Gustavo Hoffay*

Primeiro, via Whatsapp, chegou-me a notícia da soltura do Lula. –“Meu domingo seguia tão bem….”, pensei, embora cheio de serviço “até à tampa” (sim, também trabalho em alguns domingos e gosto muito do que eu faço). Dei um tempo, respirei fundo, abaixei a cabeça e mais uma vez pensei à respeito do ”solta” e “não solta” em referência àquele ex-metalúrgico e ex-presidente da República que, em poucos anos, conseguiu formar uma das maiores seitas de cunho político-partidário de todo o mundo e com a ajuda de algumas organizações internacionais. Após uma brevíssima reflexão a respeito daquela “news” (ou seria mais uma “fake news”?), concluí que não caberia a mim, reles brasileiro de classe média-baixa, desquitado, divorciado e recasado, assalariado, pai e avô, continuar querendo insistir em captar e decifrar as decisões (algumas até unilaterais) de tribunais e desembargadores, referentes ao presidiário e autodeclarado mártir Luís Inácio Lula da Silva. Caberia a mim, ajudar a desmontar um suposto esquema entranhado no subsolo dos poderes nacionais constituídos e adjacências, disposto a muito (e muito mais) para livrar da cadeia aquele sentenciado em Segunda Instância? Como eu deveria analisar uma situação na qual renomados juristas e legisladores federais, trabalham para conseguir mudar o rumo da história a partir de ações que contradizem totalmente a vontade popular e calcada na legislação vigente? Tudo isso seria trágico ou curioso? Lula solto significaria a morte do que ainda resta em termos de moralidade nas leis que regem a conduta do povo brasileiro? Quem, de fato, estaria conspirando contra o povo e o próprio país, ao tomar decisões a partir de insistentes e persistentes pressões políticas e jurídicas sobre poucas, muito poucas exponenciais figuras dos poderes legislativo e judiciário? Porque assistimos a uma fragmentação negativa de decisões em diferentes níveis? Seriam as autoridades envolvidas na tentativa de livramento de Lula, mais capazes e mais influentes que toda uma secular estrutura jurídica instalada em nosso país? Certo é que o sufocado povo brasileiro não consegue fazer ou sequer vislumbrar justiça em algumas decisões a respeito de réus e condenados na Operação Lava-Jato pelos meios convencionais e, ainda, assiste a organização de grupos na sociedade instados a decidirem espatifar o que julgam ser uma conspiração da direita contra o Brasil, contra o socialismo marrom que tanto defendem. Quais interesses estariam agrupando pessoas diversas, a partir da esperança de assistirem Lula liberto? Não obstante e na honrosa qualidade de brasileiros, a grande maioria de nós tem uma noção de Brasil e um sentimento de patriotismo. Sim, conclamo todos os brasileiros que orgulham-se de amar esta Pátria, a esforçarem-se e mostrarem-se presentes e em sentinela na defesa do nosso futuro, de um Brasil moderno, um Brasil contínua e fortemente inserido no ocidente, em todos os níveis possíveis e principalmente nos aspectos políticos, sociais e econômicos! No fundo, tudo depende de nós mesmos; temos uma aptidão para, a qualquer instante, reagirmos contra alianças nefastas que rodam a nossa democracia. E parte da imprensa que intriga, conspira e intriga contra a real democracia, o que dizer? Finalizando, preocupa-me o pensamento de termos políticos e homens apenas superficiais para darem um rumo definitivo, democrático e constante ao nosso país. Então vistamos as nossas camisas verde/amarelas e unamo-nos em uma só torcida e um só grito pelo bem do Brasil, pela nossa democracia, pelas famílias, pelos nossos filhos! Sim, porque há mais “coisas” nos subterrâneos de Brasília do que canos e tubulações.

*Agente Social – Uberlândia-MG

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