por uberlandiahoje | maio 15, 2026 | Notícias |
Programa Santos Dumont retorna com foco em apoiar a formação tecnológica prática e o desenvolvimento de competências em inovação
O Governo de Minas, por meio de parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), retoma, nesta quinta-feira (14/5), o Programa Santos Dumont, chamada que disponibiliza R$ 10 milhões para incentivar o desenvolvimento de projetos de ciência e tecnologia por equipes universitárias.
GOV. MG
A iniciativa visa estimular equipes estudantis a conceber, desenvolver, construir e testar soluções, protótipos, experimentos e sistemas tecnológicos, promovendo a aplicação de conhecimentos acadêmicos na resolução de desafios tecnológicos concretos. As propostas devem ser submetidas até o dia 13/7, via Sistema Everest.
Confira aqui o edital completo
“Tecnologia e a inovação são fortes pilares para a criação de soluções relevantes para o setor produtivo e para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais”, diz a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, ao frisar o modelo de integração entre universidade, indústria e governo.
“Ao investirmos em projetos de equipes universitárias, também impulsionamos a vivência acadêmica inovadora e promovemos a atuação da tríplice hélice”, ressalta Mila Corrêa da Costa.
Despertando talentos
Retomado após sete anos, o programa incentiva a participação desses projetos em ações de divulgação científica, olimpíadas científicas, feiras tecnológicas, desafios de engenharia e competições educacionais de âmbito nacional e internacional.
“A chamada Santos Dumont nasce do diálogo entre a Fapemig, a comunidade acadêmica e as empresas. Uma vez que o estudante é inserido em um projeto prático e vivencia a prática dos laboratórios e competições, ele é estimulado a dar continuidade ao seu curso”, observa o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, Luiz Gustavo Cançado.
Para estudantes de engenharia, a participação em competição é uma oportunidade de aprendizado, de expandir redes de contatos e de ampliar o aprendizado da sala de aula para a realidade.
Gustavo de Abreu de Araújo é um desses exemplos. Enquanto estudante de Engenharia Mecânica na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ele integrou a equipe do Fórmula UFMG, com foco em veículos tipo fórmula da universidade e que recebeu apoio do programa para competir. Atualmente, ele é engenheiro do Grupo Stellantis.
“Participar do Fórmula UFMG foi uma oportunidade de ouro na minha vida. Olhando para trás, vejo a importância para a minha trajetória profissional. Assim que eu me formei, já tinha autoridade em assuntos automotivos”, lembra Gustavo de Araújo.
Linhas de Financiamento
A chamada se divide em duas linhas de financiamento: a Linha A, que disponibiliza até R$ 7 milhões, é destinada ao desenvolvimento de projetos e protótipos tecnológicos e recebe propostas de até R$ 200 mil; e a Linha B, que disponibiliza até R$ 3 milhões, é destinada à participação em competições tecnológicas e científicas, recebe até R$ 50 mil para eventos de abrangência nacionais (B1) e até R$ 120 mil para evento de abrangência internacional (B2).
Entre os itens financiáveis, estão a aquisição e licença de softwares, passagens, diárias, despesas de importação, taxas de inscrição, camisetas. Os coordenadores podem também solicitar Bolsa de Desenvolvimento em Ciência, Tecnologia e Inovação (BDCTI); Bolsa de Incentivo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Tecnológico (BIPDT) para servidores estaduais e Bolsa de Iniciação Científica e Tecnológica (BIC STEM). Os valores estão disponíveis no site da Fapemig.
por uberlandiahoje | maio 15, 2026 | Ponto de Vista |
Ana Maria Coelho CarvalhO – Bióloga
Minha mãezinha querida, que Deus a tenha, tinha o hábito de, já velhinha, sentar-se em sua cadeira de balanço e ficar pensando na vida. Em tudo o que já havia vivenciado ao longo de tantos anos. Em suas dores e em seus amores. Depois, começava a dar beliscões nos braços para sentir se ainda estava viva e se era ela mesma quem tinha passado por tudo aquilo…
Lembrando desse episódio, resolvi folhear os diários amarelados pelo tempo, que escrevi durante 23 anos, de 1982 a 2005. Comecei escrevendo diariamente. Depois, um resumo a cada mês e nos anos finais, um registro dos acontecimentos mais marcantes. Há fatos interessantíssimos.
O título dessa crônica poderia ser “Diários de uma esposa”, enfocando o relacionamento com o Zé, meu finado marido. Existem anotações assim: “É impossível conversar com o Zé, ele só quer saber de futebol. Neste final de semana, foi a cinco jogos e assistiu mais três na TV”(11/04/1982).
Poderia também se chamar “Memórias de uma professora de Biologia”: “ Hoje tive que ministrar três aulas teóricas porque não consegui as sanguessugas para as aulas práticas (23/04/1982)”. Jesus, lembrei-me de que colocava iscas em tanques de peixe para coletar esses anelídeos…
Ou poderia ser: “As confusões de uma família”, como no dia 26/03/1982, quando anotei : “Fui assistir ao show do Ivan Lins com a Karine e o Vinícius. A Karine “puxou o ronco” na hora do show. O Luiz Cláudio ficou sozinho tomando conta da casa, trancou tudo e dormiu. O Zé chegou, tocou a campainha, gritou, esmurrou a porta e ele não acordou. Teve que arrombar a janela do nosso quarto”.
Optei por abordar os causos dos filhos, acontecia de tudo. Por exemplo, nesse mesmo diário de 1982, eu com 33 anos; o Vinícius com 11; o Luiz Cláudio com 10; a Karine com 9; a Thaís com 7; e o Paulo Márcio com 5.
Logo no início do ano, o drama da Karine. Ela estudava na escola Pollyana e eu a transferi para a E.E. Enéas Guimarães. Já acordava chorando para não ir à aula; daí a Thaís dizia que também não iria. Eu empurrava as duas para o carro; chegavam na escola e não desciam; eu voltava e as colocava de castigo. No dia 25/02/82, escrevi, entre outros assuntos: “Fui com a Karine para a escola e fiquei duas horas sentada na escada para ver se ela se acostumava na sala; não queria me deixar ir embora”.
Em março, várias anotações sobre o Paulo Márcio, que também não queria ir para a escola porque tinha medo de que eu o esquecesse por lá (um dia esqueci mesmo). No dia 10/03: “À noite, a luta para os cinco fazerem os deveres de casa, o Vinícius chorando porque perdeu o estojo e a Thaís emburrada”.
Nesse mesmo mês, eu na UFU dando aulas, telefonam da escola dizendo que a Thaís estava com catapora. Escrevi, no dia 16: “Já acordei cansada. Deitei tarde e não dormi direito; a Thaís chorou. Ela dormiu na minha cama e eu, no colchão no chão” .
Depois, no dia 17, anotei: “A Thaís está tristinha e apaixonada com a catapora. Disse que está achando bom só porque o Paulo Márcio não está batendo nela, pois ele tem medo de pegar catapora. Mas daí ele disse que vai dar um soco bem rápido nela”.
Acabou que ele pegou catapora mesmo e também a Janaína, a amiguinha da Thaís. E, no dia 18/04, o Paulo Márcio armou uma armadilha para derrubar a Thaís quando ela fosse apertar a campainha.
Lendo apenas quatro meses desse ano, é possível entender minha correria em dar e preparar aulas, levar as crianças para todo lado, socorrer nas doenças, nas brigas e nos deveres, ser dona de casa, participar de vários projetos universitários. Algumas frases anotadas: “Hoje o Luiz Cláudio perguntou por que não fico sendo apenas dona de casa’; “Fiquei em casa de manhã, o Paulo Márcio fica todo feliz, aproveita e não sai de perto de mim. E daí vem aquela dor de consciência de ficar tanto tempo longe dos filhos, mas fazer o quê…”
Bem, li apenas um pouco do primeiro diário- cansei só de ler. “Pulei” vários anos e fui folhear o começo de 1999, quando o meu sexto filho, João Lucas, estava com quase cinco anos.
Encontrei a descrição deste fato: “Aconteceu uma reunião na escolinha onde o João Lucas estuda, e as mães reclamaram que os filhos estavam aprendendo palavrões na escola. Concordei com isso, pois lá em casa ninguém falava palavrões e o João Lucas começou a falar. Por exemplo, o Zé outro dia estava assistindo ao programa da Tiazinha na TV, ela com um chicotinho e um collant preto com ligas. O João Lucas entrou na sala, olhou e disse: – Pai, olha a perereca dela! E o Zé, bravo: -Olha o quê? E o João Lucas: -Ah, não, olha o cu dela! Piorou…”
E muitas outras anotações interessantes e engraçadas sobre ele, como quando estava concentrado ouvindo, na TV, uma moça informando as condições meteorológicas- chove aqui, faz sol ali etc- e ele, indignado: -Por que esta moça sabe tudo e eu não sei?
Ou então as perguntas difíceis que ele fazia, nessa idade:- O Deus sonha? Índio escova dente? Porque ladrão não trabalha? Mãe, o que é canela? E depois que expliquei direitinho sobre a canela (casca de árvore), ele perguntou: – Então, o que é “bati a canela”?
Enfim, nos diários dos últimos anos, há anotações sobre os filhos adolescentes, depois universitários, casados… Os primeiros namoros, as festas, as alegrias e dificuldades na universidade, as viagens, os casamentos… Daria uma enciclopédia, com muitos volumes.
Concluindo, fiquei impressionada com tantas coisas que já vivenciei e de que nem lembrava mais. Agora, vou sentar na cadeira de balanço que herdei da minha mãezinha querida e também vou me beliscar e perguntar –Santo Deus, será que fui eu mesma quem passou por tudo isso?
por uberlandiahoje | maio 15, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professsora – SP
Quando a Beca desconhece um espaço público, portanto mantido com os impostos do povo paulista, e passa a quebrar este mesmo espaço num vandalismo barato e inconsequente, em vez de dialogar até com o governo estadual e chegar a uma solução. Não, dão um prejuízo a todos nós paulistas além de não desocupar o local invadido quando solicitado prejudicando quem lá estuda.
por uberlandiahoje | maio 15, 2026 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ
Digo sem medo de errar que o instituto da reeleição é a raiz de todos os males do Brasil. Mal eleitos todos, sem exceção , só pensam em se eternizar. Trabalham no primeiro mandato pensando no segundo. Aí dirão. Mas tem gente boa. Ser bom é obrigação, não é opção. Aposto que no dia que acabarem este instituto, todos trabalharão do primeiro ao último dia para terem seus nomes gravados. Fora isto, acabar com todos seus privilégios. Desta forma só aparecerão pessoas pensando no bem do país.
por uberlandiahoje | maio 14, 2026 | Ponto de Vista |
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.
Existem brasileiros que são apaixonados pelos EUA, em especial os moradores da cidade de Governador Valadares – MG. Que fascínio é esse por um país onde seu povo despreza o restante do mundo? Onde seus habitantes não possuem saúde pública e a habitação custa tanto que poucos a conseguem obter?
Um país com dois partidos – Democratas e Republicanos. O primeiro de direita e o segundo de extrema direita. Ao longo de décadas venderam a falsa imagem de que o país seria a terra das oportunidades, liberdade, onde as diferenças seriam respeitadas. Mera propaganda que o atual governo Trump fez questão de desmentir ao expulsar das terras Ianques os latino americanos com uso da força extrema e violenta.
Ao longo dos tempos, desde há segunda guerra mundial (1941-1945) os americanos já bombardearam diversos países, em sua maioria para roubar o petróleo existente ou para tirar do poder quem não interessava a eles comercialmente ou politicamente.
Em 1945 foram os únicos até os dias atuais a jogarem duas bombas atômicas num país, destruindo Hiroshima e Nagasaki no Japão. Depois desse ato insano e sem precedentes, os americanos tomaram gosto invadir e usar de seus armamentos bélicos trinta e sete vezes contra diversos países. Em sua grande maioria com o único objetivo de se tornar dono das reservas de petróleo existentes.
É por demais conhecida as ingerências da CIA – Agencia de Inteligência Americana em diversos países, usando e apoiando em algumas situações grupos terroristas para poder derrubar governos que não interessam aos EUA.
Foi assim no Irã, Iraque, Líbia, Síria e tantos outros. É pratica nociva fomentar grupos oposicionistas, dando-lhes armas e recursos, para depois, estes se voltarem contra os americanos, como aconteceu com Bin Laden, para ficar num exemplo recente.
Essa ingerência constante e absurda dos americanos os fazem ser odiados em boa parte do planeta. Colocam países sob embargo comercial, como nos casos de Cuba (60 anos) e do próprio Irã, que agora resolveram atacar sem que houvesse um único motivo justificável.
Com a presença do mentiroso, egocêntrico e bufão Donald Trump no poder, as coisas tomaram um rumo perigoso para os EUA e o mundo, visto que, seu governo é baseado em fake news, em ataques ao petróleo e as riquezas dos países escolhidos a dedo pelo obtuso presidente americano. Essa atual gestão não tem legado, não tem economia em desenvolvimento, geração de empregos ou soluções para problemas de infraestrutura americana, em paralelo Trump invade a Venezuela, faz guerra com Irã, quer tomar terras da Groenlândia e flerta com terras raras da América do Sul.