Ivan Santos*

A permanência ou não do ministro Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde deve ser decidida neste fim de semana. Primeiro, numa reunião que ele terá com o Presidente ou depois da “Santa Convocação do Chefe do Governo divulgada por pastores de igrejas evangélicas para um Jejum Nacional, amanhã”. Nessa reunião os pastores deverão pedir apoio ao Poder Superior “em prol da nossa nação” e contra o coronavírus. Essa “Santa Convocação” poderá ser o apoio que o Presidente espera para, com uma canetada, acabar com o confinamento do povo e com o brilho de Mandetta no Ministério da Saúde. Com apoio do povo de Deus, o presidente Bolsonaro poderá dar novo rumo ao combate ao Coronavírus.

O ministro Mandetta passou a ser considerado “pernona non grata” no centro do poder em Brasília depois que as pesquisas públicas divulgadas apontaram que ele, neste momento, tem mais aprovação popular do que o Presidente da República. Esta qualificação, para o chefe do Governo, é uma ameaça ao projeto da Direita que é continuar no poder depois de 2022. Então é melhor cortar a cabeça de Mandetta hoje antes que ele se transforme numa ameaça ao domínio da Direita.

O ministro Mandetta é ex-deputado federal do DEM, partido do presidente do Senado, David Alcolumbre e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, dois supostos inimigos do Presidente. Os operadores estratégicos do Gabinete do Ódio que assessora Bolsonaro acreditam que, com apoio dos que jejuarem amanhã, em menos de 30 dias ninguém no Brasil se lembrará mais de Mandetta e assim o projeto de poder da destra, com a reeleição de Bolsonaro em 2022, ficará livre de mais uma ameaça.

*Jornalista

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