por uberlandiahoje | mar 26, 2026 | Notícias |
Centro da Uemg já recebeu mais de R$ 5 milhões do Estado para realizar estudos e oferecer assistência especializada a doenças como obesidade, diabetes e hipertensão
Gerar conhecimento e oferecer tratamentos e aconselhamento à população é o trabalho do Centro Multiusuário de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) do Centro-Oeste, no campus Divinópolis da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg).
GOV. MG
Ao todo, mais de R$ 5,4 milhões já foram destinados às atividades do Centro pelo Governo de Minas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), entidade vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG).
Além de gerar produção científica sobre as doenças, o espaço também oferece à população local controle e tratamento para as DCNT, tais como diabetes e hipertensão arterial, e está desenvolvendo um estudo abrangente sobre a saúde das pessoas com obesidade.
O presidente da Fapemig, Carlos Arruda, destaca a importância desse trabalho. “Os estudos desenvolvidos cumprem papel relevante e a Fapemig fica honrada em participar desta história por meio do financiamento para compra equipamentos, concessão de bolsas, entre outros, que, a longo prazo, garantem a continuidade de todo o esforço de pesquisa”, afirma.
“Investimentos como esses impulsionam a produção científica, o empreendedorismo de base tecnológica e a qualificação de mão de obra no estado”, ressalta a superintendente de Pesquisa e Tecnologia da Sede-MG, Ana Carolina Lima Ferreira.
Em busca de marcadores genéticos
As DCNT são a principal causa de morte e incapacidade no mundo. Entre elas, existem cinco principais grupos: doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas, câncer, diabetes e condições mentais/neurológicas.
Segundo o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde, entre 2006 e 2024, o número de adultos brasileiros com hipertensão aumentou 31%, enquanto os casos de obesidade cresceram 118%.
Uma das pesquisas mais recentes do Centro Multiusuário da Uemg tem como foco, justamente, a obesidade. Com investimento de R$ 1,6 milhão da Fapemig, a equipe está investigando como mudanças genéticas influenciadas pelo ambiente e características individuais ajudam a explicar o surgimento de doenças metabólicas.
A coordenadora da pesquisa é a especialista em fisiologia do exercício e da saúde Camila Brandão, que observa que as causas da obesidade são multifatoriais, combinando elementos genéticos aos aspectos socioambientais, como alimentação inadequada e baixa atividade física, inclusive farmacológicas. Por isso, os participantes da pesquisa serão avaliados em aspectos clínicos, físicos, epigenéticos e até da qualidade do sono.
“A ideia é traçar o perfil clínico dessa população e, a partir dessa medida, pensar proposições de análises mais específicas e auxílio de tratamento para essas populações”, explica Camila Brandão.
A empresária do ramo da odontologia, Michele Gonçalves, participou como voluntária das pesquisas. Ela conta que a inclusão do exercício físico em sua rotina, somada aos benefícios do acompanhamento de especialistas da área da educação física e nutrição, resultou em mais qualidade de vida. “Passei a entender que o exercício físico não era uma opção e, sim, uma necessidade”, conta Gonçalves.
Centro de Referência Regional
Criado em 2024, o Centro Multiusuário de Doenças Crônicas Não Transmissíveis da Uemg é constituído por seis laboratórios que trabalham de forma descentralizada, cooperativa e interdisciplinar, envolvendo temas que vão desde análises genéticas e exercícios físicos até estudos de psicologia do sono.
O Centro foi aprovado em uma chamada da Fapemig de 2023 e os R$ 3,8 milhões em financiamentos foram, segundo a coordenadora da pesquisa, fundamentais para sua estruturação e aquisição de equipamentos para os projetos. “Quando trabalhamos com a prevenção dessas doenças crônicas, conseguimos reduzir o gasto de saúde pública, pois o tratamento de uma doença crônica, a longo prazo, é elevado”, pontua Camila Brandão.
por uberlandiahoje | mar 26, 2026 | Notícias |
Exposições, debates, ações educativas e espetáculos em BH e Diamantina compõem o projeto que celebra o legado nos 50 anos de morte de Juscelino Kubitschek
GOV. MG
Com uma ampla agenda cultural, artística e educativa, o Ano JK foi lançado nesta quarta-feira (25/3), no Palácio das Artes. O projeto ressalta a contribuição de Juscelino Kubitschek para a modernização do país, em razão dos 50 anos de sua morte em 2026. A iniciativa é do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), em parceria com Fundação Clóvis Salgado (FCS), Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG).
“Juscelino Kubitschek foi um homem que ousou sonhar grande e, mais do que isso, teve a capacidade de realizar, deixando um legado que inspira a refletir sobre o futuro que se deseja construir”, destacou a secretária da Secult-MG, Bárbara Botega.
Programação Ano JK
A programação acontece entre março e setembro e inclui exposições, palestras, mostras de cinema, concursos literários e ações educativas. As atividades serão realizadas em espaços do Circuito Liberdade, como o Palácio da Liberdade, o Palácio das Artes, a Biblioteca Pública Estadual e o Arquivo Público Mineiro, além de outras instituições culturais.
O encerramento será no dia 12/9, em Diamantina, com a estreia da ópera inédita Chica, produzida pelos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado. Na sequência, haverá récitas da montagem nos dias 23, 25 e 27/9, no Palácio das Artes.
No Palácio da Liberdade, no sábado (28/3), das 15h às 16h, será realizada a visita mediada “JK: Mineiridade e Modernismo” propondo uma reflexão sobre a relação entre a identidade mineira e o projeto político e cultural liderado por Kubitschek.
Palácio das Artes
O Palácio das Artes, que completa 55 anos em 2026, recebe ações comemorativas que evidenciam sua ligação com JK, incluindo o lançamento de um livro sobre sua história e uma exposição com croquis de Oscar Niemeyer, reforçando o diálogo entre arquitetura, cultura e política. Entre os destaques está a mostra de cinema “JK e o sonho moderno”, no Cine Humberto Mauro, que apresentará filmes que abordam os impactos da modernização na sociedade e o contexto histórico do desenvolvimentismo, entre 29 e 30/4.
“O Palácio das Artes foi idealizado ainda na gestão de JK, como prefeito de Belo Horizonte, e simboliza esse legado e reforça a importância de celebrar sua trajetória por meio da arte e da cultura”, ressaltou o presidente da Fundação Clóvis Salgado, Sérgio Rodrigo Reis.
Conjunto Moderno da Pampulha
O Iepha-MG também integra a agenda com debates e a exposição Minas Moderna: Patrimônio e Futuro, em junho, tomando o Conjunto Moderno da Pampulha como referência para discutir a relação entre modernismo, identidade e políticas públicas. No mesmo período, o Arquivo Público Mineiro promove visitas guiadas a uma mostra documental sobre a construção de Brasília, reunindo registros históricos do projeto que simboliza a modernização nacional.
Em agosto, o IHGMG realiza homenagens, concurso literário, palestras, exibição de documentário e seminário acadêmico sobre a trajetória de JK, além de uma missa em sua memória. Já a Biblioteca Pública Estadual apresenta a exposição JK: Muito além de seu tempo, com recortes da imprensa que retratam diferentes momentos da vida e da carreira do ex-presidente.
A Casa Fiat de Cultura também participa da programação com uma exposição prevista para julho, que relaciona o projeto desenvolvimentista de JK ao processo de industrialização do país, com ênfase no setor automobilístico. A proposta conecta cultura, indústria e transformação social, inserindo a atuação da instituição em uma narrativa mais ampla sobre modernização e mobilidade no Brasil.
por uberlandiahoje | mar 26, 2026 | Notícias |
Restauração traz vida nova ao prédio centenário, sem perder as características do patrimônio histórico
Equipes da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) e da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais (Seinfra) realizaram visita técnica para acompanhar a evolução da obra de restauração completa do Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG), nesta quarta-feira (25/3), em Belo Horizonte.
GOV. MG
Uma das instituições de ensino mais importantes do estado, o IEMG passa por ampla restauração desde 2024, para garantir mais acessibilidade e segurança aos estudantes, sem perder as características tradicionais do edifício Kennedy, prédio histórico, de 1906, tombado como patrimônio histórico da capital mineira.
O Governo de Minas investiu mais de R$ 40 milhões na obra, que contempla a restauração completa do prédio histórico, a requalificação do edifício Kennedy, adequações de acessibilidade e a implantação de sistemas de segurança contra incêndio e pânico, além da construção de uma quadra poliesportiva coberta.
“Este é um dos prédios mais históricos de Minas Gerais, que está sendo amplamente restaurado em parceria com a Seinfra. Em uma obra tão importante, o governador pediu para acompanharmos de perto cada passo”, afirmou o secretário de Educação, Rossieli Soares.
Ele esteve no local com o chefe da pasta de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas, Pedro Bruno, com a diretora do IEMG, Alexandra Aparecida, e com a subsecretária de Edificações da Seinfra, Débora Dias do Carmo. “É um prédio de 1906, que carrega a história de Minas e exige uma obra complexa para sua recuperação. É uma satisfação para o Estado devolver à sociedade um patrimônio que pertence a todos os mineiros”, observou o secretário Pedro Bruno.
As obras são executadas em etapas, a fim de garantir o funcionamento das atividades escolares durante a intervenção. A diretora Alexandra Aparecida revelou a ansiedade em ver a obra concluída, o que está previsto para ocorrer em 2027. “Junto à comunidade escolar, aguardávamos a reforma ansiosamente, a reestruturação do prédio, a restauração de todos os detalhes arquitetônicos, para que a gente possa voltar ao IEMG e atender a comunidade, sendo um ícone da educação mineira, isso é um grande prazer”.
por uberlandiahoje | mar 26, 2026 | Notícias |
Suspeitos agiam no setor de suplementos e encapsulados e podem ter causado prejuízo de R$ 100 milhões aos cofres públicos
O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Minas Gerais (Cira-MG) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25/3), a Operação Casa de Farinha. O objetivo é desarticular um esquema estruturado de fraudes tributárias envolvendo empresas destinadas à industrialização de encapsulados e de marketing digital.
GOV. MG
A força-tarefa também apura os crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, lavagem de capitais e delitos contra a saúde pública e contra o consumidor, especificamente a fabricação e o comércio de substâncias sem registro e em desobediência a interdições cautelares da vigilância sanitária.
Foram cumpridos dois mandados de prisão e 17 mandados de busca e apreensão em cidades do Sul de Minas, Centro-Oeste mineiro e de Goiás, sendo alvos sedes de empresas e residências de empresários envolvidos nas fraudes e na lavagem dos capitais ilícitos.
Durante as buscas, foram apreendidos celulares, aparelhos eletrônicos, documentos e outros elementos de interesse à investigação. Além disso, o Cira-MG obteve o deferimento da indisponibilidade de bens móveis e imóveis dos investigados, bem como o bloqueio de mais de R$ 1,3 bilhão.
O esquema
As investigações revelaram uma estratégia complexa de manipulação do fato gerador para a sonegação de ICMS, inclusive com a utilização indevida da imunidade tributária concedida aos e-books. Além da sonegação tributária, os indícios apontam que os encapsulados eram fabricados sem os princípios ativos anunciados e em desacordo com as normas sanitárias vigentes.
Conforme apurado, o esquema praticado, além de causar graves danos à saúde de consumidores lesados, acarretou relevante prejuízo ao Estado de Minas Gerais, estimando-se um valor superior a R$ 100 milhões.
Segundo o superintendente de Fiscalização da Secretaria de Estado de Fazenda, Carlos Renato Confar, o esquema criminoso envolvia centenas de empresas.
“Após a produção dos “suplementos”, eles eram transferidos para uma filial da fábrica, de onde saíam para mais de 300 empresas já identificadas pelo Fisco. Essas empresas faziam a venda direta ao consumidor, utilizando os livros digitais na nota e fraudando o Estado. As investigações apontaram que mais de 1 milhão de CPF’s adquiriram esses produtos”.
Duas prisões
A operação contou com a participação de sete promotores de Justiça, cinco delegados de Polícia Civil, 68 auditores da Receita Estadual, 73 policiais civis, 26 policiais militares, oito bombeiros militares, sete servidores do Ministério Público, dois agentes da Anvisa e dois agentes da Vigilância Sanitária Estadual.
Foram presos dois homens de 29 e 35 anos, em Arcos, local da indústria de encapsulados, e em Lagoa da Prata, onde há uma filial, ambas no Centro-Oeste mineiro. Em Campo Belo, no Sul do Estado, foi descoberto o núcleo contábil e jurídico para dar respaldo ao funcionamento das empresas.
“Os levantamentos apontam que esses dois homens são os possíveis responsáveis pelo esquema fraudulento e, inclusive, ensinavam pela internet como cometer os crimes tributários”, informou a coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (CAOET), Janaina de Andrade Dauro.
18 anos do Cira Mineiro
Criado em maio de 2007, o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira) é uma iniciativa pioneira, que inspirou a criação de estratégias semelhantes em outros estados. Através da articulação do Cira-MG, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Receita Estadual, a Advocacia-Geral do Estado e as polícias Civil e Militar, ao longo de 18 anos, realizaram investigações de fraudes heterodoxas estruturadas, com significativos resultados para a recuperação de ativos para a sociedade mineira e na defesa da livre concorrência.
por uberlandiahoje | mar 24, 2026 | Notícias |
População de Lagoa Santa e Vespasiano, com acesso ao MG App, terá na palma da mão encaminhamentos mais rápidos e assertivos na rede de saúde
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, participou, nesta segunda-feira (23/3), da ampliação do Tele Mais Saúde MG, com o lançamento das modalidades de teleorientação e teleconsulta com especialistas, iniciativa da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) que amplia o acesso da população ao atendimento em saúde on-line na rede pública.
GOV. MG
A nova frente de telessaúde do Governo de Minas utiliza tecnologia para organizar o fluxo de atendimento e garantir que cada usuário seja direcionado ao local certo, no momento certo, com mais agilidade, contribuindo para a redução de lista de espera e a melhoria da resposta da rede.
O Tele Mais Saúde MG foi desenvolvido em parceria com a Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma). O serviço estará disponível no MG App, coordenado pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), que passa a funcionar como porta de entrada digital para o atendimento em saúde.
A plataforma oferece acesso gratuito, seguro e integrado à Atenção Primária à Saúde (APS), onde também serão realizados os agendamentos futuros. Nesta primeira fase, o serviço será implantado em Lagoa Santa e Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), com início dos atendimentos previsto para o início de abril.
“O paciente vai ser atendido on-line por um médico teleorientador que pode direcioná-lo a uma consulta na Unidade Básica de Saúde (UBS) ou marcar uma teleconsulta com especialistas, que é a segunda fase do projeto que também está sendo lançada hoje”, descreveu Mateus Simões.
A estratégia será ampliada gradualmente, com previsão de expansão para todos os municípios a partir do segundo semestre, conforme o monitoramento dos resultados pela SES-MG.
“Todo o processo é feito on-line e o paciente já sai ou com um receituário médico, ou encaminhado na direção de uma solução para o problema”, explicou o governador Mateus Simões.
Tecnologia para organizar o acesso e reduzir filas
O Tele Mais Saúde MG foi estruturado para enfrentar desafios históricos da rede pública, além de reduzir a lista de espera, a dificuldade de acesso a especialistas e a sobrecarga das equipes. Na prática, o usuário inicia o atendimento com a teleorientação pelo aplicativo. A partir desse primeiro contato, o profissional da Atenção Primária avalia o caso, orienta o paciente e define o encaminhamento mais adequado, seja para uma UBS ou para teleconsulta com especialista.
O modelo segue um fluxo assistencial estruturado, qualificando a decisão clínica já na entrada do sistema. Com isso, evita encaminhamentos desnecessários, reduz a pressão sobre a atenção especializada e aumenta a resolutividade da APS.
A estratégia contempla especialidades médicas como cardiologia, dermatologia, endocrinologia, ginecologia e obstetrícia, pediatria, ortopedia e neurologia, entre outras, conforme a necessidade assistencial em cada região.
A plataforma também garante registro completo dos atendimentos, integração com a rede e proteção de dados, permitindo acompanhamento contínuo dos casos e melhoria permanente dos serviços.
O MG App, que viabiliza o acesso digital ao serviço, foi financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com intermediação da Secretaria de Estado de Casa Civil (SCC), como parte das ações de modernização e digitalização dos serviços públicos em Minas Gerais.
Telessaúde como política pública estruturante
O Tele Mais Saúde MG integra a estratégia estadual de institucionalização da telessaúde como prática permanente na rede pública de saúde. A iniciativa estabelece diretrizes, metas e monitoramento contínuo para qualificar o atendimento e ampliar o acesso da população. Antes dessa nova etapa voltada diretamente ao cidadão, Minas já consolidava a teleconsultoria realizada entre profissionais por meio de uma plataforma digital, otimizando os atendimentos em saúde de todo o estado.
Desde 2024, já foram realizadas mais de 60 mil teleconsultorias em Minas Gerais, em parceria com os núcleos de telessaúde da Faculdade de Medicina e Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Feluma, fortalecendo a integração entre a APS e a Atenção Ambulatorial Especializada, reduzindo encaminhamentos desnecessários de pacientes.
O serviço de teleconsultoria permite a discussão de casos clínicos de forma remota, com retorno em até 72 horas, apoiando a tomada de decisão das equipes de saúde e qualificando o atendimento ao cidadão.
O Tele Mais Saúde MG não substitui o atendimento presencial, mas amplia as possibilidades de acesso à saúde. A proposta é oferecer uma nova porta de entrada mais ágil e acessível, mantendo a Atenção Primária à Saúde como coordenadora do cuidado e garantindo continuidade no acompanhamento dos pacientes.
por uberlandiahoje | mar 24, 2026 | Notícias |
Mudanças buscam uma distribuição ainda mais justa e eficiente dos recursos tributários arrecadados em Minas Gerais
Prefeituras de Minas Gerais têm até 31/3 para atualizar as informações utilizadas no cálculo do Fator de Qualidade do ICMS Ecológico relacionadas a empreendimentos de saneamento ambiental. Com a proximidade do prazo final, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) reforça o alerta para que os municípios não deixem o envio para a última hora.
GOV. MG
A atualização é necessária para que os municípios recebam corretamente os repasses da parcela do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) vinculada ao subcritério Saneamento Ambiental. Os dados informados impactam diretamente o cálculo da nota individual de cada município e, consequentemente, os valores financeiros a serem distribuídos.
A revisão dos indicadores foi definida pela Semad e contempla os empreendimentos de tratamento e disposição final de resíduos sólidos urbanos (RSU) e de tratamento de esgoto sanitário.
As mudanças foram estabelecidas pela Resolução Semad nº 3.371, publicada em 4 de julho de 2025 e válida desde 1º de janeiro de 2026. A nova norma busca tornar a distribuição dos recursos mais justa e eficiente entre os municípios mineiros, além de alinhar os critérios utilizados à Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Atenção ao envio das informações
Os dados enviados são analisados pela equipe técnica da Semad e subsidiam o cálculo dos repasses financeiros aos municípios. Para realizar a atualização, as prefeituras devem acessar o site oficial, baixar o Formulário de Apuração do Fator de Qualidade (Relatório Anual do empreendimento) e consultar os arquivos orientativos disponíveis em “Formulários e Material de Apoio”.
Dúvidas sobre preenchimento e envio podem ser encaminhadas para o e-mail: icms.rsu@meioambiente.mg.gov.br.
Avanços na política ambiental
Segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Lyssandro Norton, a atualização representa um avanço importante na política ambiental mineira. “A nova resolução busca estimular ainda mais a recuperação de materiais recicláveis, incentivar o tratamento da matéria orgânica por meio da compostagem e fortalecer a inserção social dos catadores de materiais recicláveis”, afirmou.
A atualização também incorpora avanços das políticas de resíduos sólidos ao ampliar o peso de indicadores ligados à inclusão socioprodutiva de catadores, à recuperação de recicláveis e ao tratamento do lodo das Estações de Tratamento de Esgoto.
Outro destaque é o incentivo à participação de catadores na gestão dos resíduos sólidos urbanos. A nova metodologia valoriza municípios que desenvolvem programas de coleta seletiva com participação de organizações de catadores e que apoiam essas entidades no acesso ao programa Bolsa Reciclagem.
Para o subsecretário de Saneamento da Semad, Anderson Diniz, a medida fortalece a integração entre instrumentos econômicos voltados à gestão de resíduos sólidos. “Minas Gerais avança ao promover a articulação entre o ICMS Ecológico e o programa Bolsa Reciclagem. Isso contribui para fortalecer ambos os mecanismos e ampliar os benefícios ambientais e sociais da política de gestão de resíduos no estado”, destacou.
Com a atualização dos indicadores, o Governo de Minas busca estimular boas práticas na gestão do saneamento ambiental e incentivar os municípios a investir em soluções mais sustentáveis para o tratamento de resíduos e de esgoto.