Emater-MG impulsiona retomada de feiras da agricultura familiar em Minas

Emater-MG impulsiona retomada de feiras da agricultura familiar em Minas
Empresa do Governo de Minas apoia e coordena feiras em quase 700 municípios, envolvendo cerca de 18,9 mil famílias de agricultores

GOV. MG

Com apoio técnico, organização e incentivo à comercialização, a Emater-MG tem atuado diretamente na retomada de feiras da agricultura familiar em municípios mineiros, em parceria com prefeituras, fortalecendo a renda dos produtores e ampliando o acesso da população a alimentos frescos.

Em Minas Gerais, a Emater-MG apoia e coordena feiras em quase 700 municípios, sempre em parceria com as prefeituras. São 18,9 mil famílias de agricultores envolvidos.

Além da assistência técnica aos produtores e organização dos espaços de comercialização, o trabalho da Emater-MG também envolve ações de fomento, com a entrega de barracas, jalecos e tendas para melhoria e expansão das feiras.
Em março, foi reinaugurada a Feira de Agricultores de Monjolos, região Central de Minas, em parceria com a prefeitura local. Com grande participação da comunidade, a ação beneficiou 30 famílias de agricultores do município, contribuindo para melhorar as condições de produção e fortalecer ainda mais a agricultura familiar local.

“A expectativa é que a feira se consolide como um espaço de comercialização, convivência e valorização da agricultura familiar, beneficiando produtores e consumidores”, explica a extensionista local Mariana Moura.

Alimentos frescos

Nesta ano, também foi reinaugurada a feira livre de Rodeiro, na Zona da Mata, em uma parceria da Emater com a prefeitura municipal. O evento marcou a apresentação das novas barracas adquiridas pela Emater-MG, com recursos de emenda parlamentar e repassadas aos feirantes. Realizada aos domingos pela manhã, a feira é um espaço para a população adquirir alimentos frescos diretamente dos produtores rurais, com preços acessíveis.

Também na Zona da Mata, em São Geraldo, a novidade foi a inauguração da feira Livre da Agricultura Familiar, que conta com uma grande diversidade de produtos da agricultura familiar, como hortifrutigranjeiros, quitandas e produtos lácteos, todos produzidos diretamente pelas famílias rurais do município.

A iniciativa busca reforçar a importância da produção regional, aproximar produtores e consumidores e estimular a economia local. Durante a inauguração, foi lançado o Vale Feira, concedido pela prefeitura e que permite aos beneficiários realizar compras nas barracas da feira.

Identidade regional

Outras feiras reabertas, são a Nossa Feira de Pitangui, no Centro-Oeste, e a Feira Livre Agrocultural, de São Vicente de Minas, no Campo das Vertentes. A Nossa Feira tem entre as feirantes exemplos de força da mulher do campo na produção de alimentos e artesanato e no fortalecimento da economia local. Além do comércio, o evento, realizado aos sábados, oferece aos visitantes, opções de lazer e cultura.

“Além de gerar trabalho e renda, dinamizando a economia dos pequenos municípios, as feiras são um espaço de socialização e valorizam a identidade regional”, comenta o coordenador estadual da Emater-MG, Raul Machado.

Já a Feira Livre Agrocultural ocorre aos domingos, das 8 às 13h. A feira tem 23 expositores, sendo 13 produtores e 10 artesãos. A confeiteira Gabriela Ribeiro conta que encontrou na feira maior estabilidade para seu negócio. “Eu buscava uma forma de vender mais e, com a feira, vieram novos clientes procurando tortas inteiras para as comemorações, não só as fatias aos domingos. Aumentou bastante a minha renda mensal”, diz.

Secretaria de Fazenda publica Prestação de Contas Governamentais de 2025 com versão em quadrinhos voltada à população

Balanço Cidadão apresenta resumo, em linguagem simples e lúdica, com propósito de ampliar acesso da sociedade às informações contábeis do Estado

GOV. MG

A Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF/MG) publicou o Balanço Geral do Estado (BGE) – Prestação de Contas Governamentais de 2025 e lançou a 2ª edição do Balanço Cidadão, versão resumida, produzida em linguagem simples e lúdica, com o propósito de ampliar o acesso da população às informações sobre as contas públicas.
A publicação reúne, de forma clara, visual e didática, os principais dados relacionados à arrecadação e à aplicação dos recursos públicos estaduais, possibilitando que qualquer cidadão compreenda como o dinheiro público é administrado.
Para acessar as publicações, clique nos links abaixo:
• Balanço Geral do Estado
• Balanço Cidadão
Desenvolvido pela Superintendência Central de Contadoria-Geral (SCCG), em parceria com a Assessoria da Subsecretaria do Tesouro Estadual (STE), o Balanço Cidadão converte conteúdos técnicos da contabilidade pública em linguagem acessível. O material permite entender como o orçamento é planejado, quais são as prioridades do Estado e de que maneira os recursos são direcionados às políticas públicas.
Transparência e participação social
A ação integra o conjunto de iniciativas da SEF, por meio do Tesouro Estadual, voltadas ao fortalecimento da transparência e da participação social.
O subsecretário do Tesouro Estadual, Fábio Amaral, ressalta que ao reduzir barreiras técnicas e aproximar as informações fiscais da população, o Balanço Cidadão contribui para que mais pessoas possam acompanhar, fiscalizar e participar do debate sobre a gestão dos recursos públicos.
“A linguagem simples está alinhada às boas práticas de transparência adotadas por instituições nacionais e internacionais. O Balanço Cidadão reforça a ideia de que transparência vai além da divulgação de dados, envolvendo comunicação clara, acessível e orientada ao cidadão”, destaca Fábio Amaral.
O secretário de Estado de Fazenda, Luiz Claudio Gomes, afirma que a simplificação da linguagem amplia o alcance das informações fiscais.
“Ao tornar os dados mais compreensíveis, o Governo de Minas promove maior inclusão no acompanhamento da administração pública”, afirma Luiz Claudio Gomes.
Além da história em quadrinhos, o conteúdo apresenta em textos objetivos e mapas mentais, um panorama sobre Minas Gerais, destacando sua abrangência territorial, diversidade, riquezas culturais e patrimoniais.
A publicação também introduz conceitos fundamentais da administração pública e apresenta o percurso do recurso público, utilizando recursos visuais, ilustrações e gráficos que facilitam a compreensão e tornam o material mais atrativo.

Minas Gerais investe em bibliotecas escolares e fortalece acesso de estudantes à leitura

Secretaria de Educação apresenta exemplos de projetos de estímulo ao contato com os livros no Dia Nacional da Biblioteca

No Dia Nacional da Biblioteca, comemorado nesta quinta-feira (9/4), a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) destaca como o fortalecimento das bibliotecas escolares têm ampliado o acesso à literatura e transformado a relação dos estudantes com a leitura em diferentes regiões do estado.

GOV. MG

Na Escola Estadual Dalila Cerqueira Pessoa, em Santa Margarida, na Zona da Mata, a biblioteca ganhou nova vida após uma reforma realizada com recursos do Programa Estadual de Melhoria e Investimento no Ensino Público (Premiep), repassados pela SEE/MG. Ao todo, foram investidos cerca de R$ 40 mil na revitalização do espaço.

A iniciativa começou com uma escuta ativa dos estudantes. A partir de uma pesquisa sobre preferências literárias, a escola renovou o acervo, tornando-o mais atrativo para o público jovem. O espaço também passou por melhorias estruturais, como pintura, nova iluminação, aquisição de puffs, prateleiras e revitalização de móveis.

O resultado foi um ambiente mais acolhedor, moderno e convidativo, que despertou o interesse dos alunos, segundo o diretor Divino Henrique Júnior. “Fizemos uma pesquisa para entender o gosto literário dos alunos e isso fez toda a diferença. Hoje, eles estão muito mais interessados, frequentam a biblioteca e se sentem parte desse espaço”.

Ele também ressalta o impacto das melhorias no cotidiano escolar. “A reforma trouxe mais acesso à literatura e deixou o ambiente mais bonito e acolhedor. Os estudantes demonstrando um interesse muito maior pelos livros e pela literatura”, aponta Divino.

Competição

Em Passos, a Escola Estadual Doutor Tancredo de Almeida Neves também colhe os frutos de investimentos e ações voltadas à promoção da leitura. A unidade recebeu aproximadamente R$ 69 mil do Premiep para revitalizar a biblioteca, transformando o espaço em um ambiente mais aconchegante e pensado para os alunos.

A revitalização está diretamente ligada ao projeto literário “Para viajar sem sair do lugar, basta ler e imaginar”, desenvolvido na escola há cerca de quatro anos. Criado com participação dos próprios estudantes, responsáveis pelo nome e pela identidade visual da iniciativa, o projeto busca incentivar o hábito da leitura de forma dinâmica e participativa.

Entre as ações, destaca-se o interclasse literário, um campeonato que estimula a leitura por meio de uma competição saudável entre turmas. Os alunos concorrem em duas categorias: sala leitora, que premia a turma que mais lê livros, e aluno leitor, voltada ao estudante com maior número de leituras.

De acordo com a diretora Fernanda Vilela Alves, o projeto tem fortalecido o vínculo dos alunos com a literatura. “A biblioteca foi revitalizada pensando nos alunos e no projeto. Hoje, é um espaço muito aconchegante, onde eles gostam de estar, de ler e de explorar novas histórias”, conta.

Conversando com estátuas

Ana Maria Coelho Carvalho – Bióloga

Gosto de estátuas de bronze, dessas sentadas em um banquinho, onde se pode sentar, abraçar a estátua, sorrir e tirar uma foto. E, às vezes, conversar com elas.

No Rio, tem uma assim, do poeta Drummond, na Avenida Atlântica. Ela passa o dia com pessoas sentadas ao seu lado, tirando fotos e tentando arrancar seus óculos. Ruy Castro, colunista da Folha de São Paulo, na crônica “Papo com a estátua”, conta que observou duas pessoas com uma relação especial com essa estátua. O primeiro sujeito chega bem cedo e bate profundos papos com o poeta. Não se sabe o que fala, mas deve ser importante, porque dá para vê-lo gesticulando ou se inclinando sobre Drummond, como que para ouvi-lo melhor. Lógico, se ele fala com Drummond, porque Drummond não falaria com ele? Já o outro amigão do poeta chega ao anoitecer, quando está esfriando. Tira o casaco ou o que for e joga sobre os ombros de Drummond, para agasalhá-lo. Quando chove, abre um guarda-chuva e protege o poeta. E deve sofrer quando chove em outras horas e não pode cobri-lo.

Aqui em Uberlândia não tem uma estátua assim, que inspire conversas ou cuidados. Poderia ter talvez uma do Rondon Pacheco, sentadinho num banco na praça Tubal Vilela. Ele é uma pessoa simpática, eu iria conversar com ele. Mas só tinha uma cabeçorra do Juscelino Kubitschek, muito sisudo, olhando fixamente pra frente, não dava nem pra tirar fotos sorrindo ao seu lado.

Felizmente, em minhas andanças pelo mundo, encontrei duas estátuas de bronze que inspiravam aconchego. A primeira, em Boston, de um senhor simpático, de meia idade, feições fortes, com terno e gravata amassados, segurando dois tubinhos, sentado em um banco comprido onde havia uma bola de basquete embaixo. Não sei quem era, mas causava simpatia e curiosidade. Tirei uma foto sorridente sentada ao seu lado, de braços dados com ele e com o meu filho que morava em Boston.

A outra estátua, uma das mais famosas de Portugal, encontrei-a em Lisboa, na região do Chiado, na conhecida cafeteria “A Brasileira”. Lá estava, não em carne e osso, mas em bronze, o poeta português Fernando Pessoa, que foi frequentador assíduo desse café. Ele tinha um semblante tranquilo, um pouco sério, magro, com as pernas cruzadas, de terno apertado e gravata borboleta, chapéu tipo Panamá, de bigodinho, óculos redondos e pequenos, sentadinho em uma mesa onde apoiava uma das mãos. Dezenas de pessoas vão, diariamente ao local, tirar fotos com ele: fazem poses enlaçando seu pescoço frio, sentadas na cadeira ao seu lado, pegando em sua mão, olhando para o poeta intrigados ou com admiração. E ele ali, impassível, curtindo a movimentação em torno da sua pessoa de bronze.

Tirei uma foto abraçada com ele, feliz de documentar para a posteridade a minha presença ao lado de um poeta capaz de escrever versos tão singelos como:” eu tenho um colar de pérolas, enfiado para te dar: as pérolas são os meus beijos, o fio é o meu penar”. Ou então: “tens uns brincos sem valia, e um lenço que não é nada, mas quem dera ter o dia, de quem és a madrugada”. E outros profundos como: “não sei quantas almas tenho, cada momento mudei; continuamente me estranho, nunca me vi nem acabei. De tanto ser, só tenho alma. Quem tem alma não tem calma, quem vê é só o que vê, quem sente não é o que é.”

Pois é, Fernando, se eu morasse em Lisboa, iria sempre conversar com você, tiraria meu casaco para protegê-lo do frio e abriria o guarda-chuva quando chovesse.

Justiça de merda

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

O Brasil é o único lugar do mundo onde existe um Tribunal Superior Eleitoral. Pela exclusividade deveria ser impecável. Não é. Pelo contrário , nunca funcionou. Exemplo típico é o caso de Claudio Castro. Cometeu crime eleitoral em 2022 , foi absolvido em 1ª instância e governou tranquilamente 40 meses. Uma composição aparentemente ideológica o condenou. E ainda pode recorrer. Resumindo : muito trabalho para nada. Se os magistrados fossem céleres ele não devia nem assumir. Mas os magistrados parecem que só se preocupam em criar penduricalhos. Para isso tempo não falta.TSE é uma vergonha nacional. Brasil , país sem futuro.