por uberlandiahoje | fev 12, 2026 | Blog |
Tecnologia de ponta garante diagnósticos mais rápidos, redução de radiação e maior ergonomia para os profissionais
GOV. MG
O Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) segue atualizando seu parque tecnológico para aprimorar a assistência hospitalar. Com o objetivo de otimizar o fluxo de atendimento e ampliar a precisão diagnóstica, a instituição promoveu a substituição dos antigos equipamentos de raio-x móveis por modernos sistemas digitais integrados. A transição foi iniciada com a capacitação das equipes técnicas, assegurando que a nova tecnologia esteja plenamente incorporada à rotina assistencial de forma eficiente e segura.
As duas novas unidades de raio-x digital apresentam diferenciais técnicos que transformam a dinâmica do atendimento à beira do leito. O monitor acoplado ao próprio equipamento permite a visualização imediata da imagem, sem a necessidade de cabos ou computadores externos, o que garante maior agilidade diagnóstica. Além disso, os aparelhos são portáteis e possibilitam o deslocamento até o paciente sempre que necessário.
Outro avanço importante está relacionado à segurança radiológica. Por serem mais potentes e modernos, os equipamentos demandam menor tempo de exposição, reduzindo significativamente a dose de radiação tanto para o paciente quanto para a equipe assistencial.
A mobilidade e a ergonomia também se destacam como benefícios relevantes, conferindo mais segurança aos profissionais. O deslocamento motorizado minimiza o esforço físico dos técnicos de radiologia, enquanto o funcionamento por baterias internas elimina a presença de fios no ambiente, reduzindo riscos de contaminação e acidentes.
Para a coordenadora administrativa do setor de Radiologia, Neiva de Souza, essa atualização vai além da substituição de equipamentos e representa uma mudança de paradigma no Hospital Governador Israel Pinheiro (HGIP), ao reforçar o compromisso da gestão com uma assistência mais segura, eficiente e humanizada. “Com os novos RX os pacientes passam a usufruir de um serviço de imagem mais rápido e tecnicamente superior”, afirma.
Atendimento ampliado
Beneficiários da Assistência à Saúde do Ipsemg que possuam solicitação para exames de raio-x ou tomografia e desejarem atendimento no Serviço de Radiologia e Diagnóstico por Imagem do HGIP podem realizar o agendamento por meio da Central LigMinas, pelo telefone 155, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.
São disponibilizadas 40 vagas diárias para a realização dos exames, com atendimento das 7h às 22h. Nos fins de semana e feriados, o serviço funciona exclusivamente para exames de raio-x. Para a realização do exame, é necessário apresentar CPF, cartão de beneficiário e pedido médico.
por uberlandiahoje | fev 12, 2026 | Blog |
Levantamento mostra que o Governo de Minas já investiu quase R$ 570 milhões em pesquisas coordenadas por mulheres
Nesta quarta-feira (11/2), data em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, Minas Gerais tem a comemorar uma relevante atuação feminina nas áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I).
GOV. MG.
O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), já investiu mais de R$ 568 milhões em pesquisas coordenadas por mulheres, de 2021 a 2025.
As mulheres representaram, em média, 60% dos bolsistas Fapemig nos cinco últimos anos. Os dados são referentes a bolsas institucionais (de formação): iniciação científica e científica júnior, mestrado e doutorado. Em 2024, a fundação contava com 5.186 mulheres bolsistas cadastradas e 475 projetos sob coordenação feminina. Já em 2025, esses números aumentaram para 5.991 (+15%) bolsistas mulheres cadastradas e 523 projetos de chefias femininas.
“Mais que reconhecer a atuação feminina na ciência, o Governo de Minas tem investido no trabalho e na produção científica dessas mulheres. Esse é um papel essencial do Estado que ecoa nas gerações seguintes, em meninas que são capacitadas e inspiradas por essas mulheres, construindo um legado feminino na ciência”, afirma a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), Mila Corrêa da Costa.
Inspiração
A Fapemig lançou, nos últimos anos, chamadas que buscavam fomentar a participação feminina nas áreas de C,T&I. É o caso do Ciência por Elas, lançada em 2023, que investiu R$ 17,9 milhões em 95 pesquisas coordenadas por mulheres.
Houve também a chamada para concessão de bolsas de iniciação científica em áreas STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharias e Matemática), lançada em 2025, que incentivou a participação de estudantes em áreas que, historicamente, contam com maior presença masculina. Das 300 bolsas concedidas, mais da metade (160) foram destinadas a mulheres.
A participação das mulheres nos ambientes acadêmicos, científicos e tecnológicos não apenas reforça a capacidade e a qualidade da ciência feminina, mas também inspira as novas gerações. Elizângela Aparecida dos Santos é uma dessas mulheres.
Doutora em Economia Aplicada, docente e pesquisadora na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) – Campus Unaí, ela foi a vencedora do Prêmio Bunge 2025, na categoria Juventude. A pesquisadora dedica seus trabalhos à análise dos impactos das mudanças climáticas na agricultura brasileira e, em sua jornada acadêmica, contou com o apoio da Fapemig.
“Receber esse reconhecimento ainda jovem, e sendo mulher, demonstra que a ciência é um espaço possível e necessário para todos, fortalecendo e incentivando as novas gerações de meninas e mulheres a ocuparem um espaço cada vez mais diverso e plural”, ressalta.
Financiamento que faz a diferença
A pós-doutora em fisiologia cardíaca, docente e pesquisadora do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Silvia Guatimosim, é outro exemplo de destaque na ciência mineira.
“Meu primeiro contato com a ciência foi através de uma bolsa de iniciação científica da Fapemig, assim como meu primeiro financiamento de pesquisa, recurso extremamente importante para a implementação do meu laboratório da linha de pesquisa de fisiologia cardíaca na UFMG”, destaca Silvia.
O financiamento possibilitou a implementação não apenas do laboratório, mas também da primeira linha de pesquisa em fisiologia cardíaca da UFMG e de Minas Gerais. Hoje, o laboratório é referência no Brasil e reconhecido internacionalmente. “É importante o reconhecimento do nosso trabalho, da nossa dedicação e da nossa competência, da mesma forma que é feito para os homens”, ressalta.
Para este ano, está previsto o lançamento de uma nova chamada Ciência por Elas, com estimativa de mais de R$ 15 milhões em investimentos.
“A Fapemig, como agência de fomento, entende que um de seus papéis é contribuir para a diminuição da desigualdade em termos de gênero, valorizando as mulheres dentro do contexto de ciência, tecnologia e inovação”, destaca assessora técnica de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, Cynthia Barbosa.
por uberlandiahoje | fev 11, 2026 | Ponto de Vista |
Dr. Flávio de Andrade Goulart*
Em minhas caminhadas matinais pelo final da Asa Norte, em Brasília, vejo com alguma constância pequenas placas com informações sobre as espécies vegetais ali presentes, geralmente plantas naturais (ou endêmicas) do Cerrado, pois que existem algumas exóticas também. Fico feliz em vê-las (e aprender com elas), porque sou um notório curioso sobre a botânica e frequentemente, quando não me trai a memória, passo a incorporar esses novos conhecimentos, às vezes tratando os mesmos – confesso – como se os conhecesse desde sempre. Mas tem uma coisinha que às vezes me faz cócegas na mente, ou seja, a frequência com que aparece em tais plaquinhas a palavra “medicinal”, ao lado de designativos como ornamental, alimentícia, madeira. É apenas a primeira dessas categorias que me provoca especulações, porque quanto a ornamentar com flores, oferecer frutos e sementes, se converter em lenha ou tábuas, não caberiam muitas dúvidas. Mas tal definição de medicinal no mínimo exigiria a a indagação: como assim? Ou ainda: para que tipo de problemas de saúde? Nas tais plaquetas, é claro, isso não está esclarecido, mas quando vamos aos livros de botânica, principalmente dedicados às árvores e outras plantas do cerrado, o mesmo adjetivo aparece inúmeras vezes, com esclarecimentos um pouco mais detalhados, embora, a meu ver, ainda obscuros. Como diziam os antigos, é aí que a porca torce o rabo, ou para adequar tal expressão à situação presente, é aí que o pequizeiro retorce (ainda mais) seus galhos, já tortos de natureza. As informações obtidas em tais textos são de uma generalidade espantosa, dando origem a expressões vagas como afecções do fígado, estados inflamatórios, febres, corrimentos, doenças dos rins, do estômago, do fígado etc. Pois bem, gostaria de saber em que tipo de clínica ou laboratório, dentro de qual categoria metodológica, isso foi devidamente testado e comprovado. Os adeptos de tais terapias certamente vão me condenar por exagero na crítica e de descrença no poder terapêutico da natureza, ou coisas assim. Quem tive mais paciência vai tentar me explicar que se tratam de conhecimentos ancestrais de uma suposta medicina tradicional, aspectos aos quais eu deveria me render, deixando de lado minhas tendências céticas e materialistas. Com a aproximação da COP-30 já reparei que tal assunto ganhou novas proporções, por exemplo, na suposição de que certos “conhecimentos tradicionais” indígenas poderiam conter a chave não só para processos de cura de doenças como também para a resolução da crise ambiental. Isso é, sem dúvida, resultado de movimentos descoloniais e ambientalistas, que alimentam ideias um tanto românticas e sem base factual, de que as crenças e tradições dos chamados povos “ancestrais” ou “originários” apenas por isso já deveriam usufruir de um estatuto comparável ao das ciências estabelecidas, com raízes desde os tempos de Galileu, passando por Descartes, Louis Pasteur, Mme. Curie, Niels Bohr, Oppenheimer e Einstein. Mas a vida (aquela real, pelo menos) é bem mais complicada, para tristeza e revolta dos tais descolonizadores do conhecimento. Preocupado com isso procurei algumas leituras ancoradas na Ciência Tradicional, que os tais descolonizadores costumam menosprezar, em troca do que denominam Nova Ciência. Assim cheguei ao texto seguinte, que recomento aos leitores.
Conhecimento tradicional e Ciência Carlos OrsiBaixar
Relacionado
Doenças raras, gente comum24/10/2023Em “Nossa posição”
Teorias conspiratórias na Saúde: um velho problema novo04/07/2024Em “Terceiros”
E não é que o General nos deixou alguns ensinamentos…20/05/2021Em “Nossa posição”
CATEGORIASNOSSA POSIÇÃO, TERCEIROSTAGSCIÊNCIA, CONHECIMENTO TRADICIONAL, PLANTAS MEDICINAIS
Deixe um comentá
*Flávio de Andrade Goulart é médico, professor de Medicina na UFU e na UNB, secretário de Saúde em Uberlândia e sobrinho do poeta Carlos Drummond de Andrade
por uberlandiahoje | fev 10, 2026 | Blog |
Certame ofereceu 13.795 vagas para cargos da Secretaria de Educação em todas as regiões do estado
GOV. MG
O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) e da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag/MG), divulgou nesta terça-feira (10/2) o resultado definitivo de três carreiras do Concurso Público nº 01/2025, destinado ao provimento de quase 14 mil vagas para a rede estadual de ensino.
A homologação é a etapa final do concurso público, quando o governo confirma oficialmente que todas as fases do certame foram concluídas de acordo com as normas do edital, tornando o resultado válido e definitivo. Neste momento, serão homologados os cargos de Professor de Educação Básica (PEB), Analista de Educação Básica (AEB) e Técnico da Educação (TDE). As homologações dos demais cargos ocorrerão nos próximos meses.
A partir dessa etapa, o Estado fica autorizado a iniciar as convocações dos candidatos aprovados, conforme a necessidade da administração pública. As nomeações acontecerão em três lotes, a partir de fevereiro. O primeiro lote contemplará PEB, AEB e TDE. A publicação estará disponível no Diário Oficial de Minas Gerais.
“Vamos fortalecer a rede estadual com a chegada de novos profissionais, ampliando a capacidade de atendimento da educação pública em todas as regiões de Minas. A homologação deste concurso reafirma o compromisso do Governo do Estado com a valorização dos servidores e com a qualidade do ensino oferecido aos estudantes”, afirmou o secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares da Silva.
O concurso contempla vagas para os cargos de Professor de Educação Básica, Especialista em Educação Básica (EEB), Analista Educacional (ANE), Analista de Educação Básica, Técnico da Educação e Assistente Técnico de Educação Básica (ATB). A previsão de publicação dos resultados finais e a homologação das demais carreiras pode ser consultada no site da banca organizadora Consulplan.
Atuação em todo o estado
As oportunidades são destinadas à atuação nas 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs) e nas Unidades de Ensino distribuídas por todas as regiões do estado, fortalecendo a rede pública e ampliando o acesso a uma educação de qualidade para os estudantes mineiros.
A remuneração inicial varia de acordo com o cargo e a carga horária, com valores entre R$ 1.917,11 e R$ 6.937,06. Todos os cargos são vinculados ao regime estatutário, conforme a Lei Estadual nº 15.293/2004, garantindo estabilidade e direitos aos servidores.
A divulgação do resultado final e da homologação reforça o compromisso do Governo de Minas com a valorização dos profissionais da educação, reconhecendo o papel essencial desses servidores na formação dos estudantes e no desenvolvimento do estado. A iniciativa representa um importante avanço para o fortalecimento da Educação Pública Estadual, com a ampliação do quadro de profissionais e a melhoria da gestão educacional.
Valorização profissional
O Governo de Minas instituiu a Comissão Permanente de Concursos da Educação, responsável por planejar, organizar e acompanhar os concursos públicos para as carreiras da SEE/MG, além de identificar as necessidades de novas vagas. Desde 2019, o governo já nomeou 28.704 servidores em diversas carreiras em todo o estado.
por uberlandiahoje | fev 10, 2026 | Política Nova |
Ivan Santos – Jornalista
Certa vez mestre Armando Nogueira, um dos maiores cronistas de jornais do Brasil, ensinou uma lição a quem quiser aprender a escrever. Segundo ele, “bem escrever é cortar palavras”. E contou uma história ocorrida em uma feira de peixes na beira de uma praia. O feirante escrevera um anúncio assim: “HOJE, VENDO PEIXE FRESCO”. A um amigo dele que chegara, perguntou se o anúncio estava correto. O amigo escritor observou: “Você já notou que todo dia é sempre hoje”? E acrescentou: “Acho dispensável esta palavra HOJE”.
O feirante retirou a palavra e o anúncio ficou: “VENDO PEIXE FRESCO.” O amigo tornou a comentar: “Aqui, nesta feira, existe algum peixe dado de graça”? O peixeiro respondeu: “Que eu saiba. “Então não é preciso o verbo VENDER. O peixeiro obedeceu e retirou o verbo. O anúncio ficou: “PEIXE FRESCO”. A seguir, o visitante perguntou: “Me diga uma coisa: por que apregoar que o peixe é fresco se o que traz o freguês a uma feira no cais do porto é a certeza de que todo peixe daqui é fresco”? Lá se foi o adjetivo.
Ficou o anúncio reduzido a uma singela palavra: “PEIXE”. Foi por pouco tempo. O visitante ponderou que era menosprezar a inteligência dos clientes anunciar, em letras garrafais, que o produto da banca era peixe. O anúncio foi cancelado, sumiu. O feirante vendeu tudo. Não sobrou nem a sardinha do gato. E ainda aprendeu uma preciosa lição: “Escrever é cortar palavras”.
Jornalismo
Jornalismo não é literatura; é informação. O texto jornalístico não admite frases na voz passiva, locuções verbais, gerúndios nem adjetivos qualificativos. Os leitores de jornais não aceitam julgamentos prévios e têm o direito de saber quem foi que praticou a ação indicada pelo verbo principal da oração. Simplificar é preciso.
laro: dificilmente permitirei”.
Manual precioso
As jornalistas Dad Squarisi e Arlete Salvador, no livro “A arte de escrever bem” ensinam produzir mensagens pelo correio eletrônico, escrever relatórios, fazer vestibular ou produzir matéria jornalística. Elas, com indiscutível habilidade e competência, ensinam, no livro, como redigir hoje, de modo adequado e elegante.
Lição de mestre
Pompeu de Souza, lendário jornalista do “Diário Carioca” do Rio de Janeiro, que introduziu o “lead” no noticiário brasileiro, dizia aos principiantes: “Jovem, escreva um sujeito, um verbo e um complemento, sempre nesta ordem – a direta. Se quiser escrever um adjetivo, peça minha permissão e, antecipadamente, declaro: dificilmente permitirei”.
Manual precioso
As jornalistas Dad Squarisi e Arlete Salvador, no livro “A arte de escrever bem” ensinam produzir mensagens pelo correio eletrônico, escrever relatórios, fazer vestibular ou produzir matéria jornalística. Elas, com indiscutível habilidade e competência, ensinam, no livro, como redigir hoje, de modo adequado e elegante.