Ivan Santos*

Em 2017 a Reforma da Previdência pedida ao Congresso pelo presidente Michel Temer seguia faceira na Câmara com aprovação prevista nas duas casas do Congresso. O clima mudou quando o tempo esquentou após estourar uma bomba detonada por um diretor do Frigorífico JBS que revelou uma conversa que teria havida entre ele e o presidente da República, Michel Temer. O clima na Câmara ficou agitado, a coordenação política despencou e a tramitação da Reforma da Previdência amarelou. Emperrou e virou nada.
Hoje, O vazamento do suposto diálogo entre o então juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça e o procurador Deltan Dallagnol, da Força Tarfefa da Lava Jacto, espalhou desconfiança entre parlamentares e poderá prejudicar ou atrasar uma decisão sobre as reformas pretendidas pelo governo do presidente Bolsonaro.
Outro projeto que tende a ser congelado ou destruído na Câmara é o Pacote Anticrimes formatado e defendido pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro. Hoje, vários líderes não escondem que não pretendem dar um instrumento poderoso ao ministro Sérgio Moro para ele se promover e se habilitar a disputar a Presidência da República em 2020. O presidente Bolsonaro, que ainda não decidiu se disputará a reeleição em 202, permanece em silêncio sobre o Caso Moro, mas poderá gostar de ver o eventual futuro adversário eleitoral na penúria.
Para alguns políticos experientes, o ministro Sérgio Moro precisa sair bem da atual contenda para permanecer no Governo. Se patinar nas explicações na hora de responder às acusações contidas num complô político supostamente armado por ele em Curitiba para condenar o líder da esquerda, Lula da Silva e favorecer um candidato da Oposição à Presidência da República, não se sustentará no Governo e poderá ser atirado à rua da amargura, sem piedade. Política é feita de fogo cruzado onde só os mais hábeis sobrevivem.

*Jornalista

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