nº 15.512/2026, que “dispõe sobre princípios e diretrizes para a formulação e a implementação de políticas públicas com vistas à efetivação, com absoluta prioridade, do direito da criança e do adolescente à natureza”.

Nos termos da oportuna lei o direito da criança e do adolescente à natureza compreenderá:

I – o acesso a áreas naturais saudáveis e ecologicamente equilibradas;

II – o exercício da convivência familiar e comunitária e das manifestações e atividades culturais e o estabelecimento de vínculos socioafetivos com a natureza;

III – o brincar livre e em contato com a natureza;

IV – a educação baseada na natureza;

V – a defesa, a conservação e a recuperação da natureza e a garantia de seus benefícios para as presentes e futuras gerações, por parte da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, da sociedade, das comunidades, das famílias, das crianças e dos adolescentes.

Capítulo especialmente merecedor de destaque é o dedicado à “educação baseada na natureza”, dado o seu impacto na formação da criança e do adolescente.

Segundo o art. 17 da lei “A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão estimular a efetivação de medidas com vistas à adoção da educação baseada na natureza na rede de ensino.”

No parágrafo único do citado artigo 17 há a definição do que entende-se por educação baseada na natureza, sendo esta compreendida como “a convergência da educação ambiental e climática com estratégias de educação que fomentem o acesso e o vínculo à natureza, a promoção da biodiversidade, a valorização da interdependência de todas as formas de vida e medidas de resiliência climática”.

Por fim, a lei estabelece que a educação baseada na natureza deverá promover ações, projetos e programas, entre outros, nas seguintes dimensões:

I – educação ambiental, que promova o contato dos estudantes com a natureza e o desenvolvimento de habilidades verdes e contemple temas relacionados às mudanças do clima e à proteção da biodiversidade, conforme diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais;

II – promoção de espaço escolar que contribua para a adaptação climática e a resiliência urbana a partir de soluções baseadas na natureza, com vistas à sustentabilidade socioambiental e ao desenvolvimento de atividades pedagógicas no âmbito da educação ambiental;

III – promoção de espaços naturais no entorno escolar, asseguradas condições adequadas de mobilidade e de segurança viária;

IV – prioridade às escolas no recebimento de soluções de políticas de adaptação e mitigação climática, nos planos de ação de redução de riscos e respostas a desastres, bem como em outras políticas urbanas.

Percebe-se que almeja a nova lei aprofundar os vínculos das crianças e adolescentes com o ambiente natural, mediante a criação de mecanismos que viabilizem um foco na natureza durante o processo educacional.

Cuida-se de uma lei oportuna, como dito acima, pois propicia meios que assegurem formação ambiental crítica (quem conhece e respeita a natureza durante seu processo de formação escolar tende a levar esta visão de tutela ambiental para cada recanto de sua vida adulta), assegura condições de saúde física e mental, advindas do contato com o meio natural, confere à criança e ao adolescente o status de um agente protetor do ambiente natural e impõe ao poder público a tomada de providências que permitam o atingimento das ambiciosas metas mencionadas acima.

Para quem desejar acessar o texto integral da lei, basta clicar no link abaixo:

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-

Flavio, Luís e a incógnita

Gustavo Hoffay – Agente Social

Porque Flavio Bolsonaro vem crescendo nas pesquisas de intenção de voto? Penso que a influência dos programas de propaganda eleitoral foi decisiva, ao transmitirem os ataques do candidato petista àquele seu opositor e ao contrário de objetivamente ele apresentar propostas de governo. Pergunto: propaganda negativa sobre o concorrente tem alguma eficácia junto ao eleitorado? Ora, quando esse tipo de “propaganda” envolve questões sistemáticas de personalidade e caráter, torna-se algo que muito estranhamente agrada os eleitores; quando impropérios atingem diretamente a honra do oponente e extrapola pelos porões da baixaria, então a ofensa é rejeitada pela grande maioria de cidadãos política e sabiamente informados. No caso das porradas desferidas por Lula contra o Flávio, as mesmas, em sua essência, abrigam comportamentos e atitudes que precisam ser de conhecimento dos eleitores, mesmo porque em relação ao atual governo implica não apenas a duvidosa eficácia de programas mas, também, a real qualidade de liderar. E essa questão de controle de gestão, convenhamos, tem tudo a ver com atitudes, caráter, estilo e personalidade do comandante. A grande maioria dos eleitores não é chegada a insinuações maldosas e que tentam denegrir o candidato oponente por meio da crítica adjetivada, amparadas em meras presunções ou fofocas e futricas da sua vida pessoal. Sinceramente penso que os eleitores deveriam saber separar aspectos da vida particular e da vida pública dos candidatos, mesmo sabendo-se que tais limites são muito e muito tênues. Os ataques de Luís a Flávio parecem levar em consideração situações onde o filho do ex-presidente se parece mais a um ex-presidiário, desferindo pontadas que provocam milhões de eleitores. A campanha de Lula, sem querer, estabeleceu uma dissonância cognitiva e que é a dúvida massificada. E quando esse fenômeno acontece, os eleitores tendem naturalmente a equilibrar os seus pensamentos; em outras palavras é o feitiço voltando-se contra o feiticeiro. As palavras de Luís Inácio, colocadas em xeque, funcionam como a um bumerangue contra ele. Quanto ao Flávio o seu erro foi abrir demasiadamente o flanco e enquanto os erros de Luís Inácio ficaram gravados na memória da maioria dos eleitores e entre eles, claro, as suas mentiras e total descompostura. Ora, francamente….! Flávio passa pelo caminho da sua campanha quase que incólume e mesmo depois de ataques desferidos pelo seu opositor, o auto declarado “homem mais honesto do Brasil”. Penso que a nítida retirada de apoio à candidatura de Luís Inácio por parte de seus aliados era algo previsível; ninguém consegue ser enganado por tanto tempo, exceto aqueles que são tratados no cabresto e também por conta de notícias negativas de grande repercussão ou seja, o candidato petista está sendo enforcado aos poucos pela corda que ele mesmo criou durante todo o tempo em que permaneceu no Palácio do Planalto. É possível que Luís Inácio recupere a liderança nas pesquisas de intenção de voto, mas tudo irá depender da forma como irá se comportar diante de fatos tornados públicos pelo exército de Eduardo Bolsonaro. A condição de vítima com a ancoragem aparentemente carismática de artistas diversos é uma faca de dois gumes que poderá espetar o atual presidente e poderá, até, convencer uma parcela de eleitores, mas irá conflitar aqueles votantes orgânicos situados em espaços de formação de opinião na internet e que, sabe-se, estão abandonando barco circense. Mesmo às vésperas do Segundo Turno, é cedo a qualquer pessoa apontar a vitória de Flavio e muito embora ele conte com a simpatia de grande parte da mídia de quase todo o país e de fortes núcleos de formação de opinião. Quem será o vencedor dessa contenda ainda é uma incógnita. A posição olímpica de Eduardo Bolsonaro nas mais recentes pesquisas eleitorais, não deve ser comemorada pelos bolsonaristas pois Luís Inácio vem, aos poucos, transformando-se de leão raivoso em cachorro amoroso, vem abrindo sorrisos e já desfila com as cores verde e amarela. A única certeza é a de que quem for eleito terá , forçosamente, de obter um colchão social monumental. Se for o Luís Inácio, não terá o apoio do Congresso e por isso estará de mãos atadas, exceto se for governar exclusivamente por decretos; se for o Flávio, lhe faltará a experiência de ocupar a chefia do poder executivo. Façam as suas apostas!