por uberlandiahoje | set 1, 2026 | Política Nova |
Ivan Santos – Jornalista
No início dos anos 1080 o estadista português, Mário Soares, depois de militar por mais de 20 anos na oposição, viu o partido dele – o Socialista – chegar ao poder e ele, primeiro ministro e chefe do governo. Nesta condição, Mário Soares veio ao Brasil, em visita oficial. Desceu em São Paulo. Ainda no aeroporto foi interpelado por jornalistas. Uma jovem jornalista perguntou-lhe:
– Dr. Mário, como o senhor vê, agora, a Oposição no governo?
Espantado, Mário Soares observou:
– Não entendi sua pergunta porque não sei o que é oposição no Governo. Neste momento, em Portugal, eu não sou da oposição: sou do governo; não conheço oposição no governo. Em Portugal quem era da oposição agora é governo. Eu, hoje não respondo pela oposição porque sou o chefe do governo.
A repórter parece nada ter entendido porque voltou a perguntar:
– Mas o senhor não é da oposição?
– Fui. Agora sou governo – respondeu Soares.
Este fato histórico serve para quem quiser interpretar o que ocorre em eleições no Brasil. No passado o prefeito Zaire Rezende (governo) perdeu para Virgílio Galassi, da oposição. Virgílio passou a ser do Governo e Zaire voltou à Oposição. Os vereadores eleitos pelos partidos da coligação vitoriosa passaram a integrar o governo e os que eram da base do governo foram para a oposição. Na prática do processo político brasileiro, alguns vereadores eleitos para a oposição aderiram ao novo governo. Isto é traição aos eleitores que apoiaram o candidato derrotado. Na democracia, o papel da oposição é importante para fiscalizar os atos do governo no exercício do mandato e acompanhar a aplicação dos recursos do Orçamento Público. No processo democrático a oposição é indispensável. Se os vereadores da oposição preferirem trair os eleitores derrotados, em troca de favores políticos, vendem-se ao poder. Aos eleitores poderão julgar os traidores na próxima eleição.
por uberlandiahoje | set 1, 2026 | Notícias |
GOV. MG
O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) informa que serão realizadas detonações de rochas próximas aos quilômetros 3, 9 e 12 da MG-414, em Araguari, no Triângulo Mineiro, nos dias 1 e 2/9/2026, sempre às 17h. A operação é necessária para a continuidade das obras na rodovia.
Em razão das detonações, o tráfego será interrompido nos dois sentidos da MG-414 por aproximadamente 30 minutos em cada dia, como medida de segurança para os usuários da rodovia e as equipes responsáveis pela execução dos serviços.
Durante a operação, serão adotados todos os procedimentos de segurança e controle necessários, incluindo sinalização do trecho, escolta armada e monitoramento sismográfico.
O DER-MG orienta os motoristas a programarem seus deslocamentos e evitarem passar pelo trecho próximo ao horário das detonações, além de respeitarem a sinalização e as orientações das equipes que estarão no local.
Após a conclusão dos procedimentos de segurança, o tráfego será liberado normalmente nos dois sentidos da rodovia.
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por uberlandiahoje | set 1, 2026 | Ponto de Vista |
Marília Alves Cunha – Educadora e escritora
É bonita a nossa Constituição Federal em vários de seus aspectos, apesar de ter se alongado demais. Talvez, por ser a 1ª. após longo tempo de regime militar, tenha sido grande demais o desejo de liberdade, o desejo de expandir-se, de não deixar nenhuma lacuna em assuntos importantes e nenhuma peia a amarrar sentimentos contidos.
No que tange à liberdade de expressão, este é um direito líquido e certo do cidadão brasileiro. Pelo menos é o que consta na nossa lei maior que deve ser respeitada por todos e principalmente por seus guardiões, a Corte Suprema. A defesa da CF, no meu humilde entender, deveria ser missão exclusiva e única do nosso Tribunal, tal a grandeza de sua essência.
Quase todo mundo, na teoria, considera de suma importância o pensar, o exprimir-se, emitir opiniões, discutir ideias. O que seria do ser humano, ser inteligente, de raciocínio e lógica, ser pensante, se de repente lhe roubassem todas estas potencialidades e o reduzisse à expressão menor, como mero repetidor de opiniões estabelecidas? Se fosse obrigado a guiar-se apenas por uma cartilha da verdade, com recomendações e regras que estreitassem poderosamente suas vias de comunicação?
Temos, porém, uma CF que nos protege ou pelo menos pretende. No art. 5º. encontramos a liberação da manifestação do pensamento. Mais adiante, reafirmando esta condição, o art. 53 dá ênfase à liberdade de expressão de deputados e senadores, invioláveis por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. E, em seguida nos deparamos com o art. 220 que reza que a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e informação sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerá qualquer restrição.
O mundo livre reconhece a importância desta proteção. A Declaração Universal dos direitos Humanos, feita a mais de 70anos, dita no seu art. 19: “Todo indivíduo tem direito á liberdade de opinião e de expressão, o que indica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão”.
Vale a pena relembrar, num momento importante e histórico que perpassa nossa pátria, trecho do discurso brilhante do Ministro Alexandre de Moraes sobre o tema, pronunciado em 21/06/2018. Verbis:
“A Constituição protege a liberdade de expressão no seu duplo aspecto: positivo, que é exatamente o cidadão poder se manifestar como bem entender e o negativo, que proíbe a legítima intervenção do Estado, por meio de censura prévia. O direito fundamental á liberdade de expressão, portanto, não se direciona somente a proteger as opiniões supostamente verdadeiras, admiráveis ou convencionais, satíricas, humorísticas, bem como as não compartilhadas pelas maiorias.”
Muitas pessoas tem se esquecido de sua importância, como ser de liberdade e de opinião. Pessoas que, tempos atrás, se voltavam efetivamente à luta contra a censura, hoje se mostram cabisbaixos, aceitando calados a flagrantes episódios de desvios das regras constitucionais. Uns até aplaudem, não querendo entender que o primeiro passo para a perda da liberdade, este estado ou condição do homem livre é a perda do poder de se expressar e emitir opiniões.
por uberlandiahoje | set 1, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professra – SP
A responsabilidade em coibir os roubos de celulares, que está aterrorizando todos os brasileiros é Federal, Estadual e Municipal. Será que não há um serviço de inteligência nestas instâncias que não sejam capazes de localizar e prender os receptadores? Pois, se roubam celulares é porque há quem os compre e revende, nos poupem!
por uberlandiahoje | ago 31, 2026 | Ponto de Vista |
Gustavo Hoffay – Agente Social 
Época de eleições, mercado onde compra-se e vende-se votos de maneira direta e indireta, discreta ou não; um negócio inescrupuloso, corrupto, desonesto, sujo e outros adjetivos que o eleitor consciente da importância do seu voto queira dar, para qualificar aquilo que burla a essência de um processo que vitaliza e consagra um regime democrático. Tempo de revelar-se a vida pregressa de candidatos e baliza-la na direção da competência e da seriedade. Antigamente havia voto que era conscientemente anulado, mas ainda sobrevive o voto em branco, uma opção que revela o comodismo ou o protesto de eleitores diversos que, depois, ainda se jugam no direito de cobrar ações em proveito próprio ou da sua comunidade a partir de quem foi eleito. Tal e qual garimpeiros que buscam no cascalho bateado por uma pedra preciosa, assim deve agir o eleitor consciente para votar em candidatos que não abusam de gastos em suas campanhas, que respeitam os cidadãos e oferecem com pudor e modéstia os seus nomes para uma capacitada escolha a partir da maioria dos eleitores que, há tempos, aprenderam que o seu voto não pode servir para a efetivação de lucrativos negócios por quem se atira na política unicamente para beneficiar-se dos salários e benefícios diversos de um cargo nas casas legislativas ou enquanto no poder executivo. Ao selecionar candidatos e isentos de interesses pessoais ou de buscas por vantagens diversas, mister se faz que o eleitor, desde já, saia em campo na busca por sufrágios que caracterizam aquele em quem ele acredita e no qual optou por depositar o seu voto de confiança, a sua procuração para representa-lo no poder legislativo. Não leio e não aceito “santinhos” e sequer dou a mínima atenção para cartazes, folhetos e faixas onde candidatos diversos se apresentam aos eleitores. Preferível é a abordagem de candidatos a cidadãos e quando é possível, olhos nos olhos, durante uma sóbria e frutuosa conversa. Digo não a candidatos acomodados e sugismundos e que preferem pichar e sujar ruas e praças com os seus ”santinhos” e que, ainda, na véspera do dia da eleição, derramam milhares deles às portas das seções eleitorais; um sonoro “não” a candidatos que trocam encontros com eleitores por carros, motos e caminhões equipados com ruidosos sistemas de som, colocando-os para circular pela cidade e sem qualquer respeito ao direito dos cidadãos de não serem incomodados com ruídos de infinitos decibéis. O meu não a candidatos que se passam por generosos ao registrarem em cartório que, se eleitos, doarão os seus proventos a instituições de caridade. Não duvido da magnanimidade de candidatos com esse perfil, mas dou-me o direito de questionar como gastam milhões em campanha e na certeza de que, se eleitos, não terão de volta o valor que investiram em suas respectivas campanhas e somente por meio da sua remuneração. Por outro lado candidatos que dão um jeitinho de burlas as leis eleitorais e a fiscalização, na realidade dão mostras claríssimas de que não são confiáveis e portanto sem qualquer crédito que faça-os merecedores dos nossos votos. Finalizando, é execrável a utilização de religiões para a obtenção de votos: passam a frequentar missas e cultos diversos, casamentos de quem não conhecem e até missas de Sétimo Dia, quando não se oferecem para apadrinhar recém-nascidos. Diante de tais situações compadeço-me com o nosso Brasil e cuja considerável parcela do seu povo ainda não conseguiu libertar-se do cabresto imposto por quem julga-se politico mas que, na realidade, aproveita-se da politica unicamente em beneficio próprio. Conhecer o currículo de alguns candidatos e considerar a conduta pessoal dos mesmos, já seria um bom começo para o eleitor avaliar quem será contemplado com o seu precioso voto.