Iniciativa é desenvolvida pelo Dmae em parceria com associações de cooperativas e catadores; com base em tabela de cálculo da WWF, o reaproveitamento de metade desse material equivale à preservação de mais de 72 mil árvores

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Divulgação/Dmae

O último ano foi de recorde histórico da coleta seletiva em Uberlândia, com mais de 5,5 mil toneladas de resíduos reciclados pelas associações e cooperativas de catadores parceiras do programa de Coleta Seletiva do Dmae. Esse material é reintroduzido no mercado, preservando assim a matéria prima que seria utilizada na produção de novos itens de papel, plástico, vidro, alumínio, entre outros.

Entre todo o volume coletado, só de papel e papelão, por exemplo, foram recicladas mais de 2.429 toneladas, o suficiente para evitar a extração 72.873 árvores e o desmatamento 87 hectares de floresta. Já as 1.458 toneladas de vidro recicladas economizaram mais de 1.896 toneladas de areia, enquanto as 1.021 toneladas de plástico reciclado preservaram cerca 10,2 toneladas de petróleo que não precisaram ser extraídos da natureza.

Aço e Alumínio são dois materiais de destaque na coleta seletiva, tendo sido reciclados mais de 40 toneladas deles no último ano. Cada tonelada de aço reciclado representa uma economia de 1,140 tonelada de minério de ferro, 155 kg de carvão e 18 kg de cal, enquanto uma tonelada de alumínio preserva 5 toneladas de bauxita e aproximadamente 200 metros cúbicos (m³) de espaço em aterros sanitários.

Esses valores são calculados seguindo a tabela do Fundo Mundial para a Natureza (World Wide Fund for Nature – WWF), que prevê a quantidade de matéria prima economizada com o reaproveitamento destes materiais.

O supervisor de resíduos sólidos do Dmae, Arthur Rosa, ressalta que este é o real objetivo da coleta seletiva, preservar os recursos naturais existentes, reutilizando os materiais já em circulação. “Realizando a separação dos resíduos todos os dias nas nossas casas e colocando para nossa equipe fazer a coleta, os recicláveis chegam nas associações e cooperativas para serem separados e encaminhados para a reciclagem, assim protegemos o meio ambiente da poluição e preservamos os recursos naturais que deixam de ser extraídos”, disse.

Além de representar economia de matéria prima e recursos naturais, o trabalho também contribui para a economia da região. Afinal, o programa de Coleta Seletiva do Dmae desenvolvido nas associações e cooperativas parceiras gera emprego e renda para mais de 100 catadores de recicláveis e suas famílias.

Economia de água e redução de CO2 evitado

A produção industrial de novos materiais como papel, plástico, ferro e vidro também consome uma quantidade significativa de água e emite gás carbônico (CO2) no ambiente. Desta forma, a coleta seletiva e a reciclagem destes resíduos também têm um forte impacto na preservação do recurso hídrico. Em 2023, só em Uberlândia, somando todos os materiais coletados e reaproveitados pela coleta, estima-se uma economia de mais de 353,9 milhões de litros de água.

Já na emissão de CO2, ano após ano, segundo a base de cálculos que consta no Anuário da Reciclagem 2022, tem se deixado de emitir uma quantidade cada vez maior de CO2 com tais processos industriais. Em 2019, cerca de 1.474 toneladas do gás deixaram de ser emitidas, valor que cresceu exponencialmente, chegando a 6.884 toneladas em 2023, um aumento de 367%.

19/02/2024
Paulo Mota
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