Marília Alves Cunha – Educadora e escritora
Estamos a um passo das eleições presidenciais, não dá pra brincar ou ser indiferente. Um dia importantíssimo que pode dirigir o destino de nosso país, da nossa nação pelos anos subsequentes e traçar o nosso futuro. Um futuro que pode ser de paz, liberdade, oportunidade de crescimento ou o prosseguimento de uma maneira de governar que deixou o Brasil muito longe daquilo que se pode chamar de uma esperançosa e feliz caminhada para o desenvolvimento. O país, infelizmente, retrocedeu a passos largos nos últimos quatro anos. Não há como esconder o fracasso da última governança.
Mas, não podemos nos deter no passado. Temos um futuro pela frente e um país bonito por natureza que merece ser abraçado e cuidado. Somos nós, eleitores, que poderemos com nosso voto consciente, mudar s coisas e colocar de novo o gigante Brasil nos trilhos.
Gostaria imensamente de ter visto, durante a campanha eleitoral, debates preciosos que esclarecessem ao povo planos de governo, programas a serem realizados, coisas importantes discutidas nas áreas da educação, segurança pública, proteção à infância, economia, combate à corrupção, diminuição do tamanho do Estado e a maior importância dada ao cidadão, maneiras de equilibrar as contas públicas, reformas importantes e inadiáveis a serem feitas, saúde, proteção aos idosos e tantas coisas importantes e que interessam sobremaneira ao desenvolvimento do país e melhor condução do Estado. Mas, infelizmente, o tempo não foi suficiente para tanto…
E por que o tempo não foi suficiente? Simplesmente porque o Brasil foi engolido por uma maré de corrupção, coisa pequena não, coisa grande, enorme, aterrorizante, como nunca tínhamos visto igual. Primeiro foi a questão do INSS e a roubalheira na pensão e aposentadoria dos velhinhos. O Brasil estagnou-se em estado de choque à medida que os golpes foram aparecendo e mostrando uma teia de empresas criadas especialmente para o assalto às míseras aposentadorias e pensões. Uma CPMI começou a ser conduzida com excepcional empenho e eficiência, jogando luz sobre a extensa rede de corrupção. Os governistas, vendo que o véu estava sendo levantado, entraram no fim para atrapalhar e destruir o trabalho desenvolvido com lucidez e detalhes. Voltamos à estaca zero.
Em seguida, sem dar tempo para que pudéssemos respirar, estoura a grande corrupção do caso Banco Master, Vorcaro e suas peripécias para, acredita-se, comprar autoridades de grande porte no mundo político e jurídico brasileiro. O cara é esperto, sem dúvida, mas avançou demais nas suas ambições e acabou vendo o sol nascer quadrado na Papuda. Nomes que vinham até então sendo temidos, mandando e desmandando no Brasil e outros que achou importantes por estarem juntos ao poder do Planalto e que pudessem dar a mão caso as coisas dessem errado vieram à tona. O povo brasileiro uma vez mais, o grande perdedor, o mais esquecido, o menos citado nesta porcaria toda. Os celulares de Vorcaro – grande manancial de nomes importantes que agora insistem em afirmar que nada têm a ver com o caso e, como sempre acontece com pessoas que perderam a moral e a decência, jogam para outros a responsabilidade pelos seus erros.
Bem, não foi possível discutir o Brasil com suas drásticas dificuldades e as medidas que pudessem melhorar as coisas. Mas tenho a certeza que o povo brasileiro, de uns tempos para cá, vem despertando maravilhosamente para o lado da política sadia e compromissada com seus verdadeiros objetivos. Saberá decidir, na hora do voto, o que é melhor para nós. E não adianta repetir que não gosta de política, que vota em qualquer um, que vota branco, que vota nulo, que vá tudo para o inferno. Não se engane! Se você não decide com responsabilidade e sobriedade, não faz suas escolhas pensando num Brasil muito melhor do que o que estamos vivendo (apesar das dificuldades que enfrentaremos depois de um governo que apenas cobrou do povo e nada entregou), alguém decidirá por você. E aí, inúteis serão as suas reclamações, seus lamentos. Sobrarão apenas suas perdas! Pensem nisto!