por uberlandiahoje | jun 15, 2026 | Ponto de Vista |
Gustavo Hoffay – Agente Social
No Brasil já é muito mais comum falar-se em prevenção ao uso de drogas do que, propriamente, ouvir comentários populares a respeito da produção e do tráfico daquelas substâncias. E eu, humildemente e dentro das minhas possibilidades, julgo-me enquadrado ao lado daqueles cujos trabalhos prevencionistas são, não poucas vezes, interpretados por muitos como algo parecido a um “enxugar gelo”; em tom sarcástico ou jocoso já disseram da inutilidade das minhas iniciativas em promover ações de prevenção ao uso de drogas, citando mesmo a concepção existencialista de que o ser humano é essencialmente liberdade e , por conseguinte, se faz, se define pelo uso da mesma para fazer o que bem entender. E nesse ponto somos todos juridicamente regulamentados quanto a salvaguardar a nossa integridade física e mental mas, diante do escancarado avanço das drogas sobre o povo em geral e as deletérias consequências dessa perturbadora situação , noto que determinações legislativas e jurídicas que outrora tinham plena procedência e fomentavam o bem comum, hoje estão cada vez mais obsoletas, destituídas de propósito, suscitando duvidas e interpretações duvidosas aos próprios agentes da lei e , consequentemente, fazendo que o nosso país e o seu povo continue derrapando sobre certas proposições legais relativas ao combate e à liberação das drogas, ao transporte e ao cultivo daquelas substâncias, ao seu uso pessoal e medicinal….! E enquanto uma barafunda de impedimentos, discussões nos meios políticos e científicos, tramitações jurídicas, leis e portarias apresentadas, votadas e levadas à apreciação de uma só pessoa – o presidente da República, poderosos traficantes e companhia continuam explorando a fonte de um lucro certo, fácil e rápido sem a exigência de qualquer burocracia mas com uma respeitosa hierarquia com linhas de autoridade e responsabilidade bem demarcadas na totalidade das facções ou organizações criminosas, constituídas para explorar um negócio ilícito que produz lucros exorbitantes e que pagam diariamente aos seus mais humildes colaboradores, o que eles não receberiam receber por um ano se registrados formalmente em algum comércio ou indústria. Diante de tais constatações pode-se reconhecer por vezes a deficiência e as limitações governamentais, deste ou daquele agente político. Não sei exatamente porque, mas ainda insisto em acreditar que as autoridades públicas responsáveis pela constante vigilância sobre a produção, distribuição e comercialização de drogas não agem de má fé ou intenções desvirtuadas, muito embora dentro de circunstâncias passadas já termos sido surpreendidos com chocantes episódios de envolvimento de alguns medalhões oficiais no tráfico daquelas substancias. Ora, produção e distribuição de drogas, apreensão de grandes quantidades das mesmas , destruição de lavouras e equipamentos relacionados à produção de drogas, tiroteios e perseguições que assustam considerável parcela da população, roubos e assaltos diversos e cujos resultados apurados servem para a manutenção, treinamento e fomento de quadrilhas especializadas, o desespero, o terror e a insegurança de milhões de pessoas em todo o território nacional e a quantia absurda que é destinada à Saúde e Segurança Pública em função de tudo isso, além de outras terríveis consequências geradas pelo tráfico de drogas, a muito já levaram-me à conclusão de que a liberação das drogas se faz urgente em nosso país e cuja população já chegou ao fundo poço em termos de pânico e sofrimentos diversos com um insano abuso na ingestão de bebidas alcoólicas , inclusive por parte de menores de idade, grávidas ou lactantes. Até aqui a população brasileira já sofreu escárnio e vexames, experimentou desanimo, enfrentou muito daquilo que psicológica e materialmente subtraiu-lhe forças e o tesão de viver com dignidade e continua a enxergar, cada vez mais distante, êxitos nos desafios de enfrentamento às drogas. Por isso merece louvor o espírito generoso de pessoas que voluntariamente engrossam as fileiras de trabalhos de prevenção ao uso de drogas, com persistência e ardente amor pela vida, educando e animando jovens a persistirem em caminhos retos. Não há, sob o meu particular ponto vista, outro caminho mais eficaz na questão drogatícia senão o Brasil reconhecer o quanto são infrutíferas, trágicas e milionárias as ações de combate às drogas e, daí, admitir o quanto se faz necessário e urgente uma revisão em nossas leis e, por fim, racionalmente, esquematizar estudos e ações que promovam a liberação do uso de drogas, tal e qual o álcool e o tabaco e cujas malignas consequências conseguimos, aos poucos absorver e tratar a bom termo.
por uberlandiahoje | jun 15, 2026 | Política Nova |
Tania Tavares – Professora – SP
O artigo “História, memória….e FHC” ,do ex-ministro da fazenda Pedro S. Malan (A4;14/06) em homenagem aos 95 anos de Fernando Henrique Cardoso (FHC) é uma aula de como estar preparado, ter objetivos concretos e acabar com a superinflação (Plano Real). FHC se propôs a vários desafios e cumpriu ” 1) O Brasil só consolidará sua democracia e reafirmará sua unidade como nação soberana se superar as carências agudas e os desequilíbrios sociais que infernizam a população;…..Merece ser lido e repassado para que lembremos que tivemos um Estadista governando o Brasil!
por uberlandiahoje | jun 12, 2026 | Notícias |
Espaço marca uma nova etapa na assistência oncológica da região, onde serão realizados procedimentos como exames de alta complexidade
O governador Mateus Simões esteve, nesta quinta-feira (11/6), no novo ambulatório oncológico e de medicina nuclear da Santa Casa de Misericórdia de Passos, no Sudoeste de Minas. O espaço, inaugurado no fim de maio, é uma expansão do Hospital Regional do Câncer (HRC), unidade oncológica da Santa Casa.
O Governo de Minas investiu R$ 9 milhões para a aquisição de equipamentos para o novo ambulatório, por meio de convênios. Desse total, R$ 4 milhões foram utilizados para a instalação de sistemas de tratamento de ar, ar-condicionado, ventilação e exaustão mecânica.
Os outros R$ 5 milhões foram destinados à compra de um PET-Scan, utilizado para exames oncológicos de alta complexidade. O equipamento já está instalado no ambulatório, e o início de funcionamento depende de liberação da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), que estabelece um prazo de até 90 dias.
“A Santa Casa, ao instalar um prédio inteiro de cuidado com a oncologia, recebeu do Estado uma parte dos recursos para viabilizar o PET-CT. Temos certeza que este investimento é muito relevante, mas muito mais relevante será o trabalho que será prestado aqui, melhorando a qualidade do diagnóstico e velocidade do tratamento”, afirmou o governador.
“Faz diferença o tratamento oncológico com detecção ainda nos estágios iniciais, especialmente quando falamos de situação metastática, e o PET-CT é uma ferramenta essencial para que esses pacientes tenham uma boa condição de seu tratamento”, completou Mateus Simões.
O espaço marca uma nova etapa na assistência oncológica do Sul e Sudoeste mineiro, onde serão realizados exames oncológicos e outros procedimentos da medicina nuclear, ampliando o acesso da população a estes serviços. O PET-Scan irá contribuir para a atualização do parque tecnológico regional e suprir a demanda de assistência a pacientes com câncer.
Cidade da Saúde e do Saber
A Cidade da Saúde e do Saber é um projeto de longo prazo da Santa Casa de Misericórdia de Passos, que consiste em um distrito de inovação concebido para concentrar serviços de alta complexidade em saúde, inovação tecnológica, assistência humanizada e produção de conhecimento.
A Santa Casa de Misericórdia de Passos é o hospital de referência regional para 24 municípios, atendendo uma população aproximada de mais de 400 mil habitantes, com 70% dos atendimentos provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Com 330 leitos, sendo 65 de UTI, entre adultos e infantis, configura-se como porta de entrada para urgência e emergência, com mais de 4 mil atendimentos por mês.
Governo Presente
A vistoria do novo ambulatório ocorre dentro do projeto Governo Presente, iniciativa que transferiu provisoriamente a capital do Estado para Passos, com o objetivo de reforçar a presença institucional do Governo de Minas e aproximar a administração estadual das diferentes regiões mineiras.
A ação será realizada em 19 cidades e busca fortalecer o diálogo federativo, ampliar a articulação institucional e valorizar as demandas regionais na construção de políticas públicas alinhadas às necessidades de cada território mineiro.
por uberlandiahoje | jun 12, 2026 | Notícias |
Criadora do Jemas, Gabriela Pinheiro, do Núcleo de Tecnologia Educacional Metropolitana A, é uma das vencedoras do Prêmio Alumni PUCRS
GOV. MG
A servidora da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), Gabriela Pinheiro, integrante do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) Metropolitana A, recebeu o Prêmio Alumni PUCRS, reconhecimento concedido a iniciativas com impacto social e contribuição para a construção de uma sociedade mais justa, responsável e humana.
A premiação foi concedida em nome da servidora, mas tem como destaque o trabalho desenvolvido por ela na criação do Jornadas Educativas no Mundo do Aluno (Jemas), método pedagógico que propõe uma nova forma de planejar o ensino ao colocar os estudantes no centro do processo de aprendizagem e utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio ao trabalho docente.
Gabriela Pinheiro destaca que o prêmio representa uma importante validação do trabalho desenvolvido nos últimos anos e, ao mesmo tempo, amplia a responsabilidade de tornar o método cada vez mais acessível aos educadores.
“Eu fico muito satisfeita e emocionada. Também sinto uma responsabilidade grande de melhorar a ponte para quem queira usar o Jemas. É um método totalmente gratuito e eu tenho muita vontade de ajudar a fazer esse caminho para que mais pessoas possam conhecê-lo e aplicá-lo”, afirma.
Sobre o método
O Jemas parte de uma lógica diferente da adotada tradicionalmente nas salas de aula. Em vez de iniciar o planejamento a partir dos conteúdos curriculares, o método começa pela investigação da realidade dos estudantes.
Por meio de um processo, são mapeados aspectos como consumo cultural, sonhos, desafios e estilos de aprendizagem. A partir dessas informações, os professores realizam uma leitura crítica da realidade local e desenvolvem projetos para as turmas, integrando as competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e dos currículos educacionais.
O método também incorpora seis inteligências artificiais especializadas para apoiar diferentes etapas do planejamento pedagógico, sempre com o professor ocupando o papel central.
Experiência em sala de aula
A Escola Estadual Santo Afonso, em Belo Horizonte, participa atualmente do projeto-piloto do método. A professora de Língua Portuguesa do ensino médio, Nívia Alcântara, que em 2026 também atua com as disciplinas de Cultura Digital e Fundamentos de Inteligência Artificial, destaca os resultados observados junto aos estudantes.
“Está sendo uma ótima experiência. O Jemas é uma ferramenta de possibilidades. A inteligência artificial não substitui o professor, mas pode auxiliar no desenvolvimento de mais trabalhos e projetos”, afirma.
De acordo com a docente, os estudantes têm demonstrado grande interesse nas atividades desenvolvidas a partir da metodologia. Entre os temas trabalhados estão ações relacionadas ao Dia Internacional da Mulher e à prevenção do bullying.
“Os estudantes estão bem estimulados, interessados e participativos. Além de apoiar os projetos pedagógicos, o Jemas também ensina sobre o uso das tecnologias e da inteligência artificial de forma responsável, sempre estimulando o raciocínio lógico”, ressalta.
por uberlandiahoje | jun 12, 2026 | Ponto de Vista |
Ana Maria Coelho Carvalho- Bióloga
O livro intitulado “1808”, de Laurentino Gomes, conta como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil. O livro é o resultado de doze anos de investigação jornalística, apresentando uma extensa lista das fontes consultadas e narrando fatos de uma maneira divertida e interessante.
Por exemplo, a mudança de Dom João VI e sua corte para o Brasil foi simplesmente uma fuga apressada e atabalhoada: ou ele fugia ou muito provavelmente seria preso e deposto por Napoleão. A pressa foi tanta que na confusão da partida, centenas de caixas repletas de prata das igrejas e milhares de volumes da preciosa Biblioteca Real ficaram esquecidos no cais de Belém, em Lisboa.
Assim, no dia 29 de novembro de 1807, os portugueses acordaram com toda a corte fugindo para o Brasil, sob proteção da Marinha Britânica. Reis e rainhas europeus já haviam sido destronados e decapitados, mas nenhum tinha cruzado o oceano para morar e governar em uma colônia. Os portugueses ficaram órfãos de sua monarquia e os brasileiros, acostumados a serem apenas uma colônia extrativista de Portugal, ficaram encantados com a chegada da corte.
No dia sete de março de 1808, a esquadra de D.João VI aportou na baia de Guanabara, depois de três meses em alto mar. As condições da viagem foram péssimas, pois os navios eram autênticas saunas flutuantes. O excesso de passageiros e a falta de higiene favoreciam a proliferação de pragas. No navio onde viajava a princesa Carlota Joaquina aconteceu uma infestação de piolhos. Todas as mulheres rasparam a cabeça e lançaram as perucas ao mar. Quando desembarcaram no Rio, usaram turbantes. Ao verem as princesas assim cobertas, as mulheres do Rio pensaram que era a moda da Europa. Em pouco tempo, passaram a cortar o cabelo e a usar turbante para imitar a nobreza.
D. João desembarcou do navio Príncipe Real com sua vasta casaca sebosa de galões velhos, puída nos cotovelos. Era baixo e gordo, tinha de aristocrata apenas as mãos e os pés muito pequenos. O rosto era redondo e sem majestade, com o lábio inferior grosso e pendente. O povo do Rio ficou decepcionado com a aparência da corte, mas lhe prestou todas as homenagens que estavam a seu alcance. O cortejo com a nobreza portuguesa, cansada e desfigurada pela longa viagem, caminhou vagarosamente para a catedral da cidade.
Embora feio, inseguro, tímido, separado da mulher, com medo de caranguejos e trovoadas, D. João foi um rei popular, que passou para a história como um monarca bonachão, sossegado e paternal, sendo considerado o fundador da nacionalidade brasileira. A colônia ganhou muito com sua vinda, a começar pela independência. Mas os custos da família real no Brasil foram enormes. Era preciso alimentar e pagar as despesas de uma numerosa corte ociosa, corrupta e perdulária. Começou com o sequestro das casas para alojar a nobreza, que eram marcadas com PR, de ”Príncipe Regente”, mas que o povo interpretava “Ponha-se na Rua’. No dia 24 de abril de 1821, quando regressou a Portugal, depois de treze anos, D. João ainda raspou os cofres do Banco do Brasil. Assim, a corte, que viveu na corrupção, ainda fez um assalto ao erário brasileiro ao partir, deixando o país à míngua. Duzentos anos depois, ainda convivemos com heranças desse passado, como apropriação indevida de bens, roubo e corrupção, que continuam assombrando o presente e o futuro dos brasileiros.