Ford eu

ford eu

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira

A Ford foi embora porque só vendia carroças. Lembram do Collor ? Manutenção muito cara, carros muito feios, tecnologia superada e outros desqualificativos. Para se ter uma ideia, nenhum outro fabricante quis fazer associação. E além disto mal gerida. Não foi só no Brasil. Outros países também deixarão de produzir.

*Economista

ASFIXIA!

ASFIXIA!

Tania Tavares
qui., 14 de jan. 20:48 (há 12 horas)

Uma amiga parou de fumar da noite para o dia ao sentir falta de ar em dois momentos em dias alternados.Se alguém quer saber o que é morrer por asfixia,tampe seu nariz e veja quanto tempo aguentará.Nosso país chegou a este ponto, pela asfixia mental que este (des)governo, que continua tratando a COVID-19 como gripezinha e coisa de maricas. Impedindo lockdown em Manaus, terá nas suas costas as mortes destes brasileiros. Espero que os que ainda não se condicionaram que a gripezinha mata, veja a situação do Amazonas,pois você pode ter dinheiro e não ter Oxigênio e nem hospitais!

*Professora

As árvores

Ana maria Coelho Carvalho*

O menino Zezé, de uma família pobre e numerosa, personagem principal do livro “Meu pé de laranja lima”, encontrava amparo e afeto conversando com sua árvore no fundo do quintal. Um dia perguntou para o pé de laranja lima: -“Por onde você fala? ” E ela respondeu: -“Árvore fala por todo canto. Pelas folhas, pelos galhos, pelas raízes. Quer ver? Encosta seu ouvido aqui no meu tronco que você escuta meu coração bater”. Quando se despedia, o menino dava um abraço apertado no tronco da árvore:-“Adeus, amiga! Você é a coisa mais linda do mundo!”

Concordo com o Zezé, as árvores são lindas. Existem para serem abraçadas e admiradas. Para trazerem beleza ao mundo e serem amigas do homem. Sábias são as pessoas que conseguem ouvir o silencioso sermão das árvores, que se deixam ficar debaixo delas, sentindo sua paz e tranquilidade e esquecendo as ansiedades da vida. Que sabem contemplar a beleza e a majestade de um ipê rosa florido ou de uma laranjeira de flores brancas cujo perfume nos leva para uma infância de pés descalços.

Rubem Alves, em seu livro “O amor que acende a lua”, explica que as árvores vivem para viver pois viver é bom. Com as raízes mergulhadas na terra, não fazem planos de viagem, são felizes onde estão. E as pessoas seriam mais belas e felizes se fossem como as árvores. Cita o exemplo de São Francisco que, de acordo com relatos, pregava aos peixes e às aves. Mas o autor concluiu que na verdade, São Francisco deve ter ouvido a pregação das árvores. Por isso ficou tão manso, tão tranquilo, tão perto de Deus. Ele tinha a beleza das árvores. Estava reconciliado com a vida. Então os pássaros fizeram ninho nos seus galhos e os peixes comeram dos seus frutos que caíam na água…

Gosto de árvores e de caminhar debaixo delas. Tenho uma especial, a sibipiruna que plantei em frente à minha casa. Com cachos de flores amarelas pequeninas, que formam um tapete quando caem no passeio e com folhas miúdas que caem em profusão, como uma chuva fininha. É bom olhar seus galhos balançando ao vento e acompanhar suas transformações. Como o Zezé, sinto até vontade de conversar com ela. Outra árvore especial na minha vida é a mataíba, comum no cerrado e que pode se apresentar na forma de arbusto ou de árvore. Durante dois anos, no meu doutorado, observei a floração de inúmeras dessas árvores e coletei seus visitantes florais, que iam em busca do pólen e néctar de suas pequenas inflorescências brancas. Com auxílio de especialistas, identifiquei 105 espécies de abelhas, 35 de coleópteros, 37 de dípteros e 54 de vespas que se alimentavam nessa planta e que potencialmente poderiam ser seus polinizadores. Sou grata à mataíba por ter-me dado a oportunidade de entender melhor a complexidade das interações insetos-planta e de poder, mais uma vez, maravilhar-me com a vida.

O Zé, meu finado marido, também queria ter uma árvore especial. Quando criança, lá no Carmo, plantou uma moeda de 500 réis para nascer uma árvore de dinheiro. Ele ia sempre conferir, mas não vingou.

*Bióloga – Uberlândia – MG

Nem Pinóquio ou Maluf mentiram tanto como Bolsonaro!

Rafael Moia Filho*

“Pessoas que são boas em arranjar desculpas;
raramente são boas em qualquer outra coisa” (Benjamin Franklin).

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o Brasil está quebrado e que não pode fazer nada. Ele disse ainda que a pandemia da Covid-19 tem sido “potencializada pela mídia”.
A primeira afirmação demonstra que o governo vai passar quatro anos de sua gestão culpando a pandemia e a mídia por sua incapacidade de gestão frente a economia e a saúde pública. A cobertura da nossa mídia não difere praticamente em nada da mídia internacional em vários países. Não temos presidentes e primeiros ministros reclamando disso enquanto agem, trabalham e resolvem os mesmos problemas que Bolsonaro não consegue.
“Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda, teve esse vírus, potencializado por essa mídia que nós temos. Essa mídia sem caráter. É um trabalho incessante de tentar desgastar para tirar a gente daqui e atender interesses escusos da mídia”, disse o mandatário para um grupo de apoiadores na parte externa do Palácio da Alvorada. Estranho que uma simples alteração de tabela de IR não realizada por incompetência seja jogada nas costas da mídia novamente.
O fim do pagamento do auxílio emergencial será um tormento na vida de Bolsonaro e seu governo inerte. Afinal de contas, ele não queria pagar mais do que R$ 200,00 mensais aos que necessitavam, até que o Congresso Nacional assumiu e resolveu conceder R$ 600,00. Porém, esses valores pagos passaram a ser a salvação da lavoura, uma vez que nas pesquisas de aprovação da gestão e do presidente, foi justamente este auxílio que segurou os índices em patamares aceitáveis.
Com o final dos pagamentos, o governo federal que nada fez antes, durante e nem depois da pandemia pela recuperação do pleno emprego, que não consegue ter um plano de desenvolvimento econômico, resta criticar pandemia, vírus, mídia e tudo mais.
Ele também tem culpado políticas de isolamento social adotadas por governadores como corresponsáveis pela crise econômica do país. Isso mostra sua completa ignorância, pois se governadores e prefeitos não tivessem reagido, o país teria hoje mais de 500 mil mortos.
Bolsonaro já culpou a imprensa em outras ocasiões por, segundo ele, disseminar o pânico durante a pandemia. A Covid-19 já matou quase 200 mil pessoas no Brasil. O número de infectados é superior a 7,7 milhões, segundo o consórcio de veículos de imprensa que compila dados de secretarias estaduais.
Na segunda, Bolsonaro fez piada com o uso de máscara de proteção facial, defendida por especialistas como importante para conter a disseminação do vírus. O sujeito é contra isolamento social, máscaras, vacinas, enfim, um negacionista sem cultura, sem argumentação inteligível e que só pensa em si mesmo e na reeleição em 2022.
Suas ironias em relação à imprensa nas suas lives ou entrevistas a blogs bolsonaristas evidenciam sua completa incapacidade de argumentação sobre quaisquer assuntos. Por isso tem tanto ódio dos jornalistas, principalmente os investigativos que conseguem informação sobre suas interferências nas investigações da corrupção dos filhos e dos seus gastos com Cartão Corporativo acima da média de todos os presidentes anteriores que divulgavam os mesmos gastos com transparência.

*Escritor, Blogger e Graduado em Gestão Pública.

PATROLAS E CAGAITAS

Gustavo Hoffay*

O sonho era de JK, a promessa foi de Lula, Dilma deu uma renovada nos votos e agora, finalmente, coube ao presidente Bolsonaro autorizar o inicio das obras de pavimentação de um grande trecho da BR 367 em Minas Gerais, próximo à divisa com o estado da Bahia. No “auê” e “oba-oba” das comemorações de tão aguardada notícia, autoridades federais e o governador Romeu Zema, juntamente com representantes da bancada mineira no Congresso Nacional, começaram a transformar em realidade um sonho acalentado por quem anseia pelo progresso do Nordeste Mineiro, dada a importância de tal obra para a economia dos vales Jequitinhonha e Mucuri que, em breve, serão interligados por asfalto a duas das maiores rodovias brasileiras, as Brs 116 e 101. Iniciando a referida obra por Gouveia e passando por Diamantina, rasgando o cerrado em direção a uma das regiões mais economicamente pobres do nosso estado e desembocando no litoral baiano, os governos de Zema e de Bolsonaro põem fim a uma novela que retratou em branco e preto o descaso de antigos governantes com aquela região e provaram, mais uma vez, que o abandono daquele trecho nada mais era que uma amostra do descaso e da péssima gestão de recursos a partir, principalmente, de antigos ocupantes do Ministério dos Transportes. Em 2.002, para o asfaltamento de 157 quilômetros , foram liberados recursos da ordem de quase sessenta milhões de reais, mas apenas 37 (?) daquele total foram, de fato, executados! Próxima a Minas Novas, terra do antigo amigo e senador Murilo Badaró, a mais de sete anos uma ponte imponente simplesmente paira no ar pois, acredite quem quiser, as suas cabeceiras não foram concluídas para interligá-la ao restante da rodovia ! Passei por aquela região a pouco tempo e o que revi foram as velhas pontes de madeira que continuam a cair aos pedaços, buracos por toda banda de um longo trecho de terra e a decepção estampada no rosto de um povo castigado pelo sol e carente de progresso. Adoro verdadeiramente aquele “pedaço” de Minas, principalmente pelas características da sua gente simples e muito acolhedora que, em breve, passará a assistir ao escoamento da produção agropecuária e de madeira de eucalipto para o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo. O que hoje é uma viagem tranqüila, bucólica e prazerosa desde a capital Belo Horizonte em direção ao Vale do Jequitinhonha ( principalmente a partir do trecho entre Curvelo e Diamantina, atravessando o rio Paraúna em Presidente Juscelino e depois subindo a serra do Espinhaço em direção a Gouveia), passará a ser uma jornada da qual constarão, também, caminhões e carretas transportando fomento para aquela região mas, infelizmente, sufocando a tranqüilidade de toda uma gente e maculando uma grande área de terra muito conservada em seus tradicionais aspectos sociais, culturais, religiosos e históricos. Eu, um eterno saudosista, só lamento ( e muito ) a futura descaracterização daquele rincão, quando comparado ao que é hoje. O peito aperta e o coração sangra de saudades boas ao lembrar-me de um tempo que lá vai longe, distante, quando os modos e costumes de vida da gente que ali nasceu, vive ou viveu, eram e continuam sendo naturais, humildes, sinceros e tipicamente ricos, o que proporciona uma euforia à alma e aos sentimentos de qualquer visitante, principalmente daqueles que são defensores de ecossistemas, amantes da história e que lutam para manter a continuidade da preservação ambiental. Evidentemente sei o quanto o incremento econômico é importante para uma região que raramente era lembrada pelos governantes, mas em sua esteira deverão vir processos de especulação aliados a uma exploração mercantil que farão surgir novos e estranhos hábitos para, fatalmente, confrontarem-se com tradições seculares de um povo humilde e sensível, virtuoso e profundamente religioso, descaracterizando o que é natural e comprometendo o que é perfeito. Estou, sim, enciumado por prever a invasão de “estranhos” por entre os campos de “sempre vivas”, córregos e cachoeiras de águas cristalinas e trilhas salpicadas de muricis, cagaitas, pequis e araticuns. Se você também é um amante da natureza, de estórias e da história, se preza uma culinária típica mineira e de uma boa prosa à beira de um fogão à lenha, se “apreceia” um passeio sem pressa e que sempre deixa um gostinho de “quero mais”, aproveite que tratores, patrolas, caminhões-caçamba e rolos compactadores ainda estão sendo preparados para macular a virgindade daquele naco de Minas; deixe-se lançar a uma deliciosa e inesquecível aventura, onde descobertas positivas suscitam de imediato uma grande alegria e ali descobrir mais e novos motivos para sentir o que é o furor pátrio mineiro a partir da humildade, da simplicidade, do recato e do respeito ali percebidos e praticados, enquanto ouvindo prosas que dão conta do aparecimento de assombrações, mulas-sem-cabeça, curupiras e do temível Bicho da Carneira- o lobisomem mineiro.

Agente social – Uberlândia-MG

Incoerente

Iria de Sa Dodde*

Rodrigo Maia como de hábito , critica Bolsonaro e a política econômica. Culpa o governo por tudo de ruim que acontece, mas quer levar os louros de algo que dê certo. Penso que ele não tem qualquer moral para criticar. Ele acha que o legislativo não tem culpa de nada. Legislativo e judiciário têm responsabilidade no que der errado. Por isto se diz que os poderes são independentes, mas esquecem que são harmônicos entre si. Pelo menos é o que diz a Constituição.

*Professora