Impeachments!!!

Tania Tavares – Professora – SP

Como assim? Um ministro sozinho do STF pede a revogação de impeachments dizendo que só o Procurador Geral da República pode decidir sobre a cassação? Mas será que ele será isento neste julgamento? Será que o plenário da Câmara e Senado não são capazes de julgar responsavelmente? Por isto, a escolha de ministros para STF não pode ser um indicado apadrinhados do presidente eleito.Estamos caminhando para a ditadura de togados ?

Taxar super ricos

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – ECONOMISTA RS

Os grandes empresários brasileiros, suponho, já pagam bastante imposto. Tem muitas exceções e a mídia divulga sempre que ocorre um escândalo de altas proporções. Tirando o empresariado hoje as grandes fortunas são de membros do legislativo , do judiciário e ex -presidentes, governadores e prefeitos. Sob uma capa de impunidade fazem o que querem com o dinheiro público criando sempre as melhores situações em proveito próprio. Então fica difícil de acreditar que venham a fazer algo, taxar super ricos , nesse sentido .De verdade , há somente muita hipocrisia.

Um triste e real Brasil!

Marília Alves Cunha – Educadora e escritora

“O mal do malandro é achar que todo mundo é otário!”

O Brasil, no ocaso da democracia, assiste com tristeza mais alguns capítulos de uma longa história. Uma história de corrupção que, parece, entranhou-se de tal maneira no ser e estar do nosso país, como uma praga que insiste em estabelecer-se, resistindo a todos os remédios que lhe são administrados. E a impunidade que também assola este país, podemos assegurar, é o mais eficiente fertilizante que faz a corrupção florescer e dar preciosos frutos.

Entramos num círculo vicioso de miséria moral, intelectual e social como nunca antes aconteceu. Somos um país cheio de riquezas, habitado por um povo cada vez mais pobre e despreparado. Infelizmente, o ambiente é perfeito para que se instale um regime autoritário que acabará levando o restinho da única coisa que sobrevive, como muito esforço do povo: a liberdade. E esta riqueza, depois de perdida, dificilmente poderá ser reconstituída.

O caso do Banco Master e do INSS são típicos de um país que já deixou para trás a sua moralidade, a sua soberania, o exemplo de país onde a lei era igual para todos e a justiça confiável, na sua integridade e isenção. Faz-se aquele barulhão (nas redes sociais é claro) com a descoberta diária de inúmeros meios de pilhar, roubar apoderar-se do bem público e privado. A mídia tradicional esmera-se em tratar os assuntos com a maior delicadeza, deixando que as notícias não cheguem tão fortes e estrondosas ao grande público. Principalmente quando a coisa começa a chegar muito perto dos políticos, apadrinhados e das grandes autoridades. Espera-se que os clamores pela justiça, a indignação e o sentimento de revolta daqueles que ainda se importam e querem um Brasil melhor, se arrefeçam e se calem diante de tanta barbaridade. É inacreditável o que vem acontecendo neste nosso Brasil. Não há boas notícias. Se alguém souber de alguma coisa boa que esteja sendo feita sem a interferência dos inconvenientes, avise a todos para que haja uma réstia de esperança no nosso coração.

E enquanto o país é destroçado diuturnamente, esmagado pela ânsia de poder, pela ambição desmedida, pela falta de interesse ou interesses escusos pela coisa pública, pela indiferença de muitos que poderiam estar fazendo a diferença, pela vaidade e orgulho, pelo egoísmo, pelo insano desejo de transpor qualquer obstáculo para impor suas vontades, o que faz o nosso Presidente?

Primeiro critica a classe média, dizendo que esta ostenta demais. Como se não pudesse esta classe que sustenta este país, como muito trabalho e pagando muito imposto, ter por exemplo duas televisões ou comprar blusinhas na Shein. Como se não pudesse a classe média, ter uma casa para alugar. Como não pudesse a classe média ousar sonhar, amealhando economias para viver um futuro melhor. E o nosso Presidente, não satisfeito em criticar a classe média, volta agora a sua metralhadora para os pobres. Pobre não deve consumir, pobre deve viver de vento, trabalhar mais e mais para viver cada vez mais miseravelmente. Tudo isto para, simplesmente, evitar que os ricos fiquem cada vez mais ricos. Disse com todas as letras: se o pobre consumir mais, o rico vai ficar mais rico…Quanta idiotice, meu Deus!

Sinceramente, que inveja daqueles países onde o povo é estimulado ao progresso, a ganhar mais, a adquirir as coisas que lhe são necessárias para viver melhor, para crescer. Inveja das grandes democracias onde há liberdade econômica, onde as pessoas pagam impostos com a certeza que tudo retornará ao povo em forma de benefícios e melhor qualidade de vida, onde a educação não é uma mentira, onde não se estimula a mediocridade e o viver de assistencialismo, sem sonhos ou vontade de progresso. Que inveja!

Messias não

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

Cristãos acreditam que Jesus é o Messias. Lula também, mas Lula não é Jesus nem nenhuma divindade. Só seus fãs acham. Fazer o que? Porque Messias não? Não é juiz. Não parece ter notório saber jurídico tem seu valor. Passou num concurso para Advogado da União, tem mestrado e doutorado. Mas repito, não é juiz. E é amigo do Lula que prometeu, mas mentiu que não nomearia amigos. E o mais grave: foi sancionado pelo governo americano. Algo de grave cometeu. Só por essa ocorrência deveria, por decência e zelar pelo próprio nome, renunciar à indicação. É melhor para ele, para o STF e para o país. Recado dado.

S I G I L O!!!

Tania Tavares – Professora – SP

No Estadão (pag.A10 1º/25), li que o Itamarati cria regra para permitir “sigilo” a documentos antes públicos. Várias associações contestam estas restrições ao aceso às informações. Resumindo, esta portaria traz muitas dúvidas, estão querendo esconder o que de nós brasileiros?

Cracolândia

Diógenes Pereira da Silva – Tenente do Quadro de Oficias da Reserva Remunerada da PMMG

No cenário brasileiro contemporâneo, verifica-se um aumento progressivo no número de indivíduos em situação de dependência química, configurando um fenômeno que envolve fatores biomédicos, socioeconômicos e territoriais. A chamada Cracolândia, situada historicamente no centro de São Paulo, representa um caso emblemático de concentração urbana de vulnerabilidades, caracterizada pela interação entre uso problemático de substâncias psicoativas, exclusão social e insuficiência de políticas intersetoriais.

Declarações recentes de autoridades municipais apontam para a suposta “extinção” do fluxo de usuários, restando apenas um grupo reduzido de indivíduos. Essa narrativa, contudo, suscita questionamentos à luz de conceitos amplamente discutidos no campo das políticas públicas.

Nesse sentido, é pertinente indagar qual foi o destino real das centenas de usuários que tradicionalmente ocupavam aquela área. Teriam sido integrados a estratégias baseadas em redução de danos, que priorizam o cuidado continuado e a preservação de vínculos sociais? Foram incorporados a programas de acolhimento institucional, que buscam oferecer suporte habitacional e acompanhamento psicossocial? Ou, de forma coerente com práticas recorrentes de higienização urbana, teriam sido apenas deslocados para regiões periféricas, fenômeno descrito pela literatura especializada como dispersão territorial induzida, no qual o problema é apenas deslocado espacialmente, sem que haja redução efetiva dos agravos?

Além disso, a análise técnico-científica demanda considerar a possibilidade de mortalidade associada a agravos decorrentes do uso de substâncias, bem como os impactos da ausência de políticas continuadas de reinserção social, que são reconhecidas como essenciais para romper ciclos de uso compulsivo, reincidência e vulnerabilidade.

A avaliação desse contexto exige, portanto, o emprego de abordagens metodológicas robustas, baseadas em epidemiologia social, análise territorial, indicadores de saúde pública, estudos sobre populações em situação de rua e monitoramento das políticas de drogas. Somente a partir de dados consistentes e da integração de ações intersetoriais, saúde, assistência social, habitação, trabalho e segurança, é possível mensurar se houve redução real do fenômeno ou apenas uma mudança de sua visibilidade espacial.