Gustvo – Agente Social

A nossa democracia seria muito pouco democrática (ou mal democrática) se renunciássemos a defender o direito pela força quando necessário fosse e a liberdade pela coerção. O que deve determinar a tolerância de parte do povo brasileiro no momento presente, penso, não é uma mera e bisonha aceitação da qual damos uma clara mostra, mas o desejo efetivo de demonstrarmos o nosso patriotismo e o amor pela nossa história. Numa república forte manifestações contra um governo intolerável não basta para ameaça-lo de queda; portanto não vejo motivos de tanto escarcéu para tentar intimida-las. Mas se as nossas instituições governamentais estão desmoralizadas e frágeis e, ainda, considerável parcela do povo está aliada com grupos facciosos e usa de ameaças para perpetuar-se no poder, seria falta de firmeza ou de prudência ignorar esse fato, “virar a cara” para algo que pode colocar em risco o que foi-nos custoso (re)conquistar. Cabe, sim, lutarmos pelo nosso direito de impedir o avanço de ameaças internas e externas à nossa Constituição, porque pode muito bem acontecer que os antagonistas da democracia se recusem a qualquer discussão lógica e aí respondam a argumentos racionais por meio sinistros e democraticamente inaceitáveis. Penso, então, fazer-se necessário considerar que “eles” estão se colocando fora da lei e que a incitação de alguns deles a uma intolerância popular seja criminosa. Ora! Democracia não é concordar com injustiças e tolerância não pode ser comparada com passividade. Diante do descalabro de algumas decisões do Superior Tribunal Federal e do apoio a esse por parte de não poucos parlamentares vejo, sim, a democracia comprometida, um perigo real originado de uma ideologia política capenga e já em seus últimos estertores, como claro sinal de luta pela sua desprezível sobrevivência. Está claro que o Brasil encontra-se temporariamente sob o poder de uma doutrina que já está na UTI, porque submisso a um governo déspota e cujos alguns dos seus membros já são incapazes, até, de tolerar tanta desfaçatez dele originada. Francamente, a realidade está aí e exposta por uma desvergonhada política federal e claramente intolerante a críticas racionais, como aquelas emitidas por governos cujos países participam de uma desorganizada e relaxada Cop 30 em Belém-PA. É lamentável ao extremo ver, ouvir, sentir e assistir a nossa pátria ser continuamente ferida em seu íntimo devido a um doutrinamento político que engana, ilude e mente, quanto mais tendo por ministras duas figuras que sobressaem-se unicamente pelas suas originais características e não pela sua própria capacidade técnica/administrativa e política para dirigirem suas respectivas pastas. Está claro que o nosso Brasil está sob o poder de uma doutrina politica que não vingou porque submisso a um governo déspota e cujos alguns dos seus ministros já são incapazes, até, de ter um mínimo de tolerância entre si mesmos. A verdade, penso, é essa e exposta por uma administração federal intolerante com um regime democrático. É lamentável, ao extremo, sentir e assistir a nossa gloriosa e rica pátria ser continuamente ferida por um doutrinamento politico que ilude e mente, como tantas vezes já demonstrado. Mas faz-se extremamente urgente enfrentarmos o fanatismo e o dogmatismo de agentes empoderados e que vem acentuando-se de maneira afrontosa nos Três Poderes. Então, se deixarmos de amar a democracia seria dar um lindo e maravilhoso presente àqueles que vêm comendo a mesma pelas beiradas. E, finalizando, dias desses ouvi um amigo dizendo que o “sujeito ideal totalitário não é o nazista ou o comunista, mas o homem para quem a distinção entre o fato e a ficção ou entre o verdadeiro e o falso não mais existe, mas apenas o seu fanatismo irracional, mortífero e odiável sob todos os aspectos, enquanto apoiado por uma massa de ignorantes políticos”.