Governador de Minas recebe Medalha do Mérito da Advocacia-Geral do Estado

Chefe do Executivo estadual foi orador oficial da cerimônia que reconhece 11 personalidades que se destacaram por serviços prestados ao órgão e à advocacia pública

GOV. MG

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, recebeu, nesta quinta-feira (28/5), a Medalha do Mérito da Advocacia-Geral do Estado de Minas Gerais (AGE-MG). Ele foi orador da cerimônia, que agraciou outras dez personalidades pelos serviços prestados à advocacia pública e à instituição.

“Eu tenho enorme honra de receber essa medalha hoje, por saber que ela representa o esforço dos advogados da nossa advocacia do Estado, de garantir que o povo mineiro seja sempre tratado com justiça, com as decisões mais rápidas, baratas e corretas possíveis”, disse Mateus Simões ao reconhecer o trabalho realizado pela AGE-MG.

A solenidade foi conduzida pelo advogado-geral do Estado, Fábio Murilo Nazar, presidente do Conselho Superior da AGE-MG, colegiado que instituiu a comenda. A Medalha do Mérito é entregue anualmente.

“Cada um dos homenageados construiu um pouco de Minas e da AGE-MG. Cada um deles pode nos trazer confiança institucional e, mais do que qualquer coisa, respeito à legalidade e ao Estado Democrático de Direito”, enfatizou Fábio Nazar.

A Medalha do Mérito da AGE-MG foi implementada em 2013, dez anos após a criação do órgão, instituído pela Emenda à Constituição do Estado nº 56 (11/7/2003), que unificou a Procuradoria-Geral do Estado e a Procuradoria-Geral da Fazenda Estadual.

Receberam a comenda:
– Governador de Minas Gerais, Mateus Simões de Almeida
– Presidente eleito do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador Vicente de Oliveira Silva;
– Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Minas Gerais, Gustavo Chalfun;
– Ex-advogado-geral do Estado, vice-presidente jurídico da Cemig e procurador do Estado, Sérgio Pessoa de Paula Castro;
– Deputado estadual Roberto Andrade;
– Chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, delegada-geral Letícia Baptista Gamboge Reis;
– Secretário-geral do Estado de Minas Gerais, Luiz Otávio de Oliveira Gonçalves;
– Chefe do Estado-Maior da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Maurício José de Oliveira;
– Secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, Rodrigo Ferreira Matias;
– Diretora-geral da Advocacia-Geral do Estado, Isabela Nobre Souza Borges;
– Superintendente de Cálculos e Assistência Técnica da Advocacia-Geral do Estado, Gelcimar Cordeiro Carvalho.

MAFALDA a contestatória

Tania Tavares – Professora – SP

Muito bom a volta da Mafalda (C8; 27/05). Em SP aprendi a gostar dela após ler “Mafalda- a contestatória”, publicação em capa dura do autor Joaquín Salvador Lavado Tejón, conhecido por QUINO. Mafalda criada por Quino, na década de setenta, é uma garotinha de 6 anos que brinca, dança, mas tem consciência do mundo do em que vive, cheio de injustiças, guerras e intolerância. Ela e sua turma gostam dos Beatles, mas questionam o insano universo dos adultos, suas manias e suas maneiras de encarar o mundo e a realidade. Em suas tirinhas mostra com humor, que ser politizado e consciente não significa ser pessimista, e, principalmente, não significa ser adulto.

1808

Ana Maria Coelho Carvalho – Bióloga

O livro intitulado “1808”, de Laurentino Gomes, conta como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil. O livro é o resultado de doze anos de investigação jornalística, apresentando uma extensa lista das fontes consultadas e narrando fatos de uma maneira divertida e interessante.
Por exemplo, a mudança de Dom João VI e sua corte para o Brasil foi simplesmente uma fuga apressada e atabalhoada: ou ele fugia ou muito provavelmente seria preso e deposto por Napoleão. A pressa foi tanta que na confusão da partida, centenas de caixas repletas de prata das igrejas e milhares de volumes da preciosa Biblioteca Real ficaram esquecidos no cais de Belém, em Lisboa.
Assim, no dia 29 de novembro de 1807, os portugueses acordaram com toda a corte fugindo para o Brasil, sob proteção da Marinha Britânica. Reis e rainhas europeus já haviam sido destronados e decapitados, mas nenhum tinha cruzado o oceano para morar e governar em uma colônia. Os portugueses ficaram órfãos de sua monarquia e os brasileiros, acostumados a serem apenas uma colônia extrativista de Portugal, ficaram encantados com a chegada da corte.
No dia sete de março de 1808, a esquadra de D.João VI aportou na baia de Guanabara, depois de três meses em alto mar. As condições da viagem foram péssimas, pois os navios eram autênticas saunas flutuantes. O excesso de passageiros e a falta de higiene favoreciam a proliferação de pragas. No navio onde viajava a princesa Carlota Joaquina aconteceu uma infestação de piolhos. Todas as mulheres rasparam a cabeça e lançaram as perucas ao mar. Quando desembarcaram no Rio, usaram turbantes. Ao verem as princesas assim cobertas, as mulheres do Rio pensaram que era a moda da Europa. Em pouco tempo, passaram a cortar o cabelo e a usar turbante para imitar a nobreza.
D. João desembarcou do navio Príncipe Real com sua vasta casaca sebosa de galões velhos, puída nos cotovelos. Era baixo e gordo, tinha de aristocrata apenas as mãos e os pés muito pequenos. O rosto era redondo e sem majestade, com o lábio inferior grosso e pendente. O povo do Rio ficou decepcionado com a aparência da corte, mas lhe prestou todas as homenagens que estavam a seu alcance. O cortejo com a nobreza portuguesa, cansada e desfigurada pela longa viagem, caminhou vagarosamente para a catedral da cidade.
Embora feio, inseguro, tímido, separado da mulher, com medo de caranguejos e trovoadas, D. João foi um rei popular, que passou para a história como um monarca bonachão, sossegado e paternal, sendo considerado o fundador da nacionalidade brasileira. A colônia ganhou muito com sua vinda, a começar pela independência. Mas os custos da família real no Brasil foram enormes. Era preciso alimentar e pagar as despesas de uma numerosa corte ociosa, corrupta e perdulária. Começou com o sequestro das casas para alojar a nobreza, que eram marcadas com PR, de ”Príncipe Regente”, mas que o povo interpretava “Ponha-se na Rua’. No dia 24 de abril de 1821, quando regressou a Portugal, depois de treze anos, D. João ainda raspou os cofres do Banco do Brasil. Assim, a corte, que viveu na corrupção, ainda fez um assalto ao erário brasileiro ao partir, deixando o país à míngua. Duzentos anos depois, ainda convivemos com heranças desse passado, como apropriação indevida de bens, roubo e corrupção, que continuam assombrando o presente e o futuro dos brasileiros.

Livre pensar

Tania Tavares – Professora –
Será que ao anunciar que Comando Vermelho(CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), classificando-os como fações ou organizações terroristas e, portanto, podendo atacá-los, o governo americano quer forçar um bom acordo sobre as terras raras?

Com apoio do Governo de Minas, Samu 192 inicia operações em Uberlândia

Serviço vai beneficiar mais de 700 mil moradores e reforça a rede de urgência e emergência no Triângulo Mineiro
Mais de 700 mil moradores de Uberlândia passam a contar, a partir desta sexta-feira (29/5), com o atendimento do Samu 192. Viabilizada com apoio direto do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), a operação amplia a rede de urgência e emergência no Triângulo Mineiro e marca a entrada definitiva do município no serviço regional.

GOV. MG

A implantação teve participação direta do Governo de Minas, que acompanhou as etapas de estruturação do serviço em parceria com o município e com o Consórcio Público Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião do Triângulo do Norte (Cistri), responsável pela gestão do serviço na região.

“Essa é uma conquista muito esperada. No fim do ano passado, anunciamos a ampliação da cobertura do Samu para todo o estado, e faltava Uberlândia entrar definitivamente nessa rede. Agora, esse passo está sendo dado”, afirmou o governador de Minas Gerais, Mateus Simões.

Desde fevereiro, o Estado repassa R$ 1,3 milhão por mês para garantir o custeio da implantação integral do Samu 192 em Uberlândia. No dia 20/5, foi publicado no Diário Oficial do Estado um termo aditivo que amplia os recursos estaduais destinados ao Cistri. Com isso, o repasse mensal passa para R$ 2,1 milhões, assegurando o custeio integral do serviço até a habilitação federal.

“O Governo de Minas teve papel fundamental nessa articulação e está garantindo o custeio para que o serviço comece a funcionar com segurança”, destaca o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.

Cuidado mais rápido

Com o início da operação, a população passa a contar com atendimento pré-hospitalar móvel em situações de urgência e emergência. Na prática, o Samu 192 amplia a capacidade de resposta do município, reduz o tempo de espera em ocorrências graves e fortalece o encaminhamento adequado dos pacientes para a rede de saúde.

Para o médico socorrista Raphael Maia, a chegada do serviço representa um avanço importante para a saúde pública de Uberlândia, especialmente pela capacidade de garantir atendimento rápido e encaminhamento adequado em situações de urgência.

“A chegada do Samu representa um fortalecimento fundamental da rede de urgência e emergência da cidade, porque amplia a capacidade de oferecer atendimento rápido, qualificado e coordenado nos momentos em que o tempo faz toda a diferença”, afirma.

Cobertura em todo o estado

A chegada do Samu 192 a Uberlândia reforça o processo de expansão do serviço em Minas Gerais. Em dezembro de 2025, o Governo de Minas anunciou a cobertura do Samu em 100% do território mineiro, com a inauguração da Central de Regulação em Uberaba, no Triângulo Mineiro.

Entre 2019 e 2025, o Governo de Minas destinou mais de R$ 110 milhões ao fortalecimento do Samu 192, por meio de convênios e termos de compromisso voltados à expansão do serviço. Além disso, foram repassados mais de R$ 246 milhões em 2025 e, até o momento, outros R$ 113 milhões em 2026 para o custeio da operação em todo o estado, garantindo a continuidade e a sustentabilidade do atendimento à população.

A expansão do Samu é tratada pelo Governo de Minas como uma ação estratégica para reduzir desigualdades no acesso ao atendimento de urgência e emergência. A iniciativa garante mais proteção à vida, especialmente em situações críticas, quando o tempo de resposta faz diferença para o paciente.

O serviço funciona de forma integrada à rede pública de saúde, em articulação com hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e outros pontos de atenção, garantindo o encaminhamento adequado e a continuidade da assistência.