Gustavo Hoffay – Aente Social

Em nosso país não há situação ou lugar seguro para qualquer cidadão e mesmo para aquele que tenha uma super, moderna e tecnológica estrutura que, imagina-se, possa garantir-lhe uma mínima segurança. A distância entre a vida e a morte por violência é menor, muito menor, que uma vírgula e a vulnerabilidade desconhece o tamanho do saldo bancário de cada um, sua raça ou nível de escolaridade. Acredito que nunca investiu-se tanto em segurança pessoal e patrimonial em nosso país mas, ainda assim, continuamos inseguros, dormindo ou acordados, nas ruas ou em residências, nos carros ou caminhando pelas calçadas, operando em nossos celulares ou computadores, no trabalho ou a passeio, nas ruas ou nas estradas, nas cidades ou nos campos, dentro ou próximos a igrejas e templos! Nossas vidas, em função da violência que campeia o nosso país, se parece cada vez mais a um fio tênue e fragilizado pelo ciclope aumento da criminalidade. Um(a) adolescente prefere arrebanhar milhares de reais em um único roubo ou assalto a ter que trabalhar formalmente oito horas ao dia, seis dias por semana e receber pouco mais de dois mil reais ao final de um mês. Tornamo-nos cidadãos alienados e em decorrência do stress, da insegurança, da falta de policiais nas ruas, da ausência de políticas públicas que acendam o tesão pela vida em milhões de nossos conterrâneos. Em cidades onde a morte de uma pessoa econômica e financeiramente rica e/ou famosa causa profunda comoção, o falecimento de cidadãos comuns por assassinatos e mesmo em chacinas de famílias já não causam qualquer reação; tornaram-se absolutamente banais. O cheiro e a fumaça de pólvora deixa o povo asfixiado e um rombo de bilhões de reais por ano nos cofres públicos, quando poderiam estar sendo investidos em saúde, educação e habitação para os mais humildes…..por exemplo. Assaltantes destemidos, arrojados já invadem delegacias de polícia para soltar os seus comparsas e a venda de fugas tornou-se um grande negócio para policiais corruptos. O governo precisa urgentemente acordar, agir e operar de maneira determinada na direção certa, entretanto ele continua preferindo cobrar para arrecadar mais, mais e mais! Penso que proibir o porte ou limitar ao máximo a venda legal de armas , seja comparável a retirar o sofá da sala para evitar a traição da esposa infiel. Em questão de segurança pública vivemos todos em uma situação limite e enquanto os governos federal e estaduais continuam a fazer vista grossa contra o povo. “Todas as ciências progrediram, menos a de governos não avançou, sendo praticada apenas um pouco melhor que há quatro mil anos” (Jonh Adams, ex-presidente dos EUA). Ou a corrupção na área da segurança pública está travando a nossa paz ou os governantes estão com elevado grau de miopia, insensíveis e invertendo prioridades. Nossos eleitos rugem como feras, discursam de maneira empolgada e cínica, arremetem nossas cabeças aos leões e o povo, encantado, aplaude e ri como a hienas que alimentam-se diariamente de fezes.
Gustavo Hoffay / Agente Social