Lula apresentou comportamento e linguajar típicos de quem deseja convencer uma criança arteira e rebelde de que ela é uma criaturinha normal, porém mal entendida, vítima de ataques a partir de comentários malvados, indelicados e inclusive desde alguns chefes de estado que, a princípio, parecem-lhe desprovidos de uma racionalidade lógica, débeis mentais incapazes de dirigirem politicamente suas respectivas nações e que ficam a dar pitacos na política externa de outros países… oh, my God! Ao aconselhar Maduro a construir a sua própria narrativa e defesa diante de tantas acusações que lhe são impostas a partir de governos democráticos de todo o planeta Terra, Luis Inácio, mais uma vez, deu provas categóricas de que sofre de algum tipo de um grave transtorno político-ideológico e pautado por um julgamento insólito, sob um particular e assombroso ponto de vista que, a priori, baseia-se exclusivamente naquilo a que pode-se dar o nome de “cumpanheirismo”. Somente Luis Inácio, o Lula, entre todos os chefes de estados democráticos em todo o planeta, ainda não conseguiu entender que a Venezuela, enquanto sob o jugo de Maduro, não adota – e porque não entende e não quer – uma concepção de governo ligada à igualdade, à liberdade e ao respeito aos direitos individuais, enquanto parece ignorar a migração de milhares de compatriotas do seu ilustre visitante, inclusive crianças, que fogem de uma Venezuela sob fogo e em transe enquanto atravessam rios e matas e arriscam a própria vida na busca de uma vida muito menos indigna em nosso país. Liberdade, igualdade, fraternidade, justiça e solidariedade são valores que a grande maioria do povo venezuelano desconheceu pela falta de prática durante um regime de governo regozijado por Dilma, Lula e por outros governos socialistas de quase todo o mundo, inclusive aquele que governa a Rússia sob punhos de ferro. Que outra “narrativa” teria o ex-maquinista Maduro sobre o seu próprio governo, senão a de que não teve reconhecida a sua eleição para presidente da linda e rica Venezuela pela Organização dos Estados Americanos, também pela União Européia e sequer pela Assembléia Nacional do seu próprio país? Sim, sr. Luis Inácio, você fez subir a gloriosa rampa do Palácio do Planalto, com toda a pompa e circunstância, um ex-dirigente sindical cujo caminho rumo à chefia de governo do seu país, esteve envolto em mistérios e considerando-se, ainda, que ele foi eleito com 50,61% dos votos, contra 49,12% de Henrique Capriles, seu opositor ( no Brasil, lembremo-nos, Lula elegeu-se com 50,9% dos votos, contra 49.10% de Bolsonaro. Qualquer semelhança seria mera coincidência?) E Lula, com a sua envolvente prática vitimista, aplaude calorosamente um cumpanheiro que tem 71,1% de reprovação popular em seu próprio país e diz, ainda, que é “efetivamente inexplicável um país ter 900 sanções porque um outro país (leia—se Estados Unidos) não gosta de você (900 sanções; francamente…. afinal o que são 900 sanções, não é mesmo? ). Luis Inácio, Luis Inácio……..a anti-democracia e o autoritarismo impostos sobre milhões de venezuelanos não merecem ser felicitados por quem tanto lutou, (enquanto dirigente sindical e depois parlamentar) pela democracia e combateu com todas as suas forças uma ditadura extremamente autoritária, não é mesmo? Em tempo: o nosso visitante ,por decreto, instituiu o dia 08 de dezembro como o Dia da Lealdade e do Amor ao comandante supremo, Hugo Chávez. E quem deve ter gostado, certamente, foi o Lulinha Paz e Amor. Aliás, o amor em países socialistas é lindo….!

Gustavo Hoffay
Agente Social
Uberlândia-MG